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quinta-feira, 1 de maio de 2014

20 anos depois… o homem por detrás do capacete amarelo.

Passaram 20 anos, desde a morte de um dos maiores ícones do desporto motorizado. Um piloto que por mérito próprio, subiu à categoria de imortal deste desporto que desperta paixões por todo o mundo.

Pouco mais haverá a dizer sobre Senna. Os textos, os livros, os vídeos, irão sempre retratar mais ou menos o mesmo e são já inúmeros os relatos.

Ao longo dos últimos dias tenho lido e visto muitas coisas sobre Senna. A celebração dos 20 anos da sua morte e a nostalgia típica que se instala por este tempo, assim levam a que veja ou reveja alguns documentos sobre o grande Senna.

Será provavelmente arriscado dizer que Ayrton Senna deixou uma marca ainda maior por ter morrido em pista. O facto de a sua partida ter sido presenciada em directo por milhões em todo o mundo, marcou todos os que o viram. Aquele que era um dos melhores pilotos de sempre, passava a ser algo mais. Um mito que partiu, fazendo aquilo que mais gostava: correr num F1 e liderar.

A morte tem a capacidade de amenizar as opiniões e de fazer lembrar o melhor. Senna, que era adorado por milhões, passou a ser venerado. O seu talento era inquestionável, o seu carisma apaixonante, a sua postura fascinante. Mas era um piloto de carne e osso. Um homem com um dom do outro mundo.

Enquanto vivia e andava de pista em pista, Senna tinha uma legião de fãs, mas a sua postura e a sua forma de estar não provocava unanimidades. Se forem ver os relatos de vários grandes jornalistas da época, a opinião deles é sempre dada com muita cautela, para não ferir susceptibilidades, mas nota-se que a admiração que têm vem acompanhada com algumas interrogações. Mesmo algumas pessoas que privaram com ele em ambiente de competição, não tiveram uma grande primeira impressão de Senna. 

O inegável génio de Senna ao volante pedia que o portador de tal talento tivesse um comportamento digno de “super herói” de filme de Hollywood. Mas Senna não era esse super herói. O brasileiro era um homem complicado, mas apenas isso... Um homem.

Senna começou por ser um rapaz tímido no paddock das corridas. O piloto franzino, de poucas palavras e olhar profundo. Essa timidez foi desaparecendo, e Senna passava a ser um homem de poucas mas certas palavras. Um homem numa busca interior incessante, tentando descobrir mais e mais sobre si. Inteligente e ponderado, querendo aprender para melhorar o seu dom e o desporto para o qual vivia. Que contrastava com o Senna que nos é dado a conhecer pela sua família. Um homem bem disposto, de bem com a vida, que gostava dos prazeres que este mundo tem para dar. Alguém com a consciência que era um sortudo e que o mundo não era tão colorido para outras pessoas como era para ele. Alguém que fez muito para ajudar quem conheceu e mostrou inúmeras vezes a sua humanidade.

Tudo isso mudava radicalmente quando colocava o mítico capacete amarelo. Aí tornava-se num animal feroz, a quem nada mais interessa sem ser a vitória. Um ser obstinado que sabia que era o melhor e que não admitia que nada nem ninguém se intrometesse no seu caminho. Não foram poucas as vezes que o seu comportamento em pista foi criticado. E mesmo fora do asfalto, no que dizia respeito à competição Senna teve de “jogar sujo” algumas vezes para conseguir subir à posição que queria e que, no seu interior, não tinha dúvidas que era sua pertença. A sua sede de vitória era tal que não olhou a meios para vencer. A F1 é uma competição exigente e dura e Senna soube ser duro para vencer.

Alguns casos aconteceram, como o boicote à contratação de Warwick, nos tempos da Lotus, retirando assim a possibilidade de Warwick correr na F1, porque sabia que a Lotus não tinha condições de ter 2 pilotos a lutar de forma igual. Senna queria um número 2 claro, que não  prejudicasse o foco da equipa em melhorar o seu carro para poder vencer. Ou o “acordo de cavalheiros” com Nigel Mansell em que ambos concordaram não entrar em aventuras dentro de pista, para evitar acidentes. Algo que foi prontamente esquecido por Senna logo na corrida seguinte nas primeiras curvas.

Porquê trazer esta faceta mais negativa de Senna logo neste dia? Para mostrar que tal como todos nós, tinha defeitos. Errou várias vezes, tomou decisões das quais se arrependeu. Mas ainda assim conseguiu enfrentar os seus erros, conseguiu melhorar os seus defeitos, aprendeu e tornou-se melhor. Não interessa como se é, que defeitos se tenha. Se quisermos muito algo, aprendemos com os erros, crescemos como pessoas. 

Senna não foi um Super Herói. Foi um homem que soube vencer adversidades. Um homem cuja tenacidade lhe permitiu chegar onde poucos chegaram. Um homem que entendeu que, para vencer num desporto por vezes demasiado injusto, não podia vacilar por um segundo, mesmo correndo o risco de ser incompreendido. Um homem que que, ainda assim, chegou ao coração de milhões. Para se conseguir o que Senna conseguiu, não é preciso ser super herói. Todos podemos se quisermos muito, ser como ele. Talvez fosse essa a maior lição que ele nos quis deixar.

Senna não foi um super herói, mas teve prestações heróicas em pista que serão para sempre lembradas. Teve uma força interior enorme que o fez ultrapassar os seus limites e os obstáculos que foi encontrando, sem nunca ter medo do que os outros pensariam ou diriam.

Fez vibrar milhões, fez sorrir e chorar, deu-nos os melhores Domingos de F1. Elevou a Formula 1 a um nível nunca antes visto. Um homem que fez um país esquecer por breves momentos a crise que atravessava, que deixou as bases para fazer uma fundação que ajuda milhões. 

Senna foi o homem que conseguiu subir acima dos seus defeitos dos seus erros e dos seus limites para se tornar num ícone para sempre relembrado, usando apenas as ferramentas que tinha a disposição para o fazer.Coragem, força de vontade, inteligência, trabalho... É talvez por causa disso, desta faceta humana que hoje, 20 anos após a sua morte, admiro ainda mais Ayrton Senna. Porque a sua vida mostra que todos podemos atingir algo grande. E a sua mensagem sempre positiva, dava e ainda dá, alento e motivação. 


Senna não foi um Super Herói. Esses só existem nos filmes e são demasiado perfeitos. Na imperfeição da vida e das corridas, Senna foi mais que isso. 


Obrigado Senna. Até sempre



fotos retiradas de :

http://www.insidemotorsportmag.com/ayrton-senna-par-paul-henri-cahier/

google.pt


Fábio Mendes


Para sempre Senna!

Há 20 anos atrás um miúdo de 9 anos estava na sala, colado à televisão Phillips a ver a corrida de Fórmula 1, tal como fazia aos Domingos e levantou-se para aumentar o volume (ainda não tinha comando à distância), porque o seu herói tinha tido um acidente. Não era normal aquele menino estar sozinho a assistir à F1, mas aquele fim de semana era um fim de semana triste para a família: um dos membros próximos do rapaz, o padrinho, estava no hospital e por isso o pai não estava com ele na sala. A mãe estava na cozinha a lavar a louça, depois de um almoço rápido.

Quando aquele menino, em Portugal, se apercebeu que o acidente do seu grande herói, aquele que estava espalhado pela sua parede, em poster, era mesmo muito grave, chamou a mãe, que como quase todos que conhecia, gostava de ver o brasileiro a pilotar. Junto com a mãe, o menino ficou em suspenso, à espera que o homem do capacete amarelo se levantasse e começasse a acenar ao público de Imola. Tardava em acontecer... e não voltou a acontecer.

Aquele menino era eu e lembro-me como se não tivessem passado 20 anos, daquele malfadado dia. Aqueles dias foram difíceis para a minha família. Maio de 1994, ficou gravado para sempre na memória. Eu tinha um poster do Senna, que tinha saído numa revista qualquer, que estava preparado para ir para a parede, mas por falta de tempo não chegou a ir. Ficou numa gaveta de um armário no meu quarto de criança e depois do acidente na Tamburello nunca mais saiu de lá. Há uns tempos abri a mesma gaveta, na casa da minha mãe e o poster ainda lá estava: Senna de capacete amarelo dentro do cockpit do Williams, o seu último carro, ainda na box.

Depois da morte de Senna, houve um divórcio entre mim e a F1, até que um certo senhor finlandês, que por acaso foi colega de Ayrton Senna, chamado Mika Häkkinen, a.k.a., The Flying Finn, em 1998, fez com que este rapaz nunca mais se distanciasse da Fórmula 1, mesmo com a hegemonia de Michael Schumacher, de quem não era apreciador.

A verdade é que comecei a ver F1 com Senna, adorava o brasileiro, tal como milhões de portugueses. Os Domingos eram isso mesmo, ver Senna a correr o espectáculo estava garantido. Mas Ayrton era mais que um piloto de F1. Foi o homem que deu esperança aos brasileiros, que os uniu, por isso aquele povo encheu as ruas na passagem do caixão. Aos portugueses Senna deu a ilusão que também era nosso: passava muito tempo em Portugal, falava português e tinha sangue quente, tal como nós. O meu herói era o herói de milhões espalhados pelo Mundo, mesmo daqueles que nunca o viram a correr.
Como é possível que ainda se fale de Ayrton Senna, 20 anos depois da sua morte, depois de Schumacher ser 7 vezes campeão do Mundo de F1, 5 épocas consecutivas, de Sebastian Vettel ser tetracampeão do Mundo e arrasar com a concorrência? Como se explica que pilotos actuais como Hamilton e Raikkonen, sejam declaradamente fãs de Senna quando já têm uma legião de fãs que os seguem? O fenómeno que era o brasileiro vivo, aumentou quando morreu...passou a ser um Mito.

Muitos pilotos contemporâneos de Senna dizem que o paulista foi o melhor e mais completo piloto de todos os tempos, para mim foi de certeza. Gostava de assistir às grandes corridas que devem acontecer no céu neste momento. Já pensaram o que deve ser, ter na mesma pista Senna, Clark, Villeneuve, Ascari, Mclaren, Rindt, de Angelis e Ratzenberger? Apenas para nomear alguns dos pilotos que morreram em pista, naquela que é modalidade que adoramos. Todos eles assistidos por Sid Watkins, o médico mais conhecido pelos amantes da F1.

Pedro Mendes

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Senna, a partida de um ídolo - Fim de um sonho ( parte 2 )

Continuamos com o post " Fim de um sonho" que fala sobre os 2 pilotos que perderam a vida nesse fim de semana trágico em Imola. Certamente o mais negro da história do desporto motorizado. Ontem lembramos Ratzenberger, hoje lembramos Ayrton Senna.


Paixão, talento, carácter. É uma mistura que, quando nas doses certas, pode dar origem a coisas que dificilmente se esquecerão. Senna era isso tudo e muito mais.

O dia 21 de Março de 1960, via chegar ao mundo uma das pessoas que mais ia marcar uma era no desporto motorizado. Ayrton Senna da Silva nascia em São Paulo, no seio de uma família de posses e que viva muito bem na altura. Algo que não era comum, pois o Brasil era um pais devastado pela pobreza.

A sua paixão pelos carros veio muito cedo, com o seu pai a deixar-lhe a semente, quando lhe deu um Kart feito por ele próprio. Daí até às competições de karts oficiais, foi um pequeno salto. Já desde tenra idade mostrava que era muito competitivo e a sua vontade de vencer era inabalável.

Em 1981 foi para Inglaterra para competir na Formula Ford 1600. Sagrou se campeão europeu e britânico de Fórmula 2000 em 1982.

Em 83 ganhou o campeonato inglês de Fórmula 3 numa luta muito acesa com Martin Brundle.


Em 1984 entrou na F1 pela Tolman, onde marcou o seu primeiro ponto na F1, na sua 2ª corrida, na África do Sul, repetindo façanha na Bélgica. A única vez que não se qualificou para uma corrida foi nesse ano, em Itália… no GP de San Marino.

Foi no Mónaco que deu verdadeiramente nas vistas. Debaixo de uma chuva diluviana, Senna largou do 13ª lugar, conseguiu ir subindo, posição atrás de posição, até chegar a 2º, indo ameaçar a liderança do todo-poderoso Alain Prost. A corrida foi interrompida por falta de condições. Mais umas voltas e certamente passaria Prost. Subiu ao pódio pela primeira vez. E de que forma! Conseguiu ser melhor que todos, num carro claramente inferior e em condições muito difíceis. O génio de Senna mostrou-se nessa tarde. Ainda conseguiu mais  pódios nesse ano, em Brands Hatch e no Estoril, mas foi suspenso pela Toleman, por ter assinado um contrato com a Lotus.

Em 1985 entrava na Lotus. Teria de abandonar na 1ª corrida por problemas eléctricos mas na 2ª ronda, em Portugal, Senna (à chuva, onde todo o seu génio se mostrava) conseguia a sua 1ª vitória na F1. A 2ª vitória seria em SPA também à chuva. Acabou esse ano em 4º com 38 pontos e 6 pódios (2 vitórias , 2 segundos e 2 terceiros lugares) .
 
1986, com um carro ainda longe dos mais competitivos McLaren e Williams, Senna fez uso do seu talento para se manter na luta no campeonato, tentando usar sempre os mesmos pneus até ao final da corrida, não perdendo tempo nas boxes. Ainda conseguiu liderar o campeonato mas acabou em 4º com 55 pontos, 8 poles e 6 pódios.

1987 acabou a época em 3º com 57 pontos 1 pole e 8 pódios. Nesse ano assinaria contrato com a McLaren, que graças a Senna, passaria a receber motores Honda.


A partir daqui a história começa a ser mais conhecida. Entrou numa das melhores equipas de F1, com um carro capaz de o fazer lutar pelo título. Como companheiro de equipa tinha Prost, com o qual viria a travar a maior rivalidade de sempre da história da F1. Muita polémica, muitos toques fizeram a relação azedar entre os dois pilotos. Foi com base nessa relação que Senna tentou melhorar cada vez mais. Prost era o melhor na altura e Senna queria ser melhor que ele.

O seu primeiro título viria em 1988 com a McLaren a vencer 15 das 16 corridas desse ano, sempre com batalhas ferozes em pista com Prost.

Ganharia mais 2 campeonatos em 90 e 91, numa época de total hegemonia da McLaren com a luta Prost vs Senna a ser sempre uma constante, que teve o seu pico na última corrida, no Japão em 1990, quando Senna "atirou" o seu carro para cima do Ferrari de Prost. Se Prost não pontuasse, Senna seria campeão. Como tal, Senna tratou logo de ver isso acontecer na primeira curva, "vingando" 89, onde Prost fez o mesmo no fim da corrida. Nessa altura Senna ainda foi a tempo de colocar uma asa dianteira nova e vencer a corrida num desempenho heróico, mas foi desclassificado por um argumento que não convenceu ninguém. Nessa tarde de 89 a politica venceu o talento e Prost foi campeão. Aquilo que Senna mais odiava na F1 tinha acontecido. A politica intrometeu-se na corrida. E Senna sempre teve uma relação muito má com a politica da modalidade. 

Em 92 começa o declínio da McLaren, com os Williams a mostrarem – se muito rápidos. Os motores Honda já não eram os melhores e a suspensão activa dos Williams era um trunfo muito importante. Acabou a época em 4º, começando a mostrar já algum desanimo pois o carro não lhe dava hipótese de lutar pelo título.

Em 93 pondera sair do grande circo, uma vez que a Williams tinha contratado Prost, que tinha exigido não ser mais colega de Senna. Não tendo equipas capazes de o fazer lutar por vitórias, o brasileiro ponderou seriamente a saída, mas por outro lado iria sair quando a sua forma atingia o topo. Ron Dennis convenceu-o a ficar na equipa. Senna assinou contratos por corridas, mas ficaria até ao final da época. Foi em 93 que fez aquela que é considerada por muitos as volta perfeita. Saindo da 4ª posição no GP da Europa em Donington Park, foi para 5º e conseguiu chegar a 1º, tudo isto na primeira volta, conseguindo esta proeza debaixo de chuva e com um carro dotado de um motor muito mais fraco que os adversários, que eram “apenas” Hill, Schumacher e Prost. Todo o génio de Senna se pode resumir nessa volta.

Mesmo assim nesse ano conseguiu fazer 2º lugar no final do campeonato, onde muitos disseram que conduziu de forma brilhante. A sua melhor forma de sempre.

Em 94 mudou se finalmente para a Williams, um namoro antigo que agora dava frutos, depois da saída de Prost. Senna voltava a conduzir um Williams, depois de ter feitos os primeiros testes na F1 com essa equipa.

Mas esse ano coincidia com a retirada das suspensões activas, o que fez o Williams perder a vantagem. E o carro que foi concebido para receber esse sistema, tornou-se muito instável e complicado de conduzir.
Não conseguiu acabar as 2 primeiras corridas da época, desistindo no Brasil e em Aida. O seu pior inicio de sempre.

A 3ª corrida seria em Imola. O brasileiro ia determinado a fazer virar a página e começar a ter resultados de acordo com a sua valia.

Mas esse fim-de-semana trouxe o acidente grave de Barrichelo e a morte de Ratzenberger. Senna ficou profundamente abalado com os eventos. Mas mesmo assim não deixou de correr tendo feito a sua última pole nesse fim-de-semana. 

Antes da corrida, Senna ainda foi a tempo de refazer a associação de pilotos para que assim pudessem pressionar as autoridades a garantir mais segurança para os pilotos. 

A prova iniciou com o acidente de Lamy que embate contra o carro de Letho, que tinha ficado parado na largada. Várias peças foram parar às bancadas, ferindo espectadores.

O Safety Car entrou e à 5ª volta a corrida reiniciava-se. Senna fazia o melhor tempo. Na 7ª volta, Senna iniciava a entrada para a curva Tamburello, a curva mais rápida da F1, mas perde o controlo do carro e embate violentamente contra o muro a cerca de 200km/h.

Um pneu que se soltara da suspensão , iria embater na cabeça do piloto, provocando lhe a morte.

Falou-se numa quebra da coluna de direcção, mas isso não foi confirmado pela telemetria. Uma das teorias diz que ele perdeu o controlo do carro por falta de pressão dos pneus. O Saftey Car provocou perda de temperatura e consequente pressão nos pneus, fazendo baixar 4/5 mm a altura do carro. Isso levou a que à entrada da curva, a parte inferior do carro chocasse com o asfalto, fazendo o carro deslizar momentaneamente, como se tratasse de um ski. Outros defendem que de facto foi a coluna da direcção que partiu.Nunca ninguém conseguiu saber ao certo o que se passou., embora muitos se inclinem para a quebra na coluna de direcção.

Nessa fatídica tarde de Maio, o mundo via partir o piloto mais talentoso e carismático que passou pelas pistas.

Mas para além disso perdeu um ser humano com um coração gigante, que se preocupou com as condições das pessoas e principalmente das crianças no Brasil. Um homem com uma profundidade espiritual invulgar. Alguém que era feroz em pista, não aceitando a derrota e dando tudo para conseguir a vitória. Mas que ao mesmo tempo era capaz de arriscar a vida para salvar um companheiro, correndo pela pista, mesmo podendo ser atropelado, como fez com Eric Comas.

Alguém que embora tenha nascido numa família com posses, nunca quis ter nada de forma fácil e foi à luta por aquilo que desejava, conquistando tudo através do seu suor, dedicação e perseverança. Ele que sabia que era um privilegiado, mas que tinha noção do mundo a sua volta e  preocupava-se com quem não podia ter uma vida melhor.

Tentar definir Ayrton Senna é tarefa complicada. 

Ainda assim deixou um grande legado. Uma legião de fãs, um instituto com o seu nome, criado pela sua irmã para cuidar de crianças carenciadas. E as melhores recordações de muitos na F1, têm Senna como actor principal.

Temos saudades do Rei da Chuva, do Rei das Poles. As tardes de Domingo eram melhores vendo o McLaren com o capacete amarelo a correr em pista.

Para Sempre Senna.
Pure Driving.



Fica aqui a carreira do Grande Senna em números e as imagens dos carros que pilotou:

161 Gp
65 poles
41 vitorias
80 pódios
3 campeonatos do mundo
37933km corridos
13430 km na liderança

Carreira na F1
1984:9º
1985:4º
1986:4º
1987:3º
1988: 1º
1989: 2º
1990:1º
1991:1º
1992: 4º
1993:2º






Fotos extraídas através de pesquisa Google e da pagina do facebook :
https://www.facebook.com/JBFansAroundWorld
Fábio Mendes