domingo, 4 de maio de 2014

Monteiro mais uma vez no pódio, com a vitória de Morbidelli

Mais uma excelente largada de Tiago Monteiro na segunda corrida, com a grelha invertida, conseguindo passar para terceiro e na primeira curva do circuito de Hungaroring, que conhece muito bem. Passou Valente e seguiu em 2º, atrás de Morbidelli. O italiano tinha Monteiro coladinho a ele, sem poder errar. A verdade é que Morbidelli defendeu-se bastante bem de todas as investidas do português, restando ao piloto da Honda esperar pelo desgaste dos pneus do Cruze, já que em recta era quase impossível bater o Chevy de Morbidelli.

Para esta segunda corrida Bennani não foi para a grelha, ficando a ver a corrida da box.

Os Citröen sentiram algumas dificuldades nesta segunda corrida, já que Lopez e Muller ficavam atrás de Coronel, enquanto Loeb andava em 9º, atrás de Tarquini. A meio da corrida, Lopez fartou-se de estar atrás de Muller e  ultrapassou-o. Muller não gostou muito e respondeu ao argentino, passando-o mais à frente. Quem ganhava com esta luta entre os pilotos da Citröen (5º e 6º) era Coronel, já que Lopez e Muller, distanciavam-se da traseira do Cruze de Coronel.

A corrida acabou com uma luta a três, já que Valente meteu-se ao barulho, mas mostrando alguma inexperiência.
Monteiro tentou e tentou, mas Morbidelli segurou bastante bem a vitória na segunda corrida da ronda húngara, mas o português conseguiu resultados bastante bons neste fim de semana, o primeiro em que a Citröen foi batida numa corrida.

Top 10:

1 Morbidelli
2 MONTEIRO
3 Valente
4 Coronel
5 Muller
6 Lopez
7 Chilton
8 Tarquini
9 Loeb
10 Michelisz

Pedro Mendes

DTM - Félix da Costa com muito azar

Final da primeira prova do DTM desta época, com um resultado inglório para Félix da Costa, que largou de quarto e subiu a 3º, defendendo bem a sua posição nas primeiras voltas, as mais confusas. O português conseguiu fazer melhores tempos que Whittman, que era 1º.

A equipa de da Costa fez asneira no "pit stop" do português, com uma paragem muito lenta que fez com Timo Glock passasse pelo português. É a politica do DTM!

Mais atrás a Mercedes era carne para canhão e Farfus e Rockenfeller recuperavam bem.

Félix da Costa estava a fazer uma corrida bastante consistente, que lhe daria com certeza um lugar no pódio, mas teve uma falha no tempo de travagem e bateu em Scheider, o que fez com que se atrasasse bastante e tivesse parar nas boxes, ficando em 21º lugar, desistindo pouco tempo depois. Um dia agridoce para o postuguês.

No Facebook do piloto, AFC explicou o que aconteceu: "Inglório. Hoje podia ter terminado no pódio mas cometi um erro a ultrapassar o Timo Scheider e o toque danificou o meu carro. As corridas são assim mesmo e o que tiro de positivo neste fim-de-semana é o meu ritmo que foi muito bom tanto em qualificação como em corrida. Obrigado a todos vocês pelo incrivel apoio, estou de volta ao ataque com o meu BMW M4 DTM já daqui a 15 dias em Oschersleben."



Top 10 no final da corrida:

1 Wittman
2 Ekstrom
3 Tambay
4 Rockenfeller
5 Glock
6 Spengler
7 Tomczyk
8 Farfus
9 Scheider
10 Hand

Pedro Mendes

WTCC - Monteiro no pódio da 1ª corrida

A corrida começou com um grande arranque de Monteiro e um má largada de Loeb que nas primeiras curvas perdeu 3 posições. O francês envolveu-se numa luta com Michelisz pelo 6º lugar, estando na volta 7 em sétimo lugar, atrás dos 4 Honda: Monteiro, Tarquini, Bennani e Michelisz.

A Lada perdeu nas primeiras voltas um carro, o de Kozlovskiy, com um problema mecânico. Huff seria o melhor Lada, perseguido por Valente que tentava passar para 10º.

O nosso Monteiro seguiu sempre em 3º, sempre melhor que Tarquini, com uma vantagem confortavel, mas também seguia muito atrás dos dois Citröen, Muller e Lopez, que seguiam em 1º e 2º, respectivamente.

Valente nas voltas finais conseguiu passar o Lada de Huff, chegando ao 10º posto.

No final da 1ª corrida, Monteiro ficou a mais de 8 segundos dos primeiros Citröen e com uma vantagem de 5 segundos para Tarquini. A excelente largada de Monteiro, deu-lhe o último lugar do pódio, num circuito lento que privilegia os Honda.

Top 5 da corrida 1 de Hungaroring:

1 Muller
2 Lopez
3 Monteiro
4 Tarquini
5 Bennani

Pedro Mendes

Moto GP: Marquez continua a fazer magia e conquista mais uma pole.

O espanhol está imparável neste inicio de época. 4ª pole consecutiva e novo record de pista. É mesmo de outro mundo. Marquez roubou a pole nos últimos momentos da qualificação a Lorenzo. Em terceiro ficou o companheiro de equipa de Marquez, Pedrosa. Rossi ficou-se pela 4ª posição e Espargaro fechou o top 5.

Para amanhã espera-se mais uma corrida emocionante com Marquez a mostrar que é um mágico.


Classificação:

Pos  Rider             Team/Bike             Time       Gap
 1.  Marc Marquez      Honda                 1m38.120s
 2.  Jorge Lorenzo     Yamaha                1m38.541s  +0.421s
 3.  Dani Pedrosa      Honda                 1m38.630s  +0.510s
 4.  Valentino Rossi   Yamaha                1m38.857s  +0.737s
 5.  Aleix Espargaro   Forward Yamaha        1m39.007s  +0.887s
 6.  Andrea Dovizioso  Ducati                1m39.222s  +1.102s
 7.  Stefan Bradl      LCR Honda             1m39.243s  +1.123s
 8.  Pol Espargaro     Tech 3 Yamaha         1m39.293s  +1.173s
 9.  Bradley Smith     Tech 3 Yamaha         1m39.390s  +1.270s
10.  Alvaro Bautista   Gresini Honda         1m39.751s  +1.631s
11.  Colin Edwards     Forward Yamaha        1m39.814s  +1.694s
12.  Nicky Hayden      Aspar Honda           1m39.826s  +1.706s
13.  Hiroshi Aoyama    Aspar Honda           1m39.768s  Q1
14.  Cal Crutchlow     Ducati                1m39.849s  Q1
15.  Andrea Iannone    Pramac Ducati         1m40.118s  Q1
16.  Karel Abraham     Cardion Honda         1m40.126s  Q1
17.  Michele Pirro     Ducati                1m40.239s  Q1
18.  Scott Redding     Gresini Honda         1m40.453s  Q1
19.  Yonny Hernandez   Pramac Ducati         1m40.566s  Q1
20.  Danilo Petrucci   Ioda Aprilia          1m41.009s  Q1
21.  Michael Laverty   PBM Aprilia           1m41.124s  Q1
22.  Mike di Meglio    Avintia FTR-Kawasaki  1m41.517s  Q1
23.  Broc Parkes       PBM Aprilia           1m41.702s  Q1
24.  Hector Barbera    Avintia FTR-Kawasaki  1m42.052s  





Fonte
autosport.com
fotos:
google.pt
Fábio Mendes

WEC: 6h de Spa. Toyota volta a vencer, em estreia positiva de Filipe Albuquerque.

Mais uma vitória para a marca nipónica que consegue assim, algo surpreendentemente, duas vitórias em duas corridas. O carro pilotado por Davidson, Lapierre e Buemi chega assim pela 2ª vez ao 1º lugar, mostrando que a Toyota tem argumentos para aspirar a algo mais em Le Mans.

A corrida começou com a Porsche na frente, mas Buemi fez durar mais os seus pneus o que fez que a Toyota passasse o Porsche na boxe. A partir daí deu-se uma luta interessante pela primeira posição, mas um problema no sistema híbrido do Porsche fez cair o ritmo da máquina, o que levou a perder o contacto com o carro da frente sendo passado pelo Audi nº1 e pelo outro Toyota . Os Audi´s, que tinham começado de forma muito pouco positiva, foram recuperando ritmo e posições fazendo que o carro nº1 conseguisse chegar ao 2º posto, o que tendo em conta o inicio de prova foi bastante positivo, com os carros a mostrarem pouca velocidade em recta.

Filipe Albuquerque, no carro 3 acabou em 6º lugar. A prestação do piloto de Coimbra foi muito positiva, sendo ele o responsável pela largada, onde conseguiu ganhar uma posição. Fez uma pilotagem constante e limpa, claramente a tentar aprender e familiarizar-se com o carro.

Declarações de Albuquerque:

"Diverti-me imenso. Foi espectacular. Aprendi imenso sobre o carro, senti-me cada vez mais confortável há medida que o tempo passava. E sinto-me mais preparado para Le Mans"

"O início da prova foi mais complicado. A pista ainda estava muito verde e o nosso carro com pouca aerodinâmica não ajudava. Mais conforme as voltas iam acontecendo foi melhorando a todos os níveis. Andámos com tempos muito bons e foi uma excelente aprendizagem para enfrentar as 24h de Le Mans. Fizemos o que podíamos e estamos contentes com o resultado"

"Ainda há muito trabalho de preparação a fazer, mas penso que já atingimos um ponto muito bom em termos de evolução, adaptação e gestão. Começo a ficar ansioso para que chegue rápido".



Na categoria LMP2 venceu a equipa G-Drive Racing que acabou por não ter adversários à altura, embora no inicio a equipa da KCMG tenha liderado.


Em GTE-Pro a vitória sorriu à Bruni e Vilander, com o Ferrari a ficar em primeiro.

Em GTE- Am, Pedro Lamy andou sempre pelos lugares cimeiros, mas a sua equipa perdeu a 2ª posição por falta de combustível, já na parte final da corrida. A vitória ficou entregue ao Ferrari da equipa de Perez Companc, Cioci e Venturi.





Classificação final:

Results - 171 laps:

Pos  Cl     Drivers                      Team/Car               Time/Gap
 1.  P1     Davidson/Lapierre/Buemi      Toyota             6h01m31.675s
 2.  P1     Di Grassi/Duval/Kristensen   Audi                 +1m13.926s
 3.  P1     Wurz/Sarrazin/Nakajima       Toyota               +1m20.861s
 4.  P1     Dumas/Jani/Lieb              Porsche                  +1 lap
 5.  P1     Fassler/Lotterer/Treluyer    Audi                     +1 lap
 6.  P1     Albuquerque/Bonanomi         Audi                    +2 laps
 7.  P1     Prost/Heidfeld/Beche         Rebellion-Toyota       +10 laps
 8.  P2     Rusinov/Pla/Canal            OAK Morgan-Nissan      +11 laps
 9.  P2     Dolan/Tincknell/Gene         Jota Zytek-Nissan      +11 laps
10.  P2     Howson/Bradley/Matsuda       KCMG ORECA-Nissan      +12 laps
11.  P2     Ladygin/Shaitar/Ladygin      SMP ORECA-Nissan       +13 laps
12.  P2     Zlobin/Minassian/Mediani     SMP ORECA-Nissan       +13 laps
13.  GTE P  Bruni/Vilander               AF Ferrari             +19 laps
14.  GTE P  Pilet/Bergmeister            Manthey Porsche        +20 laps
15.  GTE P  Rigon/Calado                 AF Ferrari             +20 laps
16.  GTE P  Turner/Mucke/Senna           Aston Martin           +20 laps
17.  GTE P  MacDowall/O'Young/Rees       Aston Martin           +21 laps
18.  GTE A  Perez Companc/Cioci/Venturi  AF Ferrari             +22 laps
19.  GTE A  Poulsen/Hansson/Stanaway     Aston Martin           +22 laps
20.  GTE A  Dalla Lana/Lamy/Nygaard      Aston Martin           +22 laps
21.  GTE P  Holzer/Makowiecki            Manthey Porsche        +23 laps
22.  GTE A  Ried/Bachler/Al Qubaisi      Proton Porsche         +23 laps
23.  P1     Bernhard/Webber/Hartley      Porsche                +23 laps
24.  GTE A  Wyatt/Rugolo/Bertolini       AF Ferrari             +23 laps
25.  GTE A  Perrodo/Collard/Vaxiviere    ProSpeed Porsche       +25 laps
26.  GTE A  Mann/Giammaria/Case          AF Ferrari             +26 laps
27.  GTE A  Potolicchio/Roda/Ruberti     8Star Ferrari          +29 laps

Retirements:

     P1     Kraihamer/Belicchi/Leimer    Rebellion-Toyota        47 laps

Tudo dito em relação a esta prova, esperamos pela próxima que é nada mais nada menos que as 24h de Le Mans, a mítica prova francesa. Até sigam as incidências do WEC no nosso blog.


Fontes:
autosport.pt
autosport.com

Fotos:
pagina do facebook do WEC
google.pt



Fábio Mendes

sábado, 3 de maio de 2014

DTM: Hockenheim. Tambay na pole e Félix da Costa a mostrar o seu enorme talento.

Começou finalmente o emocionante campeonato de DTM e com uma qualificação muito boa e muito interessante de seguir. Agora com apenas 3 sessões, ao contrário do ano passado em que eram 4, o formato coloca pressão nos pilotos, pois o tempo das sessões é relativamente curto.

A Q1 confirmava a boa forma de Wittmann e do seu M4, que tal como nas sessões de treino, mantinha-se na frente da tabela de tempos.Os Mercedes mostravam pouco andamento, enquanto a luta entre Audi e BMW dava os primeiros passos, mostrando que pode vir a ser um duelo interessante durante o ano. Quem começava a dar nas vistas era Félix da Costa. O "rookie" da BMW mostrava todo o seu talento, colocando o seu M4 nas primeiras posições da tabela, ficando logo longe de perigo. Nesta Q1 caiam 5 pilotos e esses foram Paul Di Resta, Juncadella, Wickens, Vietoris, e Petrov.  A Mercedes "dominava" nos carros eliminados e confirmava o fraco andamento dos carros.

A Q2 servia para ficar com apenas os 8 melhores e também nesta sessão Wittmann mostrava que estava forte e manteve-se na frente. Félix Da Costa permanecia no top 8, enquanto Jamie Green tinha uma saída de pista. As últimas voltas trouxeram um Molina com vontade de mostrar serviço, passando a ser o mais rápido, seguido de Mortara, que não costuma desiludir também e de um surpreendente Tambay, que fazia o 3º melhor tempo. Mais surpreendente ainda era Félix da Costa. Aguentou sem problemas a pressão e passou com segurança para a Q3. De fora da última sessão ficavam nomes sonantes como Rockenfeller, actual campeão, Farfus, Paffet e Green.

A Q3 começava com Wittmann mais forte outra vez, tornando-se sério candidato à pole, mas Ekstrom fez questão de travar as ambições do alemão, assumindo a volta mais rápida. Faltavam 3 minutos para o final da qualificação e ainda dois pilotos não tinham saído para a pista... Spengler, o Sr. Qualificação, que costuma ser muito forte nestas condições e António Félix da Costa. O jovem português mostrou uma serenidade a toda a prova e partiu para os últimos minutos de faca na boca, à procura da pole. Não esteve longe de o conseguir e ainda chegou a figurar na 1ª posição da tabela, mas Tambay com uma volta excelente, ficou com o 1º posto, seguido de Wittmann e Félix da Costa. Spengler, que ainda apareceu no "live timing" como 3º, era confirmado 4º, seguido de Ekstrom, Molina, Mortara e Tomczyk.

Resultado da qualificação:

Pos  Driver                  Team/Car        Time       Gap
 1.  Adrien Tambay           Abt Audi        1m32.272s
 2.  Marco Wittmann          RMG BMW         1m32.419s  +0.147s
 3.  Antonio Felix da Costa  MTEK BMW        1m32.475s  +0.203s
 4.  Bruno Spengler          Schnitzer BMW   1m32.600s  +0.328s
 5.  Mattias Ekstrom         Abt Audi        1m32.624s  +0.352s
 6.  Miguel Molina           Abt Audi        1m32.787s  +0.515s
 7.  Edoardo Mortara         Abt Audi        1m32.898s  +0.626s
 8.  Martin Tomczyk          Schnitzer BMW   1m33.113s  +0.841s
 9.  Timo Glock              MTEK BMW        1m32.603s  Q2
10.  Timo Scheider           Phoenix Audi    1m32.706s  Q2
11.  Mike Rockenfeller       Phoenix Audi    1m32.717s  Q2
12.  Augusto Farfus          RBM BMW         1m32.739s  Q2
13.  Nico Muller             Rosberg Audi    1m32.756s  Q2
14.  Maxime Martin           RMG BMW         1m32.792s  Q2
15.  Gary Paffett            HWA Mercedes    1m32.834s  Q2
16.  Pascal Wehrlein         HWA Mercedes    1m32.840s  Q2
17.  Joey Hand               RBM BMW         1m32.885s  Q1
18.  Jamie Green             Rosberg Audi    1m32.986s  Q1
19.  Paul di Resta           HWA Mercedes    1m33.639s  Q1
20.  Daniel Juncadella       Mucke Mercedes  1m33.746s  Q1
21.  Robert Wickens          HWA Mercedes    1m33.875s  Q1
22.  Christian Vietoris      HWA Mercedes    1m34.242s  Q1
23.  Vitaly Petrov           Mucke Mercedes  1m34.367s  Q1

Destaques:


António Félix da Costa: 
No meio dos tubarões do DTM, o nosso formiga brilhou. Um rookie, sem experiência de turismos, sem ter rodado uma única vez com afinação de qualificação, chega, "dá bigode" aos mais experientes e conquista um 3º lugar. Uma excelente prestação, para um tal de Marko ver em casa e pensar bem no que vai fazer da sua vida. O português é rápido e pelos vistos sabe-se adaptar facilmente. Um grande inicio.


Audi:
Na luta que se prevê que seja com a BMW, começa na frente com uma pole, do jovem francês Tambay, que surpreendentemente, leva ao Audi ao primeiro lugar da grelha. Seria um dos últimos a ser escolhido como aposta para a pole, mas isto mostra bem a competitividade do DTM




BMW: 
Consegue colocar 2 carros, no top3, e ficou com 4 carros no top 8. Um bom inicio para a equipa bávara. A luta para o titulo vai ser renhida com a Audi e dará por certo um excelente campeonato. Mas o rotulo de favoritos não lhes fica mal.




Farfus:
O brasileiro desiludiu. Estávamos à espera de bem mais por parte de Augusto Farfus, que acabou o ano passado como melhor piloto BMW. Sem a obrigatoriedade de ir 2 vezes à boxes, como acontecia no ano passado, será mais difícil recuperar posições na corrida de amanhã. Não convém perder muitos pontos logo no início.


Rockenfeller:
O mesmo que dissemos de Farfus se aplica a "Rocky". O campeão esteve longe do que pode fazer. Será uma luta difícil para chegar à frente.




Mercedes: 
Um início terrível. O melhor Mercedes ficou pelo 15º posto. A máquina não é competitiva e os pilotos ressentiram-se disso, especialmente Di Resta, cuja expressão de desilusão no final não enganava. Muito trabalho pela frente.




Uma emotiva corrida em perspectiva para amanhã, com a BMW bem colocada para a vitória. Veremos como Félix da Costa se aguenta em ambiente de corrida, que é diferente do que está habituado nos "Fórmulas". Mas para já um sorriso no rosto de quem viu a prestação do português.

Corrida amanhã as 12:30h na Sportv3


Correcção:
A volta que permitiu a Félix da Costa subir ao 3º posto foi retirada, por ter ultrapassado os limites da pista, ficando com o 4º lugar. Ainda assim Félix da Costa mostrava-se satisfeito:

"Foi uma boa estreia, estou muito contente com o resultado de hoje, apesar do importante ser o dia de amanhã onde teremos certamente uma corrida dura. Como tenho vindo a dizer o DTM é um dos campeonatos mais competitivos do mundo e estar nesta posição na minha estreia é sem dúvida importante para mim. Agradeço à BMW, à Red Bull e à minha equipa MTEK que tudo têm feito para que me sinta bem neste novo mundo do DTM".

" É importante manter os pés na terra. Hoje tivemos um bom dia, mas amanhã na corrida tudo será novo para mim, desde a gestão de pneus até ao contacto e toques que existem no DTM. Estou concentrado em fazer o melhor possível e continuar a nossa linha de aprendizagem, mas obviamente que ambiciono trazer para casa o maior número de pontos possível nesta minha estreia"




Fotos:

google.pt

Fonte:
autosport.com
autosport.pt

Fábio Mendes

WTCC: Hungria. Muller conquista a pole, em mais uma tarde de domínio da Citroen.

Infelizmente, não conseguimos ver a qualificação do WTCC. Como tal não poderemos fazer uma análise tão cuidada como o costume.

Vendo pelo live timing, que também é fraco e não permite um acompanhamento decente do que se passa em pista, pudemos ver que Muller fixou o melhor tempo,ficando com a pole, seguido de Lopez e Loeb, voltando a Citroen a dominar as 3 primeiras posições do grid. Seguiram-se os Honda de Monteiro e Tarquini, sendo que  italiano ficou a mais de 1 segundo do português. O português continua assim a assumir-se como o piloto em melhor forma na equipa oficial nipónica, embora o carro não consiga ainda ser uma ameaça real aos Citroen., apesar das melhorias.

No top 10, destaques para Bennani, que continua a ter boas prestações em 6º, Tom Coronel em 7º depois da pausa forçada devido ao acidente em Marrocos, que danificou gravemente o seu carro, impedindo o holandês de correr em França, sendo o melhor dos Chevrolet.

Pela negativa, nenhum dos Lada conseguiu passar à Q2 e nem Huff conseguiu salvar a marca russa. Hugo Valente, que vinha fazendo um bom inicio de época, ficou fora do top 10, assim como Michelisz, a correr em casa, ficou-se pelo 12º lugar, com problemas na direcção do seu Honda.


Amanhã, mais 2 corridas com a primeira a começar as 13:30h




Nota final: Já não é a primeira vez que nos queixamos da fraca qualidade do site e do live timing do WTCC. Torna-se difícil e pouco apelativo ver assim as provas. Não conseguimos ver a qualificação, que pelos vistos não foi transmitida pela Eurosport ( que insistiu em mostrar um emocionante jogo de snooker), pelo que tentamos seguir pelo site e pelo live timing, mas foi um esforço inglório. Para uma competição que quer ser apelativa, está muito longe de dar um serviço decente aos fãs.



Fontes:
touringcartime.com

Fotos
Facebook do WTCC


Fábio Mendes

Moto3: GP de Espanha. Miguel Oliveira faz 12º.

Na qualificação para o GP de Espanha em Moto3, o português Miguel Oliveira não foi além do 12º  posto. O piloto português não conseguiu manter o bom andamento do dia de ontem e ficou assim abaixo do top10 para a corrida de amanhã.

A pole position ficou entregue a Jack Miller, seguido de Antonelli e Rins.


Daqui a pouco iniciam-se as qualificações para o MotoGP.







Fontes:
motogp.com


Fotos:
Facebook de Miguel Oliveira


Fábio Mendes

quinta-feira, 1 de maio de 2014

20 anos depois… o homem por detrás do capacete amarelo.

Passaram 20 anos, desde a morte de um dos maiores ícones do desporto motorizado. Um piloto que por mérito próprio, subiu à categoria de imortal deste desporto que desperta paixões por todo o mundo.

Pouco mais haverá a dizer sobre Senna. Os textos, os livros, os vídeos, irão sempre retratar mais ou menos o mesmo e são já inúmeros os relatos.

Ao longo dos últimos dias tenho lido e visto muitas coisas sobre Senna. A celebração dos 20 anos da sua morte e a nostalgia típica que se instala por este tempo, assim levam a que veja ou reveja alguns documentos sobre o grande Senna.

Será provavelmente arriscado dizer que Ayrton Senna deixou uma marca ainda maior por ter morrido em pista. O facto de a sua partida ter sido presenciada em directo por milhões em todo o mundo, marcou todos os que o viram. Aquele que era um dos melhores pilotos de sempre, passava a ser algo mais. Um mito que partiu, fazendo aquilo que mais gostava: correr num F1 e liderar.

A morte tem a capacidade de amenizar as opiniões e de fazer lembrar o melhor. Senna, que era adorado por milhões, passou a ser venerado. O seu talento era inquestionável, o seu carisma apaixonante, a sua postura fascinante. Mas era um piloto de carne e osso. Um homem com um dom do outro mundo.

Enquanto vivia e andava de pista em pista, Senna tinha uma legião de fãs, mas a sua postura e a sua forma de estar não provocava unanimidades. Se forem ver os relatos de vários grandes jornalistas da época, a opinião deles é sempre dada com muita cautela, para não ferir susceptibilidades, mas nota-se que a admiração que têm vem acompanhada com algumas interrogações. Mesmo algumas pessoas que privaram com ele em ambiente de competição, não tiveram uma grande primeira impressão de Senna. 

O inegável génio de Senna ao volante pedia que o portador de tal talento tivesse um comportamento digno de “super herói” de filme de Hollywood. Mas Senna não era esse super herói. O brasileiro era um homem complicado, mas apenas isso... Um homem.

Senna começou por ser um rapaz tímido no paddock das corridas. O piloto franzino, de poucas palavras e olhar profundo. Essa timidez foi desaparecendo, e Senna passava a ser um homem de poucas mas certas palavras. Um homem numa busca interior incessante, tentando descobrir mais e mais sobre si. Inteligente e ponderado, querendo aprender para melhorar o seu dom e o desporto para o qual vivia. Que contrastava com o Senna que nos é dado a conhecer pela sua família. Um homem bem disposto, de bem com a vida, que gostava dos prazeres que este mundo tem para dar. Alguém com a consciência que era um sortudo e que o mundo não era tão colorido para outras pessoas como era para ele. Alguém que fez muito para ajudar quem conheceu e mostrou inúmeras vezes a sua humanidade.

Tudo isso mudava radicalmente quando colocava o mítico capacete amarelo. Aí tornava-se num animal feroz, a quem nada mais interessa sem ser a vitória. Um ser obstinado que sabia que era o melhor e que não admitia que nada nem ninguém se intrometesse no seu caminho. Não foram poucas as vezes que o seu comportamento em pista foi criticado. E mesmo fora do asfalto, no que dizia respeito à competição Senna teve de “jogar sujo” algumas vezes para conseguir subir à posição que queria e que, no seu interior, não tinha dúvidas que era sua pertença. A sua sede de vitória era tal que não olhou a meios para vencer. A F1 é uma competição exigente e dura e Senna soube ser duro para vencer.

Alguns casos aconteceram, como o boicote à contratação de Warwick, nos tempos da Lotus, retirando assim a possibilidade de Warwick correr na F1, porque sabia que a Lotus não tinha condições de ter 2 pilotos a lutar de forma igual. Senna queria um número 2 claro, que não  prejudicasse o foco da equipa em melhorar o seu carro para poder vencer. Ou o “acordo de cavalheiros” com Nigel Mansell em que ambos concordaram não entrar em aventuras dentro de pista, para evitar acidentes. Algo que foi prontamente esquecido por Senna logo na corrida seguinte nas primeiras curvas.

Porquê trazer esta faceta mais negativa de Senna logo neste dia? Para mostrar que tal como todos nós, tinha defeitos. Errou várias vezes, tomou decisões das quais se arrependeu. Mas ainda assim conseguiu enfrentar os seus erros, conseguiu melhorar os seus defeitos, aprendeu e tornou-se melhor. Não interessa como se é, que defeitos se tenha. Se quisermos muito algo, aprendemos com os erros, crescemos como pessoas. 

Senna não foi um Super Herói. Foi um homem que soube vencer adversidades. Um homem cuja tenacidade lhe permitiu chegar onde poucos chegaram. Um homem que entendeu que, para vencer num desporto por vezes demasiado injusto, não podia vacilar por um segundo, mesmo correndo o risco de ser incompreendido. Um homem que que, ainda assim, chegou ao coração de milhões. Para se conseguir o que Senna conseguiu, não é preciso ser super herói. Todos podemos se quisermos muito, ser como ele. Talvez fosse essa a maior lição que ele nos quis deixar.

Senna não foi um super herói, mas teve prestações heróicas em pista que serão para sempre lembradas. Teve uma força interior enorme que o fez ultrapassar os seus limites e os obstáculos que foi encontrando, sem nunca ter medo do que os outros pensariam ou diriam.

Fez vibrar milhões, fez sorrir e chorar, deu-nos os melhores Domingos de F1. Elevou a Formula 1 a um nível nunca antes visto. Um homem que fez um país esquecer por breves momentos a crise que atravessava, que deixou as bases para fazer uma fundação que ajuda milhões. 

Senna foi o homem que conseguiu subir acima dos seus defeitos dos seus erros e dos seus limites para se tornar num ícone para sempre relembrado, usando apenas as ferramentas que tinha a disposição para o fazer.Coragem, força de vontade, inteligência, trabalho... É talvez por causa disso, desta faceta humana que hoje, 20 anos após a sua morte, admiro ainda mais Ayrton Senna. Porque a sua vida mostra que todos podemos atingir algo grande. E a sua mensagem sempre positiva, dava e ainda dá, alento e motivação. 


Senna não foi um Super Herói. Esses só existem nos filmes e são demasiado perfeitos. Na imperfeição da vida e das corridas, Senna foi mais que isso. 


Obrigado Senna. Até sempre



fotos retiradas de :

http://www.insidemotorsportmag.com/ayrton-senna-par-paul-henri-cahier/

google.pt


Fábio Mendes


Para sempre Senna!

Há 20 anos atrás um miúdo de 9 anos estava na sala, colado à televisão Phillips a ver a corrida de Fórmula 1, tal como fazia aos Domingos e levantou-se para aumentar o volume (ainda não tinha comando à distância), porque o seu herói tinha tido um acidente. Não era normal aquele menino estar sozinho a assistir à F1, mas aquele fim de semana era um fim de semana triste para a família: um dos membros próximos do rapaz, o padrinho, estava no hospital e por isso o pai não estava com ele na sala. A mãe estava na cozinha a lavar a louça, depois de um almoço rápido.

Quando aquele menino, em Portugal, se apercebeu que o acidente do seu grande herói, aquele que estava espalhado pela sua parede, em poster, era mesmo muito grave, chamou a mãe, que como quase todos que conhecia, gostava de ver o brasileiro a pilotar. Junto com a mãe, o menino ficou em suspenso, à espera que o homem do capacete amarelo se levantasse e começasse a acenar ao público de Imola. Tardava em acontecer... e não voltou a acontecer.

Aquele menino era eu e lembro-me como se não tivessem passado 20 anos, daquele malfadado dia. Aqueles dias foram difíceis para a minha família. Maio de 1994, ficou gravado para sempre na memória. Eu tinha um poster do Senna, que tinha saído numa revista qualquer, que estava preparado para ir para a parede, mas por falta de tempo não chegou a ir. Ficou numa gaveta de um armário no meu quarto de criança e depois do acidente na Tamburello nunca mais saiu de lá. Há uns tempos abri a mesma gaveta, na casa da minha mãe e o poster ainda lá estava: Senna de capacete amarelo dentro do cockpit do Williams, o seu último carro, ainda na box.

Depois da morte de Senna, houve um divórcio entre mim e a F1, até que um certo senhor finlandês, que por acaso foi colega de Ayrton Senna, chamado Mika Häkkinen, a.k.a., The Flying Finn, em 1998, fez com que este rapaz nunca mais se distanciasse da Fórmula 1, mesmo com a hegemonia de Michael Schumacher, de quem não era apreciador.

A verdade é que comecei a ver F1 com Senna, adorava o brasileiro, tal como milhões de portugueses. Os Domingos eram isso mesmo, ver Senna a correr o espectáculo estava garantido. Mas Ayrton era mais que um piloto de F1. Foi o homem que deu esperança aos brasileiros, que os uniu, por isso aquele povo encheu as ruas na passagem do caixão. Aos portugueses Senna deu a ilusão que também era nosso: passava muito tempo em Portugal, falava português e tinha sangue quente, tal como nós. O meu herói era o herói de milhões espalhados pelo Mundo, mesmo daqueles que nunca o viram a correr.
Como é possível que ainda se fale de Ayrton Senna, 20 anos depois da sua morte, depois de Schumacher ser 7 vezes campeão do Mundo de F1, 5 épocas consecutivas, de Sebastian Vettel ser tetracampeão do Mundo e arrasar com a concorrência? Como se explica que pilotos actuais como Hamilton e Raikkonen, sejam declaradamente fãs de Senna quando já têm uma legião de fãs que os seguem? O fenómeno que era o brasileiro vivo, aumentou quando morreu...passou a ser um Mito.

Muitos pilotos contemporâneos de Senna dizem que o paulista foi o melhor e mais completo piloto de todos os tempos, para mim foi de certeza. Gostava de assistir às grandes corridas que devem acontecer no céu neste momento. Já pensaram o que deve ser, ter na mesma pista Senna, Clark, Villeneuve, Ascari, Mclaren, Rindt, de Angelis e Ratzenberger? Apenas para nomear alguns dos pilotos que morreram em pista, naquela que é modalidade que adoramos. Todos eles assistidos por Sid Watkins, o médico mais conhecido pelos amantes da F1.

Pedro Mendes