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terça-feira, 2 de julho de 2013

Última hora + Breves

Pneus compostos com kevlar já na Alemanha - Última hora

Segundo a Sky Sports, que refere a sua fonte como sendo o Daily Telegraph,  à minutos, a Pirelli vai anunciar mais logo, que irá mudar as cintas dos pneus de aço para kevlar, um composto mais resistente, que já queriam ter utilizado depois do GP do Canadá, já para a próxima corrida em Nurburgring, Alemanha. Adrian Newey e Martin Witmarsh, tinham pedido à Pirelli, depois dos rebentamentos de pneus este fim de, para utilizarem a estrutura de pneus de 2012, com o composto deste ano, mas tal não é possível num espaço de tempo tão curto entre corridas, mas será possível na Hungria, no final deste mês.

Esperamos mais desenvolvimentos deste tema durante o dia de hoje.

Adrian Newey critica Force India, Ferrari e Lotus

O director técnico da Red Bull, criticou a falta de acordo entre todas as equipas do paddock para a solução apresentada pela Pirelli, nos dias após o GP do Canadá. A solução apresentada, como escrevemos ontem, foi vetada por 3 equipas, nomeadamente a Ferrari, Lotus e Force India, com a justificação de que seria injusto mudar as regras do jogo a meio da época. Newey, que foi homenageado com a construção de uma estátua dele, afirmou que o problema para as equipas impedirem um novo composto de pneus, foi a preocupação por perderem uma vantagem que têm agora e não a preocupação pela segurança dos pilotos. Adianta ainda, que se existisse uma nova construção de pneus em Silverstone, não teriam acontecido as "falhas catastróficas" em Inglaterra.

Britânico Kris Meeke, substitui Al Qassimi no Rali da Finlândia

A dupla britânica Kris Meeke e Chris Patterson, vão substituir na Finlândia, Al Qassimi e Scott Martin, ao volante do Citröen da equipa Abu Dhabi Citroën Total World Rally Team. Meeke não é muito conhecido do público em geral, mas não é nenhum rookie em ralis. Com 34 anos, apenas em 2011 conduziu o primeiro WRC, mas já antes tinha competido no IRC e em 2005 garantiu o 3º lugar no mundial de ralis júnior a bordo de um Citroën C2 Super 1600. 
Al Qassimi, por impedimentos profissionais não vai á Finlândia, mas afirmou que confia em Meeke para uma boa prestação numa prova difícil do Mundial, sabendo que é um piloto maduro e competente.

Fontes:
http://continental-circus.blogspot.pt/2013/07/os-observadores-da-fia-e-as-criticas-de.html
http://iris.cpidt.pt/sportmotores2003/usrproj_sportmotores.go_noticia?id=37250
http://www1.skysports.com/formula-1/news

Pedro Mendes

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pirelli vs F1

Os donos da Pirelli já devem de estar arrependidos por serem o fornecedor de pneus na F1...e devem de estar com as orelhas a arder, de tanto se falar deles!

Se em Maio, depois do GP da Catalunha, já estava instalada a confusão, tal como postamos no nosso blog, depois deste fim de semana pior ainda.
Em Silverstone, em apenas 52 voltas rebentaram 4 pneus, todos na traseira e do lado esquerdo, que já de si é muito estranho e inseguro. Sabe-se agora que Charlie Whiting, o director de corrida da FIA, esteve para interromper a corrida por levantar questões de segurança para os pilotos. Felipe Massa, afirmou mesmo que compreenderia tal decisão, já que o sentiu na pele. Mas também tem que ser dito, que o mesmo Charlie Whiting, na vistoria que fez à pista antes do GP, não encontrou nada de estranho na pista, pelo menos não o colocou no relatório que é entregue a equipas e comunicação social.

Na altura do rebentamento do pneu do carro de Vergne, pôs-se a possibilidade de os corretores da curva 3 e 4, poderem ter algum elemento que contribuísse para o arrebentamento dos pneus. Hoje os responsáveis de Silverstone já disseram que estão indignados com o levantar desta possibilidade.


A própria Red Bull, via rádio, avisou Sebastian Vettel, que tinham encontrado cortes no pneu durante a troca. Os engenheiros da Pirelli chegaram a recomendar às equipas que aumentassem a pressão dos pneus para 2 psi.


Quarta feira está agendada uma reunião em Paris, entre FIA, Pirelli e as equipas, que vai dar muito que falar, mas vamos ao cerne da questão:
Será mesmo que ao rebentar 4 pneus, todos do mesmo lado, todos na traseira dos carros, a culpa é exclusivamente dos pneus?
Nós, no Chicane, não conseguimos consenso...eu especialmente digo que por mais estranho que pareça, e caindo no erro de achar que é pura coincidência serem todos do mesmo lado, mas sim, a culpa é dos pneus. Salvaguardando, que é a minha opinião e que não reflecte a opinião dos demais do grupo. A minha argumentação é a seguinte: toda a gente sabe que os pneus da Pirelli se degradam rapidamente (propositadamente, foi assim que lhes foi pedido por parte da FIA e a própria marca já pediu ao organismo que tutela a F1, para integrar um novo pneu, com compostos de kevlar, que seria mais forte do que o actual, tal proposta foi-lhes negada, porque Ferrari, Force India e Lotus, não concordam) e toda a gente sabe que os Pirelli têm tendência a rebentar, mesmo ponderando que existisse uma face do corrector, tal como o vídeo da BBC explica, que poderia cortar a borracha, os pneus deveriam ter de suportar essas agressões. Por outro lado, não considero a Pirelli culpada. Este é outro assunto. Deveriam a FIA, Pirelli e as equipas, terem chegado, já, a um acordo que salvaguardasse a segurança dos pilotos e o desporto. Não é possivel, termos um rebentamento de um pneu, numa recta, onde a velocidade pode atingir os 290 km/h e depois avisar as equipas para colocarem mais pressão nos pneus.

Os pilotos já ponderam o boicote ao GP da Alemanha, em Nurburgring, porque mesmo que sejam feitas alterações aos pneus, a marca italiana não as consegue incluir neste próximo GP, marcado para o próximo fim de semana, apenas para o GP da Hungria, no fim do mês.

Mais conclusões conseguiremos tirar, na quarta feira, dia em que estaremos muito atentos ás medidas que se possam vir a tomar. A verdade é uma só: este caso não faz bem à F1.



Fotos e vídeo:
youtube.com
facebook.com/JBFansAroundWorld?hc_location=stream
motorsport.com

Pedro Mendes

terça-feira, 14 de maio de 2013

Um problema de degradação: a saga dos pneus 2013



Estalou o verniz nas boxes da F1. Os pneus continuam no centro das atenções e todos criticam os Pirelli.

O GP da Espanha teve 82 paragens para pneus, o que deu quase 1 pit stop por minuto. E mais seriam se não houvesse desistências. Hamilton andou a passo de caracol  e viu um Williams passar por ele  para seu espanto. Red Bull teve de se contentar com o 4º lugar não indo à luta pela vitória. A corrida foi perdendo ritmo e interesse com as sucessivas paragens.

Está na altura de perguntar se é esta a F1 que queremos. O patrão da Red Bull veio dizer que isto não é F1 e mais um jogo de gestão de pneus. Se calhar não deixa de ter razão. Vários comentadores já se vieram insurgir contra os pneumáticos e pedem uma revisão. Por seu lado  a Lotus, que consegue poupar pneus como ninguém, diz que não se devem reescrever as regras do jogo a meio, com a possibilidade de prejudicar uns para beneficiar outros. É que o Lotus tem falta de velocidade e só a capacidade de preservar os pneus durante a prova tem permitido a Kimi subir tantas vezes ao pódio.

A nossa opinião? Esta situação não é boa para a modalidade. Vemos pilotos que nem atacam nem defendem. São quase robots, em alguns casos, que sabem que tem de fazer um tempo determinado por volta, de forma a fazer “x” voltas, para assim a estratégia dar certo. E as perseguições? E a vontade de andar sempre mais? E o defender da posição? Tudo isso se dilui no meio da poupança da borracha.

É justo culpar a Pirelli? Não, de todo! Eles fizeram o que lhes foi pedido. Pneus mais macios, que durem menos, para possibilitar mais variações. E a fórmula até que correu bem até agora. As corridas foram bem interessantes. Mas a marca tem sofrido criticas constantes e torna-se complicado aguentar tanta critica durante tanto tempo. Tanto que vieram a publico dizer que se as equipas e os fãs quiserem a procissão monótona que se verificava antes eles não tem problemas, pois fazer pneus mais resistentes é bem mais fácil que os fazer menos duráveis.

É necessário chegar a um meio termo. Pneus que possibilitem no máximo 3 paragens mas que estejam mais virados para as 2 paragens, para assim poder haver variabilidade nas estratégias e os pilotos possam ainda assim puxar pelas maquinas sem medo de ficar sem pneus.

A Pirelli disse hoje que vai introduzir novos compostos  mais duros para GP do Canadá, mantendo os pneus actuais apenas para Mónaco, uma pista que é pouco exigente para os pneus. Segundo Paul Hembery, director desportivo da Pirelli, a marca subestimou a performance dos carros, dizendo que os testes são feitos num F1 Renault de 2010 que roda 4 a 5 seg. mais lento por volta que os carros actuais, o que não da dados suficientemente claros.  

É preciso ter muito cuidado com o que se vai fazer pois já há pessoas que dizem que a medida vai favorecer os Red Bull. A própria Pirreli tem essa noção e disse-o publicamente. Mas a verdade é que 4 pit stops por carro são demais. Esquecer a qualificação para poupar pneus é inaceitável. Tirar o pé do acelerador para poupar pneu vai contra a essência do desporto.

A situação é mais complicada do que possa parecer. Veremos como se desenrola.

P.S.  : No resumo dissemos que a ordem para Perez acalmar e ter cuidado com os pneus parecia uma continuação do episodio do Bahrain com o nº 1 da equipa a ser beneficiado em detrimento do recém chegado . Mas depois de ver o pneu de Perez já  “com os arames á mostra” acredito que tenha sido uma medida de precaução e não uma ordem de equipa.



Mapa dos Pit Stop´s de Espanha



Últimas :

Fala-se que Juho Hanninen será o piloto da Hyundai para o WRC de 2014. Supostamente, o piloto finlandês tem participado no desenvolvimento do i20 que fará o seu inicio no próximo ano.






A McLaren poderá deixar o prateado de lado e voltar ao laranja que caracterizou a marca no seu inicio. A parceria com a Vodafone vai acabar no final da época,e um novo patrocinador poderá levar a mudanças na estética do carro, desde que o patrocinador aceite a cor. Nós gostaríamos de ver outra vez os McLaren de vermelho e branco. Mas isso somos nós.







Fábio Mendes