Mais uma excelente largada de Tiago Monteiro na segunda corrida, com a grelha invertida, conseguindo passar para terceiro e na primeira curva do circuito de Hungaroring, que conhece muito bem. Passou Valente e seguiu em 2º, atrás de Morbidelli. O italiano tinha Monteiro coladinho a ele, sem poder errar. A verdade é que Morbidelli defendeu-se bastante bem de todas as investidas do português, restando ao piloto da Honda esperar pelo desgaste dos pneus do Cruze, já que em recta era quase impossível bater o Chevy de Morbidelli.
Para esta segunda corrida Bennani não foi para a grelha, ficando a ver a corrida da box.
Os Citröen sentiram algumas dificuldades nesta segunda corrida, já que Lopez e Muller ficavam atrás de Coronel, enquanto Loeb andava em 9º, atrás de Tarquini. A meio da corrida, Lopez fartou-se de estar atrás de Muller e ultrapassou-o. Muller não gostou muito e respondeu ao argentino, passando-o mais à frente. Quem ganhava com esta luta entre os pilotos da Citröen (5º e 6º) era Coronel, já que Lopez e Muller, distanciavam-se da traseira do Cruze de Coronel.
A corrida acabou com uma luta a três, já que Valente meteu-se ao barulho, mas mostrando alguma inexperiência.
Monteiro tentou e tentou, mas Morbidelli segurou bastante bem a vitória na segunda corrida da ronda húngara, mas o português conseguiu resultados bastante bons neste fim de semana, o primeiro em que a Citröen foi batida numa corrida.
Top 10:
1 Morbidelli
2 MONTEIRO
3 Valente
4 Coronel
5 Muller
6 Lopez
7 Chilton
8 Tarquini
9 Loeb
10 Michelisz
Pedro Mendes
domingo, 4 de maio de 2014
DTM - Félix da Costa com muito azar
Final da primeira prova do DTM desta época, com um resultado inglório para Félix da Costa, que largou de quarto e subiu a 3º, defendendo bem a sua posição nas primeiras voltas, as mais confusas. O português conseguiu fazer melhores tempos que Whittman, que era 1º.
A equipa de da Costa fez asneira no "pit stop" do português, com uma paragem muito lenta que fez com Timo Glock passasse pelo português. É a politica do DTM!
Mais atrás a Mercedes era carne para canhão e Farfus e Rockenfeller recuperavam bem.
Félix da Costa estava a fazer uma corrida bastante consistente, que lhe daria com certeza um lugar no pódio, mas teve uma falha no tempo de travagem e bateu em Scheider, o que fez com que se atrasasse bastante e tivesse parar nas boxes, ficando em 21º lugar, desistindo pouco tempo depois. Um dia agridoce para o postuguês.
No Facebook do piloto, AFC explicou o que aconteceu: "Inglório. Hoje podia ter terminado no pódio mas cometi um erro a ultrapassar o Timo Scheider e o toque danificou o meu carro. As corridas são assim mesmo e o que tiro de positivo neste fim-de-semana é o meu ritmo que foi muito bom tanto em qualificação como em corrida. Obrigado a todos vocês pelo incrivel apoio, estou de volta ao ataque com o meu BMW M4 DTM já daqui a 15 dias em Oschersleben."
Top 10 no final da corrida:
1 Wittman
2 Ekstrom
3 Tambay
4 Rockenfeller
5 Glock
6 Spengler
7 Tomczyk
8 Farfus
9 Scheider
10 Hand
A equipa de da Costa fez asneira no "pit stop" do português, com uma paragem muito lenta que fez com Timo Glock passasse pelo português. É a politica do DTM!
Mais atrás a Mercedes era carne para canhão e Farfus e Rockenfeller recuperavam bem.
No Facebook do piloto, AFC explicou o que aconteceu: "Inglório. Hoje podia ter terminado no pódio mas cometi um erro a ultrapassar o Timo Scheider e o toque danificou o meu carro. As corridas são assim mesmo e o que tiro de positivo neste fim-de-semana é o meu ritmo que foi muito bom tanto em qualificação como em corrida. Obrigado a todos vocês pelo incrivel apoio, estou de volta ao ataque com o meu BMW M4 DTM já daqui a 15 dias em Oschersleben."
Top 10 no final da corrida:
1 Wittman
2 Ekstrom
3 Tambay
4 Rockenfeller
5 Glock
6 Spengler
7 Tomczyk
8 Farfus
9 Scheider
10 Hand
Pedro Mendes
WTCC - Monteiro no pódio da 1ª corrida
A corrida começou com um grande arranque de Monteiro e um má largada de Loeb que nas primeiras curvas perdeu 3 posições. O francês envolveu-se numa luta com Michelisz pelo 6º lugar, estando na volta 7 em sétimo lugar, atrás dos 4 Honda: Monteiro, Tarquini, Bennani e Michelisz.
A Lada perdeu nas primeiras voltas um carro, o de Kozlovskiy, com um problema mecânico. Huff seria o melhor Lada, perseguido por Valente que tentava passar para 10º.
O nosso Monteiro seguiu sempre em 3º, sempre melhor que Tarquini, com uma vantagem confortavel, mas também seguia muito atrás dos dois Citröen, Muller e Lopez, que seguiam em 1º e 2º, respectivamente.
Valente nas voltas finais conseguiu passar o Lada de Huff, chegando ao 10º posto.
No final da 1ª corrida, Monteiro ficou a mais de 8 segundos dos primeiros Citröen e com uma vantagem de 5 segundos para Tarquini. A excelente largada de Monteiro, deu-lhe o último lugar do pódio, num circuito lento que privilegia os Honda.
Top 5 da corrida 1 de Hungaroring:
1 Muller
2 Lopez
3 Monteiro
4 Tarquini
5 Bennani
Pedro Mendes
A Lada perdeu nas primeiras voltas um carro, o de Kozlovskiy, com um problema mecânico. Huff seria o melhor Lada, perseguido por Valente que tentava passar para 10º.
O nosso Monteiro seguiu sempre em 3º, sempre melhor que Tarquini, com uma vantagem confortavel, mas também seguia muito atrás dos dois Citröen, Muller e Lopez, que seguiam em 1º e 2º, respectivamente.
Valente nas voltas finais conseguiu passar o Lada de Huff, chegando ao 10º posto.
No final da 1ª corrida, Monteiro ficou a mais de 8 segundos dos primeiros Citröen e com uma vantagem de 5 segundos para Tarquini. A excelente largada de Monteiro, deu-lhe o último lugar do pódio, num circuito lento que privilegia os Honda.
Top 5 da corrida 1 de Hungaroring:
1 Muller
2 Lopez
3 Monteiro
4 Tarquini
5 Bennani
Pedro Mendes
Moto GP: Marquez continua a fazer magia e conquista mais uma pole.
O espanhol está imparável neste inicio de época. 4ª pole consecutiva e novo record de pista. É mesmo de outro mundo. Marquez roubou a pole nos últimos momentos da qualificação a Lorenzo. Em terceiro ficou o companheiro de equipa de Marquez, Pedrosa. Rossi ficou-se pela 4ª posição e Espargaro fechou o top 5.
Para amanhã espera-se mais uma corrida emocionante com Marquez a mostrar que é um mágico.
Classificação:
Para amanhã espera-se mais uma corrida emocionante com Marquez a mostrar que é um mágico.
Classificação:
Pos Rider Team/Bike Time Gap 1. Marc Marquez Honda 1m38.120s 2. Jorge Lorenzo Yamaha 1m38.541s +0.421s 3. Dani Pedrosa Honda 1m38.630s +0.510s 4. Valentino Rossi Yamaha 1m38.857s +0.737s 5. Aleix Espargaro Forward Yamaha 1m39.007s +0.887s 6. Andrea Dovizioso Ducati 1m39.222s +1.102s 7. Stefan Bradl LCR Honda 1m39.243s +1.123s 8. Pol Espargaro Tech 3 Yamaha 1m39.293s +1.173s 9. Bradley Smith Tech 3 Yamaha 1m39.390s +1.270s 10. Alvaro Bautista Gresini Honda 1m39.751s +1.631s 11. Colin Edwards Forward Yamaha 1m39.814s +1.694s 12. Nicky Hayden Aspar Honda 1m39.826s +1.706s 13. Hiroshi Aoyama Aspar Honda 1m39.768s Q1 14. Cal Crutchlow Ducati 1m39.849s Q1 15. Andrea Iannone Pramac Ducati 1m40.118s Q1 16. Karel Abraham Cardion Honda 1m40.126s Q1 17. Michele Pirro Ducati 1m40.239s Q1 18. Scott Redding Gresini Honda 1m40.453s Q1 19. Yonny Hernandez Pramac Ducati 1m40.566s Q1 20. Danilo Petrucci Ioda Aprilia 1m41.009s Q1 21. Michael Laverty PBM Aprilia 1m41.124s Q1 22. Mike di Meglio Avintia FTR-Kawasaki 1m41.517s Q1 23. Broc Parkes PBM Aprilia 1m41.702s Q1 24. Hector Barbera Avintia FTR-Kawasaki 1m42.052s
Fonteautosport.comfotos:google.ptFábio Mendes
WEC: 6h de Spa. Toyota volta a vencer, em estreia positiva de Filipe Albuquerque.
Mais uma vitória para a marca nipónica que consegue assim, algo surpreendentemente, duas vitórias em duas corridas. O carro pilotado por Davidson, Lapierre e Buemi chega assim pela 2ª vez ao 1º lugar, mostrando que a Toyota tem argumentos para aspirar a algo mais em Le Mans.
A corrida começou com a Porsche na frente, mas Buemi fez durar mais os seus pneus o que fez que a Toyota passasse o Porsche na boxe. A partir daí deu-se uma luta interessante pela primeira posição, mas um problema no sistema híbrido do Porsche fez cair o ritmo da máquina, o que levou a perder o contacto com o carro da frente sendo passado pelo Audi nº1 e pelo outro Toyota . Os Audi´s, que tinham começado de forma muito pouco positiva, foram recuperando ritmo e posições fazendo que o carro nº1 conseguisse chegar ao 2º posto, o que tendo em conta o inicio de prova foi bastante positivo, com os carros a mostrarem pouca velocidade em recta.
Filipe Albuquerque, no carro 3 acabou em 6º lugar. A prestação do piloto de Coimbra foi muito positiva, sendo ele o responsável pela largada, onde conseguiu ganhar uma posição. Fez uma pilotagem constante e limpa, claramente a tentar aprender e familiarizar-se com o carro.
Declarações de Albuquerque:
"Diverti-me imenso. Foi espectacular. Aprendi imenso sobre o carro, senti-me cada vez mais confortável há medida que o tempo passava. E sinto-me mais preparado para Le Mans"
"O início da prova foi mais complicado. A pista ainda estava muito verde e o nosso carro com pouca aerodinâmica não ajudava. Mais conforme as voltas iam acontecendo foi melhorando a todos os níveis. Andámos com tempos muito bons e foi uma excelente aprendizagem para enfrentar as 24h de Le Mans. Fizemos o que podíamos e estamos contentes com o resultado"
"Ainda há muito trabalho de preparação a fazer, mas penso que já atingimos um ponto muito bom em termos de evolução, adaptação e gestão. Começo a ficar ansioso para que chegue rápido".
Na categoria LMP2 venceu a equipa G-Drive Racing que acabou por não ter adversários à altura, embora no inicio a equipa da KCMG tenha liderado.

Em GTE-Pro a vitória sorriu à Bruni e Vilander, com o Ferrari a ficar em primeiro.
Em GTE- Am, Pedro Lamy andou sempre pelos lugares cimeiros, mas a sua equipa perdeu a 2ª posição por falta de combustível, já na parte final da corrida. A vitória ficou entregue ao Ferrari da equipa de Perez Companc, Cioci e Venturi.
Classificação final:
Fontes:
autosport.pt
autosport.com
Fotos:
pagina do facebook do WEC
google.pt
Fábio Mendes
A corrida começou com a Porsche na frente, mas Buemi fez durar mais os seus pneus o que fez que a Toyota passasse o Porsche na boxe. A partir daí deu-se uma luta interessante pela primeira posição, mas um problema no sistema híbrido do Porsche fez cair o ritmo da máquina, o que levou a perder o contacto com o carro da frente sendo passado pelo Audi nº1 e pelo outro Toyota . Os Audi´s, que tinham começado de forma muito pouco positiva, foram recuperando ritmo e posições fazendo que o carro nº1 conseguisse chegar ao 2º posto, o que tendo em conta o inicio de prova foi bastante positivo, com os carros a mostrarem pouca velocidade em recta.
Filipe Albuquerque, no carro 3 acabou em 6º lugar. A prestação do piloto de Coimbra foi muito positiva, sendo ele o responsável pela largada, onde conseguiu ganhar uma posição. Fez uma pilotagem constante e limpa, claramente a tentar aprender e familiarizar-se com o carro.
Declarações de Albuquerque:
"Diverti-me imenso. Foi espectacular. Aprendi imenso sobre o carro, senti-me cada vez mais confortável há medida que o tempo passava. E sinto-me mais preparado para Le Mans"
"O início da prova foi mais complicado. A pista ainda estava muito verde e o nosso carro com pouca aerodinâmica não ajudava. Mais conforme as voltas iam acontecendo foi melhorando a todos os níveis. Andámos com tempos muito bons e foi uma excelente aprendizagem para enfrentar as 24h de Le Mans. Fizemos o que podíamos e estamos contentes com o resultado"
"Ainda há muito trabalho de preparação a fazer, mas penso que já atingimos um ponto muito bom em termos de evolução, adaptação e gestão. Começo a ficar ansioso para que chegue rápido".
Na categoria LMP2 venceu a equipa G-Drive Racing que acabou por não ter adversários à altura, embora no inicio a equipa da KCMG tenha liderado.
Em GTE-Pro a vitória sorriu à Bruni e Vilander, com o Ferrari a ficar em primeiro.
Em GTE- Am, Pedro Lamy andou sempre pelos lugares cimeiros, mas a sua equipa perdeu a 2ª posição por falta de combustível, já na parte final da corrida. A vitória ficou entregue ao Ferrari da equipa de Perez Companc, Cioci e Venturi.
Classificação final:
Results - 171 laps:
Pos Cl Drivers Team/Car Time/Gap
1. P1 Davidson/Lapierre/Buemi Toyota 6h01m31.675s
2. P1 Di Grassi/Duval/Kristensen Audi +1m13.926s
3. P1 Wurz/Sarrazin/Nakajima Toyota +1m20.861s
4. P1 Dumas/Jani/Lieb Porsche +1 lap
5. P1 Fassler/Lotterer/Treluyer Audi +1 lap
6. P1 Albuquerque/Bonanomi Audi +2 laps
7. P1 Prost/Heidfeld/Beche Rebellion-Toyota +10 laps
8. P2 Rusinov/Pla/Canal OAK Morgan-Nissan +11 laps
9. P2 Dolan/Tincknell/Gene Jota Zytek-Nissan +11 laps
10. P2 Howson/Bradley/Matsuda KCMG ORECA-Nissan +12 laps
11. P2 Ladygin/Shaitar/Ladygin SMP ORECA-Nissan +13 laps
12. P2 Zlobin/Minassian/Mediani SMP ORECA-Nissan +13 laps
13. GTE P Bruni/Vilander AF Ferrari +19 laps
14. GTE P Pilet/Bergmeister Manthey Porsche +20 laps
15. GTE P Rigon/Calado AF Ferrari +20 laps
16. GTE P Turner/Mucke/Senna Aston Martin +20 laps
17. GTE P MacDowall/O'Young/Rees Aston Martin +21 laps
18. GTE A Perez Companc/Cioci/Venturi AF Ferrari +22 laps
19. GTE A Poulsen/Hansson/Stanaway Aston Martin +22 laps
20. GTE A Dalla Lana/Lamy/Nygaard Aston Martin +22 laps
21. GTE P Holzer/Makowiecki Manthey Porsche +23 laps
22. GTE A Ried/Bachler/Al Qubaisi Proton Porsche +23 laps
23. P1 Bernhard/Webber/Hartley Porsche +23 laps
24. GTE A Wyatt/Rugolo/Bertolini AF Ferrari +23 laps
25. GTE A Perrodo/Collard/Vaxiviere ProSpeed Porsche +25 laps
26. GTE A Mann/Giammaria/Case AF Ferrari +26 laps
27. GTE A Potolicchio/Roda/Ruberti 8Star Ferrari +29 laps
Retirements:
P1 Kraihamer/Belicchi/Leimer Rebellion-Toyota 47 laps
Tudo dito em relação a esta prova, esperamos pela próxima
que é nada mais nada menos que as 24h de Le Mans, a mítica prova francesa. Até
sigam as incidências do WEC no nosso blog.
Fontes:
autosport.pt
autosport.com
Fotos:
pagina do facebook do WEC
google.pt
Fábio Mendes
sábado, 3 de maio de 2014
DTM: Hockenheim. Tambay na pole e Félix da Costa a mostrar o seu enorme talento.
Começou finalmente o emocionante campeonato de DTM e com uma qualificação muito boa e muito interessante de seguir. Agora com apenas 3 sessões, ao contrário do ano passado em que eram 4, o formato coloca pressão nos pilotos, pois o tempo das sessões é relativamente curto.
A Q1 confirmava a boa forma de Wittmann e do seu M4, que tal como nas sessões de treino, mantinha-se na frente da tabela de tempos.Os Mercedes mostravam pouco andamento, enquanto a luta entre Audi e BMW dava os primeiros passos, mostrando que pode vir a ser um duelo interessante durante o ano. Quem começava a dar nas vistas era Félix da Costa. O "rookie" da BMW mostrava todo o seu talento, colocando o seu M4 nas primeiras posições da tabela, ficando logo longe de perigo. Nesta Q1 caiam 5 pilotos e esses foram Paul Di Resta, Juncadella, Wickens, Vietoris, e Petrov. A Mercedes "dominava" nos carros eliminados e confirmava o fraco andamento dos carros.
A Q2 servia para ficar com apenas os 8 melhores e também nesta sessão Wittmann mostrava que estava forte e manteve-se na frente. Félix Da Costa permanecia no top 8, enquanto Jamie Green tinha uma saída de pista. As últimas voltas trouxeram um Molina com vontade de mostrar serviço, passando a ser o mais rápido, seguido de Mortara, que não costuma desiludir também e de um surpreendente Tambay, que fazia o 3º melhor tempo. Mais surpreendente ainda era Félix da Costa. Aguentou sem problemas a pressão e passou com segurança para a Q3. De fora da última sessão ficavam nomes sonantes como Rockenfeller, actual campeão, Farfus, Paffet e Green.
A Q3 começava com Wittmann mais forte outra vez, tornando-se sério candidato à pole, mas Ekstrom fez questão de travar as ambições do alemão, assumindo a volta mais rápida. Faltavam 3 minutos para o final da qualificação e ainda dois pilotos não tinham saído para a pista... Spengler, o Sr. Qualificação, que costuma ser muito forte nestas condições e António Félix da Costa. O jovem português mostrou uma serenidade a toda a prova e partiu para os últimos minutos de faca na boca, à procura da pole. Não esteve longe de o conseguir e ainda chegou a figurar na 1ª posição da tabela, mas Tambay com uma volta excelente, ficou com o 1º posto, seguido de Wittmann e Félix da Costa. Spengler, que ainda apareceu no "live timing" como 3º, era confirmado 4º, seguido de Ekstrom, Molina, Mortara e Tomczyk.
Resultado da qualificação:
Destaques:
António Félix da Costa:
No meio dos tubarões do DTM, o nosso formiga brilhou. Um rookie, sem experiência de turismos, sem ter rodado uma única vez com afinação de qualificação, chega, "dá bigode" aos mais experientes e conquista um 3º lugar. Uma excelente prestação, para um tal de Marko ver em casa e pensar bem no que vai fazer da sua vida. O português é rápido e pelos vistos sabe-se adaptar facilmente. Um grande inicio.
Audi:
Na luta que se prevê que seja com a BMW, começa na frente com uma pole, do jovem francês Tambay, que surpreendentemente, leva ao Audi ao primeiro lugar da grelha. Seria um dos últimos a ser escolhido como aposta para a pole, mas isto mostra bem a competitividade do DTM
BMW:
Consegue colocar 2 carros, no top3, e ficou com 4 carros no top 8. Um bom inicio para a equipa bávara. A luta para o titulo vai ser renhida com a Audi e dará por certo um excelente campeonato. Mas o rotulo de favoritos não lhes fica mal.
Farfus:
O brasileiro desiludiu. Estávamos à espera de bem mais por parte de Augusto Farfus, que acabou o ano passado como melhor piloto BMW. Sem a obrigatoriedade de ir 2 vezes à boxes, como acontecia no ano passado, será mais difícil recuperar posições na corrida de amanhã. Não convém perder muitos pontos logo no início.
Rockenfeller:
O mesmo que dissemos de Farfus se aplica a "Rocky". O campeão esteve longe do que pode fazer. Será uma luta difícil para chegar à frente.
Mercedes:
Um início terrível. O melhor Mercedes ficou pelo 15º posto. A máquina não é competitiva e os pilotos ressentiram-se disso, especialmente Di Resta, cuja expressão de desilusão no final não enganava. Muito trabalho pela frente.
Uma emotiva corrida em perspectiva para amanhã, com a BMW bem colocada para a vitória. Veremos como Félix da Costa se aguenta em ambiente de corrida, que é diferente do que está habituado nos "Fórmulas". Mas para já um sorriso no rosto de quem viu a prestação do português.
Corrida amanhã as 12:30h na Sportv3
Correcção:
A volta que permitiu a Félix da Costa subir ao 3º posto foi retirada, por ter ultrapassado os limites da pista, ficando com o 4º lugar. Ainda assim Félix da Costa mostrava-se satisfeito:
"Foi uma boa estreia, estou muito contente com o resultado de hoje, apesar do importante ser o dia de amanhã onde teremos certamente uma corrida dura. Como tenho vindo a dizer o DTM é um dos campeonatos mais competitivos do mundo e estar nesta posição na minha estreia é sem dúvida importante para mim. Agradeço à BMW, à Red Bull e à minha equipa MTEK que tudo têm feito para que me sinta bem neste novo mundo do DTM".
" É importante manter os pés na terra. Hoje tivemos um bom dia, mas amanhã na corrida tudo será novo para mim, desde a gestão de pneus até ao contacto e toques que existem no DTM. Estou concentrado em fazer o melhor possível e continuar a nossa linha de aprendizagem, mas obviamente que ambiciono trazer para casa o maior número de pontos possível nesta minha estreia"
Fotos:
google.pt
Fonte:
autosport.com
autosport.pt
Fábio Mendes
A Q1 confirmava a boa forma de Wittmann e do seu M4, que tal como nas sessões de treino, mantinha-se na frente da tabela de tempos.Os Mercedes mostravam pouco andamento, enquanto a luta entre Audi e BMW dava os primeiros passos, mostrando que pode vir a ser um duelo interessante durante o ano. Quem começava a dar nas vistas era Félix da Costa. O "rookie" da BMW mostrava todo o seu talento, colocando o seu M4 nas primeiras posições da tabela, ficando logo longe de perigo. Nesta Q1 caiam 5 pilotos e esses foram Paul Di Resta, Juncadella, Wickens, Vietoris, e Petrov. A Mercedes "dominava" nos carros eliminados e confirmava o fraco andamento dos carros.
A Q2 servia para ficar com apenas os 8 melhores e também nesta sessão Wittmann mostrava que estava forte e manteve-se na frente. Félix Da Costa permanecia no top 8, enquanto Jamie Green tinha uma saída de pista. As últimas voltas trouxeram um Molina com vontade de mostrar serviço, passando a ser o mais rápido, seguido de Mortara, que não costuma desiludir também e de um surpreendente Tambay, que fazia o 3º melhor tempo. Mais surpreendente ainda era Félix da Costa. Aguentou sem problemas a pressão e passou com segurança para a Q3. De fora da última sessão ficavam nomes sonantes como Rockenfeller, actual campeão, Farfus, Paffet e Green.A Q3 começava com Wittmann mais forte outra vez, tornando-se sério candidato à pole, mas Ekstrom fez questão de travar as ambições do alemão, assumindo a volta mais rápida. Faltavam 3 minutos para o final da qualificação e ainda dois pilotos não tinham saído para a pista... Spengler, o Sr. Qualificação, que costuma ser muito forte nestas condições e António Félix da Costa. O jovem português mostrou uma serenidade a toda a prova e partiu para os últimos minutos de faca na boca, à procura da pole. Não esteve longe de o conseguir e ainda chegou a figurar na 1ª posição da tabela, mas Tambay com uma volta excelente, ficou com o 1º posto, seguido de Wittmann e Félix da Costa. Spengler, que ainda apareceu no "live timing" como 3º, era confirmado 4º, seguido de Ekstrom, Molina, Mortara e Tomczyk.
Resultado da qualificação:
Pos Driver Team/Car Time Gap 1. Adrien Tambay Abt Audi 1m32.272s 2. Marco Wittmann RMG BMW 1m32.419s +0.147s 3. Antonio Felix da Costa MTEK BMW 1m32.475s +0.203s 4. Bruno Spengler Schnitzer BMW 1m32.600s +0.328s 5. Mattias Ekstrom Abt Audi 1m32.624s +0.352s 6. Miguel Molina Abt Audi 1m32.787s +0.515s 7. Edoardo Mortara Abt Audi 1m32.898s +0.626s 8. Martin Tomczyk Schnitzer BMW 1m33.113s +0.841s 9. Timo Glock MTEK BMW 1m32.603s Q2 10. Timo Scheider Phoenix Audi 1m32.706s Q2 11. Mike Rockenfeller Phoenix Audi 1m32.717s Q2 12. Augusto Farfus RBM BMW 1m32.739s Q2 13. Nico Muller Rosberg Audi 1m32.756s Q2 14. Maxime Martin RMG BMW 1m32.792s Q2 15. Gary Paffett HWA Mercedes 1m32.834s Q2 16. Pascal Wehrlein HWA Mercedes 1m32.840s Q2 17. Joey Hand RBM BMW 1m32.885s Q1 18. Jamie Green Rosberg Audi 1m32.986s Q1 19. Paul di Resta HWA Mercedes 1m33.639s Q1 20. Daniel Juncadella Mucke Mercedes 1m33.746s Q1 21. Robert Wickens HWA Mercedes 1m33.875s Q1 22. Christian Vietoris HWA Mercedes 1m34.242s Q1 23. Vitaly Petrov Mucke Mercedes 1m34.367s Q1
Destaques:
António Félix da Costa:
No meio dos tubarões do DTM, o nosso formiga brilhou. Um rookie, sem experiência de turismos, sem ter rodado uma única vez com afinação de qualificação, chega, "dá bigode" aos mais experientes e conquista um 3º lugar. Uma excelente prestação, para um tal de Marko ver em casa e pensar bem no que vai fazer da sua vida. O português é rápido e pelos vistos sabe-se adaptar facilmente. Um grande inicio.
Audi:
Na luta que se prevê que seja com a BMW, começa na frente com uma pole, do jovem francês Tambay, que surpreendentemente, leva ao Audi ao primeiro lugar da grelha. Seria um dos últimos a ser escolhido como aposta para a pole, mas isto mostra bem a competitividade do DTM
BMW:
Consegue colocar 2 carros, no top3, e ficou com 4 carros no top 8. Um bom inicio para a equipa bávara. A luta para o titulo vai ser renhida com a Audi e dará por certo um excelente campeonato. Mas o rotulo de favoritos não lhes fica mal.
Farfus:
O brasileiro desiludiu. Estávamos à espera de bem mais por parte de Augusto Farfus, que acabou o ano passado como melhor piloto BMW. Sem a obrigatoriedade de ir 2 vezes à boxes, como acontecia no ano passado, será mais difícil recuperar posições na corrida de amanhã. Não convém perder muitos pontos logo no início.
Rockenfeller:
O mesmo que dissemos de Farfus se aplica a "Rocky". O campeão esteve longe do que pode fazer. Será uma luta difícil para chegar à frente.
Mercedes:
Um início terrível. O melhor Mercedes ficou pelo 15º posto. A máquina não é competitiva e os pilotos ressentiram-se disso, especialmente Di Resta, cuja expressão de desilusão no final não enganava. Muito trabalho pela frente.
Uma emotiva corrida em perspectiva para amanhã, com a BMW bem colocada para a vitória. Veremos como Félix da Costa se aguenta em ambiente de corrida, que é diferente do que está habituado nos "Fórmulas". Mas para já um sorriso no rosto de quem viu a prestação do português.
Corrida amanhã as 12:30h na Sportv3
Correcção:
A volta que permitiu a Félix da Costa subir ao 3º posto foi retirada, por ter ultrapassado os limites da pista, ficando com o 4º lugar. Ainda assim Félix da Costa mostrava-se satisfeito:
"Foi uma boa estreia, estou muito contente com o resultado de hoje, apesar do importante ser o dia de amanhã onde teremos certamente uma corrida dura. Como tenho vindo a dizer o DTM é um dos campeonatos mais competitivos do mundo e estar nesta posição na minha estreia é sem dúvida importante para mim. Agradeço à BMW, à Red Bull e à minha equipa MTEK que tudo têm feito para que me sinta bem neste novo mundo do DTM".
" É importante manter os pés na terra. Hoje tivemos um bom dia, mas amanhã na corrida tudo será novo para mim, desde a gestão de pneus até ao contacto e toques que existem no DTM. Estou concentrado em fazer o melhor possível e continuar a nossa linha de aprendizagem, mas obviamente que ambiciono trazer para casa o maior número de pontos possível nesta minha estreia"
Fotos:
google.pt
Fonte:
autosport.com
autosport.pt
Fábio Mendes
WTCC: Hungria. Muller conquista a pole, em mais uma tarde de domínio da Citroen.
Infelizmente, não conseguimos ver a qualificação do WTCC. Como tal não poderemos fazer uma análise tão cuidada como o costume.
Vendo pelo live timing, que também é fraco e não permite um acompanhamento decente do que se passa em pista, pudemos ver que Muller fixou o melhor tempo,ficando com a pole, seguido de Lopez e Loeb, voltando a Citroen a dominar as 3 primeiras posições do grid. Seguiram-se os Honda de Monteiro e Tarquini, sendo que italiano ficou a mais de 1 segundo do português. O português continua assim a assumir-se como o piloto em melhor forma na equipa oficial nipónica, embora o carro não consiga ainda ser uma ameaça real aos Citroen., apesar das melhorias.
No top 10, destaques para Bennani, que continua a ter boas prestações em 6º, Tom Coronel em 7º depois da pausa forçada devido ao acidente em Marrocos, que danificou gravemente o seu carro, impedindo o holandês de correr em França, sendo o melhor dos Chevrolet.
Pela negativa, nenhum dos Lada conseguiu passar à Q2 e nem Huff conseguiu salvar a marca russa. Hugo Valente, que vinha fazendo um bom inicio de época, ficou fora do top 10, assim como Michelisz, a correr em casa, ficou-se pelo 12º lugar, com problemas na direcção do seu Honda.
Amanhã, mais 2 corridas com a primeira a começar as 13:30h
Nota final: Já não é a primeira vez que nos queixamos da fraca qualidade do site e do live timing do WTCC. Torna-se difícil e pouco apelativo ver assim as provas. Não conseguimos ver a qualificação, que pelos vistos não foi transmitida pela Eurosport ( que insistiu em mostrar um emocionante jogo de snooker), pelo que tentamos seguir pelo site e pelo live timing, mas foi um esforço inglório. Para uma competição que quer ser apelativa, está muito longe de dar um serviço decente aos fãs.
Fontes:
touringcartime.com
Fotos
Facebook do WTCC
Fábio Mendes
Vendo pelo live timing, que também é fraco e não permite um acompanhamento decente do que se passa em pista, pudemos ver que Muller fixou o melhor tempo,ficando com a pole, seguido de Lopez e Loeb, voltando a Citroen a dominar as 3 primeiras posições do grid. Seguiram-se os Honda de Monteiro e Tarquini, sendo que italiano ficou a mais de 1 segundo do português. O português continua assim a assumir-se como o piloto em melhor forma na equipa oficial nipónica, embora o carro não consiga ainda ser uma ameaça real aos Citroen., apesar das melhorias.
No top 10, destaques para Bennani, que continua a ter boas prestações em 6º, Tom Coronel em 7º depois da pausa forçada devido ao acidente em Marrocos, que danificou gravemente o seu carro, impedindo o holandês de correr em França, sendo o melhor dos Chevrolet.
Pela negativa, nenhum dos Lada conseguiu passar à Q2 e nem Huff conseguiu salvar a marca russa. Hugo Valente, que vinha fazendo um bom inicio de época, ficou fora do top 10, assim como Michelisz, a correr em casa, ficou-se pelo 12º lugar, com problemas na direcção do seu Honda.
Amanhã, mais 2 corridas com a primeira a começar as 13:30h
Nota final: Já não é a primeira vez que nos queixamos da fraca qualidade do site e do live timing do WTCC. Torna-se difícil e pouco apelativo ver assim as provas. Não conseguimos ver a qualificação, que pelos vistos não foi transmitida pela Eurosport ( que insistiu em mostrar um emocionante jogo de snooker), pelo que tentamos seguir pelo site e pelo live timing, mas foi um esforço inglório. Para uma competição que quer ser apelativa, está muito longe de dar um serviço decente aos fãs.
Fontes:
touringcartime.com
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Fábio Mendes
Moto3: GP de Espanha. Miguel Oliveira faz 12º.
Na qualificação para o GP de Espanha em Moto3, o português Miguel Oliveira não foi além do 12º posto. O piloto português não conseguiu manter o bom andamento do dia de ontem e ficou assim abaixo do top10 para a corrida de amanhã.
A pole position ficou entregue a Jack Miller, seguido de Antonelli e Rins.
Daqui a pouco iniciam-se as qualificações para o MotoGP.
Fontes:
motogp.com
Fotos:
Facebook de Miguel Oliveira
Fábio Mendes
A pole position ficou entregue a Jack Miller, seguido de Antonelli e Rins.
Daqui a pouco iniciam-se as qualificações para o MotoGP.
Fontes:
motogp.com
Fotos:
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Fábio Mendes
quinta-feira, 1 de maio de 2014
20 anos depois… o homem por detrás do capacete amarelo.
Passaram 20 anos, desde a morte de um dos maiores ícones
do desporto motorizado. Um piloto que por mérito próprio, subiu à categoria de
imortal deste desporto que desperta paixões por todo o mundo.
Pouco mais haverá a dizer sobre Senna. Os textos, os livros,
os vídeos, irão sempre retratar mais ou menos o mesmo e são já inúmeros os
relatos.
Ao longo dos últimos dias tenho lido e visto muitas coisas
sobre Senna. A celebração dos 20 anos da sua morte e a nostalgia típica que se
instala por este tempo, assim levam a que veja ou reveja alguns documentos
sobre o grande Senna.
Será provavelmente arriscado dizer que Ayrton Senna deixou
uma marca ainda maior por ter morrido em pista. O facto de a sua partida ter
sido presenciada em directo por milhões em todo o mundo, marcou todos os que o
viram. Aquele que era um dos melhores pilotos de sempre, passava a ser algo
mais. Um mito que partiu, fazendo aquilo que mais gostava: correr num F1 e liderar.
A morte tem a capacidade de amenizar as opiniões e de fazer
lembrar o melhor. Senna, que era adorado por milhões, passou a ser venerado. O
seu talento era inquestionável, o seu carisma apaixonante, a sua postura
fascinante. Mas era um piloto de carne e osso. Um homem com um dom do
outro mundo.
Enquanto vivia e andava de pista em pista, Senna tinha uma
legião de fãs, mas a sua postura e a sua forma de estar não provocava
unanimidades. Se forem ver os relatos de vários grandes jornalistas da época, a
opinião deles é sempre dada com muita cautela, para não ferir susceptibilidades, mas nota-se que a admiração que têm vem acompanhada com algumas interrogações. Mesmo
algumas pessoas que privaram com ele em ambiente de competição, não tiveram uma
grande primeira impressão de Senna.
O inegável génio de Senna ao volante pedia
que o portador de tal talento tivesse um comportamento digno de “super herói” de
filme de Hollywood. Mas Senna não era esse super herói. O brasileiro era um
homem complicado, mas apenas isso... Um homem.
Senna começou por ser um rapaz tímido no paddock das
corridas. O piloto franzino, de poucas palavras e olhar profundo. Essa timidez
foi desaparecendo, e Senna passava a ser um homem de poucas mas certas
palavras. Um homem numa busca interior incessante, tentando descobrir mais e
mais sobre si. Inteligente e ponderado, querendo aprender para
melhorar o seu dom e o desporto para o qual vivia. Que contrastava com o Senna
que nos é dado a conhecer pela sua família. Um homem bem disposto, de bem com a
vida, que gostava dos prazeres que este mundo tem para dar. Alguém com a
consciência que era um sortudo e que o mundo não era tão colorido para outras
pessoas como era para ele. Alguém que fez muito para ajudar quem conheceu e
mostrou inúmeras vezes a sua humanidade.
Tudo isso mudava radicalmente quando colocava o mítico capacete
amarelo. Aí tornava-se num animal feroz, a quem nada mais interessa sem ser a
vitória. Um ser obstinado que sabia que era o melhor e que não admitia que nada
nem ninguém se intrometesse no seu caminho. Não foram poucas as vezes que o seu
comportamento em pista foi criticado. E mesmo fora do asfalto, no que dizia
respeito à competição Senna teve de “jogar sujo” algumas vezes para conseguir
subir à posição que queria e que, no seu interior, não tinha dúvidas que era sua
pertença. A sua sede de vitória era tal que não olhou a meios para vencer. A F1 é uma competição exigente e dura e Senna soube ser duro para vencer.
Alguns casos aconteceram, como o boicote à contratação de
Warwick, nos tempos da Lotus, retirando assim a possibilidade de Warwick correr
na F1, porque sabia que a Lotus não tinha condições de ter 2 pilotos a lutar de
forma igual. Senna queria um número 2 claro, que não
prejudicasse o foco da equipa em melhorar o seu carro para poder vencer.
Ou o “acordo de cavalheiros” com Nigel Mansell em que ambos concordaram não entrar
em aventuras dentro de pista, para evitar acidentes. Algo que foi prontamente
esquecido por Senna logo na corrida seguinte nas primeiras curvas.
Porquê trazer esta faceta mais negativa de Senna logo neste
dia? Para mostrar que tal como todos nós, tinha defeitos. Errou várias vezes,
tomou decisões das quais se arrependeu. Mas ainda assim conseguiu enfrentar os
seus erros, conseguiu melhorar os seus defeitos, aprendeu e tornou-se melhor.
Não interessa como se é, que defeitos se tenha. Se quisermos muito algo,
aprendemos com os erros, crescemos como pessoas.
Senna não foi um Super Herói. Foi um homem que soube vencer
adversidades. Um homem cuja tenacidade lhe permitiu chegar onde poucos
chegaram. Um homem que entendeu que, para vencer num desporto por vezes demasiado injusto, não podia vacilar por um segundo, mesmo correndo o risco de ser incompreendido. Um homem que que, ainda assim, chegou ao coração de milhões. Para se
conseguir o que Senna conseguiu, não é preciso ser super herói. Todos podemos
se quisermos muito, ser como ele. Talvez fosse essa a maior lição que ele nos
quis deixar.
Senna não foi um super herói, mas teve prestações heróicas em
pista que serão para sempre lembradas. Teve uma força interior enorme que o fez ultrapassar os seus limites e os obstáculos que foi encontrando, sem nunca ter medo do que os outros pensariam ou diriam.
Fez vibrar milhões, fez sorrir e chorar, deu-nos os melhores Domingos de
F1. Elevou a Formula 1 a um nível nunca antes visto. Um homem que fez um país
esquecer por breves momentos a crise que atravessava, que deixou as bases para
fazer uma fundação que ajuda milhões.
Senna foi o homem que conseguiu subir acima dos seus
defeitos dos seus erros e dos seus limites para se tornar num ícone para sempre relembrado, usando apenas
as ferramentas que tinha a disposição para o fazer.Coragem, força de vontade, inteligência, trabalho... É talvez por causa disso,
desta faceta humana que hoje, 20 anos após a sua morte, admiro ainda mais Ayrton
Senna. Porque a sua vida mostra que todos podemos atingir algo grande. E a sua
mensagem sempre positiva, dava e ainda dá, alento e motivação.
Senna não foi um Super Herói. Esses só existem nos filmes e são demasiado perfeitos. Na imperfeição da vida e das corridas, Senna foi mais que isso.
Obrigado Senna. Até sempre
fotos retiradas de :
http://www.insidemotorsportmag.com/ayrton-senna-par-paul-henri-cahier/
google.pt
Fábio Mendes
Para sempre Senna!
Quando aquele menino, em Portugal, se apercebeu que o acidente do seu grande herói, aquele que estava espalhado pela sua parede, em poster, era mesmo muito grave, chamou a mãe, que como quase todos que conhecia, gostava de ver o brasileiro a pilotar. Junto com a mãe, o menino ficou em suspenso, à espera que o homem do capacete amarelo se levantasse e começasse a acenar ao público de Imola. Tardava em acontecer... e não voltou a acontecer.
Aquele menino era eu e lembro-me como se não tivessem passado 20 anos, daquele malfadado dia. Aqueles dias foram difíceis para a minha família. Maio de 1994, ficou gravado para sempre na memória. Eu tinha um poster do Senna, que tinha saído numa revista qualquer, que estava preparado para ir para a parede, mas por falta de tempo não chegou a ir. Ficou numa gaveta de um armário no meu quarto de criança e depois do acidente na Tamburello nunca mais saiu de lá. Há uns tempos abri a mesma gaveta, na casa da minha mãe e o poster ainda lá estava: Senna de capacete amarelo dentro do cockpit do Williams, o seu último carro, ainda na box.
Depois da morte de Senna, houve um divórcio entre mim e a F1, até que um certo senhor finlandês, que por acaso foi colega de Ayrton Senna, chamado Mika Häkkinen, a.k.a., The Flying Finn, em 1998, fez com que este rapaz nunca mais se distanciasse da Fórmula 1, mesmo com a hegemonia de Michael Schumacher, de quem não era apreciador.
A verdade é que comecei a ver F1 com Senna, adorava o brasileiro, tal como milhões de portugueses. Os Domingos eram isso mesmo, ver Senna a correr o espectáculo estava garantido. Mas Ayrton era mais que um piloto de F1. Foi o homem que deu esperança aos brasileiros, que os uniu, por isso aquele povo encheu as ruas na passagem do caixão. Aos portugueses Senna deu a ilusão que também era nosso: passava muito tempo em Portugal, falava português e tinha sangue quente, tal como nós. O meu herói era o herói de milhões espalhados pelo Mundo, mesmo daqueles que nunca o viram a correr.
Muitos pilotos contemporâneos de Senna dizem que o paulista foi o melhor e mais completo piloto de todos os tempos, para mim foi de certeza. Gostava de assistir às grandes corridas que devem acontecer no céu neste momento. Já pensaram o que deve ser, ter na mesma pista Senna, Clark, Villeneuve, Ascari, Mclaren, Rindt, de Angelis e Ratzenberger? Apenas para nomear alguns dos pilotos que morreram em pista, naquela que é modalidade que adoramos. Todos eles assistidos por Sid Watkins, o médico mais conhecido pelos amantes da F1.
Pedro Mendes
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