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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Schumi já saiu de coma.

É a boa noticia do dia.
   
Depois de muitas notícias sobre o estado de saúde de Schumacher, chegou finalmente a confirmação oficial de que o antigo piloto de F1 está fora de coma e já saiu do Hospital de Grenoble onde se manteve em recuperação.

O hepta-campeão do mundo sofreu um acidente de ski nos alpes franceses no dia 29 de Dezembro onde sofreu várias lesões na cabeça.

Segundo o comunicado oficial, o alemão deixou o hospital e irá continuar o longo processo de recuperação numa localização não divulgada pela família, que aproveitou para agradecer o trabalho de todos os médicos que participaram no processo, assim como a todos os fãs que deixaram inúmeras palavras de apoio.

Michael Schumacher é o piloto mais bem sucedido da história da F1 com 7 campeonatos do mundo no seu currículo, 91 vitórias, 68 poles e 155 pódios, conquistados na Benetton e na Ferrari. O “barão vermelho” anunciou a retirada em 2006 mas regressou em 2010 para ingressar no projecto da Mercedes onde não conseguiu o sucesso a que habitou todos tendo abandonado definitivamente em 2012.

O acidente de Schumacher motivou muitas ondas de apoio, com fãs e colegas de profissão a deixarem mensagens ao piloto e à sua família. O estado de saúde motivou muita especulação e até algum aproveitamento indecente por parte de alguma comunicação social, mas a família conseguiu manter ao máximo a privacidade, algo que irá continuar a fazer no futuro.


Uma excelente forma de começar a semana para os fãs da F1. Vamos Schumi. A corrida ainda vai a meio e já estas na frente.



Fábio Mendes


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Michael Schumacher - A corrida da sua vida.

Ontem, o mundo da F1 ficou em suspenso. Michael Schumacher está em estado critico, a lutar pela vida, em França, depois de embater com a cabeça, de forma violenta contra uma pedra, quando esquiava numa pista desmarcada.

A tarde traria informações contraditórias. Mas no geral todos os meios de comunicação diziam que, embora complicada, a situação não era tão grave quanto seria de esperar. Schumi tinha sido socorrido de forma rápida e estava consciente, embora em choque.

Durante a noite de ontem chegaram informações que o estado de Schumacher era de facto mais grave do que se previa. Uma hemorragia provocou a gradual deterioração do estado do alemão que, embora consciente poucos instantes depois do choque, foi piorando enquanto era encaminhado para o hospital. Foi sujeito a uma intervenção cirúrgica, depois de feitos vários exames, de forma a remover todos os hematomas do cérebro e diminuir a pressão intra-craniana e assim limitar as lesões cerebrais, tendo sido no entanto descobertas mais lesões. As próximas 48 horas são cruciais.

Neste momento Schumi está a ser mantido a uma temperatura de 35 graus de forma a limitar os edemas, em coma induzido, estando constantemente a ser monitorizado.


O capacete que Schumacher tinha, evitou a morte imediata do alemão e a rápida chegada dos socorros também foi muito importante para evitar um desfecho pior.


Todo o mundo da F1 está de olhos postos em Schumacher e todos desejam uma recuperação rápida do heptacampeão do mundo.


Michael Schumacher é uma figura incontornável da F1. Para muitos é o melhor piloto de sempre. Estatisticamente é de facto o piloto mais bem sucedido de todos os tempos. 309 GP que se traduziram em 91 vitórias, 155 pódios, 68 poles e 7 campeonatos, 5 dos quais de forma consecutiva. São números enormes do Barão Veremelho como era chamado.

Na memória ficam as batalhas duras com Hakkinen, o único piloto que lhe fez sombra, durante o seu reinado, ou a fantástica sequência de voltas de qualificação em 98 na Hungria. Adorado por muitos, odiado por outros Schumacher, respeitado por todos, marcou uma era da F1.


Mas hoje nada disso conta. Hoje estamos todos a torcer para que Michael Schumacher vença aquela que é a corrida da sua vida. E os verdadeiros campeões mostram-se nestas alturas. e Schumcher vai voltar a vencer.

Estaremos atentos ao desenvolvimento da situação. Colocaremos informações na nossa página de Facebook e aqui no blog sempre que se justificar.




Fontes:

https://www.facebook.com/f1rtp

Fotos:
https://www.facebook.com/JBFansAroundWorld?fref=ts


Fábio Mendes


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Os campeões odiados.



O final do GP da Itália teve no pódio o inevitável Sebastian Vettel. Até aqui nada de novo. O que se passou quando o alemão subiu ao pódio e recebeu o troféu é que merece destaque. Não é todos os dias que um tri campeão do mundo é apupado por milhares, depois de ter feito mais uma corrida perfeita e ter dominado os acontecimentos de início a fim, algo recorrente. 

É verdade que o domínio de Seb é gigantesco, tendo já igualado o nº de vitórias de Alonso com quase metade dos GP´s do espanhol. Ainda mais verdade que quem perde com isso é o desporto, pois não é bom para ninguém que a corrida tenha um vencedor à partida e que essa previsão se verifique correcta quando cai a bandeira de xadrez.

Será Justo este tratamento?

Mas será justo culpar Vettel por isso? Será que o campeão alemão merece ser assobiado por ser o melhor neste momento?

Podemos gostar mais ou menos do caracter do piloto, do seu estilo, da sua forma de estar fora das pistas, das suas atitudes, mas não lhe podemos negar algo que está à vista de todos. O seu talento. Somos sinceros, aqui no Chicane o alemão também não é o nosso piloto favorito. Mas não podemos negar que é um excelente piloto.

Podem dizer que está numa posição privilegiada, pois está numa excelente equipa e tem um carro fantástico. É verdade. Mas não deixa de ser verdade que com aproximadamente o mesmo material Webber, que também é muito bom não conseguiu impor-se nem na equipa nem no campeonato. Vettel passou pelo programa jovem da Red Bull. Passou pela Toro Rosso onde ganhou pela primeira vez. Vettel pode ter muitos defeitos e ter muita sorte, mas lutou pelo lugar que tem neste momento e desde que o agarrou não o tem largado. Ele que não se limita a gerir as corridas. Muitas são as vezes que o seu engenheiro lhe pede para baixar o ritmo, ao que ele responde com uma volta mais rápida. E isto já aconteceu numerosas vezes.

Dois germânicos com o mesmo tratamento.

O alemão está a ter o mesmo tratamento que Schumacher teve nos seus tempos áureos (outro piloto que admitimos não é dos nosso favoritos). Mas Schumacher saiu de uma Benetton vencedora e juntamente com Brawn, fez da Ferrari uma equipa dominadora, tendo passado por muito antes de o conseguir. Não foi fácil a vida do Barão Vermelho na Scuderia nos primeiros anos, ele que já era bicampeão pela Benetton. Teve de ver Hill, Villeneuve, e Hakkinen por 2 vezes sagrarem-se campeões (de 1996 a 2000) até conseguir vencer de novo. Será justo tirar lhe o valor pelo trabalho realizado nesses 4 anos? É verdade que a sua hegemonia foi de certa forma prejudicial para o desporto, mas pode se culpar um homem com sede de vitórias? Ou será que as outras equipas que não fazem um trabalho equivalente não têm culpa também?

Podem nos dizer que ambos os germânicos tiveram comportamentos menos correctos em pista e que isso os favoreceu ( desde o caso Multi 21 que a popularidade de Vettel caiu). É verdade. Mas não é menos verdade que grandes campeões do passado e idolatrados por muitos também tiveram comportamentos menos próprios. Senna bateu deliberadamente contra Prost para ganhar o campeonato. Prost já tinha feito o mesmo a Senna. Podemos ver que quase todos os grandes pilotos tiveram atitudes menos correctas. Fruto de quê? Da fome de títulos, da sede de vitórias. Pessoas para quem vencer não é uma opção. É uma obrigatoriedade. 

O mesmo se passava com Schumacher e o mesmo se passa com Vettel. Lutaram para chegar a uma posição vencedora, conseguiram vencer e por mais de uma vez. Se não gostamos do piloto podemos reservar-nos o direito de não aplaudir. Mas pessoas são livres de exprimirem a sua opinião. E assobiar é uma forma de se exprimirem. Não somos contra isso. Longe disso. Mas não nos parece justo assobiar quem chegou ao topo e assim se mantém, apenas porque os outros não foram capazes de acompanhar o seu ritmo. Porque chegar ao topo é difícil. Manter-se lá é ainda mais.


Fábio Mendes