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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Na primeira pessoa! Uma história de sucesso chamada “Volkswagen”.

Foto: Volswagen Motorsport
Sabemos nós, amantes dos desportos motorizados, que nesta área a perfeição não existe e não pode ser controlada. Vários factores podem de um momento para o outro “estragar” toda a preparação de uma prova, de uma temporada ou mais grave ainda, de um projecto. Vários são os exemplos ao longo dos anos de casos de equipas ou marcas, que por um ou outro motivo não chegaram ao topo, fracassando os seus projectos e com alguns delas a extinguirem-se sem deixar marca digna desse nome. E temos vários exemplos, desde a Seat com o modelo Cordoba WRC, ou mesmo o Accent WRC da Hyundai, mais recentemente a Mini, ou mesmo na Formula 1, com a Toyota já neste Século a arriscar naquilo que seria para ser de sucesso, que se evaporou sem deixar a sua marca.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Na primeira pessoa: Afinal quem é melhor, Ogier ou Loeb?

Séb vs Séb. Qual o melhor? A história recente do WRC tem sido marcada pela presença dos dois franceses que dominaram nos últimos 10 anos sem dar a mínima hipótese a ninguém. Mas ficou sempre no ar a grande dúvida. Qual deles o melhor?


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Na primeira pessoa 4: DTM é assim tão mau?

Após uma semana da notícia do possível ingresso de António Félix da Costa no DTM, pela mão da BMW, faço deste o tema para mais uma crónica.

A notícia que A. F. da Costa irá possivelmente correr no campeonato DTM na próxima temporada, não caiu muito bem na “comunidade” dos amantes dos desportos motorizados em Portugal. Umas mais radicais que outras, mas as visões são de forma unânime, pessimistas em relação ao futuro do nosso “Formiga”.

Eu não vejo as coisas assim, pelo contrário, acho muito interessante para o piloto português integrar esta competição que está num processo de crescimento incrível, tanto a nível de qualidade de pilotos, como no próprio calendário, naquele que já foi o campeonato Alemão de Turismos, hoje é mais do que isso, é talvez a segunda prova mais importante no que a desportos motorizados de “4 rodas” diz respeito.

E o pessoal acha isso mau?! Ter dois pilotos portugueses (F. Albuquerque vai para a 3ª época na competição) a disputar o DTM é sinal que os nossos “tugas “ lá fora são valorizados, e que as suas qualidades são vistas como mais-valias para as marcas. Exemplo disso é mesmo F. Albuquerque, que após duas temporadas no campeonato, sem grandes resultados, aliás bem modestos por sinal, já viu renovado o seu contrato e para a próxima temporada, porque quem lá está sabe do seu valor, e sabe em que condições ele corre e por que razão não mostra o que realmente sabe (erros de equipa).

Sei que todos queriam ver Félix da Costa na F1, eu também gostava, e ele, mais do que nós todos juntos, também queria andar no “grande circo”. Mas temos de ser realistas, e ver as coisas como eles são, a F1 é para multimilionários, onde os $ contam muito mais que o talento, e pilotos de grande qualidade tem ficado de fora por falta de “bons padrinhos”, ou pelo simples facto de não serem da nacionalidade que mais interessa ao “tio Bernie”.

O DTM é um grande campeonato, muito competitivo (possivelmente muito mais até que a F1, porque se no futebol são 11 contra 11 e no fim ganha sempre a Alemanha, na F1 são 22 á partida e no fim ganha sempre um alemão), e será uma grande aposta para o nosso piloto português, caso se venha a concretizar. Não tenham medo que a F1 fique mais distante para Félix da Costa, tenham sim confiança que isto seja uma rampa de lançamento, como o nosso Formiga disse, “isto não é o fim, mas sim o início” e vai ser, o continuar de uma grande carreira.



Na primeira pessoa...Carlos Mota.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Na primeira pessoa II - Quando ser português é um defeito…

Ao longo dos anos fomos vendo vários pilotos de diversas nacionalidades a serem campeões do mundo, em diferentes vertentes dos desportos motorizados. Alguns que não o chegaram a ser, foram ainda assim aposta das grandes marcas, ou de grandes equipas, com grandes estruturas montadas em volta dos mesmos, mas por uma ou outra razão, não atingiram os “louros”. Mas o curioso é que nunca um português teve esse estatuto de grande piloto, que tenha ficada para a história, por um título marcante, ou ter corrido numa equipa de grande ambições. Porque sejamos sinceros, o que malta queria, era um campeão do mundo de Formula 1, ou mesmo de ter um homem nos lugares cimeiros no WRC, ou um piloto vencer  num grande prémio de Moto GP. Nunca tivemos.

Outros feitos formam atingidos, sim. E com grande mérito por parte de nossos compatriotas, mas a verdade é que mesmo vencendo nunca foram tratados como tal. Campeões. Vamos a nomes.

Talvez o Todo Terreno tenha sido a área dos “motorsport” em que tenhamos tido mais sucesso. Por exemplo Carlos Sousa que em 2003 se sagrou Campeão da Taça do Mundo de Todo-o-Terreno e da Taça FIA de Pilotos de Bajas, mas na prova rainha, o Dakar, nunca fora além de um 4º lugar final, sendo sempre visto dentro da marca nipónica Mitsubishi como o “elo mais fraco”.
  
Hélder Rodrigues, o primeiro português a sagrar-se campeão Mundial de Todo o Terreno na vertente de Motos, também nunca viu o seu valor ser reconhecido, pois o material que dispõe para um Dakar não é suficientemente competitivo para vencer a “tal prova”. Ainda nas motos de TT, Ruben Faria, teve que este ano “ceder” a vitória no Dakar a Cyril Despres, chefe de fila…

Nas pistas, a história é a mesma. Ao longo dos anos vamos vendo pilotos crescer, com qualidade, a baterem-se com os melhores nas diversas etapas de formação de pilotos e…ficam por ai. Não conseguem atingir o topo, porque falham os apoios, falham os investidores, e quando há um lugar…os portugueses não o agarram.

Pedro Lamy, quanto a mim o melhor piloto português de se sempre (para já), é um exemplo. Talvez tenha passado ao lado de uma grande carreira. Não é que a sua carreira seja de desprezar, muito pelo contrário, mas com a qualidade demonstrada, podia muito bem ter sido um piloto de grande relevo no panorama mundial. Com diversos títulos nas “fórmulas”, Lamy chegou a Formula 1 pela mão da Minardi. Óbvio que nada podia fazer com o carro que dispunha, mas também não lhe foi dada a oportunidade de competir com uma melhor “carcaça”. Dai para a frente, andou pelos Turismos e GT´S, tornando-se um piloto referência nessas áreas. A ida para a Peugeot para as 24h de Le Mans, levou-o a ser 2º na mítica prova, mas o português nunca foi reconhecido pela marca francesa, sendo sempre um dos pilotos com menos minutos em pista. Saiu pela porta pequena. Hoje corre em categorias mais baixas nos GT´S. Muito pouco para o seu enorme talento.
  
Também no grande circo, Tiago Monteiro andou por lá. Sem um carro muito competitivo também, mas que fez dele o melhor representante português na F1 de todos os tempos. Dois anos mundial de F1, um pódio (na famosa corrida a 6 em Indianápolis). Nesse mesmo ano e em condições normais de corrida Monteiro faz 10º e consegue mais 1 ponto no mundial, batendo no braço diversos pilotos com melhores máquinas. Foi no circuito de Spa na Bélgica, debaixo de um diluvio que conseguiu tal milagre, visto que o seu Jordan era uma autêntica “lesma” em pista. Termina o ano como melhor “rookie”. Na segunda época, mudou-se o nome da equipa, as cores, mas o carro era igual…fraquinho. Monteiro perde o lugar para um tal Adrian Sutil fazendo dupla com Albers, que nunca tinha sido mais rápido que Monteiro nos dois últimos anos…

Também nas pistas, Albuquerque, Parente ou mesmo Campaniço, todos eles pilotos de grande qualidade, sempre pela mesma razão não atingiram o nível que se esperava face as suas potencialidades.


Nos ralis também há historias. Armindo Araújo andou 2 anos de Mini…bom, tentou andar. Um projecto montado em volta de uma marca oficial, que andava menos que um carro Mini privado?! Verdade, o português levou gato por lebre e seria difícil fazer melhor. Valeu os títulos de PWRC que lhe valeram a distinção de piloto do ano WRC em 2010. Hoje em dia, diverte-se a fazer enduro…está sem assento para competir.  

Por estas e por outras pergunto eu, ser português é um defeito?

António Félix da Costa e Miguel Oliveira têm a oportunidade de mudar esta resposta. Mas enquanto isso não acontece…ser português é de facto um defeito.



Carlos Mota


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Na Primeira Pessoa 1

O mundial de ralis ainda não terminou, mas há muito está decidido quanto ao seu vencedor final. Ogier a correr contra basicamente ninguém, vai ser um tranquilo campeão, fazendo lembrar um outro francês que por lá andou a fazer basicamente o mesmo durante 9 anos.

Mas isso, não é o assunto. Perdão, isso nem é assunto. O que vos trago hoje, nesta que é a minha primeira crónica, são os rumores para próxima temporada, que podem tornar da próxima “Silly Season” do WRC uma das mais animadas e mexidas dos últimos anos. Vai haver trocas e baldrocas, na certa. Vão rolar cabeças, e outras vão regressar.

Vamos por partes. A Hyundai vem trazer ao mundial, uma nova alma. Não quero dizer com isto que temos candidata a abater a Volkswagen, não. Nem acredito nisso. Mas temos mais lugares para ocupar, logo o xadrez do WRC vai ter de mexer. Nomes e mais nomes vão surgir, uns com mais credibilidade do que outros, mas a verdade, é que isto promete.

Comecemos pelo mais fácil. A Volkswagen. À partida tudo ficará igual, Ogier na primeira linha, Latvala manterá a segunda linha, e o atrevido Mikkelsen como jovem piloto. Até aqui tudo bem.


A Citroen vai sem dúvida ser das grandes candidatas a atribular “o mercado de Inverno”. Loeb já nem a “part-time” estará presente, deixando Yves Matton (boss da Citroen) a ter de se mexer para não passar mais um ano a olhar para os Polo P WRC a dominar a seu belo prazer todo o campeonato. Está bem provado que não é com Sordo e Hirvonen que irão bater Ogier e a Volkswagen. O único neste momento que pode ter essa capacidade é T. Neuville, que curiosamente foi piloto Júnior da Citroen na época passada. O francês quererá decerto recuperar o belga para as suas fileiras. Mas alguém terá de sair. Sordo parece o elo mais fraco. Mas Mikko também pouco ou nada tem mostrado esta temporada. No meio disto tudo ainda temos Al-Qassimi que terá sempre direito a um dos três “citros” que alinharão em todas as provas na próxima temporada. Sobrando ainda C. Meeke, que fez duas provas pela Citroen esta temporada, Finlândia e Austrália, demonstrou bom andamento, mas… acabou fora de estrada nos dois ralis.
Portanto para a próxima época, a marca francesa quererá dois pilotos a tempo inteiro, e outro a espaços, para quando Al-Qassimi (piloto de Abu Dhabi, principal patrocinador da equipa), não tenha tempo para vir “passear” de Ds3 WRC.


Caso Neuville regresse à Citroen, abre um grande problema na Ford. Perde o seu melhor piloto, e com certeza a possibilidade de na próxima época ganhar o que quer que seja. Ostberg somente na Suécia poderá dar um ar da sua graça. Não vemos o Norueguês a ser um candidato real ao título. Novikov, com a temporada horrível que tem feito, poderá bem ser carta fora do baralho dentro da M- Sport. Poderão abrir aqui também vagas para possíveis caras novas. O russo, com os €uros que traz consigo, não terá problema em montar a sua estrutura voltar a ser piloto privado, ou então quem sabe injectar alguns desses euros no projecto Hyundai, que bem agradecia um piloto pagante  nesta fase de investimento, uma ajuda extra.

Tanak, grande aposta de M. Wilson na época passada, poderá entrar nestas contas. Sem correr á praticamente uma ano, o jovem Estónio, já mostrou muita qualidade e rapidez, e também como dar trabalho aos chapeiros. Os exageros deste jovem, custaram-lhe este ano sabático, mas não acreditamos que seja por muito mais tempo. Vai ter carro na próxima época, falta saber qual. Talvez de Ford, mas a marca Sul-Coreana não será decerto uma opção descabida para o piloto e para a marca.

Finalmente a Hyundai. Que reentra de novo no mundial de ralis, com 3 pilotos de testes. São eles, Bryan Bouffier, J. Hanninen e C. Atkinson. Nenhum deles ainda está confirmado como piloto oficial para a temporada 2014, e duvido que daqui saiam dois pilotos que façam a temporada completa. Vejamos. Bouffier, bom piloto de facto, mas experiência no mundial, muito pouca. Atkinson, tem de facto rodagem no mundial, duvidamos é que tenha qualidade para lá andar. Sobra Hanninen, que foi o primeiro piloto de testes a ser anunciado, e será a meu ver o único que poderá assinar para realizar a época de estreia do I20 WRC. Mas terá de ter um colega de equipa com nome “sonante”. Já vários foram falados, mas nada em concreto foi confirmado. P. Solberg é um desses nomes. Que faria todo sentido. Traria visibilidade à marca, protagonismo e também experiência adequada para fazer este projecto crescer. Tanak, por ser um piloto de baixo custo e que traria também rapidez, poderia ser um jovem para fazer crescer. Talento há ali de chega e de sobra. Meeke e Sordo também eles estão em linha de espera, pois entre Citroen´s e Ford´s, não haverá lugar para todos. Nome que também se falou, mas para mim não passa de mera especulação, que jamais será realidade, é o de Marcus Grönholm. Faria todo o sentido, sem dúvida. Se ele não tivesse já 45 anos. A experiencia é um posto, é certo, mas não exageremos.

Quanto à Mini…está tudo dito!

Confusos? Pois, o exercício não foi fácil. Muitos nomes para muitas possibilidades. Certo é, que teremos um Dezembro mexido por estas bandas.







Na primeira pessoa…Carlos Mota!