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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

2013 passado em revista.

O ano aproxima-se a passos largos do seu final e está na altura de ver (ou rever) os resumos das principais provas que acompanhamos ao longo do ano. No total foram 7 as modalidades que fomos dando conta. F1, DTM, WRC, WTCC, WSR, MotoGP, e um pouco de FIA GT. Vamos então colocar os links dos resumos feitos até agora, de forma a que possam ter a informação toda num post. Por manifesta falta de tempo. não conseguimos resumir o WTCC ( algo que tentaremos ainda fazer) e o Moto GP. Ainda assim ficam com uma larga perspectiva do que aconteceu este ano nas modalidades seguidas.



DTM:

"O DTM é provavelmente a modalidade de turismo com mais fãs e com muita justiça. O campeonato é equilibrado, competitivo, os moldes da prova são muito interessantes e apresenta muitas similaridades com a F1 (categoria rainha do automobilismo). Este ano com a introdução do DRS as manobras multiplicaram-se. Os pit Stops (2 obrigatórios) levam a que a estratégia tenha um peso muito importante na corrida. O tempo gasto no pit stop ( média de 3 seg) assemelha-se em muito aos tempos praticados na F1."
" O cartaz dos pilotos também era muito apelativo. Existiam à partida 5 campeões de DTM. Spengler, campeão em título e o favorito, Ekstrom, Paffet, Scheider e Tomczyk. Aliás o DTM sempre teve excelentes pilotos. Basta lembrar que Di Resta, um dos bons valores da F1 foi campeão de DTM em 2010."


Resumo da época e destaques:

http://chicane2013.blogspot.pt/2013/10/dtm-rockenfeler-justo-campeao-de-2013.html






WSR:

No WSR seguimos com especial atenção e carinho a época de Félix da Costa. Uma época que acabou de forma amarga para todos nós, que contávamos ver o nosso formiga na F1. Mas o caminho às vezes pode ser bem complicado. Mantemos a esperança que ainda veremos Félix da Costa brilhar na F1.


Resumo da época de Félix da Costa no WSR:

http://chicane2013.blogspot.pt/2013/10/a-forca-do-formiga.html




WRC:

"A Volkswagen e Ogier foram os grandes vencedores da temporada, arrecadando todos os “louros”, fazendo a dobradinha com a conquista do mundial de pilotos e construtores, neste que foi o ano de estreia da marca alemã no campeonato do mundo de rally´s. 

Ogier, que depois de perder espaço dentro da Citroen, sempre em conflito com o outro francês, S. Loeb, abandonou a marca francesa, encarando uma época “sabática” na Skoda, mas correndo pela Volkswagen Motorsport, pois o Fabia S2000 mais não era do que um Polo R WRC disfarçado. Sem poder pontuar na sua categoria, onde os limites de teste são regra, Ogier, privou-se durante uma temporada de lutar com os melhores. Por alguma razão o fez, pois sabia do potencial do Polo versão WRC, e mais do que isso, da grande aposta da marca nos rally´s. "


Resumo da época:


Análise das equipas:


F1:

"2013 começava praticamente como começou 2012. Com muita expectativa, pois no Grid encontravam-se 5 Campeões do Mundo. Este seria também o último ano dos motores 2.8 L V8. Com muitas mudanças para 2014, não se previam alterações profundas nos carros. Apenas ajustamentos dos monolugares do ano anterior.

Havia curiosidade para saber se a Sauber ia manter os níveis do ano passado e se a McLaren e Ferrari conseguiriam finalmente vencer a Red Bull. Na Mercedes, a exigência era maior mas ainda não se exigiam títulos. Apenas bons resultados e o seguimento do crescimento sustentado da equipa. A Lotus era a grande incógnita. Seria capaz de manter ou melhorar os resultados do ano passado? Ou pelo contrário, teria ficado para trás em relação aos grandes do Paddock?"


Resumo da época:


Análise dos pilotos:





Análise das equipas:






Para o ano seguiremos com mais atenção o WTCC, pois a entrada da Citroen trará mais motivos de interesse, para além dos novos regulamentos que de certeza tornarão a modalidade mais apelativa, sem esquecer Tiago Monteiro, que poderá beneficiar das mudanças. 

Manteremos o DTM e com especial atenção aos portugueses Félix da Costa e Filipe Albuquerque. O campeonato deve manter-se competitivo, com a Audi a querer melhorar ainda mais, a BMW a estrear o seu M4, tentado regressar aos títulos e a Mercedes, que tem vindo a investi muito para voltar a vencer no DTM ( fala-se no regresso de Di Resta).

A F1 e o WRC, os pratos fortes da casa, vão manter-se nos mesmos moldes deste ano, com cobertura detalhada, resumos e destaques. 

Tentaremos, dentro do possível abordar mais o MotoGP, das modalidades mais competitivas e interessantes dos desportos motorizados. Temos em vista breves abordagens aos GT´s e a Indy, dependendo do tempo livre.


Contamos convosco, com os vossos comentários, sugestões, partilhas, para que possamos crescer ainda mais, agradecendo desde já por nos seguirem.


Fotos:
Retiradas do Google

Textos feitos pela equipa Chicane, com as fontes colocadas no final dos respectivos post´s.

Fábio Mendes

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Resumo da época 2013 de Fórmula 1 - Parte 3. Avaliação das equipas (do 5º ao 1º).

Concluímos a nossa avaliação das equipas, passando em revista aquele que para nós é o top5 de 2013.


5º McLaren:

No ano passado tinham acabado em grande, e no Brasil, com os novos pneus (embora a chuva não tenha permitido uma avaliação concreta) venceram. Todos pensaram que 2013 só poderia ser melhor. Mas muito pelo contrário, foi mau e muito mau. O MP4/27 de 2012 funcionava muito bem mas, como se chegou a admitir, funcionava melhor do que se previa sem se saber bem porquê. Decidiram revolucionar o desenho do carro, não arriscando apostar num carro que, embora com boas performances, não entendiam na totalidade. Com um novo desenho, a esperança seria que pudessem entender melhor o monolugar e dar assim uma base mais estável. Mas o MP4/28 funcionou muito mal e nunca evoluiu de forma claramente positiva.  Há então um problema grave, no que diz respeito ao entendimento dos carros. E como tal, a McLaren tem de rever de forma profunda a sua área técnica. Não é admissível, numa equipa de topo e com os recursos da McLaren, andar um ano a tentar encontrar soluções sem nunca as encontrar. Foi das piores época da sua história, e logo este ano que celebravam 50 anos. Muita coisa tem de mudar em Woking. Na nossa opinião, Withmarsh  não é o chefe de equipa ideal. Falta-lhe alguma liderança. A saída de Ron Denis deixou um vazio, que ainda não foi preenchido. Segundo os especialistas, há diversas áreas da aerodinâmica que necessitam uma revisão profunda de conceitos (as asas dianteiras por exemplo). A nova parceria com a Honda e o reforço com um elemento chave vindo da Red Bull, poderão melhorar as coisas. Mas de 2014 não se espera grande coisa, pois, ainda com motores Mercedes e com muita coisa a mudar com a entrada da Honda em 2015, será certamente mais um ano de transição. Assim é mais fácil entender a entrada de Magnussen. Um ano sem responsabilidades para o jovem que poderá ambientar-se mais a vontade e preparar-se para 2015. Button é o garante de estabilidade e de pontos. A sua experiência vale ouro e será mais uma vez o sacrificado para manter a casa direita.



4º Ferrari:

O F138 no inicio do ano parecia ser o melhor carro do grid. O andamento da Ferrari era superior e pareciam estar lançadas as bases para uma candidatura firme à vitória no campeonato. Mas nada disso se confirmou. O carro evoluiu mal e de forma lenta. Alonso ressentiu-se disso, vendo que não teria hipóteses (mais uma vez) de lutar com Vettel de igual para igual. Algo estava muito mal na Ferrari. O problema do novo túnel de vento, que obrigou a equipa de Maranello a usar o túnel de vento da Toyota, prejudicou a equipa. Mas foi claro que muitas das inovações colocadas nos carros à sexta, eram descartadas logo depois. Havia défice de qualidade na área da aerodinâmica e vendo esse problema, a Ferrari foi buscar o chefe da aerodinâmica à Lotus. O problema da Ferrari está a ser tratado aos poucos com contratações dos melhores engenheiros das outras equipas. Mas a realidade é que mais uma vez perderam a oportunidade de vencer e desta vez o carro tinha uma base que permitia sonhar alto. Não podem voltar a falhar assim. Agora com Raikkonen e Alonso, a dupla de sonho para qualquer equipa, com melhorias na área técnica e com a entrada em serviço do seu próprio túnel de vento, as coisas podem  e devem ficar melhores.



3º Lotus:

Poderia ter sido um ano brilhante para a Lotus. O carro embora não tivesse as armas do Red Bull, tinha os seus próprios argumentos. Obviamente que na primeira metade do ano, o grande argumento era Kimi, mas com a assinatura do finlandês com a Ferrari e com a perda de motivação, foi Grosjean que surgiu melhor que nunca, para brilhar e mostrar um andamento muito bom. O que significa que o carro permitiu que ambos pilotos brilhassem. Nas qualificações não era grande coisa mas em corrida, a forma como poupava pneus permitia recuperações fantásticas. E mesmo com a mudança de pneus, a equipa soube responder, melhorando as capacidades do carro em qualificação, uma vez que já não se justificava a poupança dos pneus, permitindo melhores resultados as Sábado. A equipa tomou sempre as decisões mais correctas ao nivel das alterações no carro. Tudo isto com as dificuldades financeiras que são conhecidas (o caso mais falado foi a falta de pagamento a Kimi), aliado a saída de um dos chefes da aerodinâmica, algo que poderia ter enfraquecido a equipa. Mas  a Lotus não perdeu o Norte. Continuaram a evoluir o carro (prova está que a meio da época trataram de adicionar mais uns centímetros de comprimento ao chassis, de forma a melhorar a aerodinâmica) e a equipa nunca pareceu afectada com as saídas das chefias. Mostra que a base da Lotus é boa e o organograma dentro das áreas técnica está bem feito. Boullier veio dizer isso mesmo, que não são saídas de algumas pessoas que afectam a equipa, pois há muito mais gente por detrás da maquina. É certo que em algumas corridas foram tomadas decisões estratégicas pouco correctas mas a experiência também se ganha com erros.Para o ano, o Line up é muito mais fraco. Grosjean assume-se como a estrela da equipa, mas esse estatuto ainda não está confirmado, pois apenas mostrou regularidade na ultima metade do ano, o que o torna neste momento num ponto de interrogação e Maldonado, até ver, traz apenas dinheiro. E é mesmo o dinheiro o grande problema. Estará a Lotus preparada para manter os níveis que apresentou? Duvidamos, dadas as inúmeras dificuldades em arranjar investidores. Mas seria uma pena ver está equipa que cresceu tão bem, ver o trabalho de 3 ano ser deitado por terra. Queremos continuar com uma Lotus a lutar pelos lugares da frente.




2º Mercedes:

Foi o grande passo em frente da equipa. Depois do regresso à modalidade, com o Barão Vermelho, sua alteza Schumacher e Rosberg e com prestações pouco conseguidas, a entrada de Toto Wolf aliada a várias adições de engenheiros, vindos de outras equipas, permitiram que o carro fosse completamente revisto e modicado para melhor, para além de alterações na própria organização da equipa. As performances em qualificação eram muito boas mas em corrida o carro não conseguia gerir os pneus. A falta de apoio aerodinâmico na traseira poderá estar na origem desse facto. Aliás, os Mercedes sempre pareceram muito “soltos” de traseira e isso prejudicou muito os pilotos que, em corrida, não conseguiram tirar o melhor partido do carro. Certo é que conseguiram 3 vitórias. E 3 vitórias neste ano são algo de muito bom. O W04 parece ser uma boa base de trabalho para o futuro, precisando de ganhar mais competitividade em corrida. Só agora a Mercedes parece dar os passos certos para tentar lutar pelo titulo. As contratações de técnicos de outras equipas sucedem-se, a dupla de pilotos é sólida e dá garantias. Para o ano, a Mercedes deverá apresentar-se muito forte e a Red Bull terá que ter cuidado com os “Silver Arrows”. Além disso Toto Wolf, agora com plenos poderes na equipa, parece ser muito inteligente e sabe movimentar-se nos meandros da F1. A Mercedes está a trabalhar para ganhar cada vez mais peso na modalidade. 



1º Red Bull:

Se ter Vettel em forma ajuda, ter um carro perfeito ajuda ainda mais. O RB8 de 2012 já era excelente, faltando lhe velocidade de ponta e alguma fiabilidade. Trataram disso de forma impecável. A fiabilidade foi 5 estrelas para Vettel, que nunca se pôde queixar de um problema sério no carro (estranhamente Webber não pode dizer o mesmo), e as alterações que a equipa fazia no carro pareciam assentar perfeitamente às condições das pistas. Souberam sempre afinar o carro de forma perfeita, para cada fim de semana. Todas as decisões que tomaram resultaram em cheio. Todas as alterações e modificações no carro, tiveram efeitos positivos e foram mantidas. A equipa funcionou às mil maravilhas. Lembrar por exemplo Spa em que Vettel no carro do ano passado nunca passaria por Hamilton, como passou na primeira volta. Mas com as alterações implementadas no carro, conseguiu isso e mostrou-o em outras corridas. O RB9 terá sido dos carros mais completos de há alguns anos a esta parte. Foi simplesmente fantástico. Vettel nunca se cansou de agradecer o carro que tinha em mãose tinha motivos para isso. Mas quem tem Newey arrisca-se a isto. É actualmente o génio da F1 e isso vê-se pelo carro que construiu este ano. A Red Bull tem uma estrutura muito bem montada, onde se nota que cada um sabe o que faz. Veremos como vão encarar 2014. Os Bull´s enfrentam muitas saídas de engenheiros para outras equipas, o que colocará à prova a organização da equipa, num ano onde as muitas mudanças nos regulamentos, poderão ter um efeito negativo na equipa. Mas neste momento, a Red Bull é o mais próximo que existe da perfeição e são a equipa que todos querem vencer.


A nossa avaliação das equipas:

Red Bull
Mercedes
Lotus
Ferrari
McLaren
Sauber
Force India
Toro Rosso
Williams
Marussia
Caterham

Fica assim concluída a avaliação das equipas e o resumo de 2013. Faremos um post onde compilamos todos os links dos post´s feitos até agora sobre 2013.


Fontes:

Edição escrita do semanário Autosport. Análise técnica de Gary Anderson, antigo director técnico da Jordan, Stewart e Jaguar e agora comentador da BBC.

Fotos:

Retriradas do Google.

Fábio Mendes

domingo, 22 de dezembro de 2013

Resumo da época 2013 de Fórmula 1 - Parte 3. Avaliação das equipas ( de 11º ao 6º)

Depois de analisar a época no geral, e ter feito uma avaliação individual de cada piloto, é agora tempo de avaliar as equipas uma a uma, e entender quais foram as que mais brilharam e as que mais desiludiram este ano.

11º Caterham:

Do “campeonato dos últimos”, é claramente o elemento mais forte. O investimento que é feito na equipa, obriga a Caterham a ser mais competitiva e constantemente superior à Marussia. Mas este ano, não obstante terem um orçamento maior, ficaram para trás. Segundo especialistas, o carro à vista desarmada era interessante, com componentes no chassis que poderiam resultar em cheio. Se não resultaram, é porque houve falta de articulação entre as várias equipas técnicas, o que fez com que o carro, embora bem concebido, não rendesse o que devia. Falha nas chefias técnicas provavelmente. Não esquecer também que o desempenho dos pilotos não foi o melhor. Pic esteve muitos furos abaixo do que devia ter feito e Van der Garde, embora não tão mal, não teve nível para tirar mais do carro. Um ano para esquecer. Para o ano Van der Garde deverá ficar na equipa e fala-se no regresso de Kobayashi, assim como o regresso de Kovalainen aos GP´s. De qualquer forma nota-se que a equipa quer mais e a escolha dos pilotos pode confirmar isso.



10º Marussia:

A equipa com menos recursos da F1 não inventou. Leu os regulamentos e aplicou-os no carro, sem qualquer tipo de “truque”. A falta de investimento é visível na falta de inovação no carro. Foi provavelmente o carro mais simples do grid deste ano. Mas houve uma peça que funcionou às mil maravilhas. Essa peça está situada entre o banco e o volante do carro e chama-se Jules Bianchi. Foi graças a ele que o carro menos refinado, conseguiu ultrapassar os Caterham. Foi o abono de família de uma equipa que tem de fazer o suficiente, com pouco. Era necessário que a Marussia tivesse coragem para investir mais um pouco e tentar fazer algo diferente. Enquanto a Caterham tenta, à sua maneira evoluir e crescer, a Marussia tem feito pouco por isso. Pode ser que este 10º lugar os motive mais. Bianchi fica na equipa e só isso, devia ser motivo de festejo. Falta confirmar o 2º lugar. Provavelmente alguém com carteira grande e recheada.



9º Williams:

2012 tinha sido um bom ano para a Williams. Os bons resultados voltavam a aparecer, e a equipa parecia finalmente ter encontrado um rumo. 2013 fez esquecer tudo isso. Foi um dos piores anos da equipa e muito por culpa do carro. O FW35 era um carro muito complicado de conduzir, especialmente em curvas antecedidas de travagens menos fortes, onde se mostrava muito nervoso. A Williams fez uma aquisição de peso. Pat Symonds foi o responsável pela melhoria do carro. Fazendo algo muito simples. Retirando componentes que não funcionavam e colocando componentes que se mostraram eficazes em 2012. Isso foi visível quando retiraram os escapes com o “efeito Coanda”. O carro pareceu logo bem mais competitivo. Assim, Symonds ensinou que para se crescer na F1 não é preciso ser um génio. Às vezes basta ser prático e pragmático. Espera-se muito mais da Williams para o próximo ano, pois o reforço da área técnica tem sido feito de forma positiva, e como tal espera-se que os resultados se possam ver, já a partir de 2014. Mas este ano foi dos mais negros da equipa. Um bom ano para relembrar e nunca mais repetir. A dupla de pilotos para 2014 é bem mais consistente que a deste ano. Massa traz experiência e vontade de se mostrar em bom nível, e Bottas é um jovem que quer confirmar que pertence à F1. A Williams tem tudo para fazer melhor que em 2013.



8º Toro Rosso:

Foi uma época que até teve bons momentos, a maioria deles patrocinados por Ricciardo mas também com momentos baixos. E é nisso que se resume a época da Toro Rosso. Uma época difícil de avaliar. Se a primeira parte do ano foi até bem conseguida, ficou a sensação que podiam ter feito mais na 2ª metade. O carro não evoluiu o suficiente e os pilotos também não mostraram a estabilidade necessária. Mais Vergne, que pareceu perdido em pista. Ricciardo, ainda assim, levou a equipa o mais alto que pôde. Não se sabe se o carro tinha pouco potencial ou se a equipa não conseguiu perceber o carro ( mais provável a 2ª opção), mas se a Toro Rosso parecia bem lançada para uma boa época, ficou-se por uma época menos má. Será provavelmente preciso rever o funcionamento da área técnica. O ano que vem, terá Vergne sob pressão de Helmut Marko e Kvyat, um rookie que dá o salto a nosso ver cedo demais para a F1. E Gutierrez é o exemplo de que quando se salta cedo demais as coisas ficam muito difíceis.



7º Force India:

Teve uma primeira metade de época muito boa e ameaçou seriamente a McLaren, a certo ponto. Mas a troca de pneus veio prejudicar todo o trabalho feito até então. Segundo os entendidos, a equipa fez um carro simples, prático e muito eficaz. Trabalhou o carro a volta das características dos pneus, e como é óbvio, quando essas características se alteraram ficaram a perder. Como os recursos são poucos, tiveram de optar por parar a evolução do carro, para se concentrarem em 2014. E foi pena, pois teriam brilhado no mínimo mais um par de vezes. Assim fizeram um ultimo terço de campeonato muito abaixo do que poderiam ter feito. Para o ano espera-se mais, pois os regulamentos podem jogar a favor da equipa. Além disso será a equipa com uma das melhores duplas de pilotos do grid. A Force India tem, passo a passo, e contra muitas dificuldades, crescido gradualmente. Para o ano esperamos ver a equipa brilhar mais.



6º Sauber:

O carro tinha logo dado nas vistas pela pinta, e pelos “side pods” muito reduzidos e pelos flancos quase verticais, ao contrário dos arredondados que se vêm noutros carros. E pelos vistos, foi essa opção que deitou tudo a perder para a equipa, no inicio do ano. Pois desde aí, foi notório que a equipa passou o ano a corrigir os erros que tinha cometido no inicio. Colocamos a Sauber à frente da Force India, pois ao contrário da última, a Sauber nunca parou de melhorar o carro. Tentou sempre até ao fim criar um pacote cada vez mais competitivo, e conseguiu. É preciso reconhecer que Hulkenberg é também o grande responsável por isso. E diz quem sabe que, a seguir a Vettel, é o melhor a aproveitar os gases de escape para aumentar a aderência do carro em curva. Como? Acelerando mais cedo mas fazendo passagens de caixa mais longe do limitador, o que aumenta os gases quentes no difusor traseiro ( ou extractor como lhe queiram chamar) e aumentando assim a carga aerodinâmica, para além de diminuir a probabilidade de fazer fazer patinar as rodas traseiras. O último esforço da Sauber é de louvar. Uma equipa que enfrenta dificuldades de financiamento, que não desiste de evoluir o carro é um exemplo para todas as outras equipas. Mas temos de admitir que existe o reverso da medalha. Ao não investir tanto a Force Inda terá poupado o suficiente para atrair 2 dos melhores pilotos do grid, enquanto a Sauber ficará apenas com uma dupla para serviços mínimos.



No próximo post veremos as 5 primeiras equipas do grid e o seu desempenho.


Fontes:

Edição escrita do semanário Autosport. Análise técnica de Gary Anderson, antigo director técnico da Jordan, Stewart e Jaguar e agora comentador da BBC.

Fotos:

Retriradas do Google.



Fábio Mendes

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Resumo da época 2013 de Fórmula 1 - Parte 2. Avaliação dos pilotos ( do 4º ao 1º)

Finalizamos a análise dos pilotos com os 4 primeiros, que quanto a nós se superiorizaram em relação aos demais.



4º Nico Hulkenberg - Nota 7

Passou da Force India para a Sauber, que vinha de um 2012 bastante positivo. Toda a gente encarou como um passou para o lado, pois o germânico não iria encontrar mais condições do que na Force India (se bem que as prestações de 2012 pudessem dar algum alento). Na Sauber encontrou um carro complicado e que demorou muito a evoluir. Foi aguentando o barco até à segunda metade do ano, onde o carro deu um salto qualitativo e todo o talento de Hulkenberg veio ao de cima. Em Monza brilhou, partindo para uma série de resultados excelentes para o que se esperava da Sauber em 2013. Hulkenberg provou mais uma vez que é um piloto de top e o seu lugar já devia ser numa equipa de topo. Ainda não foi desta que conseguiu o lugar merecido mas não deverá demorar muito até que isso aconteça. Foi um ano bom para Hulk. Mas o alemão já elevou tanto a fasquia que só consideraremos um ano muito bom quando finalmente vencer. Quanto a nós será um dos futuros campeões do mundo.

Pontos: 51
Lugar 10º
Melhor que o companheiro de equipa em qualificação: 18 em 19 possíveis.
Melhor que o companheiro de equipa em corrida: 12 em 15 possíveis.

Na Force India terá como companhia Perez formando a dupla mais interessante do grid. Vão juntar-se os dois pilotos mais talentosos da "mesma geração". Veremos como Hulkenberg se dá na Force India que bem conhece. E esperemos que a Force India lhes forneça um carro para brilharem.


3º Kimi Raikkonen - Nota 8

O Iceman mostrou este ano todas as suas qualidades em pista. Foi a par de Vettel e Alonso o melhor piloto e só não fica à frente do espanhol por causa do atrito com a Lotus e pela operação às costas que o retirou das 2 ultimas corridas. Raikkonen aproveitou de maneira soberba os pontos fortes do E21 e esteve na frente até estalar a confusão da ida para a Ferrari. Caso Vettel não estivesse tão forte na segunda metade do ano, poderia ter sido um ano histórico. Ainda assim ficou mais uma vez provado que Kimi é dos mais talentosos pilotos do grid e que com um carro bom pode fazer frente a Vettel e à Red Bull.

Pontos: 183
Lugar: 5º
Melhor que o companheiro de equipa em qualificação: 10 em 17 possíveis.
Melhor que o companheiro de equipa em corrida: 8 em 12 possíveis

Kimi é um talento brutal dentro de pista, e um figurão fora dela. A legião de fãs que tem não engana. Kimi é mesmo a estrela da companhia. Consegue fazer muito com pouco, é o melhor a defender a sua zona e consegue conciliar com mestria ataque e defesa. Não há como não gostar de Kimi.



2º Fernando Alonso - Nota 8

A máxima do futebol “bola na frente e fé em Alonso” podia bem ser aplicada na Ferrari. A Scuderia falhou outra vez ao não dar ao espanhol um carro para lutar pelo campeonato. E Alonso sentiu isso. Não foi o guerreiro do ano passado. É certo que o seu desempenho em pista manteve-se excelente mas não foi o mesmo Alonso de 2012. As afirmações que queria um carro novo, deixando ficar mal a Ferreri e deixando Montezemolo chateado, vieram arrefecer uma relação que até aqui tinha sido boa. A verdade é que Alonso mais uma vez faz segundo e foi o melhor piloto do ano a seguir a Vettel. A Ferrari reforçou se muito e bem a nível técnico e será provavelmente um sério candidato para o ano que vem. E além disso haverá Kimi na mesma equipa. E Alonso está mortinho por ganhar mais um troféu. Não somos fãs do espanhol mas não há como negar a qualidade de Alonso. Está num nível soberbo Já devia ter mais um título de campeão em seu nome. 

Pontos: 242
Lugar: 2º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação:
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida:
Corridas terminadas:

A dupla Alonso/ Raikkonen vai animar e muito o próximo ano. Não será se calhar o duelo mais interessante de seguir mas será certamente um dos pontos altos do ano. E será o grande desafio para ambos. Antes de tentar vencer os adversários terão de tentar vencer o seu colega de equipa. A Ferrar fez o favor de apimentar 2014. Nós agradecemos.



1º Sebastian Vettel - Nota 9

Foi o alvo a abater mas ninguém foi rápido o suficiente para o fazer. A época de Vettel foi quase perfeita. Esteve sempre nos lugares da frente e na 2ª parte do campeonato o seu domínio foi avassalador. Soube tirar partido do RB9, fazendo assim uma dupla imbatível. A forma como conseguia ser 1-2 seg mais rápido por volta chegava a ser inacreditável. Foi assobiado (injustamente), mas é expectável, quando se ganha muito, que o público deixe de gostar. O único problema de Vettel é não ser colocado verdadeiramente à prova. Alonso ainda não teve carro para isso, Hamilton não teve carro nem andamento e Kimi estava num campeonato diferente, pois as suas armas não permitiam luta de igual para igual. É talvez o que falta a Vettel… Ter um confronto com alguém do seu nível, com máquinas similares e vencer. Só assim conquistará o respeito de todos .Mas este ano esteve num nível impressionante. 

Pontos: 397
Lugar: 1º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação:
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida:
Corridas terminadas:


Para o ano que vem todos os olhos estarão postos no germânico e se mostrar fraqueza, não faltará quem aponte o dedo e que diga que "afinal sempre era o carro". Não se pode fugir a realidade que os Red Bull são monolugares arrasadores, mas é preciso também que o piloto tenha a qualidade de aproveitar as potencialidades do carro. Vettel tenta mostrar que é bom todas as corridas e isso vê-se quando tenta ser o mais rápido e quando não levanta o pé. Ele, mais que ninguém quer o tal desafio para provar a todos o seu valor. Conseguirá o alemão provar isso?


Fica feita assim a nossa analise e avaliação dos pilotos. Recapitulando:

Vettel
Alonso
Raikkonen
Hulkenberg
Rosberg
Grosjean
Bianchi
Button
Hamilton
Webber
Ricciardo
di Resta
Bottas
Perez
Massa Sutil
Gutierrez
Vergne
Van der Garde
Chilton
Pic
Maldonado

Concordam com esta avaliação? O que mudariam? Façam nos chegar a vossa opinião.


Fotos:
retiradas do Google

Fontes:




Fábio Mendes

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Resumo da época 2013 de Fórmula 1 - Parte 2. Avaliação dos pilotos ( do 10º ao 5º)

 Continuamos com a análise dos dos pilotos em 2014 seguindo para análise dos pilotos que ficaram quanto a nós do 10º ao 5º lugar.

10º Mark Webber - Nota 6

Acabou assim a sua passagem pela F1. Webber não foi dos mais talentosos que passou pelo paddock, mas tem qualidade e acima de tudo carácter. O seu último ano não correu nada bem. Sucessão de azares quase inacreditáveis, com falhas próprias à mistura, que o impediram de fazer melhor. A forma como largou quase sempre mal é exemplo disso. 2010 foi o seu melhor ano, onde brilhou e batalhou de igual para igual com Vettel e onde perdeu o campeonato, que podia bem ter sido dele ( Red Bull queria que fosse Vettel). Mas a partir dai não mostrou nada de mais. Foi consecutivamente batido pelo seu colega, com o qual teve uma relação com mais baixos que altos. Multi 21 na Malásia foi o golpe final e o sinal que a F1 já não lhe daria nada. Sai pela porta grande, com a estima de todos e com um bom currículo. Podia ter ficado mais abaixo nesta avaliação mas a quantidade de vezes ficou sem KERS, para além de outras falhas mecânicas, impediram de ver se Webber tinha mais para dar. Fez uma excelente corrida no Brasil e despediu-se em grande.

Pontos:199
Lugar: 3º
Melhor que o companheiro de equipa em qualificação: 2 em 19 possíveis.
Melhor que o companheiro de equipa em corrida: 0 em 15 possíveis.

É verdade que nunca se superiorizou ao seu colega de equipa e este ano então ficou a milhas disso. Mas despediu se em bom plano da F1. A Porsche estará por certo feliz por contar nas sua fileiras com um piloto com a experiência e qualidade de Webber. É bom desportivamente e ao nivel do marketing.



9 º Lewis Hamilton - Nota 6

O ano de estreia na nova equipa não foi muito mau. Sabia-se que a Mercedes não tinha ainda capacidade de lutar de forma séria pelo titulo e apenas poderia almejar ficar nos lugares da frente. Hamilton começou bem o ano mas foi caindo à medida que as dificuldades foram aparecendo. Oscilou entre o bom e o medíocre, sem nunca mostrar a chama que o caracterizava na McLaren. Não terá sido um ano mau de todo mas a nosso ver ficou longe do que pode fazer. Pareceu muito instável a nível psicológico e nunca mostrou confiança. Terá de melhorar muito para 2014 e o próprio já admitiu isso.Venceu este ano, algo que não estaria à espera no inicio da sua nova aventura.

Pontos: 189
Lugar: 4º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 11 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 8 em 16 possíveis.
Corridas terminadas: 18

O próximo ano será importante para Hamilton. Tem de provar que o seu titulo não foi um acaso e para isso terá de lutar outra vez pelo titulo de forma consistente. A Mercedes reforçou se bem a nivel técnico e tem tudo para fazer um bom carro. Hamilton tem de voltar a ser como era antes. A versão deste ano não nos agradou.



8º Jenson Button - Nota 7 

Nunca esperaria o britânico que a época fosse tão difícil. Sem Hamilton ao lado, poderia assumir se como o nº 1 e tentar o assalto ao título, com um bom carro. Mas o carro saiu uma miséria e Button, que não é conhecido por tirar coelhos da cartola, viu se a lutar com os pilotos do meio da tabela. Não esteve nada mal. Foi graças a ele que a época da McLaren não foi um completo desastre. O piloto mais experiente do grid fez valer o seu conhecimento em pista, para conseguir os pontos possíveis. Embora a classificação final não o diga, foi um ano bom a nível individual para Button. É um gentleman dentro e fora de pista.

Pontos: 73
Lugar: 9º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 9 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 13 em 19 possíveis
Corridas terminadas: 19 

A McLaren tem de lhe dar um carro melhor. Não é tão dotado como Vettel Alonso ou Kimi mas tem “unhas “ para lutar pelo título, caso lhe calhe um bom carro.



7º Jules Bianchi - Nota 7

Este tem tudo para se tornar um caso sério. É mesmo piloto de F1. Foi graças a ele que a Marusia conseguiu o 10º lugar. Teve desempenhos brilhantes, que apenas não foram mais notados por andar sempre nos últimos lugares. No campeonato dos últimos, deu de calcanhar a todos. Perspectivamos um futuro brilhante a este protegido da Ferrari, que esperará pela saída de Alonso e/ou Kimi para fazer subir o francês. Fez um ano excelente e vai continuar a evoluir na Marusia por mais um ano, para ganhar experiência. Vai ser um piloto a ter em conta no futuro. Este é para lutar pelo campeonato daqui por 3/4 anos.

Pontos: 0
Lugar: 19º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 17 em 18 possiveis
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida:  14 em 16 possiveis.
Corridas terminadas: 16

É uma potencial estrela da F1. Merece mais destaque e veremos a voar mais alto em breve.


6º Romain Grosjean - Nota 7

O piloto que mais cresceu este ano. Iniciou a época como tinha terminado a outra. Com desempenhos a variar entre o brilhante e o ridículo. Acumulava voltas fantásticas, que fazia questão de fazer esquecer com erros infantis. Muitos duvidavam que se poderia manter na F1. Mas Grosjean admitiu as suas falhas, corrigiu-as e tornou-se num piloto melhor. Rápido já era, só lhe faltava consistência. E conquistou isso. Na parte final do ano foi o único a mostrar-se a Vettel. Os seus desempenhos foram fantásticos e provou a todos que pode ser um piloto de top. Deixou de ser temido pelos colegas, pelo seu estilo Kamikaze, para ser respeitado. E isso é uma vitória enorme. Resta saber se continuará assim em 2014. Mas este ano fica na memória pelos bons motivos. 

Pontos: 132
Lugar: 7º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 9 em 19 possíveis.
Melhor que o seu comapnheiro de equipa em corrida:  5 em 13 possíveis.
Corridas terminadas: 15

Para o ano terá uma tarefa bem mais difícil. A Lotus não atravessa um momento muito positivo e provavelmente o carro vai ressentir-se disso. Veremos como lida com a situação.


5º Nico Rosberg - Nota 7

Foi um bom ano para o alemão. 2 vitórias e uma série de corridas a bom nível. Não esperamos muito mais de Rosberg. Houve alturas que se superiorizou de forma clara sobre Hamilton e isso em teoria não é normal. Foi abaixo na 2ª metade do ano, quando a equipa perdeu a embalagem que tinha do início da época. Ainda assim mostrou que pode ser muito útil a equipa. Mas em condições normais é ele o nº 2. De qualquer forma este ano fez melhor que nos anteriores e conseguiu desempenhos muito bons.

Pontos: 171
Lugar: 6º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 8 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 8 em 16 possíveis.
Corridas terminadas: 17

Passou a primeira fase da sua carreira à sombra de Schumacher que nunca voltou a ser o Barão Vermelho. Nesta 2ª fase terá de se impor frente a Hamilton. Não tem tido tarefa fácil o alemão. Nunca deslumbrou mas também não é de comprometer. Forma com Hamilton uma dupla sólida.


Fotos:
retiradas do Google

Fontes:




Fábio Mendes

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Resumo da época 2013 de Fórmula 1 - Parte 2. Avaliação dos pilotos ( do 22º ao 11º)

Depois de termos passado em revista os principais acontecimentos do ano, é de interesse avaliar os pilotos 1 a 1 de forma a podermos ter uma perspectiva mais completa. A avaliação terá notas ( de 0 a 10) e a nossa opinião sobre os pilotos. Estas avaliações são nossas e poderão não ir de encontro ao que outros possam pensar. Estejam à vontade para comentar as notas de que concordam ou não concordam.

Dividiremos em 3 partes para não ficar demasiado extenso.



22º Pastor Maldonado - Nota 3

O venezuelano classificou esta época como uma das melhores. As opiniões são como as cuecas… cada um com as suas. A nosso ver Maldonado foi o pior piloto do grid. Não foi melhor que o seu colega de equipa que era rookie, esteve simplesmente horrível em algumas corridas e noutras conseguiu ter um desempenho positivo mas nada de mais. De Maldonado espera se que tenha um acidente ou nos treinos, ou na qually, ou na corrida. Um fim-de-semana limpo é que é de admirar. Admitimos que Maldonado é rápido. Mas é nas qualificações. Ou quando tem a pista para ele. Quando tem de lidar com outros adversários a coisa complica e muito. Não gostamos do estilo e não achamos que tenha qualidade sequer para se manter. Grosjean tinha o mesmo problema mas tratou disso. Veremos se o problema de Maldonado se trata. Mas será difícil

Pontos : 1
Lugar: 18º
Melhor que o companheiro de equipa em qualificação : 7 em 19 possíveis.
Melhor que o companheiro de equipa em corrida: 9 em 14 possíveis.
Corridas terminadas: 16

Um piloto com mais experiência ser batido tantas vezes por um rookie... não fica muito bem.



21º Charles Pic - Nota 4

Uma das desilusões. Não esperávamos muito de Pic mas esperávamos que se mantivesse sem dificuldade à frente de Van der Garde. Não o fez e com isso levou castigo máximo. Porta de saída da F1. Não foi um ano bom para o francês, que tinha na Caterham uma casa que conhecia e onde podia evoluir. Mas quando vemos Van der Garde a fazer melhor, algo está mal. Perdeu a oportunidade de ficar no grande circo. Ficou a ideia que podia ter dado mais. Mas sai justamente pelo desempenho que teve.

Pontos: 0
Lugar: 20
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 11 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 8 em 12 possíveis.
Corridas terminadas: 15 

Na estatística o francês esteve de facto melhor mas na realidade o desempenho não foi assim tão bom. Van der Garde conseguiu dar nas vistas em pontos chave e de Pic esperava-se mais.



20º Max Chilton - Nota 4

Conseguiu bater o record de Tiago Monteiro acabando todas as corridas do ano. Mas andou quase sempre no último lugar. Dar luta ao seu colega de equipa estava fora de questão. Era demasiada areia para ele. Optou e bem pela regularidade e por não arriscar muito. Não é piloto para estas andanças mas tem carteira para compensar a falta de talento, e isso hoje em dia é cada vez mais importante, infelizmente. Quanto a nós foi dos rookies  que menos impressionou e foi dos piores do ano a nível geral. 

Pontos :0
Lugar: 23º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 1 em 18 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 2 em 16 possíveis.
Corridas terminadas: 19

Foi completamente esmagado por Bianchi. Não tem estofo para mais que isto. Conseguiu acabar as corridas todas mas isso não é suficiente.



19º Geido Van der Garde - Nota 4

Arranjar uma mulher que tenha o pai rico pode dar jeito. O sogro tem dinheiro e ajuda o holandês e ele não se faz rogado. Mas ainda assim não mostrou ser tão fraco quanto isso. Não o achamos bom piloto mas chegou a ter desempenhos francamente positivos para o que esperávamos dele. Deverá manter-se na F1 muito graças ao dinheiro que traz pois a nível de talento há muito melhor. Mas foi uma época positiva para um rookie. Estatisticamente ficou bem abaixo do companheiro de equipa mas teve prestações que foram mais vistosas que as do seu companheiro. 

Pontos: 0
Lugar: 22º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 8 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheir de equioa em corrida: 4 em 12 possíveis.
Corridas terminadas: 15

O dinheiro traz felicidade e Van der Garde sabe disso. Só assim se mantém. Evoluiu como piloto e até chegou a surpreender mas não é para ficar muito tempo.



18º Jean Eric Vergne - Nota 4

Outra das nossas desilusões. Sempre achamos Vergne “mais piloto” que Ricciardo. Na chuva o francês consegue invariavelmente ser melhor que o australiano. Mas falhou redondamente durante o ano todo. Não mostrou a qualidade que lhe reconhecemos. E agora está em risco pois a Toro Rosso não manteve Félix da Costa por acaso. Vergne terá de mostrar o melhor de si para se manter. Este ano foi simplesmente mau.

Pontos: 13
Lugar: 15º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 4 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 5 em 11 possíveis.
Corridas terminadas: 14

Tínhamos Vergne como o candidato à vaga da Red Bull, mas este ano falhou redondamente. Tem capacidade para mais. Mas neste momento estamos todos a torcer para que lhe corra mal. Afinal temos o nosso Formiga em fila de espera.



17º Esteban Gutierrez - Nota 5

O seu ano de estreia não foi o melhor. Sentia-se que o mexicano não estava preparado para a F1 e isso comprovou-se em pista. Com uma primeira metade de época muito tímida, não conseguiu causar uma boa ou má impressão. Foi um dos pilotos que menos se mostrou. A nível dos resultados, as coisas também não foram famosas. Mas na 2ª metade notou-se uma evolução no piloto, mas ainda assim não foi o suficiente para nos convencer. Talvez tenha dado o salto cedo demais. Não é ainda piloto para estas andanças. Muito macio, defende pouco o seu espaço e é pouco afoito a atacar. Notou-se que procurava bases neste primeiro ano. Mas uma primeira impressão é muito importante e a primeira impressão do mexicano… não é a melhor. Duvidamos que tenha realmente talento para se manter na F1 muito tempo.


Pontos:6
Lugar: 16º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 1 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 3 em 15 possíveis.
Corridas terminadas:17

Do outro lado estava Hulkenberg que é dos melhores do grid. O termo de comparação é ingrato para Gutierrez. Ainda assim nada provou para se manter.



16º Adrian Sutil - Nota 5

O alemão foi quase uma contratação de ultima hora para a Force India. Mostrou serviço desde o inicio, mas não conseguiu manter o nível. Di Resta foi melhor que Sutil e tem mais qualidade que o alemão. O alemão é um piloto bom para no máximo uma equipa de meio da tabela. Traz algum dinheiro e regularidade, mas não é piloto para deslumbrar. Esteve fantástico no Mónaco é certo mas apagou-se ao longo do ano. Di Resta foi claramente melhor na estatística e em tudo o resto.

Pontos: 29
Lugar: 13º 
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 8 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 4 em 12 possíveis.
Corridas terminadas: 15

Sutil não é grande piloto. Vai nos alegrando quando vemos a namorada dele mas em pista não é nada de mais. E tanto talento aí à espera de ter uma hipótese.



15º Felipe Massa - Nota 5

Foi mais uma época “à Massa pós 2009”. Começa com vontade e com bons resultados, mas vai caindo ao longo do ano. Mas desta vez a Ferrari não renovou com ele. Acaba assim uma longa relação. Foi o melhor para ambas as partes pois Massa precisava de um novo desafio e de sair da sombra de Alonso. Mas mais uma vez Massa ficou aquém do que pode e deve fazer. Não é um génio mas tem qualidade e velocidade para mais. Mostrou isso quando soube que não ia ficar na Scuderia e resolveu mostrar-se ao mundo. O problema de Massa será psicológico, lidando mal com a pressão. Veremos o que faz na Williams. Mas este ano foi fraco para aquilo que pode fazer.

Pontos: 112
Lugar: 8º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 8 em 18 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 1 em 16 possíveis.
Corridas terminadas: 17

Esperemos que a Williams lhe traga o desafio que necessita. Já conseguiu brilhar a alto nível. Será pena se não o voltar a fazer.



14º Sergio Perez - Nota 5

Esperávamos que este ano, fosse o ano de Perez. O ano em que mostraria que tem talento para ser um piloto de top. Mas infelizmente as contas saíram furadas. Uma McLaren mal preparada e com uma série de más decisões, prejudicaram ainda mais Perez, que se teve de adaptar a uma nova equipa e a novos métodos. Começou demasiado tímido, foi instigado pela equipa, o que o obrigou a ser mais agressivo. Mas houve momentos em que arriscou demais, o que lhe valeu criticas de pilotos e fãs da F1 chamando-o de piloto Kamikaze (o que para nós é claramente injusto). Não foi protegido o suficiente pela McLaren e teve de lutar sozinho contra todas as adversidades. É certo que não esteve ao seu nível. Melhorou nas qualificações (que eram o seu ponto fraco) fazendo várias vezes melhor que Button, mas em corrida nunca mostrou a qualidade que tem. Isso valeu lhe a saída inglória da equipa. Mas Perez é muito mais que isto. E ainda o vai provar. É juntamente com Hulkenberg o piloto no qual depositamos mais esperanças e acreditamos que se conseguir voltar a uma equipa de topo será para ser campeão ou pelo menos andar na luta pelo titulo. Normalmente não ficaria tão abaixo na nossa avaliação mas achamos que pode fazer muito melhor. Este ano não pode ser considerado nada positivo para o talento de Checo

Pontos: 49
Lugar: 11º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 10 em 19 possíveis. 
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 6 em 19 possíveis.
Corridas terminadas:19

Novo ano, nova vida e nova equipa. Force India é  um passo atrás mas as vezes é bom recuar para ganhar balanço para um salto maior ainda. Temos muita fé neste piloto.



13º Valtteri Bottas -  Nota 6

Outro rookie que entrou em 2013 pela porta difícil. A Williams com um carro sofrível não lhe deu as melhores das boas vindas ao grande circo e o finlandês teve de trabalhar muito para conseguir mostrar valor. Mas no final, conseguiu mostrar que pode ser um bom piloto. Esteve muitas vezes à frente do seu colega de equipa e teve alguns desempenhos interessantes. Vai ficar na equipa merecidamente, pois merece outra oportunidade. Não é um Hakkinen ou um Raikkonen, mas o finlandês tem qualidade. Veremos como evolui mas tem qualidade para se manter. Mas enfrentar o 1º ano com estas dificuldades e ficar ainda assim com saldo positivo é muito bom.

Pontos: 1
Lugar: 17º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 12 em 19 possíveis
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 5 em 14 possíveis
Corridas terminadas: 17 

Falta lhe aquele génio típico dos finlandeses. Mas ainda assim foi boa decisão manter Bottas na equipa na equipa. Pode dar mais com um bom carro... Mas não esperamos golpes de génio.



12º Paul di Resta - Nota 6

O britanico começou mal o ano mas foi subindo de rendimento gradualmente. Conseguiu fazer geralmente melhor que o seu colega de equipa e apenas não brilhou mais porque a equipa o deixou ficar mal nas qualificações muitas vezes. É dos bons pilotos do grid ( que infelizmente vai sair, de forma injusta), e mostrou isso este ano. A Force India não lhe deu as ferramentas que ele precisava para brilhar mas ainda assim conseguiu conquistar o nosso respeito. 

Pontos: 48
Lugar: 12º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 11 em 19 possíveis
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 8 em 12 possíveis
Corridas terminadas: 15 em 19

Claramente injusta a saída da F1. Tem qualidade para ficar e fazer melhor. Mas isto do grande circo é injusto. Merecia ficar.




11º Daniel Ricciardo-  Nota 6

Foi o melhor piloto da Toro Rosso e isso valeu lhe o prémio de subir à Red Bull. Não é um piloto que nos encha as medidas, mas é competente e eficaz em corrida. Nas qualificações precisa de mais e em pista molhada fica a perder para Vergne. A Toro Rosso deve a Ricciardo muitos dos pontos deste ano, e a subida “à equipa principal” é um prémio justo, para o trabalho que desenvolveu. Mas só subiu porque há um senhor chamado Vettel na Red Bull. Caso contrário e se fosse preciso um piloto para assumir-se como nº1, o lugar que agora ocupa seria apenas um sonho. Há pilotos com mais qualidade que ele no grid. Mas ainda assim tem valor para se mostrar a bom nível e ser um bom “team player”. Este ano brilhou e fez pela vida. 

Pontos: 20
Lugar: 14º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 15 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 6 em 11 possíveis.
Corridas terminadas: 16

Estar no lugar certo à hora certa e aproveitar. Há que dar mérito por isso. Mas vai ter vida difícil na Red Bull.




Fotos:
retiradas do Google

Fontes:





Fábio Mendes

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Resumo da época 2013 de Fórmula 1 - Parte 1

O inevitável resumo da época. Passamos em revista os principais acontecimentos do ano. Para começar, uma ligeira pincelada sobre o que se passou durante o ano. Para quem quiser saber mais sobre alguma das corridas, deixamos no final do texto os links dos textos das 19 provas.


2013 começava praticamente como começou 2012. Com muita expectativa, pois no Grid encontravam-se 5 Campeões do Mundo. Este seria também o último ano dos motores 2.8 L V8. Com muitas mudanças para 2014, não se previam alterações profundas nos carros. Apenas ajustamentos dos monolugares do ano anterior.

Havia curiosidade para saber se a Sauber ia manter os níveis do ano passado e se a McLaren e Ferrari conseguiriam finalmente vencer a Red Bull. Na Mercedes, a exigência era maior mas ainda não se exigiam títulos. Apenas bons resultados e o seguimento do crescimento sustentado da equipa. A Lotus era a grande incógnita. Seria capaz de manter ou melhorar os resultados do ano passado? Ou pelo contrário, teria ficado para trás em relação aos grandes do Paddock?

1ª Metade
 
O início da época foi bastante animado. As corridas da Austrália, Malásia e Bahrain tiveram muita acção. Muitas ultrapassagens, muitos Pit Stop´s devido aos pneus, que foram o centro das atenções no início da época.

O GP da Malásia foi o mais controverso do ano, com a Mercedes a recusar a ultrapassagem de Rosberg sobre Hamilton, que ia quase a passo, e o famoso “Multi21. Vettel ignorou as ordens da equipa e ultrapassou Webber. Foi a gota de água, numa relação já muito fragilizada.

No Bahrain, também Button e Perez resolveram lutar em pista, com o mexicano a ser agressivo, algo que Button não estava habituado até então.

O GP da Espanha viu Alonso vencer de forma brilhante, com todos a pensar que seria a partir de aqui que o Ferrari mostraria todo o seu potencial, visto ter prometido muito durante as primeiras corridas, sem no entanto traduzir essas promessas em vitórias.

Mónaco recheado de acção, com Rosberg a vencer onde o pai tinha vencido 30 anos antes. Foi no Mónaco que surgiu a polémica dos testes da Mercedes, em Espanha com a Pirelli, com Red Bull e Ferrari a protestarem.

Seguiu-se o Canadá, com Vettel a vencer, dominando toda a prova de forma categórica e os Mercedes a ficarem em 2º e 3º. Foi neste GP que Mark Robinson, comissário de corrida, faleceu.

Para acabar com a primeira metade da época veio Silvestone, onde Rosberg voltou a vencer. Mas o grande destaque da corrida foram os sucessivos rebentamentos dos pneus. Isto levou a que uma onda de protestos se levantasse e obrigasse a Pirelli a mudar os compostos dos pneus, por motivos de segurança. Foi o final das corridas animadas de 2013. A primeira metade teve de tudo um pouco, com polémica, boas corridas, boas ultrapassagens, em grande parte por causa dos pneus. Duravam pouco e obrigavam a inúmeras paragens na box. Mas as corridas eram muito mais animadas. Os sucessivos rebentamentos dos pneus, levaram à mudança, que tornou o resto da época mais enfadonha.

Destaques para Vettel, que esteve sempre nos lugares da frente, Raikkonen que lutava com as armas que tinha e ia brilhando ao mais alto nível, mostrando todo o seu talento e os Mercedes, que de “outsiders” passavam a contar para luta pelo titulo.

A Ferrari parecia uma promessa eternamente adiada e não conseguia mostrar o seu valor, a McLaren estava muito mal, tal como a Williams e a Sauber. Force India (excelente forma de Di Resta) fazia um campeonato muito bom, juntamente com a Toro Rosso (Ricciardo que vinha fazendo muito melhor que Vergne, conquistou assim a vaga na Red Bull).


2ª Metade.

A segunda metade da época trouxe ainda um GP da Hungria animado, cheio de acção, com Hamilton a vencer. Mas a partir daí, foi um domínio completo e absoluto da Red Bull.

9 vitórias seguidas são o espelho fiel do que aconteceu na 2ª metade. Pole para Vettel, que nas primeiras voltas da corrida conseguia dar 3 segundos de avanço, ficando longe do perigo do DRS, para partir daí ir cavando o fosso de forma gradual, até ter tempo de ir as boxes, voltar ainda em primeiro e vencer. Foi constantemente assim.

É redutor resumir a 2ª parte da época com isto, mas quem quiser mais pormenores, tem a lista de resumos das 19 provas ( corridas e qualificação). Foi um domínio avassalador da Red Bull. Desde a troca de compostos dos tão criticados pneus, que as corridas ficaram algo monótonas. O RB9 deste ano entrará para a história como um dos melhores de sempre, tal era a vantagem em relação aos outros.

Na luta pelos segundos lugares, a animação podia ter sido maior, mas vários factores "extra corrida" impediram isso de acontecer. Ainda assim, vários pilotos se destacaram. Hulkenberg  (a Sauber também evoluiu muito e esteve em excelente plano no final do ano) e Grosjean foram os grandes destaques da 2ª metade, com corridas brilhantes e excelentes resultados. Perez ainda deu um ar da sua graça, mas pouco para aquilo a que nos habituou.

A Force India baixou muito, tanto a nível de carro como de pilotos, já como o foco já estava claramente em 2014 (dificuldades financeiras a isso obrigaram) tal como a Toro Rosso, que eram as que mais beneficiavam dos compostos mais “macios” dos pneus. Essa vantagem esfumou-se e o resultado está à vista. As duas equipas caíram muito de produção.

Ainda assim houve acção fora das pistas, com Raikkonen a assinar pela Ferrari e passando a ter um tratamento pouco amigável por parte da equipa, o que levou à separação precoce do finlandês com a Lotus. Foi o ponto onde a Lotus perdeu a luta pela 2ª posição. Até o titulo pareceu uma possibilidade, a certo ponto, mas a realidade veio ao de cima e o 2º lugar seria o melhor posto. Mas a polémica Raikkonen, levou à saída do finlandês (entrada de Kovalainen para as 2 últimas corridas).

Massa também soube que não iria renovar com a Ferrari e arranjou como nova casa a Williams.

2013 fica também marcada pela saída de Webber da F1. O australiano fez história na modalidade e conseguiu conquistar muitos fãs pela sua honestidade e boa disposição. Não teve talento suficiente para suplantar Vettel mas deixou uma marca muito boa na F1. Será sempre relembrado.


Fica feita a primeira parte do Resumo do ano, com a análise dos pilotos e das equipas a seguirem-se em breve. Deixamos também a lista dos resumos das 19 provas do ano para quem quiser ver em mais pormenor as provas.


Lista dos resumos da prova:

Austrália


Malásia


China



Bahrain


Espanha


Mónaco


Canadá:


Grã Bretanha:



Alemanha:



Hungria:


Bélgica:


Itália:


Singapura:


Coreia do Sul:


Japão:


Índia:


Abu Dhabi:


EUA:


Brasil:



Fábio Mendes