segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Resumo da época 2013 de Fórmula 1 - Parte 2. Avaliação dos pilotos ( do 22º ao 11º)

Depois de termos passado em revista os principais acontecimentos do ano, é de interesse avaliar os pilotos 1 a 1 de forma a podermos ter uma perspectiva mais completa. A avaliação terá notas ( de 0 a 10) e a nossa opinião sobre os pilotos. Estas avaliações são nossas e poderão não ir de encontro ao que outros possam pensar. Estejam à vontade para comentar as notas de que concordam ou não concordam.

Dividiremos em 3 partes para não ficar demasiado extenso.



22º Pastor Maldonado - Nota 3

O venezuelano classificou esta época como uma das melhores. As opiniões são como as cuecas… cada um com as suas. A nosso ver Maldonado foi o pior piloto do grid. Não foi melhor que o seu colega de equipa que era rookie, esteve simplesmente horrível em algumas corridas e noutras conseguiu ter um desempenho positivo mas nada de mais. De Maldonado espera se que tenha um acidente ou nos treinos, ou na qually, ou na corrida. Um fim-de-semana limpo é que é de admirar. Admitimos que Maldonado é rápido. Mas é nas qualificações. Ou quando tem a pista para ele. Quando tem de lidar com outros adversários a coisa complica e muito. Não gostamos do estilo e não achamos que tenha qualidade sequer para se manter. Grosjean tinha o mesmo problema mas tratou disso. Veremos se o problema de Maldonado se trata. Mas será difícil

Pontos : 1
Lugar: 18º
Melhor que o companheiro de equipa em qualificação : 7 em 19 possíveis.
Melhor que o companheiro de equipa em corrida: 9 em 14 possíveis.
Corridas terminadas: 16

Um piloto com mais experiência ser batido tantas vezes por um rookie... não fica muito bem.



21º Charles Pic - Nota 4

Uma das desilusões. Não esperávamos muito de Pic mas esperávamos que se mantivesse sem dificuldade à frente de Van der Garde. Não o fez e com isso levou castigo máximo. Porta de saída da F1. Não foi um ano bom para o francês, que tinha na Caterham uma casa que conhecia e onde podia evoluir. Mas quando vemos Van der Garde a fazer melhor, algo está mal. Perdeu a oportunidade de ficar no grande circo. Ficou a ideia que podia ter dado mais. Mas sai justamente pelo desempenho que teve.

Pontos: 0
Lugar: 20
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 11 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 8 em 12 possíveis.
Corridas terminadas: 15 

Na estatística o francês esteve de facto melhor mas na realidade o desempenho não foi assim tão bom. Van der Garde conseguiu dar nas vistas em pontos chave e de Pic esperava-se mais.



20º Max Chilton - Nota 4

Conseguiu bater o record de Tiago Monteiro acabando todas as corridas do ano. Mas andou quase sempre no último lugar. Dar luta ao seu colega de equipa estava fora de questão. Era demasiada areia para ele. Optou e bem pela regularidade e por não arriscar muito. Não é piloto para estas andanças mas tem carteira para compensar a falta de talento, e isso hoje em dia é cada vez mais importante, infelizmente. Quanto a nós foi dos rookies  que menos impressionou e foi dos piores do ano a nível geral. 

Pontos :0
Lugar: 23º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 1 em 18 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 2 em 16 possíveis.
Corridas terminadas: 19

Foi completamente esmagado por Bianchi. Não tem estofo para mais que isto. Conseguiu acabar as corridas todas mas isso não é suficiente.



19º Geido Van der Garde - Nota 4

Arranjar uma mulher que tenha o pai rico pode dar jeito. O sogro tem dinheiro e ajuda o holandês e ele não se faz rogado. Mas ainda assim não mostrou ser tão fraco quanto isso. Não o achamos bom piloto mas chegou a ter desempenhos francamente positivos para o que esperávamos dele. Deverá manter-se na F1 muito graças ao dinheiro que traz pois a nível de talento há muito melhor. Mas foi uma época positiva para um rookie. Estatisticamente ficou bem abaixo do companheiro de equipa mas teve prestações que foram mais vistosas que as do seu companheiro. 

Pontos: 0
Lugar: 22º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 8 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheir de equioa em corrida: 4 em 12 possíveis.
Corridas terminadas: 15

O dinheiro traz felicidade e Van der Garde sabe disso. Só assim se mantém. Evoluiu como piloto e até chegou a surpreender mas não é para ficar muito tempo.



18º Jean Eric Vergne - Nota 4

Outra das nossas desilusões. Sempre achamos Vergne “mais piloto” que Ricciardo. Na chuva o francês consegue invariavelmente ser melhor que o australiano. Mas falhou redondamente durante o ano todo. Não mostrou a qualidade que lhe reconhecemos. E agora está em risco pois a Toro Rosso não manteve Félix da Costa por acaso. Vergne terá de mostrar o melhor de si para se manter. Este ano foi simplesmente mau.

Pontos: 13
Lugar: 15º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 4 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 5 em 11 possíveis.
Corridas terminadas: 14

Tínhamos Vergne como o candidato à vaga da Red Bull, mas este ano falhou redondamente. Tem capacidade para mais. Mas neste momento estamos todos a torcer para que lhe corra mal. Afinal temos o nosso Formiga em fila de espera.



17º Esteban Gutierrez - Nota 5

O seu ano de estreia não foi o melhor. Sentia-se que o mexicano não estava preparado para a F1 e isso comprovou-se em pista. Com uma primeira metade de época muito tímida, não conseguiu causar uma boa ou má impressão. Foi um dos pilotos que menos se mostrou. A nível dos resultados, as coisas também não foram famosas. Mas na 2ª metade notou-se uma evolução no piloto, mas ainda assim não foi o suficiente para nos convencer. Talvez tenha dado o salto cedo demais. Não é ainda piloto para estas andanças. Muito macio, defende pouco o seu espaço e é pouco afoito a atacar. Notou-se que procurava bases neste primeiro ano. Mas uma primeira impressão é muito importante e a primeira impressão do mexicano… não é a melhor. Duvidamos que tenha realmente talento para se manter na F1 muito tempo.


Pontos:6
Lugar: 16º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 1 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 3 em 15 possíveis.
Corridas terminadas:17

Do outro lado estava Hulkenberg que é dos melhores do grid. O termo de comparação é ingrato para Gutierrez. Ainda assim nada provou para se manter.



16º Adrian Sutil - Nota 5

O alemão foi quase uma contratação de ultima hora para a Force India. Mostrou serviço desde o inicio, mas não conseguiu manter o nível. Di Resta foi melhor que Sutil e tem mais qualidade que o alemão. O alemão é um piloto bom para no máximo uma equipa de meio da tabela. Traz algum dinheiro e regularidade, mas não é piloto para deslumbrar. Esteve fantástico no Mónaco é certo mas apagou-se ao longo do ano. Di Resta foi claramente melhor na estatística e em tudo o resto.

Pontos: 29
Lugar: 13º 
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 8 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 4 em 12 possíveis.
Corridas terminadas: 15

Sutil não é grande piloto. Vai nos alegrando quando vemos a namorada dele mas em pista não é nada de mais. E tanto talento aí à espera de ter uma hipótese.



15º Felipe Massa - Nota 5

Foi mais uma época “à Massa pós 2009”. Começa com vontade e com bons resultados, mas vai caindo ao longo do ano. Mas desta vez a Ferrari não renovou com ele. Acaba assim uma longa relação. Foi o melhor para ambas as partes pois Massa precisava de um novo desafio e de sair da sombra de Alonso. Mas mais uma vez Massa ficou aquém do que pode e deve fazer. Não é um génio mas tem qualidade e velocidade para mais. Mostrou isso quando soube que não ia ficar na Scuderia e resolveu mostrar-se ao mundo. O problema de Massa será psicológico, lidando mal com a pressão. Veremos o que faz na Williams. Mas este ano foi fraco para aquilo que pode fazer.

Pontos: 112
Lugar: 8º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 8 em 18 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 1 em 16 possíveis.
Corridas terminadas: 17

Esperemos que a Williams lhe traga o desafio que necessita. Já conseguiu brilhar a alto nível. Será pena se não o voltar a fazer.



14º Sergio Perez - Nota 5

Esperávamos que este ano, fosse o ano de Perez. O ano em que mostraria que tem talento para ser um piloto de top. Mas infelizmente as contas saíram furadas. Uma McLaren mal preparada e com uma série de más decisões, prejudicaram ainda mais Perez, que se teve de adaptar a uma nova equipa e a novos métodos. Começou demasiado tímido, foi instigado pela equipa, o que o obrigou a ser mais agressivo. Mas houve momentos em que arriscou demais, o que lhe valeu criticas de pilotos e fãs da F1 chamando-o de piloto Kamikaze (o que para nós é claramente injusto). Não foi protegido o suficiente pela McLaren e teve de lutar sozinho contra todas as adversidades. É certo que não esteve ao seu nível. Melhorou nas qualificações (que eram o seu ponto fraco) fazendo várias vezes melhor que Button, mas em corrida nunca mostrou a qualidade que tem. Isso valeu lhe a saída inglória da equipa. Mas Perez é muito mais que isto. E ainda o vai provar. É juntamente com Hulkenberg o piloto no qual depositamos mais esperanças e acreditamos que se conseguir voltar a uma equipa de topo será para ser campeão ou pelo menos andar na luta pelo titulo. Normalmente não ficaria tão abaixo na nossa avaliação mas achamos que pode fazer muito melhor. Este ano não pode ser considerado nada positivo para o talento de Checo

Pontos: 49
Lugar: 11º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 10 em 19 possíveis. 
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 6 em 19 possíveis.
Corridas terminadas:19

Novo ano, nova vida e nova equipa. Force India é  um passo atrás mas as vezes é bom recuar para ganhar balanço para um salto maior ainda. Temos muita fé neste piloto.



13º Valtteri Bottas -  Nota 6

Outro rookie que entrou em 2013 pela porta difícil. A Williams com um carro sofrível não lhe deu as melhores das boas vindas ao grande circo e o finlandês teve de trabalhar muito para conseguir mostrar valor. Mas no final, conseguiu mostrar que pode ser um bom piloto. Esteve muitas vezes à frente do seu colega de equipa e teve alguns desempenhos interessantes. Vai ficar na equipa merecidamente, pois merece outra oportunidade. Não é um Hakkinen ou um Raikkonen, mas o finlandês tem qualidade. Veremos como evolui mas tem qualidade para se manter. Mas enfrentar o 1º ano com estas dificuldades e ficar ainda assim com saldo positivo é muito bom.

Pontos: 1
Lugar: 17º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 12 em 19 possíveis
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 5 em 14 possíveis
Corridas terminadas: 17 

Falta lhe aquele génio típico dos finlandeses. Mas ainda assim foi boa decisão manter Bottas na equipa na equipa. Pode dar mais com um bom carro... Mas não esperamos golpes de génio.



12º Paul di Resta - Nota 6

O britanico começou mal o ano mas foi subindo de rendimento gradualmente. Conseguiu fazer geralmente melhor que o seu colega de equipa e apenas não brilhou mais porque a equipa o deixou ficar mal nas qualificações muitas vezes. É dos bons pilotos do grid ( que infelizmente vai sair, de forma injusta), e mostrou isso este ano. A Force India não lhe deu as ferramentas que ele precisava para brilhar mas ainda assim conseguiu conquistar o nosso respeito. 

Pontos: 48
Lugar: 12º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 11 em 19 possíveis
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 8 em 12 possíveis
Corridas terminadas: 15 em 19

Claramente injusta a saída da F1. Tem qualidade para ficar e fazer melhor. Mas isto do grande circo é injusto. Merecia ficar.




11º Daniel Ricciardo-  Nota 6

Foi o melhor piloto da Toro Rosso e isso valeu lhe o prémio de subir à Red Bull. Não é um piloto que nos encha as medidas, mas é competente e eficaz em corrida. Nas qualificações precisa de mais e em pista molhada fica a perder para Vergne. A Toro Rosso deve a Ricciardo muitos dos pontos deste ano, e a subida “à equipa principal” é um prémio justo, para o trabalho que desenvolveu. Mas só subiu porque há um senhor chamado Vettel na Red Bull. Caso contrário e se fosse preciso um piloto para assumir-se como nº1, o lugar que agora ocupa seria apenas um sonho. Há pilotos com mais qualidade que ele no grid. Mas ainda assim tem valor para se mostrar a bom nível e ser um bom “team player”. Este ano brilhou e fez pela vida. 

Pontos: 20
Lugar: 14º
Melhor que o seu companheiro de equipa em qualificação: 15 em 19 possíveis.
Melhor que o seu companheiro de equipa em corrida: 6 em 11 possíveis.
Corridas terminadas: 16

Estar no lugar certo à hora certa e aproveitar. Há que dar mérito por isso. Mas vai ter vida difícil na Red Bull.




Fotos:
retiradas do Google

Fontes:





Fábio Mendes

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Pontos a dobrar na última prova do ano - A nossa opinião.

Estalou a confusão no reino dos fãs da F1. A FIA resolveu fazer das suas e colocar na ultima corrida do ano um multiplicador de pontos. Assim os pontos da ultima prova passam a ser a dobrar.
É necessário avaliar esta decisão por dois prismas.

O 1º é a parte desportiva.

A F1 tem tido uma falta de emoção que começa a ser preocupante e era necessário alterar a situação de forma a que isso mudasse. A FIA achou por bem alterar a forma de atribuição de pontos.
Será bom? 

No ponto de vista da espectacularidade e emoção, pode de facto trazer algo mais. Assim uma distância de 49 pontos pode não ser fatal e poderá dar ainda uma vitória no campeonato.

Do ponto de vista da verdade desportiva é mais complicado. Os pilotos poderão sentir se prejudicados, pois um piloto que vença uma corrida, recebe o dobro de pontos que recebe um que venceu duas. Mas é necessário ver também que as regras, sendo estabelecidas de inicio, tornam-se a pedra basilar da competição e ninguém se pode queixar. É como aquele conceito que diz que, por a vida ser injusta para todos é que se torna justa. Aplica-se o mesmo aqui.

É verdade que se olharmos para o passado, haverá casos em que seria uma tremenda injustiça. Ascari não teria vencido como venceu de forma justa o campeonato. Lauda não venceria o campeonato em 82. Stirling Moss não teria ascendido à categoria de imortal do desporto, tendo defendido que o seu opositor directo não devia ser desqualificado por uma penalização, perdendo assim o campeonato, ganhando o respeito de todos. Com os pontos a dobrar nada disso aconteceria.

Mas também teria havido mais alguma justiça. Massa teria vencido o campeonato do Mundo, na sua terra natal, tendo vencido o ultimo GP, Raikkonen teria vencido de forma justa em 2003, contra Schumacher e a fiabilidade do seu McLaren, Villeneuve teria vencido de forma justa em 79, não teria sido prejudicado por “ordens de equipa”.

Mais recentemente Alonso teria sido o justo campeão de 2012, tendo conduzido de forma brilhante toda a época, com um carro mais fraco que Vettel e mesmo assim conseguindo levar a luta até ao fim.
“Se não estavam em 1º é porque falharam em algo durante a época logo não mereceriam vencer” dirão alguns. Não se aplica o mesmo conceito caso o 1º classificado perca o campeonato na ultima corrida mesmo sem pontos a dobrar?

Contabilidade geral?

Haveria casos de justiça e casos de injustiça, se essa regra fosse implementada desde início da modalidade. E o que mudaria na F1? O grande circo nunca foi conhecido por ser muito justo.

E vamos ser realistas... Cada mudança que ocorreu na F1 deu pano para mangas. Os arautos da desgraça vieram dar a modalidade como acabada e que estavam a destruir a F1. E a F1 continua aí. Com mais ou menos força, com mais ou menos emoção. Mas ainda temos F1 mesmo com tantas mudanças.

O segundo prisma que se deve ver é o político.

Afinal estas medidas não serão de todo ingénuas. Introduzir um sistema meio americanizado terá como objectivo trazer o público dos EUA. Mas o Nascar é um caso de sucesso. Os americanos têm muitos defeitos mas sabem como dar um bom espectáculo. Se a fórmula resulta para eles porque não tentar adaptar o modelo?

Mas o problema é outro. É que uma ultima corrida a valer o dobro de pontos, significa também que o circuito que a recebe terá o dobro das atenções. E isso equivale a muito dinheiro para Bernie, Todt e companhia. E as pistas árabes já estão a ganhar, pois Abu Dhabi receberá a tal “final” do ano em 2014. Mas onde estão os verdadeiros fãs da F1? Nas arábias? Ou na Europa? Ou no Brasil? No Japão? O problema é que uma corrida destas, deveria estar ao alcance de todos, sabendo que hoje em dia as deslocações e o dinheiro que se gasta não motivam a ir ver ao vivo. Mas ainda assim uma corrida deste género, deveria ser feita onde há mais fãs. Um ano no Brasil, outro na Europa, outro no Japão. E em pistas com história e qualidade. Uma corrida destas, teria de ser ou em Suzuka, ou Interlagos, ou Spa. Os novos circuitos não me convencem, muito menos os do médio oriente.

Mas como o dinheiro é quem mais ordena no grande circo, será complicado tirar a “final” das arábias. E se a FIA cometer o erro de levar a dita final para o Bahrain dá um tiro no pé. A situação lá é complicada e já o facto de a F1 ir para lá não agrada a muitos, imagine-se a tal corrida onde tudo se decide. A mim pelo menos não me agrada nada.

E por fim… Será que a F1 perde a essência por causa desta alteração? A meu ver não. Temos pilotos? Temos. Temos tecnologia? Temos. Temos lutas interessantes? Não muitas. mas assim talvez haja mais. Penso que a essência da F1, ninguém conseguirá retirar. E se a F1 assenta na evolução inteligente dos carros, porque não evoluir o sistema de pontuação? Tornar as coisas ainda mais difíceis para pilotos e equipas. Afinal é disso que se trata. Dificultar-lhes a vida e eles mesmo assim, conseguirem sair por cima. Sempre foi assim na F1 e sempre será.

Há problemas bem mais graves no grande circo... Equipas que se dão ao luxo de ter uma equipa B, o que pode desvirtuar a verdade da competição. Directores de equipa que têm acções de outras equipas. Pilotos pagantes sem qualidade. Esse sim são problemas que merecem atenção e devem ser resolvidos... mas que se mantêm ao longo dos tempos e não acabar com a modalidade.

O que pode de facto acabar com a essência da F1 e pode acabar com a F1 é a falta de interesse, a falta de público. Isso sim acabará com a modalidade que tanto gostamos. Uma corrida que vale o dobro em que os 4 primeiros da tabela podem ainda ser campeões? Desculpem mas eu dava uma vista de olhos mesmo que não ligasse nada a isto.

A F1 é muito mais que regras impostas por gente que quer cada vez mais dinheiro. A F1 é feita de histórias de superação, de inovações tecnológicas, de mentes brilhantes e de talentos enormes ao volante de máquinas maravilhosas, que souberam vencer as regras impostas, até as mais injustas. Não é a troca de pontos que vai abalar isso.





Fábio Mendes

WRC 2014 - As “casas” começam a ficar arrumadas!

A ida de T. Neuville para a Hyundai veio, decerto modo, desbloquear o mercado de trocas no seio das equipas do WRC, tornando está silly season uma das mais mexidas dos últimos anos, e sem dúvida que veio trazer algumas surpresas.

Após esta mudança (para mim a primeira surpresa da pré-época), Robert Kubica passou a ser o senhor que se seguia quanto a assumir o papel de “personagem principal”, no alinhamento das equipas na próxima temporada. O piloto Polaco, vem de uma temporada vitoriosa, onde se sagrou campeão mundial de WRC2, demonstrando a sua versatilidade e qualidade, apesar das evidentes limitações no seu braço direito, consequência do grave acidente de à dois anos.

Kubica, que na última prova da época, à pouco mais de um mês, se estreou ao volante de WRC, não teve uma prestação muito “famosa”, pois capotou duas vezes em dois dias, ao volante de Ds3 WRC oficial, deixando no ar que pode ainda não estar preparado para estas andanças. Mas nem isso removeu a M-sport e a Citroen de o querem como piloto oficial para a próxima temporada, pois a imagem do ex-piloto de F1 é muito forte dentro do mundo do desporto motorizado, arrastando com ele muitos fãs, comunicação social e patrocinadores, tudo uma questão de “marketing”. Malcolm Wilson levou a melhor, ao que parece, pois a Citroen já fez saber o seu “line-Up” para a temporada de 2014, e Kubica não faz parte dos planos, ou melhor, tem outros planos. A Ford de Malcolm Wilson. Um piloto mesmo á imagem do “patrão” britânico.

A casa ficará assim arrumada:

A Volkswagen nada muda na equipa, usando a velha máxima “na equipa que ganha não se mexe”. Ainda assim podemos ter aqui um rival de peso a Ogier dentro dos quadros da equipa alemã. Latvala, não quererá ser um eterno “segundo piloto” e quererá esta temporada, algo mais ambicioso, e a luta pelo título não será uma miragem, se este conseguir aliar toda a sua rapidez e qualidade, à consistência e regularidade. Agora mais conhecedor do potencial do seu Polo WRC, o finlandês, será sem dúvida um piloto a ter em conta na luta pelo título. A Volkswagen tem o melhor carro e os melhores pilotos, sendo sem dúvida o alvo a abater.

Na Citroen foi a limpeza total. Saiu toda a gente (com excepção de Al Qassimi, o turista mais sortudo que conheço), e lavou a cara, escolhendo uma dupla, quanto a mim, muito interessante. Chris Meeke e Mads Ostberg são os “cavalos” escolhidos por Yves Matton. O Britânico tem na próxima temporada o que já há muito merecia, um carro a sério, de uma equipa a sério, pois ele é um piloto a sério. O piloto das ” terras de sua majestade”, apesar dos seus 34 anos, não tem muita experiencia no WRC, o que pode ser um problema, essencialmente na falta de conhecimento de algumas provas. Ou não. O que Meeke perde em falta de conhecimento do real mundo do WRC, ganha com a sua coragem e rapidez (as vezes exagerada é certo). Pode ser uma agradável surpresa, e é de louvar a escolha da marca francesa. Meeke é uma boa aposta. Ostberg, que vem de uma temporada decepcionante ao serviço da M-Sport, decerto quererá “limpar a cabeça” e encarar a próxima temporada como o ano “0” para ele. O Ostberg que vimos na temporada que agora findou, simplesmente não existe. O outro Ostberg, rápido, espectacular, eficaz e pressionante, surgirá na próxima temporada. Vejo muita gente a desacreditar nesta dupla, mas eu penso o contrário. Atenção e respeito com estes dois pilotos. Interessante de acompanhar.

A Hyundai, no ano de reentrada no mundial de rally´s, fez uma grande aposta com a contracção do promissor T. Neuville para piloto oficial, que fará toda a temporada, sendo a principal arma da marca coreana… e que arma! Se o carro corresponder, temos sem dúvida um grande candidato a destronar Ogier (isto se for possível derrotar um “extraterrestre”). As segundas escolhas da Hyundai são 3. D. Sordo, J. Hanninen e C. Atkinson. Sordo, fará as provas de asfalto (Monte Carlo, Alemanha, França e Espanha), bem como duas provas em terra, que são Portugal e Argentina. As outras provas da temporada serão divididas entre Hanninen e Atkinson. Se o finlandês faz algum sentido, visto ser um piloto que com pouco, já mostrou muito, o Australiano é mais o contrário… Com muito, nunca mostrou nada. Em vários anos no WRC, nunca passou de um piloto mediano, mesmo quando foi piloto oficial da Subaru, ao lado de P. Solberg, raramente cumpriu os “serviços mínimos”. A sua entrada no projecto Hyundai será mais uma estratégia de “marketing” da marca Coreana, lá para a terra dos Kangurus. Muitos I20 se vão vender por lá. O ano de estreia será uma incógnita, mas a avaliar pelo investimento, teremos um ano promissor, mas resultados práticos…talvez no asfalto a coisa corra bem.

A M-Sport ainda não confirmou o seu plantel, mas tudo indica, que será M. Hirvonen e R. Kubica na equipa principal e E. Evans como piloto júnior. Se Hirvonen logo após a final do último rally da temporada, era dado como certo na equipa de “sir” Malcolm Wilson, R. Kubica, andava metido num “jogo da corda” entre a Citroen e a Ford, que pelos vistos foi favorável à marca “oval”. Mikko regressa a casa. Se calhar nunca de lá devia ter saído. Se ganhar confiança de outros tempos, temos piloto para andar lá na frente. Se isso não acontecer, será um ano muito difícil para a Ford, pois de Kubica, apenas se espera mediatismo, entusiasmo em volta dele e muita chapa amolgada. E. Evens a confirmar a sua presença na equipa Júnior, terá um ano de aprendizagem, com um objectivo muito vincado – ser melhor que Mikkelsen (piloto Júnior da Volkaswagen). Atenção a este talento, muito bom piloto.

Estamos a cerca de um mês do Rally de Monte Carlo, prova de abertura do mundial de ralis, até lá é afinar as máquinas, conhecer os carros, testar, testar testar…a próxima temporada promete. Pilotos novos, regressos, afirmações de carreiras e desilusões. O que fará a Hyundai? Haverá de tudo, a partir de 14 de Janeiro de 2014.



Carlos Mota

Noticias 10/12/13

McLaren e  Force India  fora dos testes em Dezembro:

As duas equipas decidiram não participar nos testes que vão decorrer na próxima semana no Barhain. As duas equipas tinham aceite o convite dirigido a todas as equipas para fazer parte do teste conduzido pela Pirelli, mas entretanto resolveram abdicar dos testes. Apenas restam a Red Bull, Mercedes, Ferrari e Toro Rosso para prosseguir com o teste.

http://www.f1reader.com/news/mclaren-force-india-pull-out-of-december-test-89109


Pit Stops obrigatórios e aumento do peso mínimo rejeitados:

Pretendia-se a introdução de pelo menos 2 Pit Stops obrigatórios por GP mas as equipas decidiram chumbar a regra pois restringia as opções das equipas em relação às estratégias a utilizar.Outra decisão chumbada foi o aumento do peso mínimo em 10Kg contra os actuais 690Kg. Pilotos mais altos como Button e Ricciardo e Hulkenberg saem fortemente penalizados, pois agora com as novas regras e com o novo motor mais pesado, este pilotos vão pagar a factura sendo obrigados a perder peso ou as equipas a encontrar novas formas de perder peso no carro.

http://www.f1reader.com/#/news/mclaren-force-india-pull-out-of-december-test-89109

Webber em testes em Portimão

O piloto adiou as suas férias para começar a testar com a Porsche. O LMP1 com um motor de 4 cilindros gasolina auxiliado por dois motores eléctricos, esteve à prova no autódromo do Algarve com Webber, dispensado pela Red Bull um mês mais cedo do final do contrato a tratar da sessão. 4 cilindros? Isto dos motores está mesmo a ficar pequeno caramba.

 http://autosport.pt/mark-webber-testou-porsche-lmp1-em-portimao=f116604




Atkinson é o 4º piloto Hyundai:

Surpreendentemente, Chris Atkinson é o 4º piloto da Hyundai. Atkinson, que não tem sido um caso de sucesso no WRC ,foi chamado pela Hyundai para participar na competição. É provável que não faça muitos rally´s e que seja apenas uma jogada de marketing para chegar à Austrália. Fica assim fechado o Line Up da Hyundai no dia em que foram apresentadas as cores do I20. Está bem catita o carro.

http://autosport.pt/atkinson-e-o-quarto-mosqueteiro-da-hyundai-depois-de-neuville-sordo-e-hanninen=f116589


Fábio Mendes

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Resumo da época 2013 de Fórmula 1 - Parte 1

O inevitável resumo da época. Passamos em revista os principais acontecimentos do ano. Para começar, uma ligeira pincelada sobre o que se passou durante o ano. Para quem quiser saber mais sobre alguma das corridas, deixamos no final do texto os links dos textos das 19 provas.


2013 começava praticamente como começou 2012. Com muita expectativa, pois no Grid encontravam-se 5 Campeões do Mundo. Este seria também o último ano dos motores 2.8 L V8. Com muitas mudanças para 2014, não se previam alterações profundas nos carros. Apenas ajustamentos dos monolugares do ano anterior.

Havia curiosidade para saber se a Sauber ia manter os níveis do ano passado e se a McLaren e Ferrari conseguiriam finalmente vencer a Red Bull. Na Mercedes, a exigência era maior mas ainda não se exigiam títulos. Apenas bons resultados e o seguimento do crescimento sustentado da equipa. A Lotus era a grande incógnita. Seria capaz de manter ou melhorar os resultados do ano passado? Ou pelo contrário, teria ficado para trás em relação aos grandes do Paddock?

1ª Metade
 
O início da época foi bastante animado. As corridas da Austrália, Malásia e Bahrain tiveram muita acção. Muitas ultrapassagens, muitos Pit Stop´s devido aos pneus, que foram o centro das atenções no início da época.

O GP da Malásia foi o mais controverso do ano, com a Mercedes a recusar a ultrapassagem de Rosberg sobre Hamilton, que ia quase a passo, e o famoso “Multi21. Vettel ignorou as ordens da equipa e ultrapassou Webber. Foi a gota de água, numa relação já muito fragilizada.

No Bahrain, também Button e Perez resolveram lutar em pista, com o mexicano a ser agressivo, algo que Button não estava habituado até então.

O GP da Espanha viu Alonso vencer de forma brilhante, com todos a pensar que seria a partir de aqui que o Ferrari mostraria todo o seu potencial, visto ter prometido muito durante as primeiras corridas, sem no entanto traduzir essas promessas em vitórias.

Mónaco recheado de acção, com Rosberg a vencer onde o pai tinha vencido 30 anos antes. Foi no Mónaco que surgiu a polémica dos testes da Mercedes, em Espanha com a Pirelli, com Red Bull e Ferrari a protestarem.

Seguiu-se o Canadá, com Vettel a vencer, dominando toda a prova de forma categórica e os Mercedes a ficarem em 2º e 3º. Foi neste GP que Mark Robinson, comissário de corrida, faleceu.

Para acabar com a primeira metade da época veio Silvestone, onde Rosberg voltou a vencer. Mas o grande destaque da corrida foram os sucessivos rebentamentos dos pneus. Isto levou a que uma onda de protestos se levantasse e obrigasse a Pirelli a mudar os compostos dos pneus, por motivos de segurança. Foi o final das corridas animadas de 2013. A primeira metade teve de tudo um pouco, com polémica, boas corridas, boas ultrapassagens, em grande parte por causa dos pneus. Duravam pouco e obrigavam a inúmeras paragens na box. Mas as corridas eram muito mais animadas. Os sucessivos rebentamentos dos pneus, levaram à mudança, que tornou o resto da época mais enfadonha.

Destaques para Vettel, que esteve sempre nos lugares da frente, Raikkonen que lutava com as armas que tinha e ia brilhando ao mais alto nível, mostrando todo o seu talento e os Mercedes, que de “outsiders” passavam a contar para luta pelo titulo.

A Ferrari parecia uma promessa eternamente adiada e não conseguia mostrar o seu valor, a McLaren estava muito mal, tal como a Williams e a Sauber. Force India (excelente forma de Di Resta) fazia um campeonato muito bom, juntamente com a Toro Rosso (Ricciardo que vinha fazendo muito melhor que Vergne, conquistou assim a vaga na Red Bull).


2ª Metade.

A segunda metade da época trouxe ainda um GP da Hungria animado, cheio de acção, com Hamilton a vencer. Mas a partir daí, foi um domínio completo e absoluto da Red Bull.

9 vitórias seguidas são o espelho fiel do que aconteceu na 2ª metade. Pole para Vettel, que nas primeiras voltas da corrida conseguia dar 3 segundos de avanço, ficando longe do perigo do DRS, para partir daí ir cavando o fosso de forma gradual, até ter tempo de ir as boxes, voltar ainda em primeiro e vencer. Foi constantemente assim.

É redutor resumir a 2ª parte da época com isto, mas quem quiser mais pormenores, tem a lista de resumos das 19 provas ( corridas e qualificação). Foi um domínio avassalador da Red Bull. Desde a troca de compostos dos tão criticados pneus, que as corridas ficaram algo monótonas. O RB9 deste ano entrará para a história como um dos melhores de sempre, tal era a vantagem em relação aos outros.

Na luta pelos segundos lugares, a animação podia ter sido maior, mas vários factores "extra corrida" impediram isso de acontecer. Ainda assim, vários pilotos se destacaram. Hulkenberg  (a Sauber também evoluiu muito e esteve em excelente plano no final do ano) e Grosjean foram os grandes destaques da 2ª metade, com corridas brilhantes e excelentes resultados. Perez ainda deu um ar da sua graça, mas pouco para aquilo a que nos habituou.

A Force India baixou muito, tanto a nível de carro como de pilotos, já como o foco já estava claramente em 2014 (dificuldades financeiras a isso obrigaram) tal como a Toro Rosso, que eram as que mais beneficiavam dos compostos mais “macios” dos pneus. Essa vantagem esfumou-se e o resultado está à vista. As duas equipas caíram muito de produção.

Ainda assim houve acção fora das pistas, com Raikkonen a assinar pela Ferrari e passando a ter um tratamento pouco amigável por parte da equipa, o que levou à separação precoce do finlandês com a Lotus. Foi o ponto onde a Lotus perdeu a luta pela 2ª posição. Até o titulo pareceu uma possibilidade, a certo ponto, mas a realidade veio ao de cima e o 2º lugar seria o melhor posto. Mas a polémica Raikkonen, levou à saída do finlandês (entrada de Kovalainen para as 2 últimas corridas).

Massa também soube que não iria renovar com a Ferrari e arranjou como nova casa a Williams.

2013 fica também marcada pela saída de Webber da F1. O australiano fez história na modalidade e conseguiu conquistar muitos fãs pela sua honestidade e boa disposição. Não teve talento suficiente para suplantar Vettel mas deixou uma marca muito boa na F1. Será sempre relembrado.


Fica feita a primeira parte do Resumo do ano, com a análise dos pilotos e das equipas a seguirem-se em breve. Deixamos também a lista dos resumos das 19 provas do ano para quem quiser ver em mais pormenor as provas.


Lista dos resumos da prova:

Austrália


Malásia


China



Bahrain


Espanha


Mónaco


Canadá:


Grã Bretanha:



Alemanha:



Hungria:


Bélgica:


Itália:


Singapura:


Coreia do Sul:


Japão:


Índia:


Abu Dhabi:


EUA:


Brasil:



Fábio Mendes

Nova regras para F1- breve abordagem.

A FIA anunciou hoje as novas regras, e estas incluem 4 novidades:

1ª - Ultima corrida vale o dobro dos pontos.

É uma forma de  apimentar as corridas e tornar o final mais incerto. Se essa regra tivesse sido aplicada no passado, Alonso teria vencido no ano passado e Massa em 2008. Se é mais justo? Provavelmente não mas é necessário usar novas formas de melhorar o espectáculo. Aumentar a incerteza é uma delas. Pode ser que resulte.

2ª - Números fixos na F1.

Já o tínhamos dito hoje, e a FIA vai avançar com o modelo. A cada piloto corresponderá apenas um numero afim de facilitar a identificação e por claros motivos de marketing. O 1 fica reservado para o campeão do mundo. Não é uma má medida uma vez que mantém o mítico 1 e permite assim que um piloto trabalhe a sua imagem também com um numero que é melhor a nivel de publicidade ( tal como faz Rossi no Moto GP)


3º- Limite de gastos na F1

A partir de 2015 haverá um tecto de custos para as equipas da F1. É uma tentativa de as equipas grandes não gastarem demasiado e as pequenas não ficarem com um orçamento demasiado discrepante em relação às grande equipas. Na teoria é bonito mas não pratica o grupo que analisará os custos terá tarefa complicada uma vez que as equipas de F1 são empresas grandes e que podem justificar de inúmeras maneiras os gastos ou até mesmo esconder esses gastos.

4º - 5 seg. de penalização.

Uma vez que se dizia ( e com razão) que a FIA era muito severa nas penalizações durante a corrida, a FIA resolveu aplicar para infracções ligeiras uma penalização de 5 seg. no final da corrida. Assim o piloto não será atirado para o fim da corrida e poderá lutar por esses 5 seg., permitindo mais espectaculo e não prejudicando a corrida ( como aconteceu com Massa em Interlagos).

São no geral boas medidas que poderão tornar a modalidade um pouco melhor.

http://www.autoportal.iol.pt/desporto/f1-desporto/f1-ultima-corrida-de-2014-vale-a-dobrar

http://www.autosport.com/news/report.php/id/111800


Fábio Mendes



Notícias 9/12/13

Lotus aponta para pódios em 2014.

O director da equipa, Eric Boullier, acredita que a Lotus estará em condições de lutar por pódios em 2014.Embora a equipa tenha de enfrentar problemas financeiros, ainda não tenha encontrado um investidor ( o acordo com a Quantum parece cada vez mais uma miragem), tenha perdido o melhor piloto e contratado outro, sem a mesma valia e tendo perdido alguns dos seu membros mais importantes na parte técnica, o francês diz que a Lotus já trabalha há 2 anos nos carros de 2014. "Quando não se tem dinheiro, temos de ter ideias". Não acreditamos que a Lotus consiga o mesmo rendimentos dos últimos 2 anos. São muitas saídas que não foram ainda devidamente colmatadas, é a falta de dinheiro. Tudo prejudica a Lotus. Infelizmente parece-nos que muito difícil manter os níveis do passado recente.

http://autosport.pt/lotus-acredita-que-continuara-a-lutar-por-podios-em-2014=f116571



Williams reforça a área técnica

Mais dois reforços para a área técnica, mais especificamente aerodinâmica. A Williams foi buscar a Red Bull e a Lotus, as equipas que melhor pessoal tem nessas áreas, Dave Weater e Shaun Witehead. Mais uma aposta de peso da Williams, que está apostada em voltar aos velhos e gloriosos tempos. O reforço da área técnica já é algo que tem vindo a acontecer e agora com uma boa dupla de pilotos, a equipa poderá voltar aos bons desempenhos depois de um ano horrível. Já era tempo de vermos uma Williams onde merece... nos primeiros lugares.

http://www.planetf1.com/driver/18227/9065380/Williams-make-double-signing



Números fixos na F1.

Jean Todt quer aplicar na F1 os números fixos, algo que acontece em várias modalidades. A ideia e manter os números exepto para  o campeão que ostentará sempre o nº1. Ao nivel do marketing é uma boa ideia pois basta ver casos de Rossi por exemplo no Moto GP, ou até Monteiro no WTCC que usam muito o seu numero como forma de se mostrarem ao publico. E mantendo o mitico nº1 que é sinonimo de campeão ficará sempre um toque saudosista. Temos dito que a F1 precisa de evoluir. Facilita na identificação dos pilotos e é mais uma ferramenta de marketing.

http://autosport.pt/jean-todt-apoia-numeros-dos-pilotos-fixos=f116570


M- Sport que Kubica como "chefe de fila"

Depois de ter ficado sem o seu melhor piloto ( Neuville) e de Ostberg e Novikov terem feito um ano miserável, a M-Sport que voltar aos bons momentos e que Kubica como líder de equipa. É uma aposta arriscada pois o verdadeiro andamento de Kubica num WRC é desconhecido, embora tenha deixado excelentes indicações em WRC2. Neste momento não passa de uma jogada mediatica e de marketing. O nome Kubica é forte e ter a M-Sport associada ao talento polaco é bom a nivel de patrocinios. Depois na vertente desportiva, Kubica tem um perfil que agrada a Malcolm Wilson. Pedal a fundo, "flat out", sem jogar pelo seguro. E se formos a ver bem o "cardápio de pilotos" que a M-Sport tem ao seu dispor, Kubica é sem duvida a opção mais agradável.

http://autosport.pt/m-sport-quer-robert-kubica-como-lider-de-equipa=f116569



Line Up para a Citroen WRC conhecido:

É agora conhecido o line up para 2014 da Citroen em WRC. E pelos vistos o nosso palpite ( nosso como quem diz... do Carlos Mota) estava correcto. Mads Ostberg e Kris Meeke são os escolhidos pela Citroen com Al Qassimi a ficar com o papel de 3º piloto. Quanto a nós é uma boa escolha por parte da Citroen. Meeke mostrou andamento para andar no WRC e Ostberg, embora com um ano horrível não desaprendeu de um dia para o outro. O potencial continua lá.

Falta saber quais são os escolhidos da M-Sport. A aposta da casa vai para Kubica e Hirvonen com Evans com o papel de piloto júnior ( embora Tanak tenha muita qualidade e mereça um lugar na competição). E se o palpite se mostrar correcto vamos começar a abrir consultas de previsão do futuro com Carlos Mota.



http://autosport.pt/meeke-e-ostberg-sao-as-escolhas-da-citroen-para-o-wrc=f116583



Fábio Mendes

sábado, 7 de dezembro de 2013

Notícias 7/12/13

 Vettel coroado campeão do mundo na Gala da FIA, juntamente com Ogier. Kubica personalidade do ano.

A gala da FIA, onde são entregues os prémios do ano corou os "Seb´s" da F1 e do Rally, os campeões do mundo em titulo, e distinguiu Kubica como personalidade do ano. Robert Kubica, um piloto de grande talento viu a sua carreira na F1 terminar abruptamente com um acidente num rally onde participava. O grave acidente que teve, deixou mazelas que o impossibilitam de regressar à F1, onde merecia estar. Ainda assim Kubica mostrou a sua força e o seu amor pela competição e começou a conduzir em WRC2. O inicio foi complicado, mas Kubica começou a a adaptar-se cada vez melhor e conseguindo vencer a categoria ( sem concorrência ao seu nível diga-se). O grande teste virá no próximo ano com a sua mais que provável participação no WRC. O inicio não foi auspicioso com duas saídas de pista mas de certeza que irá melhorar e muito. Merece e esperemos que tenha toda a sorte do mundo


http://www.jamesallenonf1.com/2013/12/world-champion-vettel-crowned-as-kubica-wins-personality-of-the-year/



Noticia para os viciados... GT6 já está à venda.

Quem quiser pedir uma prenda de Natal já tem uma boa opção. Um dos melhores jogos da categoria volta assim ao mercado para fazer as delicias dos viciados em carros.

http://autosport.pt/gran-turismo-6-ja-a-venda-em-portugal=f116535


Campeonato Nacional de Rampas com calendário já definido.

Para quem gosta de uma boa rampa e quer começar a marcar no calendário as provas do ano. Este ano serão 8 provas, sendo que duas contam para calendários internacionais ( Falperra e Serra da Estrela). Confira as datas no link.

http://autosport.pt/campeonato-de-montanha-com-oito-provas=f116528


Pára tudo! Pastor Maldonado tem algo a dizer sobre a sua época na F1.

Pastor Maldonado disse que este ano foi o seu melhor ano na F1. Vamos parar um pouco... respirar fundo... Podemos continuar então. Segundo o piloto venezuelano este ano embora sem resultados dignos de registo, foi um ano onde aprendeu muito a todos os niveis, para além de ter feito corridas muito boas sem penalizações. São opiniões. Se isto é um ano bom nem queremos ver um ano mau. E agora sim podem rir à vontade.

http://www.autosport.com/news/report.php/id/111768








Fábio Mendes

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Notícias 6/12/13

Félix da Costa confirmado no DTM:

A notícia já não surpreende mas faltava a confirmação. Félix da Costa será piloto BMW para a época 2014 de DTM. O piloto que foi confirmado hoje como piloto de reserva Red Bull juntamente com Buemi terá o DTM para manter níveis competitivos e estar preparado para um possível salto para a F1. Boas noticias,dentro do possível para o nosso Formiga. Pelo menos é a nossa opinião. É uma boa opção para Félix da Costa.

“Estou muito contente com o meu programa duplo para 2014, é uma honra vestir as cores da BMW no DTM. Por outro lado fico orgulhoso de continuar ligado à família Red Bull, a trabalhar com o Sebastien Vettel e com o Daniel Riccardo, num ano de grandes alterações nos regulamentos na Fórmula 1. Na 2ª feira em Portugal falarei em detalhe sobre estes assuntos e não só.“
http://autosport.pt/antonio-felix-da-costa-e-uma-honra-vestir-as-cores-da-bmw-no-dtm-e-fico-orgulhoso-de-continuar-ligado-a-red-bull=f116523


http://www.dtm.com/en/News/Maxime-Martin-and-Antonio-Felix-da-Costa-line-up-for-BMW-in-the-DTM.html

http://www.gpupdate.net/en/dtm-news/304265/felix-da-costa-lands-bmw-dtm-drive/

http://autosport.pt/antonio-felix-da-costa-confirmado-como-terceiro-piloto-da-red-bull=f116515


Todt re-eleito presidente da FIA:

O francês, sem oposição, ganhou as eleições da FIA. A FIA está agora a realizar uma serie de mudanças nos regulamentos, essencialmente na F1, mudanças essas radicais e que estão a ser vistas de forma muito reticente por uma grande maioria. Mas como dissemos anteriormente, é necessário que a F1 pense muito bem o seu futuro, que comece  a repensar os gastos e que promova a subida de apenas os melhores pilotos e não os pilotos com mais dinheiro. Estará o francês apto para o desafio?

http://www.bbc.com/sport/0/formula1/25263441

http://www.jamesallenonf1.com/2013/12/three-things-we-hope-jean-todt-will-do-in-his-second-term-as-fia-president/


Alonso acredita que os pilotos serão mais importantes em 2014.

As mudanças implicarão mais controlo por parte do piloto, e os engenheiros terão menos impacto nas corridas segundo o espanhol. O simulador mostrou que os carros serão muito complicados de conduzir, tendo muito binário o que dificultará as saídas de curva.

http://autosport.pt/fernando-alonso-acredita-que-pilotos-serao-mais-importantes-em-2014=f116520





O mercado:

Van der Garde está a ser apontado para a Force India juntamente com Perez. Fala-se ainda que Gutierrez foi visto na Caterham, mas que Kovalainen é o piloto escolhido para o lugar deixado vago por Pic.

http://autosport.pt/giedo-van-der-garde-e-sergio-perez-candidatos-a-force-india=f116519




Albuquerque em serviço na pista de Jerez.

O piloto da Audi DTM, Filipe Albuquerque esteve em teste na pista de Jerez, juntamente com Rockenfeller e Ekstrom. A Audi está empenhada em melhorar o R5 DTM, que no ano passado se mostrou pouco competitivo, essencialmente no inicio da época. A equipa terá de melhorar bastante o seu carro, de forma a conseguir fazer frente aos BMW. Albuquerque, que soube hoje terá um compatriota no DTM ( Da Costa), continuará a fazer parte da equipa Audi, tendo sido escolhido para testar com juntamente com o campeão em titulo e o ex campeão, os dois pilotos da "linha da frente" para 2014, sinal que a Audi confia no Feedback do português.

http://autosport.pt/audi-testou-com-filipe-albuquerque-em-jerez=f116514


Fábio Mendes

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

May the Force (India) be with you...

A silly season veio para nos animar nesta época pré natalícia. 
Quase todos os dias somos inundados de notícias sobre pilotos que mudam de equipa, pilotos que pagam para se sentarem num habitáculo de um carro de F1. Outros têm de sair para dar lugar aos chamados pilotos pagantes.


Depois de falarmos durante meses acerca de quem substituía Raikkonen na Lotus, a equipa arrumou a questão ao “contratar” o fantástico, o incomparável e único Pastor Maldonado. Então a imprensa internacional virou-se para a Force India. E nós acompanhamos a tendência!

Vijay Mallya, dono da equipa e um homem muito modesto, pouco dado a festas e parecido com Flavio Briatore, espera continuar com as boas prestações que a equipa teve no início desta época.

Por isso substitui Sutil por Hulkenberg, numa jogada que nos agrada muito, muito mesmo! E para mim foi muito bem feito…Sutil no princípio desta semana deu uma entrevista ao Auto Motor und Sport, onde afirmou que o carro desta época foi uma “cenoura”, nós ainda não percebemos muito bem o que o alemão quis dizer, mas “cenoura” foram os 5 milhões de dólares que supostamente Sutil pagou pelo lugar. Mas, Hulkenberg é, na minha humilde opinião, 30 vezes melhor do que Sutil.


Vegetais à parte, temos uma potencial equipa para atacar a Mclaren e Lotus. Digo potencial, porque vai depender do investimento no novo modelo de 2014 e no segundo piloto: fala-se de Pérez ou a continuação de Di Resta.

Di Resta pode rumar para os EUA, para competir na Indy. O piloto escocês tem de aprender a andar mais rápido e não vir queixar-se no final das corridas. Será capaz? Tem capacidade para isso. Se Pérez conseguir o lugar na equipa indiana, mantém-se na F1 e pode entreter-se a fazer frente à antiga equipa, coisa que parece animada à primeira vista.

Esperamos, pacientemente pelo desfecho das negociações e pela confirmação dos pilotos em todas as equipas.

Boa notícia: faltam apenas 100 dias para o primeiro GP de F1!

indiatimes.com
foxsports.com.br
grandprix247.com

Pedro Mendes