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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Circuito de Vila Real -2014. Nacional de Clássicos (CNC e Troféu Abarth)

O regresso de Vila Real ao Nacional de Velocidade, trouxe de novo ao asfalto citadino de Trás-os-Montes, a sempre espectacular prova do Campeonato Nacional de Clássicos, sem dúvida uma das mais aguardadas provas de todo o fim de semana, não só pela lista de inscritos, mas pela qualidade das máquinas apresentadas pelos pilotos.

António Nogueira como habitual alinhava no seu poderoso Ford Capri 3100 RS, era o principal candidato à vitória, por toda a experiência, e pelo facto que conduzir um carro que dispensa apresentações. Outra das novidades era o regresso de Joaquim Jorge ao activo, não podia faltar obviamente ao regresso de um dos seus circuitos favoritos, sempre muito apoiado pelo publico local.

Era também preciso contar com Luís Barros (Escort 1600RS) na luta pelos lugares cimeiros, numa pista bem conhecida do piloto, bem como Rui Costa e Rui alves ambos em Escort 1600RS e João Macedo Silva no seu poderoso Porsche 911 RSR, completava o lote de candidatos ás vitórias em Vila Real.

Mas como nas corridas nada é ciência exacta, ainda mais quando de citadinos se tratam, a primeira corrida trouxe logo abandonos importantes, pois nas primeiras curvas do circuito, tanto Joaquim Jorge como João M. Silva ficaram pelo caminho, com problemas mecânicos nos seus carros. Duas volta depois e quando seguia na segunda posição a pressionar o líder da prova António Nogueira, foi a vez de o azar bater à porta de Luís Barros, também com problemas no seu Escort 1600 RS. Com isto tudo era o piloto da Régua A. Nogueira que viria a vencer e sem grande dificuldade, pois Rui Costa e Rui Alves respectivamente 2º e 3º na geral, não dispunham de armas para acompanhar o Capri do líder da prova.

Na classe dos 1300 Gonçalo Gomes também não teve rivais á altura, vencendo de forma clara a sua categoria, deixando a quase um minto de distancia o segundo classificado, José Fafiães (Datsun1200). Pedro Gaspar completou o pódio com o seu lindíssimo Datsun B-110.


A segunda corrida colocava no fim da grelha os azarados da primeira prova, sendo assim J. Jorge, Luís Barros e J. M. Silva sairiam da última linha da grelha, adivinhando-se uma recuperação difícil até aos lugares cimeiros.

Mas decididamente este não era o fim-de-semana de Luís Barros e J. Silva pois de novo na primeira volta os dois pilotos tiveram de abandonar, e de novo com problemas nos seus carros. Quem fez um boa recuperação foi mesmo "JJ", com uma grande falange de apoiantes locais, ao cabo de duas voltas já se encontrava na 3ª posição. Depois uma entrada do "safety car" reagrupou toda a gente, e fez entusiasmar todo o publico que aguardava um duelo entre Nogueira e J. Jorge pela vitória final.

Mas nem A. Nogueira estava com vontade de ceder a sua liderança, nem Rui Costa de ceder o seu segundo lugar. Depois das bandeiras verdes, J. Jorge pressionou sempre muito Rui Costa, sem que este cedesse a sua posição, enquanto Nogueira se distanciava dos dois, vencendo e fazendo a dobradinha, numa prova especial para si, visto que o piloto é de origem transmontana, mais propriamente da cidade vizinha de Vila Real, o Peso da Régua.

Rui Costa voltou assim a ser segundo, num bom fim-de-semana para si. e J. Jorge teve de contentar-se com lugar mais baixo do pódio, depois de uma excelente recuperação.

Na classe dos 1300 vitória de novo para Gonçalo Gomes, com Victor ser segundo e José Fafiães a completar o pódio.


Foi assim uma das mais esperadas provas neste regresso ao circuito de Vila Real, que deixou muitas saudades a todos estes pilotos, que desde sempre se habituaram a correr aqui, ou em acompanhar as provas bem de perto nos tempos áureos do traçado transmontano.





Troféu Abarth.


Pelo segundo ano consecutivo em Portugal, este troféu monomarca faz parte do programa nacional de velocidade, e não faltou à chamada em Vila Real. Com ele vieram várias surpresas, com a presença de dois carismáticos pilotos locais. Manuel Pedro Fernandes, filho do emblemático piloto Manuel Fernandes, marcava presença neste troféu, e a novidade de última hora foi mesmo Rui Santos, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real foi o convidado de surpresa, e que fez a delicia do publico. Claro que neste segundo caso o plano desportivo era o menos importante, o importante sim foi marcar de forma simbólica o regresso das corridas á capital transmontana, que muito deve ao autarca.

No que toca à competição, a luta adivinhava-se intensa pela vitória entre M.P. Fernandes, Nuno Cardoso,( atual campeão nacional), António Costa e José Pires. A verdade é que o piloto da casa pôs em prática todo o conhecimento sobre o traçado de Vila Real e venceu de forma clara esta primeira corrida, não dando a mínima hipótese ao resto da concorrência, tal o domínio evidenciado pelo piloto da casa. A luta prendeu-se depois pela segunda posição onde Nuno Cardoso levou a melhor sobre António Costa, completando assim desta maneira o pódio.

Infelizmente a grelha este fim-de-semana foi encurtada, pois vários pilotos tiveram acidentes nos treinos que danificaram em demasia as suas viaturas, que os impossibilitou de participar em ambas as corridas.

A segunda corrida trazia de novo um bom duelo. Dizemos duelo porque M. P. Fernandes ficou logo na primeira volta, após um travagem mais forte, vários pilotos envolveram-se em lutas bem acesas que ditou o abandono do piloto da casa logo na primeira volta. No retomar da corrida, era Nuno Cardoso que estava na frente, muito pressionado por Francisco Carvalho, que acabaria por ultrapassar o campeão em titulo, que foi remetido em ambas as corridas para a segunda posição da classificação. Francisco Carvalho venceu assim de forma convincente neste seu regresso a Vila Real, Nuno Cardoso foi de novo 2º e João Pires completou o pódio.


Pena mesmo foi os poucos carros que terminaram, apenas 8, num troféu muito bom de se acompanhar e que proporcionam belos momentos de condução, e lutas intensas típicas de troféus monomarcas. Esperemos que seja uma aposta com futuro, pois este tipo de provas faz muita falta ao automobilismo nacional.

Fotos:
Vitor Ledo


Carlos Mota

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Circuito de Vila Real - 2014. Regresso do citadino de transmontano em fim-de-semana de emoções. ( Legends Cup e Historic Endurance)

Legends Cup:

Nesta categoria, que tem esta temporada o seu ano de estreia, também marcou presença em Vila Real e tal como em Braga, as duas provas foram dominadas sem surpresa por Luís Barros ao volante do poderoso Ford Sierra RS 500, que decididamente não tem concorrência à altura neste campeonato. A grande animação da prova até foi mais para trás, com vários pilotos locais a disfrutarem do facto de correr em casa para terem entre si batalhas sempre muito animadas, mas sempre também muito leais.

Na primeira corrida vitória então para Luis Barros, deixando na segunda posição Luís Sousa em M3, e Rui Costa em Carina E completaram o pódio.

Na segunda corrida Luis Barros voltou a impor os mais de 500cv do seu Sierra para vencer de forma confortável, deixando desta vez Rui Costa na 2ª posição, pois Luis Sousa com problemas nas ultimas voltas, perdeu muito tempo terminado até muito atrasada na classificação. Quem aproveitou para se mostrar ao mundo foi precisamente uma mulher, Rita Azevedo, filha do piloto Rui Azevedo, a mostrar que " filha de peixe sabe nadar", terminou na 3ª posição numa clara mostra de qualidade e rapidez, num circuito tão difícil como Vila Real. Para quem diz que este citadino "é para homens", Rita Azevedo vem mostrar que também é para mulheres, de coragem.

Históric Endurance:

Este novo campeonato Ibérico, que marcou já passagem pelo mítico circuito de Pau, também passou por Vila Real, naquela que pode já ser considerada uma das provas internacional do Circuito de Vila Real, pois contou com um bom número de participantes estrangeiros, que vieram abrilhantar esta competição, que retira das "garagens" bólides lendários que fizeram parte da história do automobilismo.

Numa competição com uma grelha bem preenchida, e apesar de estarmos perante carros com muitos anos, alguns autenticas relíquias, os pilotos não se intimidaram com a proximidade dos muros e deram um excelente espectáculo, com emoção até final nas duas provas que compunham este fim-de-semana do Historic Endurance.

Na primeira corrida, podemos presenciar a uma intensa luta pelos lugares da frente com o Porsche da dupla espanhola Luís Lopez e Álvaro Rodrigues a serem os primeiros lideres, fortemente pressionados pelo BMW 2800 CS de Domingos Coutinho e Luís S. Ribeiro, Miguel Ferreira e Paulo Antunes lutavam de forma cerrada pela 3ª posição até meio da corrida, quando se iniciou a troca de pilotos. Ai tudo mudou e o imponente Chevrolet Corvette StingRay de Michiel Campagne assumiu a liderança da prova e não mais a largaria até final da prova. Quem ficava pelo caminho a escassos metros de finalizar a corrida na 2º posição foi Luis S. Ribeiro, já no segundo turno deixou o seu BMW 2800 escorregar na "Curva da Araucária" e bateu de frente no muro de betão, danificando muito o carro, terminado ali mesmo o seu fim de semana. Quem aproveitou para subir na geral foi a dupla espanhola Luís Lopez e Álvaro Rodrigues em Porsche 911 3.0 RS finalizando esta primeira corrida em 2º. Paulo Antunes completou o pódio com o seu Datsun 1200.

Na segunda corrida, o Chevrolet de Michiel Campagne não alinhou na partida, deixando assim a luta pela vitória reduzia a 4 carros. E quem levou a melhor foi mesmo Paulo Antunes que com uma condução fantástica levou o seu Datsun 1200 ao lugar mais alto do pódio, depois de uma intensa luta com o Porsche de Lopez e Rodrigues, que assinaram ainda assim a melhor volta da prova. Na parte final da corrida foi a chuva a marcar presença em Vila Real, e deu asas a momentos de aflição para os pilotos e de autêntico espectáculo para o publico presente. Quem superou a dupla Marco Ferreira e J. P. Cardoso foi mesmo Paul Pochiciol em Capri, que terminou a sua participação em Vila Real com um 3º lugar.


Foi em duvida uma boa forma de terminar este regresso das corridas a Vila Real, com belíssimos carros, muita emoção, e uma chuvinha que veio apimentar tudo isto. Campeonato com muitas pernas para andar.



Fotos: 
Vitor Ledo
(facebook.com/vitor.rodrigues)

Ricardo Veiga




Carlos Mota

terça-feira, 24 de junho de 2014

Circuito de Vila Real 2014 - Regresso do citadino transmontano em fim-de-semana de emoções (CNV)

Foi de festa o clima que se viveu em Vila Real, com este tão esperado regresso das corridas ao mítico traçado transmontano durante o ultimo fim-de-semana, quatro anos depois de serem interrompidas novamente. Milhares de espectadores marcaram presença para matar saudades e reviver outros tempos de corridas neste local cheio de tradição automobilística.

Com um horário bem preenchido, pois eram muitas as categorias que faziam parte do programa, embora com alguns atrasos, nada que impedisse que todas as provas se realizassem em perfeitas condições, pois os traçados citadinos são férteis em entradas do "safety car", e o traçado vila-realense não é diferente. Ainda assim tudo correu pela normalidade, e sempre com grande eficiência por parte da organização a cargo do CAVR, que mais uma vez está de parabéns pelo excelente trabalho que desenrolou durante estes dois dias.

Este regresso ficou marcado também pela presença de vários pilotos locais, que embora não disponham das armas da "armada" que corre o nacional de velocidade nas suas várias categorias, vieram dar um colorido diferente as grelhas, e animação a quem assistia às provas. Um desses pilotos era muito especial, Rui Santos, o autarca de Vila Real, foi piloto convidado de última hora pelo promotores do trofeu 500 Abarth, cumprindo assim e segundo palavras do mesmo "um sonho de criança". Um prémio para aquele que veio ajudar a trazer de novo as corridas à cidade de Vila Real. O autarca, sem sobressaltos levou o carro ao final de prova sem incidentes.

No plano desportivo, ao longo deste dois dias, foram 9 categorias, e 18 provas sempre muito disputadas, com alguns incidentes típicos de circuitos citadinos, embora sem problemas físicos para os pilotos, apenas chapa amolgada. Vila real oferece a quem lá corre uma verdadeira sensação de condução pura, e testa a coragem dos pilotos, com um traçado sinuoso, com a famosa descida e Mateus a ser o exemplo disso mesmo, com uma longa recta de 500m, seguido de duas esquerdas cegas feitas a fundo...ou melhor, feitas a fundo por quem tiver essa coragem. Sem dúvida um circuito onde só os talentosos e corajosos sobressaem.

CNV (campeonato nacional de velocidade)

Era este o "prato principal" para o fim-de-semana motorizado em Vila Real, o CNV com uma lista de 18 carros á partida, trazia consigo vários candidatos á vitoria final.

Para a primeira corrida foi Gonçalo Araújo a fazer o melhor tempo, arrancado assim da "pole" para uma prova de 45 minutos, com paragem nas boxes para troca de pilotos. Araújo que após a partida não cedeu a liderança, sempre muito pressionado por Pedro Salvador, que seguia colado na traseira do Norma do líder até então. Mas á passagem pelo minuto 15, G. Araújo cedeu à pressão exercida pelo piloto de Chaves, e na "curva do boque", teve uma saída de pista que ditou o abandono precoce. Já antes disso José Pedro Fontes tinha também ele abandonado devido a um toque de um adversário no seu Tattus logo na primeira volta.

Depois disto veio a confusão geral. A meio da prova e quando todos os carros paravam na boxe para as habituais trocas de pilotos, a chuva apareceu, veio de certo modo baralhar as contas, pois a intensidade da mesma fez com que a pista estivesse completamente molhada, que obrigou toda a gente a parar de novo para trocar de pneus para piso molhado. E depois da entrada do "safety car", a grande polémica, quando as equipas Team Novadriver e a CRM Motorsport afirmam que a equipa Veloso Motorsport usou quatro mecânicos no processo de troca de pneus quando apenas podia usar dois. No final da 1ª prova foi Salvador e Vieira quem fez a festa, vencendo destacados na frente de F. Abreu, que fez uma prova a solo, e conseguiu colocar o seu Tattus na segunda posição da geral. A fechar o pódio uma dupla bem conhecida dos vila-realenses, os jovens Armando Parente e Rafael Lobato levaram o seu Radical SR á 3ª posição na geral final, vencendo a sua classe. Uma estreia de sonho em Vila Real para o jovem de 16 anos que pela primeira vez correu na sua própria "casa".

Gonçalo Manahu e Manuel Castro venceram a classe GT, Joaquim Teixeira e Joaquim Santos venceram a classe Turismos.

Classificação geral 1º corrida:





Na segunda corrida do CNV, Carlos Vieira saia da pole, mas perdeu a primeira posição ainda na primeira volta para S. de Val que ainda segurou a liderança durante 3 voltas, sendo ultrapassado por Carlos Vieira de forma espectacular, e reassumia de novo a liderança perdida na primeira volta. Após consumar a ultrapassagem Vieira distanciou-se do grupo que seguia atrás de si. Na troca de pilotos foi Francisco Abreu a levar a melhor sobre De Val, roubando-lhe o segundo lugar. Pouco tempo depois entrava o "safety car" em pista devido a problemas com Aston Martin do piloto da casa Carlos Alonso que fazia dupla com F. Carvalho, ficando sem caixa de velocidades. Com os carros reagrupados e já com as trocas de pilotos feitas previa-se um final de corrida emocionante, e foi. Gonçalo Araújo que entrou nas últimas duas voltas em 4º conseguiu recuperar até segundo lugar, remetendo Francisco Abreu para a 3ª posição e José Pedro Fontes para 4º na geral. Uma boa forma de vingar o azar da primeira corrida. G. Araújo leva ainda para casa o novo record do traçado de Vila Real com o tempo canhão nos treinos cronometrados de 1:49:860´s.

Setafano de Val terminou na 5ª posição, depois de chegar a liderar nas primeiras voltas. Rafael Lobato e Armando Parente ficaram-se pela 6º posição geral.

Nos GT´s a vitória foi para António Nogueira e António Coimbra (Porsche) e nos Turismos para o piloto da casa Manuel Pedro Fernandes (Seat).




Classificação geral 2º corrida:





Um fim de semana em grande da Veloso Motorsport e para a dupla Pedro Salvador e Carlos Vieira, que conseguiram assim o pleno no fim de semana de Vila Real. Destaques para a dupla Armando Parente e Rafael Lobato que mostraram muito potencial, para António Nogueira que continua a mostrar toda a sua qualidade e para a dupla Alonso/ Carvalho que fizeram as delicias dos fãs com o lindissimo Aston Martin




Fotos: 
Vitor Ledo
(facebook.com/vitor.rodrigues)

Carlos Mota

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Circuito de Vila Real - 2014. O mítico circuito "transmontano" de regresso.

E estamos já em contagem decrescente para o tão esperado regresso dos automóveis ao mítico circuito de Vila Real , após 4 anos de ausência, e com um grande esforço por parte das entidades responsáveis em Vila Real, o traçado vila-realense volta ao activo, este ano com o nacional de velocidade, onde incorporam todos os campeonatos que dele fazem parte. Um fim-de-semana que se prevê em grande, com "a casa cheia", grelhas completas, pilotos consagrados, e uma enchente de público, que vai abrilhantar justamente uma cidade que respira competição automóvel, desde há muitos anos.

Durante esta semana já havia sido conhecido os horários de competição, bem apertado devido às inúmeras competições presentes, ontem ficou-se a saber das listas de inscritos dos participantes, que nos dá perspectivas de dois dias de intensas lutas pelos melhores lugares na grelha e pela vitórias nas várias categorias.

Vamos por partes. Na categoria "rainha" o Campeonato Nacional de Velocidade (CNV) temos 18 carros à partida, um record esta temporada, com algumas novidades, com a categoria "Sport Protótipos" a ser a mais numerosa, onde tirando os dois Radicais inscritos, todos os outros apresentam credenciais para lutar pela vitória absoluta nas duas provas. O destaque vai para a ausência de César Campaniço, que não marca presença em Vila Real. Quanto a novidades e regressos, são vários, desde o piloto local Carlos Alonso, que fará dupla com o consagrado Francisco Carvalho no Aston Martin. Também de regresso estará Gonçalo Manahu, a fazer dupla com Manuel Cruz, ao volante de um Porsche 911 GT3.

Também Fábio Mota está de regresso aos circuitos portugueses, e em grande estilo diga-se, apresentando em Vila Real o espectacular Renault Megane Trophy. Ainda destaque para Manuel Pedro Fernandes, filho do grande Manuel Fernandes, estará na partida desta prova, ao volante de um Seat Leon Super Copa.

Outro dos pilotos que mais se aguarda ver é o jovem da casa Rafael Lobato, que ao volante de um Radical SR e a fazer dupla com Armando Parente, estarão também eles no centro das atenções para os vila-realenses.

Confira a gora a lista completa de inscritos do CNV:




No troféu FEUP, uma boa lista de inscritos também, com 28 carros a alinharem, sendo 14 Fiat Punto e 14 Alfa Romeu 156. Esta prova, que apesar de se disputar em simultâneo, existe duas classificações separadas para cada categoria. Será sem dúvida um belo espectáculo, com uma grelha cheia, e muitas lutas típicas de provas monomarcas.



Lista de inscritos Chalange Desafio Único:


Na prova dos "Super7" destinada aos conhecidos Caterham, a lista de inscritos terá á partida 16 carros, numa categoria sempre muito animada, em que a disputa pelos lugares cimeiros é sempre muito interessante de seguir, pelo facto de os carros serem do mesmo modelo, onde conta sempre muito mais o "kit de unhas", ainda para mais no circuito de Vila Real, conhecido pelo facto de ser para "corajosos". Boas lutas em perspectiva.

Lista de inscritos Super7:


No troféu 500 Abarth apenas 13 carros estarão à partida, talvez a única prova que fica aquém das expectativas, ainda assim com alguma boas novidades, como a presença de Manuel Pedro Fernandes, sempre muito acarinhado pelo publico da casa, Francisco Carvalho e o campeão em titulo Nuno Cardoso apresentam-se em Vila Real para dar espectáculo e lutar intensamente pela vitorias nas duas mangas em disputa.

Lista de inscritos Troféu 500 Abrath:


Nas Single Seater Series, a única prova de monolugares presente no nacional de velocidade, e que marca também o regresso destes carros a Vila Real, mais de duas décadas depois, prometem fazer reviver memórias de todos os vilarealenses que nos anos 80´s viram estes carros no asfalto transmontano. Lutas sempre de esperar, em que todo o cuidado é pouco, pois nos monolugares os muros ficam mais próximos quando de traçados citadinos se trata. O destaque vai para Manuel Mello Breyner, presidente da FPAK, que vai experimentar por dentro as emoções do circuito de Vila Real.

Lista de inscritos Single Seater Series:



Outra das novidades desta temporada que também passa por Vila Real é a Legends Cup, que nos traz de volta aos anos 70 e 80, com máquinas que são autênticas relíquias, e raridades. Quem vier a Vila Real poderá ver o mítico Sierra RS de Luis Barros, BMW M3 de Luis Sousa ou mesmo o Renault 5 GT Turbo de Kiko Mora. As memórias e as emoções andarão de mãos dadas nesta categoria. A grelha terá 22 carros.

Lista de Incritos Legends Cup:


 A classe Super Stock, com apenas 16 carros, é uma prova mais destinada para os verdadeiros "Gentleman Drivers" onde o resultado final é menos importante, dando-se mais ênfase ao prazer de conduzir carros míticos, que fizeram história em outros tempos.




Lista de Inscritos Classic Super Stock:



No Campeonato Nacional de Clássicos, divididos em duas classes, até 1300cc, e acima dessa cilindrada, mas que correm juntos na mesma grelha, a lista completa dará um colorido fantástico ao circuito, e sem duvida é um dos mais aguardados de todo o fim-de-semana pelos adeptos. Na classe "rainha" os candidatos serão Luís Barros (Escort RS 1600), António Nogueira no fantástico Capri RS, bem como Rui Costa e Joaquim Jorge ambos em Escort serão sempre pilotos a ter em conta nos lugares cimeiros, prometendo muito espectáculo sendo sem duvida das provas mais esperadas de todo o fim de semana.

Na classe 1300 com 14 carros, boas lutas estão asseguradas pelos Minis 1275 GT de José Nogueira e Fernando Carneiro, bem como o lote de Datsun 1200, que sempre dão bons momentos automobilísticos. Sem dúvida que serão duas provas de alta "rotação"

Lista de inscritos Campeonato Nacional de Clássicos:




Lista de inscritos Campeonato Nacional de Clássicos 1300:


Estão lançados as peças e os dados de um fim de semana que há muito era aguardado por todos os vila-realense e pelo desporto motorizado nacional em geral. Vila Real está de volta.

Confira agora os horários de todo o fim de semana de corridas:




Tudo dito por agora, não perca informações ao longo do dia na nossa página de Facebook "Chicane Desportos Motorizados", com todas as informações que precisa sobre o regresso do circuito de Vila Real.

Nós estaremos deste lado para lhe dar todas as informações e relatar todas as incidências desta mítico regresso do Circuito de Vila Real.


Até lá...e na recta de Mateus...In doubt flat out!!


Carlos Mota

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Circuito de Vila Real - Muita história para contar.

Traçado antigo a vermelho comparado com o traçado recente.
O circuito de Vila Real está de volta. Depois de 4 anos de interregno, a mítica prova nortenha está de volta aos calendários das provas do desporto motorizado nacional. O circuito de Vila Real tem uma história rica, que remonta a 1931, quando a paixão pelos carros de Aureliano Barrigas impulsionou a criação de uma prova de velocidade integrada nas festas da cidade.

7.150 Km, 20 voltas e 10 pilotos presentes na primeira prova vilarealense, que seria ganha por Gaspar Gameiro. Já antes da criação do Circuito de Vila Real, as gentes de Trás os Montes mostravam muito entusiasmo pelos motores. Foi feito o “Circuito de Trás os Montes”, cuja primeira edição teve 60 km e a segunda, 370 Km, percorrendo Chaves, Mirandela e Vila Real. Eram também habituais corridas de motos e gincanas.

O Circuito de Vila Real continuaria até 1939, ano em que foi interrompida devido ao começo da IIª Grande Guerra. Apenas 10 anos depois Vila Real voltaria a receber a prova de automobilismo. Nova interrupção de 1953 a 1958 para obras de reestruturação do circuito, com a implementação de um novo traçado, mais reduzido. Foi sol de pouca dura, pois apenas nesse ano se realizaram as provas, ocorrendo nova interrupção até 1966.

Nesse ano é criada a “Comissão Permanente do Circuito de Vila Real”, que ficou encarregue de organizar a prova, o que fez de 66 a 73. Foi a época de ouro do circuito, com grandes nomes e grandes máquinas a percorrerem o traçado vilarealense, levando a que fosse considerado o melhor circuito português e um dos melhores da Europa, aclamado por pilotos, mecânicos e fãs. Várias provas ficaram para a história do desporto motorizado nacional como as 6H de Vila Real. Vila Real era a capital do desporto automóvel de Portugal.

As edições de 70, 71 e 72 foram um sucesso, mas a crise petrolífera e a revolução de Abril levaram a nova interrupção em 73, que apenas terminaria em 79, quando voltaram a realizar corridas, embora não com a afluência de outros anos. As edições de 80 e 81 verificaram um interesse cada vez maior em volta das provas em Vila Real e em 82, com a primeira prova do campeonato nacional de velocidade, o circuito voltava a respirar as emoções vividas nos anos 60. Até 1991 as corridas mantiveram-se, até que nesse fatídico ano, um acidente grave levou à morte de 4 espectadores para além feridos, o que levou à suspensão das corridas.

Foi em 2007 que as corridas regressaram à capital transmontana, com a organização do 40º Circuito de Vila Real, que tinha como grande objectivo homenagear o campeão Manuel Fernandes falecido em 2005. Em 2008 as corridas voltaram a Vila Real integradas no programa das festas da cidade e continuaram em 2009 e 2010. Na última edição notava-se um claro desinvestimento por parte dos pilotos devido às dificuldades financeiras que o desporto automóvel sofria.

Finalmente em 2014, o circuito vilarealense está de volta, e com um fôlego renovado. A pista está a ser modificada e a vontade de tornar o circuito internacional não é só conversa pois está a avançar a bom ritmo e estão reunidas as vontades para que Vila Real possa reviver em breve os glorioso anos 60, em que os pilotos acabavam Le Mans e vinham directamente para as encostas do Marão para correr no magnífico traçado.

São tantas histórias e tantos nomes que passaram por Vila Real: "Nicha” Cabral,  Ronnie Peterson, Giannone, David Piper, Stirling Moss MANUEL FERNANDES, Pêquêpê, Ni Amorim, Mário Silva, António Rodrigues, António Barros, Jorge Petiz, Joaquim Moutinho, António Carreira, Fernando Peres, Sidónio Cabanelas e os mais recentes César Campaniço, Joaquim Jorge e Pedro Salvador, o actual detentor do record do traçado e nas motos Angel Nieto, Carl Fogarty, Joey Dunlop. Uma lista (incompleta) de nomes nacionais e internacionais que brilharam em Trás os Montes. Lutas fenomenais, máquinas lindíssimas. Um historial que dificilmente se encontra noutro circuito do país.

Claro que o circuito teve as suas páginas negras, que também ficaram marcadas, mas sobre essas apenas recordamos que ela existem mas não nos alargaremos, pois afinal o que interessa é mostrar que Vila Real tem história, tem tradição e tem a paixão necessária para se tornar de novo numa referência a nível nacional e internacional.

É verdade que o panorama nacional ainda não é o melhor e ainda há muito trabalho para fazer, mas temos sinais animadores. O campeonato de velocidade está de volta em força depois de uns anos de menor fulgor e os pilotos responderam em grande número à chamada de Vila Real. São cerca de 200 pilotos que estarão presentes no próximo fim-de-semana e que irão percorrer os 4.6 Km do novo traçado que mantém a espectacular recta de Mateus, uma das rectas mais lindas do calendário nacional e quem sabe internacional.

Há muita coisa que mudou desde a primeira corrida até aos dias de hoje. Mas há algo que se mantém inalterado… a paixão pelo desporto automóvel e pela competição. É algo que está na matriz de Vila Real. Algo que teima em se esconder ciclicamente e até a ser esquecido de vez em quando, mas que no fundo está enraizado nas pessoas que querem as corridas. E que vibram com elas. Que este novo fôlego possa trazer estabilidade e que o Circuito de Vila Real se possa manter, crescer e voltar a ser um dos melhores.





Fotos:
retiradas de google.pt


Fábio Mendes

terça-feira, 17 de junho de 2014

Corridas de Vila Real - Os pontos chave do circuito

No próximo Sábado regressam as corridas no mítico circuito de Vila Real. Como gostaríamos que não fosse só um evento desportivo local ou regional, mas sim nacional e internacional, com espectadores a virem de longe, como há algumas décadas atrás, vamos fazer todos os possíveis para que os que nos visitem de fora saibam onde são os melhores locais para assistir à prova. Basicamente queremos com esta informação facilitar e dar a conhecer alguns pontos chaves deste magnifico circuito.

Quem já assistiu às edições anteriores das corridas vilarealenses sabe que o traçado é exigente, com algumas travagens fortes, onde normalmente alguns pilotos aproveitam para tentar a ultrapassagem e por vezes perdem o controlo aos carros. 

Rotunda da Raia (1)

A curva da Raia (Mateus), onde normalmente existe uma rotunda, mas nos dias de corrida deixa de ser rotunda para dar lugar a uma curva difícil e apertada à direita, onde pilotos menos rodados no circuito podem encontrar o muro de protecção muito rapidamente! Os espaços para espectadores não são muitos, pelo menos os mais próximos da acção. Não nos queremos alongar no assunto, mas esta rotunda em breve vai desaparecer, para dar lugar a uma chicane propicia às intenções da organização e da entidade promotora, que é recolocar o circuito citadino na rota de provas internacionais.

Rotunda da Araucária (2)

Outra rotunda, que já sofreu alterações por indicação da FPAK, onde os espectadores se juntam para assistir às várias provas, é a rotunda da Araucária. Uma curva à direita, precedida de uma pequena recta, que normalmente é feita com velocidade média. Muitos dos veículos em prova, por exemplo os clássicos como os MINI, levantam muitas vezes a roda traseira direita ao fazer a curva. Os pilotos para fazerem a curva a uma velocidade elevada, têm que se encostar às protecções do lado de dentro da curva, muitas vezes raspando nos rails. Alguns concorrentes, mais “corajosos”, na tentativa de ultrapassar neste local, travam mais tarde que os adversários e colocam-se por dentro. É um dos locais de muitos acidentes e onde se encontram vários espectadores.

Recta da Meta e Rotunda MCoutinho (3)

Mais uma rotunda onde o espectáculo está garantido. Antes da pequena recta da meta, uma espécie de chicane, muito apertada com uma curva a descer à direita e depois a cortar para a esquerda e para não perder tempo, acelerador a fundo para passar a meta. É obviamente um local com muitos espectadores e onde se pode ouvir bem as travagens bruscas. Os pilotos têm que utilizar muito bem o espaço entre os rails e mesmo sendo um segmento de pista estreita, já vimos em outras edições algumas ultrapassagens nesse local. Não nos podemos esquecer que quem sair melhor da chicane tem vantagem para a recta da meta.

Estes três locais são apenas uma pequena amostra de onde podemos esperar muito espectáculo por parte dos pilotos. Claro que o melhor a fazer é tentar dar uma volta completa ao circuito e tentar ver um bocadinho de cada prova. 

fotos:
chicane2013.blogspot.pt
autoandrive.com

Pedro Mendes

sábado, 14 de junho de 2014

Vila Real Classic - Hoje tiramos um dia de folga.


Com o evento Vila Real Classic a decorrer resolvemos tirar umas horas para ir ver as máquinas que por cá passam. Os carros percorrerão o trajecto do circuito de Vila Real por volta das 15h. Mostramos algumas das máquinas presente esta manhã.












































Fotos:
Fábio Mendes
Pedro Mendes
Agradecimento especial a Ricardo Veiga.