sexta-feira, 4 de abril de 2014

WRC – Rally de Portugal. Lisboa dá tiro de partida da prova portuguesa.

Está na estrada mais uma edição do Rally de Portugal, com cidade de Lisboa e o seu Mosteiro dos Jerónimos a serem o palco de partida, como tem sido habitual nos últimos 4 anos.

S. Ogier, é o principal alvo a abater, e não deixou os seus créditos por mãos alheias, vencendo a curta especial de abertura do rally, ainda que por curta margem. O francês é desta forma o primeiro líder na frente dos seus dois companheiros de equipa J. M. Latavala e A. Mikkelsen, fazendo desta forma um pódio 100% Volkswagen. T. Neuville que gastou mais 2.9´s do que Ogier foi 4º, e a fechar o top 5 o primeiro dos Citroen, com o britânico K. Meeke a fazer 3,6´s a mais que o melhor tempo.

Pela negativa destaque para D. Sordo, que fez apenas o 14º tempo, a 7´s exactos do francês da Volkswagen. Também Ostberg com o 9º tempo ficou bem aquém do esperado, saindo penalizado já com 4,8´s para o mais rápido.

É certo que nestas especiais, onde tudo se pode perder e nada se ganha, já existem algumas diferenças que podem vir a ser importantes, pois por um segundo se ganha e por um se perde.

Quanto aos portugueses, B. Sousa foi o mais rápido, ele que corre no campeonato WRC2, fez inclusive o melhor tempo nesta categoria, registando o mesmo tempo que Y. PROTASOV, que será um dos principais animadores nesta categoria, que muito promete animar na luta pelas primeiras posições, e claro que nos vai prender para ver até onde pode ir o nosso B. Sousa.

Nas do campeonato nacional, J. Barros acabou por ser o mais rápido, Rui Madeira foi 2º e R. Moura fez o 3º melhor tempo entre os participantes do CNR. Quanto ao líder do campeonato P. Meireles cedeu 5´s para J. Barros, e foi 4º.

Fique agora com a classificação geral da Super especial de Lisboa:





O verdadeiro rally começa amanhã, com a disputa de 6 especiais contra o cronómetro, com dupla passagem por Silves, Ourique e Almodôvar, que prometem animar e de que maneira todos aqueles que sigam de perto todas as incidências. A lista de inscritos é grande, com 15 WRC´s à partida, os destaques vão para o regresso de H. Solberg ao mundial com um projecto pessoal que engloba algumas provas e começa precisamente na prova portuguesa. Também J. Hanninen está de volta ao volante do Hyundai I20 WRC, que se apresenta nesta prova pela primeira vez com 3 carros num rally. D. Sordo e Neuville são os outros dois representantes da marca coreana.

O. Tanak, apoiado pela M- Sport, também regressa à categoria máxima, depois de no méxico ter alinhado 
na categoria WRC2 com um Fiesta R5.



CAR NODRIVER/CO-DRIVERTEAM/CARELIGIBILITYGROUP CLASSFIA PRIORITY
1FRAS. OGIER
FRAJ. INGRASSIA
VOLKSWAGEN MOTORSPORT
VOLKSWAGEN POLO R WRC
MRC1P1
2FINJ. LATVALA
FINM. ANTTILA
VOLKSWAGEN MOTORSPORT
VOLKSWAGEN POLO R WRC
MRC1P1
3GBRK. MEEKE
IRLP. NAGLE
CITROËN TOTAL ABU DHABI WRT
CITROËN DS3 WRC
MRC1P1
4NORM. OSTBERG
SWEJ. ANDERSSON
CITROËN TOTAL ABU DHABI WRT
CITROËN DS3 WRC
MRC1P1
5FINM. HIRVONEN
FINJ. LEHTINEN
M-SPORT WORLD RALLY TEAM
FORD FIESTARS WRC
MRC1P1
6GBRE. EVANS
GBRD. BARRITT
M-SPORT WORLD RALLY TEAM
FORD FIESTARS WRC
MRC1P1
7BELT. NEUVILLE
BELN. GILSOUL
HYUNDAI MOTORSPORT
HYUNDAI I20 WRC
MRC1P1
8FINJ. HÄNNINEN
FINT. TUOMINEN
HYUNDAI MOTORSPORT
HYUNDAI I20 WRC
MRC1P1
9NORA. MIKKELSEN
FINM. MARKKULA
VOLKSWAGEN MOTORSPORT II
VOLKSWAGEN POLO R WRC
TRC1P1
10POLR. KUBICA
POLM. SZCZEPANIAK
RK M-SPORT WORLD RALLY TEAM
FORD FIESTA RS WRC
TRC1P1
11ESTO. TANAK
ESTR. MOLDER
M-SPORT WORLD RALLY TEAM
FORD FIESTA RS WRC
RC1P1
12AREK. AL QASSIMI
IRLC. PATTERSON
CITROËN TOTAL ABU DHABI WRT
CITROËN DS3 WRC
RC1P1
16NORH. SOLBERG
AUTI. MINOR
HENNING SOLBERG
FORD FIESTA RS WRC
RC1P1
20ESPD. SORDO
ESPM. MARTI
HYUNDAI MOTORSPORT N
HYUNDAI I20 WRC
TRC1P1
21CZEM. PROKOP
CZEJ. TOMÁNEK
JIPOCAR CZECH NATIONAL TEAM
FORD FIESTA RS WRC
TRC1P1


Quanto ao WRC2, podemos dizer que será mais difícil definir um favorito à vitória final, pois a lista de inscritos é grande, em quantidade e qualidade. Y. Protasov, que venceu 2 das 3 provas disputadas, terá de ser considerado o grande favorito, mas Bertelli, Al-Attiyah (também de regresso), Tidemand, Al-Kuwari e mesmo B. Sousa, não vão desarmar, e prometem aqui um bela e interessante luta pela vitória final. Por nós, a vitória podia ficar em casa, ficamos a torcer fortemente pelo nosso compatriota.


32UKRY. PROTASOV
UKRP. CHEREPIN
YURIY PROTASOV
FORD FIESTA R5
WRC2RC2P3
33ITAM. RENDINA
ITAM. PIZZUTI
WWW.RALLYPROJECT.COM S.R.L
MITSUBISHI LANCER EVO X GR.N
WRC2RC2P3
35FINJ. KETOMAA
FINK. LINDSTROM
DRIVE DMACK
FORD FIESTA R5
WRC2RC2P3
36IRLR. BARRABLE
GBRS. LOUDON
ROBERT BARRABLE
FORD FIESTA R5
WRC2RC2P3
37ITAL. BERTELLI
ITAM. DOTTA
F.W.R.T
FORD FIESTA R5
RC2
38SWEF. ÅHLIN
NORM. ABRAHAMSEN
FREDRIK ÅHLIN
FORD FIESTA R5
WRC2RC2P3
39UKRV. GORBAN
UKRV. KORSIA
EUROLAMP WORLD RALLY TEAM
MINI JCW RRC S2000
WRC2RC2P3
40QATN. AL-ATTIYAH
ITAG. BERNACCHINI
NASSER AL-ATTIYAH
FORD FIESTA RRC S2000
WRC2RC2P3
41PERN. FUCHS
ARGF. MUSSANO
NICOLÁS FUCHS SIERLECKI
FORD FIESTA R5
WRC2RC2P3
42SWEP. TIDEMAND
SWEO. FLOENE
PONTUS TIDEMAND
FORD FIESTA R5
WRC2RC2P3
43PRTB. SOUSA
PRTH. MAGALHÃES
BERNARDO RODRIGUES TOMAS SOUSA
FORD FIESTA RRC S2000
WRC2RC2P3
44FRAJ. MAURIN
FRAN. KLINGER
JULIEN MAURIN
FORD FIESTA RRC S2000
WRC2RC2P3
45INDS. AKSA
ITAN. ARENA
BOSOWA RALLY TEAM
FORD FIESTA RRC S2000
WRC2RC2P3
46ARER. AL-KETBI
DEUK. HEPPERLE
SKYDIVE DUBAI RALLY TEAM
FORD FIESTA R5
WRC2RC2P3
47QATA. AL-KUWARI
IRLK. DUFFY
PUMA RALLY TEAM
FORD FIESTA RRC S2000
WRC2RC2P3
48ESTM. KANGUR
ESTA. OTS
AT RALLY TEAM
FORD FIESTA S2000
WRC2RC2P3
49GBRM. MCCORMACK
IRLD. MOYNHAN
MARTIN MCCORMACK
FORD FIESTA R5
WRC2RC2
50ITAM. VALLARIO
ITAA. PASCALE
MARCO VALLARIO
MITSUBISHI LANCER EVOX GR.N
WRC2RC2P3


Estão dadas as primeiras aceleradelas do rally de Portugal, e com ele espectáculo garantido, pois a chuva intensa que caiu em todo o pais, terá deixado marcas nos troços, que poderão esconder muitas ratoeiras, das quais os pilotos terão de fugir. Tudo para ser seguido a partir de amanhã, pouco depois das 10h da manhã. Nós estaremos por ca para lhe fazer chegar todas as novidades ao longo do dia, e com o resumo de todas as incidências que esta primeira etapa nos dará.



Horário do 2º dia:
SS2
21.50
10:06
SS3
20.7
11:06
SS4
26.48
11:49
SS5
21.50
14:51
SS6
20.7
15:51
SS7
26.48
16:34



Alguém fará frente a Ogier? B. Sousa terá uma palavra na luta pela vitória em WRC2? E Pedro Meireles, aguentará a pressão de R. Moura?

Tudo para conferir amanhã, e ao longo dos próximos 3 dias, no nosso facebook e aqui no blog “Chicane desportos motorizados”.


Até lá, e por terra lusas… if in doubt flat out!


fotos:
retiradas de google.pt

fontes:
wrc.com



Carlos Mota

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A receita (ou falta dela) para melhorar o som dos motores, dada pela Renault.

Andam os fãs chateados, andam alguns pilotos pouco agradados, andam os responsáveis a pensar o que se pode fazer. O som dos motores tem sido o assunto do dia (é provável que seja também falta de assunto e como tal, continua-se com o mesmo problema).

É um facto que o som do motor é agora menos agradável. Parece um motor que dormiu com os pés de fora e apanhou frio, tendo acabado por ficar com o nariz entupido.

Nós queríamos ter já encerrado este assunto, sobre o qual já falamos, mas a Autosport falou com o chefe da Renault sobre o problema e a resposta é pertinente e pode interessar.

Perguntaram o que se poderia fazer para melhorar ou aumentar o som dos motores e  a resposta... não vai animar os mais descontentes.

Para Remi Taffin, há dois problemas no som dos motores: o turbo e as rotações.

No que diz respeito as rotação, passamos de 18000 rpm para um máximo regulamentado de 15000. Só aí seria uma diferença significativa, mas para piorar a situação, os motores têm atingido máximos de 11000 rpm, estando a média nas 10000 rpm. Ou seja uma diminuição de 8000 rpm o que é muito.

Depois há também o turbo. Este componente fica situado entre o motor e a saída de escape. Ou seja, para além de recuperar energia, está também a fazer um efeito de silenciador, pois não se ouve de forma tão "directa" o som  dos V6.

O resultado destes dois factores resulta no som que temos agora.

O que fazer para aumentar o volume dos motores? Segundo Taffin, mexer no escape é irrelevante. Para além de, provavelmente, obrigar a repensar o motor e gastar mais dinheiro, não trará benefícios, pois o problema do turbo mantém-se. Ele está lá e vai sempre mascarar um pouco o som dos motores. Nada a fazer.

A única solução, para o chefe da marca do losango, seria aumentar as rotações ao motor. Mas isso traz consigo uma implicação importante. A famosa regra dos 100Kg/h de combustível teria de ser esquecida. Para aumentar as rotações é necessário fornecer mais combustível e neste momento para cumprir com a regra, as equipas não podem chegar a rotações mais elevadas. Mas esquecendo a regra, objectivo de aumentar a eficiência da modalidade estaria posto em causa.

É provável que se tomem medidas no futuro para se mudar esta situação. Há muita gente descontente e há até rumores de contratos com certas pistas a serem postos em causa, por causa da baixa do som das unidades motrizes ( poderá ser uma jogada estratégica para diminuir o preço que se paga para receber a F1).

Para se fazer a tal mudança, ou outra ideia surge, ou então será preciso mudar os regulamentos e abdicar do objectivo da eficiência. Para além de ser um grande revés para a FIA, seria também um afastamento do objectivo principal desta revolução toda, que é fazer os melhores e mais eficientes motores do mundo e "exportar" essa tecnologia para os carros do dia a dia (algo que foi pedido pela Renault e que já permitiu atrair a Honda). É uma questão delicada que os "chefes" vão ter de responder. Quererá a F1 ser o topo da evolução mecânica, mesmo perdendo ao nível da espectacularidade,ou quererá ser a F1 mais dramática e mais ruidosa, satisfazendo assim muitos fãs, mas ao mesmo tempo, ficando longe dos objectivos propostos, que permitiriam que a F1 fosse cada vez mais a modalidade mais avançada do desporto motorizado (como deve ser sempre)? Ou haverá alguma solução que permita o meio termo entre as duas realidades?

Que rumo se seguirá? Não sabemos. Mas que seria benéfico aumentar-se o som das máquinas, isso ninguém duvida. Mas valerá a pena dar um passo atrás? Muitas dúvidas para serem respondidas no futuro.



fontes:
autosport.com
Fotos:
retiradas de google.pt


Fábio Mendes

terça-feira, 1 de abril de 2014

Fafe Rally Sprint 2014. Fafe ontem, hoje, e amanha?

Realizou-se no passado sábado a 3ª edição do Fafe Rally Sprint, prova que trouxe mais uma vez as máquinas do WRC até ao famoso troço de Fafe/Lameirinha, neste evento que serve também para abrir o “apetite” para o rally de Portugal que se realiza  já nesta semana, mas no sul do pais, entre o algarve e o baixo Alentejo.

Mais uma vez foram milhares e milhares de apaixonados por rally deslocaram-se para sentir bem de perto às emoções, e recordar outros tempos, quando o rally de Portugal por ali andava e fazia as delícias de todos os que se assistiam às suas especiais, em verdadeiras romarias, que juntava milhares de pessoas, fazendo deste espaço um autêntico estádio natural.

Nós também marcamos presença, pelo 3º ano consecutivo, e mais uma vez a sensação foi única. Ficamos novamente na zona do Confurco, este ano na sua fase descendente, com vista privilegiada sobre todos os pontos míticos dessa zona, entrada no asfalto e gancho de reentrada de novo na zona de terra, bem na nossa frente. Que bela paisagem tínhamos.

O ambiente é sem duvida indescritível. Só mesmo vivendo dá para perceber a imensidão desta paixão por ralis que nós portugueses temos e o quanto somos pequenos no mais belo palco natural de rally do mundo, simplesmente a rebentar pelas costuras.

Este ano a “visita” a este evento foi diferente, pois por motivos profissionais, não nos foi permitido seguir viagem logo na sexta ao final da tarde, como no ano passado. Fizemo-lo bem cedo, pelas 6h da manhã arrancamos rumo ao nosso destino... Fafe.

Uma hora de viagem depois, já nos encontrávamos bem perto do que nos esperava, uma bela caminhada de 8km a pé até ao confurco, pois o trânsito estava já cortado naquela direcção. Sem hesitar, carro estacionado e siga caminho, cerca de 50 minutos.

Felizmente conseguimos um bom lugar bem junto das emoções, e longe do perigo, ficamos pregados junto à rede na última curva da descida da Lameirinha, com toda a visibilidade para todo o espectáculo que seguiria. E que espectáculo. Eram 9 da manha quando olhei em volta, com olhos de ver, e assustei-me, milhares já preenchiam toda a encosta dos dois lados, tapando o verde da natureza, dando espaço a moldura humana aficionada por esta modalidade, e desculpem-me os meus colegas do blog, a mais bela vertente motorizada do mundo – Rally.

Pouco depois lá iam passando os pilotos com os carros de reconhecimentos, tirando as notas para o que viria da parte da tarde, rally puro e duro, como ele deve ser, porque nem a “feijões” esta malta gosta de perder. O ponto alto desta secção foi mesmo quando Ogier saiu do seu carro de reconhecimentos, e parou o veiculo em frente a encosta do Confurco, colocando-se em cima do mesmo acenado a toda aquela imensidão de gente, que àquela hora, e a 4h do inicio da prova, já enchia por completo todo aquele espaço. O francês da Volkswagen estava eufórico, saltava enquanto tirava fotos e o publico rejubilava. Foi sem duvida uma bela maneira de começar o espectáculo. O francês gosta de nós, gosta desta gente, gosta dos fãs portugueses. Eu acho que aprendi a gostar deste tipo. Se gostas do rally em Fafe, então eu também gosto de ti.

No final da manhã, o mítico e carismático presidente do automóvel clube de Portugal, este ano mais calmo e menos falador. Leu um gigante cartaz que pedia o rally de Portugal de novo norte, tirou umas fotos para aparecer nos jornais sorridente, e lá foi a sua vida. Pelo meio ouviu um bom coro de assobios, porque este povo não esquece todas as promessas feitas por Carlos Barbosa, que o rally de Portugal viria já em 2014 para o norte e centro de Portugal. Não veio, falando-se mais tarde que seria em 2015 e afinal também não deve vir. É o que dá falar depois do almoço. O recado ainda assim foi dado.

O tempo ia passando, entre conversa para aqui e para ali, lá nos íamos ajeitando da melhor maneira para aquele belo lugar não nos fugisse, ao lado de uns simpáticos espanhóis ( que mais uma vez inundaram Fafe), lá nos posicionamos. Tudo a postos, ia começar o espectáculo.

Numa prova em que o resultado final era para segundo plano, todos os pilotos deram o máximo, mas estavam sem dúvida mais preocupados em divertirem-se, e divertirem o publico. Foi de facto um espectáculo memorável, carregado de momentos de pura condução, espectáculo, adrenalina. Ogier, venceu no final, para não se desabituar. Mas quem ganhou de facto fomos nós todos ali presentes. Fafe é de facto o auge do rally, é essência. Está o Brasil para o futebol como o Fafe para o rally. Aquele asfalto, aquele estádio natural que nos enche a alma cada vez que por ali paramos.

O resto? Ficam as memórias, os vídeos, as fotos e já ficam as saudades. A incerteza quanto ao futuro do rally de Portugal continua a ser uma realidade, ou não. 2015 no norte ou no sul?


Fafe ontem, hoje e para sempre!!!

Fotos:
retiradas da página Doidos por Rally:

https://www.facebook.com/doidosporrally?fref=ts

Carlos Mota

DTM 2014: As mudanças no "Meisterschaft".

Já não falta muito para o inicio do campeonato de DTM de 2014. Para este ano é esperada ainda mais emoção do que no ano passado, num campeonato que já de si é muito competitivo.

O DTM (Deutsche Tourenwagen Masters) é a continuação do antigo DTM alemão e do ITC, provas que foram interrompidas em 1996, devido aos elevados custos.

O DTM no formato actual foi iniciado em 2000, com a Opel e a Mercedes a apostar na modalidade, enquanto a BMW não se mostrou interessada e a Audi competia com carros privados. Só em 2004 entrou com equipas de fábrica na competição. Em 2005 a Opel retirou-se da competição, deixando apenas a Mercedes e a Audi competindo entre si, numa disputa muito renhida. Foram várias as equipas a pensar ingressar na competição, mas nenhuma deu o passo em frente, até que em 2012, 20 anos depois, a BMW resolve regressar ao DTM, vencendo logo nesse ano o campeonato de construtores e de pilotos com Bruno Spengler.

No ano passado a luta pelo titulo foi entre a Audi e a BMW. A marca bávara era a grande favorita e a Audi teve um inicio francamente negativo. Mas o esforço do piloto Audi, Mike Rockenfeller, foi compensado. O piloto apostou na consistência e foi acumulando pontos em todas as provas, até vencer o campeonato, sendo "apertado" no final por Augusto Farfus (BMW), mas sem que isso colocasse em perigo o titulo de "Rocky". A BMW venceu o campeonato de construtores, tendo o melhor carro do grid e a Mercedes ficou a "ver navios" em mais um ano que não conseguiu mostrar a competitividade que devia.

Para este ano temos um grid reformulado, com várias caras novas, conhecidas de outras paragens.
Maxim Martin foi promovido a piloto BMW (ele que também era piloto de testes), Nico Muller deixou a WSR3.5 para se juntar à BMW, Vitaly Petrov e Paul DiResta são as novas caras da Mercedes e por fim aquele por quem temos um carinho especial, António Félix da Costa, o jovem talento português, a ingressar na BMW.

É um claro aumento de qualidade, num grid que já era muito forte, com excelentes pilotos, misturando a experiência com a juventude, com muita qualidade à mistura.

Mike Rockenfeller apresenta-se como o ponta de lança da Audi este ano, com Timo Scheider e Matias Ekstrom a quererem melhorar as prestações do ano passado e mostrar o porquê de já terem sido campeões.

A BMW apresenta um line up de luxo, com nomes como Bruno Spengler, Augusto Farfus ( para nós um dos grandes favoritos deste ano), Martin Tomczyk e grande curiosidade para ver o comportamento de Félix da Costa, numa serie completamente diferente do que está habituado. As primeiras corridas serão obviamente de adaptação, mas o talento do Formiga permitirá que possa lutar pelos lugares cimeiros.


Na Mercedes, Gary Paffet ganha a forte concorrência de Di Resta, um piloto que muito apreciamos e que poderá voltar a brilhar no DTM, ele que já foi campeão nesta modalidade. Petrov pode beneficiar por ter competido na F1. Experiência nunca é demais. A manter debaixo de olho Pascal Wehrlein, o jovem piloto Mercedes que fez uma época bem interessante e que poderá surpreender em breve.

Em relação às maquinas, a BMW já apresentou o seu M4 DTM tal como a Audi já mostrou ao mundo o seu novo RS5 DTM. Falta ainda a apresentação oficial do novo Mercedes AMG C Coupé DTM.

As equipas apostaram essencialmente em melhorar a parte aerodinâmica dos carros, uma vez que os regulamentos extremamente rígidos do DTM não permitem dar azo a grandes mudanças a nível técnico. A BMW será a que apresenta um pacote mais arrojado com o novo M4. Um design melhorado em relação ao excelente M3. Já a Audi mantém a mesma base do ano passado, com o RS5 DTM, apostando apenas em melhorias ao nível das pormenores aerodinâmicos. A verdade é que a Audi tem de melhorar para não ficar atrás em relação a BMW, que quanto a nós parece ser a favorita. Já a Mercedes tem ainda muito por divulgar, pois apenas é conhecido o line up dos seus pilotos, não sabendo quais as sua equipas e como foi dito não se conhecendo o novo carro para 2014. Mas terão de fazer muito melhor que no ano passado.

Ao nível do "coração" dos carros mantêm-se na mesma, com os V8, 4L a debitarem 480Cv. Para 2015 ou 2016, haverá uma revolução nos motores, com o uso de motores 4 cilindros de 2L, de forma a aproximar os carros do DTM aos carros do GT500 japonês. A ideia é exportar o conceito DTM para os EUA, com a possibilidade de usarem também carros dos GT500 do Japão, mas esse passo ainda está longe de acontecer, pois nenhuma marca americana mostrou interesse. Uma possível unificação entre a competição Alemã e Japonesa? nada foi dito sobre isso e com o WTCC em força é pouco provável que aconteça, mas esta uniformização poderá permitir isso mesmo. Mas aí já estamos no campo da especulação.


Mas para este ano espera-se muita acção, muita competição, o que já é costume no DTM, numa época onde seguiremos com especial atenção Augusto Farfus e mais ainda António Félix da Costa.




Fica o line up para este ano:

MakeCarTeamNo.DriversRounds
AudiAudi RS5 DTMAudi Sport Team Phoenix[1]1Germany Mike Rockenfeller[1]
2Germany Timo Scheider[1]
Audi Sport Team Abt Sportsline[1]7Sweden Mattias Ekström[1]
8France Adrien Tambay[1]
14Spain Miguel Molina[1]
15Italy Edoardo Mortara[1]
Audi Sport Team Rosberg[1]20United Kingdom Jamie Green[1]
21Switzerland Nico Müller[1]
BMWBMW M4 DTM[2]BMW Team RBM[3]3Brazil Augusto Farfus[4]
4United States Joey Hand[4]
BMW Team Schnitzer[3]9Canada Bruno Spengler[4]
10Germany Martin Tomczyk[4]
BMW Team MTEK[3]16Germany Timo Glock[4]
17Portugal António Félix da Costa[4]
BMW Team RMG[3]22Germany Marco Wittmann[4]
23Belgium Maxime Martin[4]
Mercedes-BenzDTM AMG Mercedes C-CoupéTBA5United Kingdom Gary Paffett[5]
6United Kingdom Paul di Resta[6]
11Germany Christian Vietoris[7]
12Canada Robert Wickens[7]
18Spain Daniel Juncadella[8]
19Germany Pascal Wehrlein[7]
24Russia Vitaly Petrov[9]



O calendário para 2014:

RoundCircuitDate
1Germany HockenheimringBaden-Württemberg4 May
2Germany Motorsport Arena OscherslebenSaxony-Anhalt18 May
3Hungary HungaroringMogyoród1 June
4Germany NorisringNuremberg29 June
5Russia Moscow RacewayVolokolamsk13 July
6Austria Red Bull RingSpielberg3 August
7Germany NürburgringRhineland-Palatinate17 August
8Germany EuroSpeedway LausitzBrandenburg14 September
9China Guangzhou Street CircuitGuangzhou[12]28 September
10Germany HockenheimringBaden-Württemberg19 October



Fontes:
racecar-engineering.com
wikipedia.com
dtm.com



Fábio Mendes