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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

WRC: Rally da Austrália. Análise aos pilotos.

É hora de analisar o desempenho dos pilotos que ficaram no top 10. Grande destaque para os pilotos VW como é óbvio.


Ogier: 
Foi dura e intensa a luta com J. M. Latvala, daquelas que prendem os olhos à tela do computador até a decisão final. É claro e bem evidente que estes dois são de um nível diferente, o que eleva ainda mais o mérito de Ogier, pois ele tem concorrência à altura e esta foi a prova disso mesmo. Caminha a passos certos para o segundo título, cheio de mérito pois este francês tem talento para dar e vender. Bater Latvala no braço quando este não vai “à vala”, não é o para todos, é só para Ogier. Nota máxima é claro.

WRC – Rally da Austrália (resumo final). Austrália pintada em tons de “azul e branco”.

Foto: Volkswagen Motorsport
Foi em festa e com as cores da Volkswagen que terminou mais uma edição do Rally da Austrália, 10ª prova da temporada do WRC, e que consagrou desde já a marca alemã com o título mundial de construtores, e com mais uma vitória para o francês S. Ogier, voltando assim ao domínio a que nos tem habituado ao longo desta temporada.

É um facto que ver o francês vencer não é novidade, mas desengane-se quem acha que foram "favas contadas". Contados só mesmo os segundos que separaram Ogier do seu colega de equipa J. M. Latvala que foi 2º na geral a apenas 6´s do vencedor, batendo-se até ao último metro de prova, nunca desistindo do lugar mais alto do pódio, valorizando ainda mais a grande vitória de S. Ogier.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

WRC – Rally da Austrália (1º dia). Ogier lidera com margem mínima, em prova muito disputada.

Foto: McKlein 
Terminou o primeiro dia do Rally da Austrália, que se disputou sob a toada do equilíbrio, e desta vez imagine-se, entre os 5 primeiros da geral envolvendo 3 construtores diferentes, e conforme o que já tínhamos antecipado, apenas a Hyundai não coloca nenhum dos 3 pilotos inscritos na prova na luta pela vitória no rally.

Ogier termina na frente este primeiro dia que conteve 8 especiais cronometradas, ele que também tinha começado por ser o primeiro líder da prova, perdeu essa mesma liderança na passagem pela SS3 para K. Meeke, que até a SS6 liderou o rally. O piloto da Citroen iria perder essa mesma posição nas duas últimas especiais do dia, a curta Super Especial de apenas 1,56km, adoptando uma condução demasiado defensiva, caindo inclusive para a 4ª posição da geral final, na conclusão deste primeiro dia, embora as diferenças entres os 5 primeiros não exceda ao 8´s.

domingo, 16 de março de 2014

F1 - GP da Austrália: Destaques da corrida.

Mercedes: 
Podia ter sido um dia excelente mas foi apenas um dia bom. É claro que ainda não há quem lhes faça frente (algo que mudará em breve), mas a desistência de Hamilton é um ponto muito negativo. Primeiro porque o britânico perde o que podiam ter sido pontos fáceis ( 1º ou 2º lugar estavam mais que garantidos) e depois porque já se conhece a instabilidade de Hamilton quando as coisas não lhe correm bem. Rosberg fez o que lhe competia e dominou de forma avassaladora. É também forte candidato ao titulo. Tem qualidade para isso e o carro ajuda muito.


McLaren:
O regresso muito esperado aos pódios. E como a história se repete, novamente um rookie a sair da 4ª posição e a acabar em 3º, fazendo uma corrida excelente (um tal de Hamilton começou assim também). Agressivo, mas muito frio, Magnussen tem os ingredientes todos para ser um nome de relevo na F1. A amostra de hoje prova isso mesmo. Já Button fez uma óptima corrida, com a ajuda de uma estratégia muito boa que permitiu que subisse até ao 4º lugar. A McLaren tem potencial para desafiar a Mercedes. Vamos esperar e ver se o conseguem.


Red Bull:
Do pesadelo ao sonho, regressando ao pesadelo. Depois da bateria de testes ter corrido francamente mal, toda a gente ficou de queixo caído quando viu os Bull´s a lutarem pelos lugares da frente. Aliás um Bull. Ricciardo fez o seu melhor fim de semana na F1 e merece todos os elogios por isso. Foi brilhante e não merece a desclassificação. Vettel teve um fim de semana para esquecer com muitos problemas no carro. Mas este passo que a Red Bull deu foi de gigante e a equipa toda merecia o pódio que Ricciardo conquistou. Não é para qualquer equipa dar a volta a uma situação tão negativa. O carro tem um potencial enorme. Mas esta desclassificação podia ter sido evitada.


Ferrari:
Uma desilusão. O carro ainda tem muito para evoluir. Difícil de conduzir e com muitos problemas, a Scuderia ainda está longe de ser verdadeiramente competitiva. Alonso teve muitas dificuldades para  passar Hulkenberg, que foi aguentando o espanhol sem grandes problemas, só sendo passado nas boxes, e Kimi andou sempre com muitos problemas no carro. Começa mal o ano para a Ferrari. Esperávamos muito mais. É tempo de analisar e corrigir o comportamento do carro que parece ser muito nervoso. Se começam já a perder pontos, o ambiente em Maranello pode azedar depressa.


Williams:
Podia ter sido um dia em grande, mas Kobayashi tratou de deitar por terra as hipóteses de Massa. Acreditamos que podia ter lutado por um lugar na frente, caso não tivesse sido empurrado para a desistência. Mas Bottas tratou de salvar o nome da equipa, fazendo uma corrida muito boa. Lutou muito, mostrou que o carro tem andamento para mais e que o pódio pode ser uma realidade para breve. O resultado não foi o melhor mas a impressão que o Williams deixou este fim de semana é muito boa. Temos mesmo a Williams de volta.

Force India:
Hulkenberg esteve muito bem. Aguentou Alonso em pista e manteve-se nos lugares da frente aproveitando o potencial do carro. Mantém a forma do ano passado e se o carro evoluir, poderá sonhar com o pódio. Perez esteve irreconhecível. Uma prova para esquecer. Tem de voltar e depressa ao Perez da Sauber. Pode e deve fazer mais. É verdade que teve um furo, que o fez perder muito tempo, mas demorou demasiado a passar por Sutil, que deveria ter sido uma presa fácil. Queremos Perez de volta e depressa.


Toro Rosso:
As equipas patrocinadas pela Red Bull devem ter bebido litradas da bebida energética, pois foram buscar asas onde ninguém esperaria. Ao ver os treinos e as constantes saídas de pista dos Toro Rosso, pensamos que nunca conseguiriam acabar a corrida. Tanto acabaram como pontuaram.  Vergne esteve bem até ao final, mas deitou tudo a perder com erros que custaram uma posição melhor. Kvyat fez uma corrida boa. Não arriscou em demasia, controlou as operações e mostrou talento. Gostaríamos de ver outro piloto no seu lugar, mas temos de admitir que o rapaz não é nada mau.


Sauber:
Passaram completamente ao lado da corrida. Nem demos por eles. O carro tem um caminho longo pela frente e os pilotos não deslumbraram. A Sauber mostrou no ano passado que pode dar a volta a situações difíceis, por isso vamos ver o que conseguem este ano mas a primeira corrida não foi mais do que coleccionar dados para o futuro. A falta de velocidade tem de ser corrigida rapidamente.


Marussia:
Chilton acabou na frente de Bianchi, o que já por si só merece destaque. Mas os carros tiveram problemas no arranque da corrida e o francês ficou muito tempo na box, regressando já quando estavam decorridas 6 voltas. Foi mais um teste para a equipa, que no entanto começa já a ganhar vantagem em relação a Caterham.


Caterham:
Um dia para esquecer. Kobayashi fez uma manobra "kamikaze" e borrou a pintura. Ele que podia ter sido um dos heróis do dia, depois de ter brilhado na qualificação, estragou tudo logo na primeira curva. Já Ericson passou discreto, até desistir a meio da corrida. Foi um fim de semana como a frente do Caterham… nada bonito de se ver.



Lotus:
Mais um dia de testes. Acabar a corrida seria sempre complicado, mas não ficaram longe de  o fazer. Problemas nos sistemas de recuperação de energia ditaram o abandono dos dois carros, mas ainda assim fizeram mais voltas que o esperado, como tal não pode ser considerado um dia catastrófico. O nível de desenvolvimento do carro é preocupante e é necessário muito trabalho para colocar o carro ao nível dos carros de meio da tabela. Um ano longo para a Lotus em perspectiva.


Os carros:
Para quem duvida da dificuldade em controlar os carros, basta ver o arranque de Magnussen para perceber que estes carros são de difícil trato. O carro deu um "coice" espantoso, e só uma grande recuperação de Magnussen evitou que fosse parar ao muro. Imagens como estas foram recorrentes, com carro de lado e muito trabalho dos pilotos. Queriam um campeonato onde os pilotos tem mais importância que as máquinas? Aí o têm.



Fotos:
retiradas de google.pt




Fábio Mendes

F1 - GP da Austrália: A nova era começa com Rosberg na frente. Ricciardo com um fim de semana de sonho e Magnussen a mostrar que pode ser enorme.

Foi uma corrida interessante de seguir, não tão emocionante como a qualificação, algo que era previsivel dadas as muitas novidades. O ritmo dos carros ainda não é o melhor, mas tudo aponta para que venham a ser mais rápidos que os da geração passada. A expectativa era grande e muitas dúvidas havia se a maioria dos carros iria conseguir chegar ao fim da prova.

Na largada, ficou claro que o carro de Hamilton tinha problemas, pois foi passado por Rosberg e Ricciardo, ficando pressionado por Magnussen. Na entrada para a primeira curva, Kobayashi com um enorme erro, saiu de pista e levou com ele Felipe Massa. O japonês foi demasiado guloso e travou muito tarde, levando ao abandono dos dois pilotos. Hulkenberg também teve uma largada muito boa, levando-o facilmente até ao 4º lugar, uma vez que Hamilton não se conseguia defender. Vettel também se queixava de falta de potência no seu Red Bull, perdendo muitos lugares.

Na volta 5 Hamilton foi obrigado a desistir. Um problema no motor levou a estar a operar só com 5 cilindros, originando uma perda de potência que não permitira ao piloto continuar. Segundos mais tarde seria Vettel a regressar mais cedo à boxe e desistir.

Na pista, Bottas dava espectáculo, proporcionando excelentes manobras ( ultrapassagem a Kimi foi um dos momentos altos), mas levou o seu esforço demasiado longe, ao embater num muro com a roda traseira direita. O resultado foi uma roda partida, o regresso as boxes para trocar de pneus e um suspiro de alivio por não ter danificado mais o carro. Em consequência do acidente, o Safety Car entrou para que os pedaços da roda do Williams fossem recolhidos.

Na frente Rosberg não tinha concorrência à altura, ganhando segundo atrás de segundo. Alonso ocupava a 5ª posição, atacando Hulkenberg, mas sem argumentos para passar o Force India e Button, que recuperou muitas posições na largada, seguia em 6º, sendo o grupo que mais interesse suscitava.

Na volta 29, Ericsson parava o seu Caterham fora de pista, também com problemas, levando a mais uma desistência.

Na volta 34 e numa jogada estratégica brilhante, a McLaren faz entrar Button nas boxes, apanhando a Force India e a Ferrari de surpresa e ficando o britânico virtualmente na frente dos dois carros, algo que se confirmou voltas mais tarde, quando Alonso e “Hulk” foram trocar de pneus.

Bottas recuperava o tempo perdido, fazendo mais um par de boas ultrapassagens e subindo para a 8ª posição.

Maldonado abandonou a corrida, com problemas na unidade de recuperação de energia, algo que sucedeu ao seu companheiro de equipa mais tarde. Ainda assim quem viu a Lotus ontem nunca pensaria que conseguiriam fazer um máximo de 45 voltas.

Os Toro Rosso seguiam no top 10, para espanto de toda a gente com Vergne muito bem até o final, (onde começou a perder a calma e em consequência disso vários lugares) e Kvyat, que seguia mais atrás, mas que ainda assim, ia fazendo a corrida necessária para conquistar pontos no final.

Com Rosberg a 20 segundos do 2º, a batalha final seria entre Ricciardo e Magnussen, com Button a aproximar-se rapidamente. O dinamarquês ainda tentou atacar Ricciardo, mas foi obrigado a abrandar, para poupar algum combustível. Nas últimas duas voltas teve luz verde para atacar novamente, mas já era tarde.

Vitória para Rosberg e 2 estreias no pódio com Ricciardo a fazer segundo em frente ao seu público e Magnussen a estrear-se de forma soberba com um mais que merecido 3º lugar.




Nota Final:

Daniel Ricciardo foi desclassificado. A FIA diz que o seu carro não cumpriu a regra que obriga que o fluxo máximo de 100kg de combustível por hora, não possa ser ultrapassado. Pelos vistos a Red Bull usou de forma não autorizada um modelo de medição do fluxo, em vez de usar o dispositivo da FIA. Os comissários avaliaram o fluxo de combustível e avisaram a Red Bull na corrida que este era demasiado elevado, mas a equipa não quis saber da recomendação e continuou alegando que segundo os seus cálculos o fluxo era legal.

A Red Bull já recorreu da sentença e provavelmente irá alegar que o dispositivo fornecido pela FIA não é fiável, pois nas sessões de treino as leituras foram diferentes. A equipa notou que as leituras na FP3 eram diferentes da FP2 e FP1, o que levou a trocas sucessivas do dispositivo. Como a equipa não confiou no dispositivo, usou a sua própria forma de calcular o fluxo de combustível, sem no entanto pedir autorização à FIA violando as regras impostas. Veremos qual será o verdicto final mas por enquanto a classificação final é a seguinte:


Classificação:



Fonte:
racecar-engineering.com
autosport.com
autosport.pt
f1today.net

fotos:
retiradas de google.pt



Fábio Mendes

sábado, 15 de março de 2014

F1 - GP da Austrália: O mundo ao contrário. Qualificação cheia de surpresas, onde a chuva veio ajudar ao espectáculo.


Finalmente! Depois da espera, das inúmeras mudanças e dos testes, chegou a competição a sério. O GP da Austrália marca o início de uma nova era. Muita gente olhava (e ainda olha) com desconfiança para esta nova realidade, mas o melhor mesmo é adaptar-nos. E o resultado desta revolução, para já, foi uma qualificação emocionante, como há muito não se via.

Na hora de treinos que antecedeu a qualificação, a tendência foi similar à das duas primeiras sessões, com Rosberg a figurar no topo da tabela, seguido de Button e Alonso. Os Force India mostravam-se em bom plano, Magnussen mantinha-se discreto e Vettel  só aparecia no 12º lugar. Caterham e Lotus mantinham-se com os problemas das primeiras sessões.

Na qualificação, tudo mudou com chegada da chuva. Foi a primeira vez que estes monolugares enfrentaram a chuva em pista. Os carros, com tanto binário nas saídas de curva, tornaram-se muito difíceis de conduzir, mas produziram imagens espectaculares.

Na Q1, ainda com piso seco, ficou confirmado que a Lotus e Caterham continuam com muitos problemas… Excepto Kobayashi, que surpreendentemente conseguiu passar à Q2, para alegria da equipa. Maldonado nem chegou a sair para a pista, com problemas no monolugar e Grosjean, claramente desagradado com o carro, tentou lutar mas o sistema de travagem era impossível de dominar. Gutierrez, com problemas de caixa, teve de regressar mais cedo e como tal não pode melhorar o tempo que fez. Na Marussia, Chilton ficou na frente do seu colega de equipa e falhou por pouco a passagem a Q2 (primeira surpresa).

A Q2 marcou a chegada da chuva e com isso o baralhar das contas. Ricciardo mostrava-se em grande forma, fazendo frente aos Mercedes, Button até vinha a mostrar bom andamento, tal como o seu companheiro de equipa e Alonso também andava pelos lugares de cima, algo que o Kimi teve mais dificuldade a fazer. Mas nos últimos minutos, já com novos pneus colocados e com a pista ainda molhada, a tabela ficou virada do avesso, com Ricciardo e os Mercedes ainda na frente, mas com Button a ficar de fora, com Raikkonen a ficar também eliminado, tendo perdido o controlo do F14T, embatendo contra um muro e provocando bandeiras amarelas, que prejudicaram quem ia na última volta lançada (como foi o caso de Button). Vettel não conseguiu também passar à Q3, com problemas no carro (para gáudio do muito publico presente). Kobayashi conseguia ficar num excelente 15º, à frente de Perez, e Sutil também ficava por esta fase, sem carro para mais.

Para a Q3, passavam de forma absolutamente surpreendente os dois carros da Toro Rosso, e Magnussen com uma última volta muito boa, ele que andava tímido nos treinos livres.

A Q3 trouxe uma pista mais molhada e com muitos carros a saírem com pneus de chuva, em vez dos intermédios. Mais uma vez, a batalha pela frente foi entre Mercedes e Ricciardo. Kvyat ainda conseguiu figurar por uma vez no topo da lista e os Williams, nunca conseguiram mostrar ritmo para chegar de facto aos lugares da frente.

A última volta lançada foi digna de um filme de suspense. Rosberg foi  1º a passar pela bandeira de xadrez, ficando com o1º lugar, sendo destronado de imediato por Ricciardo. Mas Hamilton, com uma volta soberba, conseguiu ficar com a pole, mesmo tendo quase perdido o carro a meio da sua volta. 

Magnussen fazia um excelente 4º, seguido de Alonso, cuja performance desiludiu, Jean Eric Vergne em 6º (o francês em pista molhada é excelente), Hulkenberg, Kvyat (com uma excelente primeira sessão de qualificação) e por fim os dois Williams.


Um final estonteante, imagens fenomenais, com os pilotos a terem de se esforçar mesmo muito para segurar os carros e um resultado completamente inesperado. Se isto for a nova F1 estamos contentes por isso.

Resultado da Qualificação:




Destaques:

Mercedes: 
O favoritismo confirmou-se. Estes Mercedes estão fortes e hoje provaram porquê. Hamilton consegue a primeira pole da época, de forma espectacular e Rosberg com o 3º lugar tem grandes hipóteses de terminar no pódio. Nota-se um deteriorar da relação entre Rosberg e Hamilton e se a luta pelo titulo for entre eles a situação não melhorará. No meio de tantas surpresas, esta pole foi o que menos surpreendeu.


Red Bull: 
Quem viu o carro no Bahrain e viu na qualificação em Melbourne, pode pensar que estava a ver uma época diferente. A Red Bull deu um passo de gigante em frente, mostrando que nunca é sensato descartar os Bull´s dos lugares da frente. O carro é muito bom em curva, mas a unidade motriz ainda é o calcanhar de Aquiles do RB10. Vettel, com falta de potencia, não conseguiu melhor que 12º, ele que já não se lembrava o que era ficar de fora na Q2 e Ricciardo deu espectáculo. Lutou como ninguém esperaria pela pole, na sua terra Natal e foi o melhor Red Bull. Uma entrada de sonho. Se terá carro para aguentar as 58 voltas é outra história, mas o australiano pode ficar contente com a sua prestação.

McLaren: 
Button viu se arredado da Q3 devido às bandeiras amarelas mostradas aquando do acidente de Raikkonen. Button mostrou –se sempre muito confortável com o carro e esperávamos que conseguisse um lugar no top 3. Mas a última volta na Q2 foi fatal para as aspirações do britânico. Magnussen é que surpreendeu toda a gente. O ritmo dos treinos não foi nada de estrondoso, mas na qualificação o jovem dinamarquês mostrou que tem talento para dar e vender. Conseguiu o 4º lugar e sai de uma posição privilegiada para atacar o pódio. Este Magnussen ainda vai dar muito que falar.


Ferrari: 
Novo ano, novo carro a história de sempre. Falta de performance do carro. Alonso não fez melhor que 5º, embora nos pareça que podia ter feito melhor, e Kimi com problemas no seu carro, nunca conseguiu fazer uma volta “à Kimi”. O Ferrari é difícil de conduzir, pouco estável e os pilotos pagaram por isso. Kimi estava claramente agastado com a situação e Alonso disse que não tinha ilusões sobre o andamento do carro e que ainda era necessário melhorar. Uma das desilusões do dia. Têm de fazer melhor.


Toro Rosso: 
Quem apostou que a Toro Rosso ia passar a Q3, foi decerto convidado a vestir um colete de forças. Mas a verdade é que conseguiram, com uma grande ajuda da chuva. Vergne em piso molhado é dos melhores e Kvyat mostrou talento, embora tenha perdido controlo do carro na última volta, o que podia ter custado caro ao russo. Em corrida suspeitamos que não conseguirão manter posições, pois o carro tem muitos problemas a resolver. Mas para quem estava a ter um fim de semana tão mau. 5º e 8º na qualificação é excelente.


Force India: 
Outra das desilusões do dia. Esperávamos ver a Force a lutar pelo top5, mas na qualificação isso nunca pareceu possível. Perez esteve francamente mal e apenas Hulkenberg mostrou qualidade para mais. O carro não mostrou ainda os argumentos do Bahrain, mas esperamos ver algo mais em corrida. Destaque negativo para Perez. Gostamos muito do mexicano, mas tem de começar a mostrar mais. Do outro lado da garagem está um piloto cada vez mais maduro e com muita qualidade que o pode ofuscar definitivamente. Hulkeneberg está muito optimista em relação ao carro. Esperemos que este optimismo se confirme.


Williams: 
Outra das desilusões. Quem esperava ver um Williams no top 5 ( tal como nós) enganou-se. O carro é bom e pode dar mais, mas em piso molhado, Massa e Bottas tiveram de suar para segurar o carro que perdeu muita aderência. É provável que a corrida traga uma Williams mais forte, mas a qualificação deixou muito a desejar. Ainda assim o optimismo é palavra de ordem na Williams. Se a corrida for em piso seco, convém contar com eles para a luta pelo pódio. Bottas terá uma penalização, pois teve problemas de caixa e terá de trocar o componente.


Sauber:
Já se sabia que havia muito para resolver e que este fim de semana não seria o melhor. Sutil ainda conseguiu ir à Q2, mas dificilmente o carro daria para mais. Gutierrez, com problemas de caixa, teve de recolher mais cedo às boxes. Não estamos a ver a Sauber fazer mais que isto este fim de semana. Gutierrez, com o problema de caixa e a consequente penalização terá de largar da última posição.


Caterham: 
Seria sempre uma qualificação difícil, com tão poucas voltas feitas nos treinos. Mas Kobayashi voltou em grande e conseguiu  fazer um impressionante 15º. Quem diria! Já Ericsson com poucas experiência e poucas voltas dadas, não arriscou e fez o 20º. Mas o resultado de Kobayashi merece destaque e poderá dar novo animo à equipa.



Marussia: 
Bianchi teve problemas electrónicos no carro que impediram de lutar de igual para igual com Chilton, que ficou contente com a sua qualificação, iniciando a época na frente do seu colega de equipa. Não acreditamos que se irá repetir muitas vezes. A Marussia parece estar ligeiramente melhor que a Caterham a nível da fiabilidade, mas Kobayashi fez a diferença hoje.



Lotus: 
Um carro na garagem e outro impossível de conduzir. Um fim de semana extremamente frustrante para a Lotus. O carro parece muito instável em travagem e as saídas de pista foram recorrentes. Uma unidade motriz já "ardeu”  e as perspectivas futuras não são as melhores. É uma pena ver a Lotus assim. Esperemos que melhorem no próximo GP. Se acabarem este será uma enorme vitória.


Ultima nota:

Ver estes carros a dançar e de lado nas curvas, mostra bem que este ano o talento do piloto será um factor fundamental. O pé direito terá de estar muito afinado e a concentração sempre no máximo. O talento já era importante mas este ano será ainda mais.



Fica o grid para amanhã:

1. Lewis Hamilton Mercedes 1m44.231s
2. Daniel Ricciardo Red Bull-Renault 1m44.548s +0.317s
3. Nico Rosberg Mercedes 1m44.595s +0.364s
4. Kevin Magnussen McLaren-Mercedes 1m45.745s +1.514s
5. Fernando Alonso Ferrari 1m45.819s +1.588s

6. Jean-Eric Vergne Toro Rosso-Renault 1m45.864s +1.633s
7. Nico Hulkenberg Force India-Mercedes 1m46.030s +1.799s
8. Daniil Kvyat Toro Rosso-Renault 1m47.360s +3.129s
9. Felipe Massa Williams-Mercedes 1m48.079s +3.848s
10. Jenson Button McLaren-Mercedes 1m44.437s +2.173s

11. Kimi Raikkonen Ferrari 1m44.494s +2.230s
12. Sebastian Vettel Red Bull-Renault 1m44.668s +2.404s
13. Adrian Sutil Sauber-Ferrari 1m45.655s +3.391s
14. Kamui Kobayashi Caterham-Renault 1m45.867s +3.603s
15. Valtteri Bottas Williams-Mercedes 1m48.147s +3.916s (5 posições)
16. Sergio Perez Force India-Mercedes 1m47.293s +5.029s
17. Max Chilton Marussia-Ferrari 1m34.293s +4.118s
18. Jules Bianchi Marussia-Ferrari 1m34.794s +4.619s
19. Marcus Ericsson Caterham-Renault 1m35.157s +4.982s
20. Romain Grosjean Lotus-Renault 1m36.993s +6.818s

21. Pastor Maldonado Lotus-Renault Sem tempo



Fontes:
autosport.pt
autosport.com
planetf1.com
f1today.net

Fotos:
retiradas de google.pt



Fábio Mendes


sexta-feira, 14 de março de 2014

Notas Breves dos treinos em Melbourne.

Após as 2 primeiras sessões de treinos para o GP da Austrália vamos apontar alguns aspectos que merecem atenção.

- A Mercedes, com uma primeira sessão muito discreta, assumiu o favoritismo na 2ª, dominando a tabela de tempos. Embora pelo que se viu em pista, o domínio poderá não ser tão absoluto como se previa. A verdade é que os Silver Arrows tem tudo para brilhar.

- A McLaren parece ter melhorado o seu carro e Button parece estar confortável no monolugar. Fez sempre tempos muito próximos do topo. Já Magnussen foi mais discreto do que foi nos testes do Bahrain.

- A Ferrari parece ter um carro complicado de conduzir. Alonso pareceu melhor que Kimi, que teve de lutar bastante com o carro para o manter em pista. A nível de ritmo, parece que as suspeitas que tínhamos, que a Ferrari andava a fazer Bluff, se confirmam.

- A Lotus e a Caterham vão ter um fim de semana horrível. Muitos problemas para resolver para as duas equipas. Rodaram muito pouco e este fim de semana não será mais que um teste para eles.

- O sistema Brake by Wire está a dar muitas dores de cabeça às equipas, especialmente à Toro Rosso e a Lotus. Kvyat e Vergne tiveram várias saídas de pista, em consequência de bloquearem as rodas dos seus carros. Gorsjean também danificou bastante o seu carro, devido a uma saída, claramente influenciada pelo dito sistema. E este sistema é fundamental para manter a estabilidade do carro. Explicaremos este sistema mais tarde.

- Williams e Force India parecem confirmar que tem carro para andar no top 5. Os carros parecem estáveis e o motor Mercedes dá garantias. O Force India é muito poupado nos pneus. Isso aliado a Sérgio Perez que é capaz de poupar ainda mais as borrachas, poderá fazer da Force India a "Lotus de 2013", cujo segredo do sucesso foi para menos que as outras equipas.

- O grande destaque vai para a Red Bull. Muita gente pensaria que vinham para a Austrália em modo de sobrevivência. Mas pelo ritmo que o carro mostrou, se o motor aguentar, poderão fazer bem melhor que isso. O carro a nível aerodinâmico é soberbo é e provavelmente o mais rápido e estável em curva ( o ponto forte de sempre da Red Bull). Poderão surpreender. Se o motor evoluir para o nível do Mercedes a Red Bull passa a ser séria candidata.


Falta ainda mais uma sessão de treinos e a Qualificação. Daremos conta de toda a informação no nosso blog e na nossa página de Facebook.


Fotos retiradas da página do Facebook F1RTP

Fábio Mendes


quinta-feira, 13 de março de 2014

Circuito de Albert Park.

Primeira ronda do Mundial de Fórmula 1 e o regresso à terra dos cangurus. Como todos os anos, muita expectativa para este inicio de época. Mas este ano com expectativas redobradas, com as muitas mudanças nos regulamentos e as muitas incertezas em relação ao possível comportamento das equipas na primeira prova do ano. Há muitos receios em relação as prestações dos carros pois ainda há muita coisa a ser testada. Um enorme ponto de interrogação neste momento paira sobre a primeira prova o que também é mais um aliciante.

A pista de Albert Park, situado no parque com o mesmo nome, é um circuito citadino, relativamente fácil para os pilotos. O facto de ter poucas rectas e ser algo estreita, dificulta em muito as ultrapassagens, obrigando a corridas um pouco mais tácticas, ainda para mais no início do ano em que há ainda tanta coisa para melhorar nos carros.

A pista foi inaugurada em 1996, altura da primeira prova neste circuito ( recebeu 2 provas nos anos 50, mas só em 96 a pista passou a ser usada com regularidade). Várias secções tiveram direito a novo asfalto nessa altura, de forma a ficar mais homogénea, o que faz com que seja um circuito muito pouco abrasivo para os pneus.

É uma pista agradável embora não seja das mais entusiasmantes do ano, mas que ainda assim é capaz de proporcionar boas corridas e que tem sempre muito publico nas bancadas.

Dados estatísticos da pista:

Comprimento : 5.303Km
Nº de voltas: 58
Distancia de corrida: 307.574Km
Volta mais rápida em corrida: Michael Schumacher, 2004, 1:24:125
Volta record : Sebastian Vettel, 2011, 1:23:529
71% da volta em aceleração máxima
Nível de apoio aerodinâmico: Alto
Passagens de caixa por volta: 54

Uso de combustível por volta: 2.5Kg
Traçado da pista e zonas DRS:




Onboard da pista:



Fontes:
f1.com
f1fanatic.co.uk/
wikipedia.com

Fotos:
google.pt


Fábio Mendes