domingo, 6 de julho de 2014

F1 – GP Grã Bretanha. Destaques: Acreditar até ao fim e lutar com tudo.

Foi mais um brilhante capítulo desta época de 2014 de F1. Silverstone foi palco de uma emocionante qualificação e de uma excelente corrida, com grandes recuperações, muita luta e muito espectáculo. O 1º partiu de 6º, o 2º partiu de 14º e o 3º partiu de 8º. A lição que fica. Acreditar sempre até ao fim. A F1 este ano está mesmo imprevisível.

Mercedes:

Uma grande injecção de moral em Hamilton quando mais precisava. Se Mónaco foi um golpe duro no britânico e a partir dai o seu rendimento caiu um pouco, a vitória perante o seu publico com certeza trará mais força para a luta pelo titulo. O fim de semana não prometia nada de bom. Obrigado a abandonar a FP2 mais cedo e o erro crasso da qualificação, quando pensou que não ia melhorar o tempo enquanto todos melhoraram, pareciam ditar um final de semana inglório. Mas a F1 este ano está recheada de reviravoltas e hoje foi mais uma. Hamilton voltou a partir forte e recuperou de 6º para 2º em 4 voltas. Mas desta vez a sorte esteve do lado dele. Mas é injusto pensar que é só sorte. Antes de Rosberg desistir, Lewis estava a ganhar perto de 1 segundo por volta, com pneus duros o que mostra o seu andamento. Foi uma vitória fácil mas acreditamos que a conseguisse “no braço” caso  Rosberg não desistisse. O alemão esteve ao seu nível. Não erra mas também não deslumbra. É uma máquina este ano. Mas o azar bateu à sua porta desta vez. Mais uma vez se prova que os poderosos Mercedes também falham. E ainda falta meio campeonato pela frente. Esta luta promete.


Williams:

Um erro estratégico na qualificação atirou Bottas para 14º e e Massa para 15º. Se Massa não tem motivos para festejar, na sua 200ª corrida, Bottas deu mais um recital. Não somos fãs do finlandês, e a sua postura fora da pista não ajuda, mas em pista tem mostrado qualidade e hoje esteve imparável. Fez ultrapassagens brilhantes e em 20 voltas chegou ao 2º lugar. O Williams é o mais forte nas rectas mas mesmo assim Bottas teve de trabalhar bastante para mais este pódio. Começamos a acreditar que pode brilhar no futuro. O fim de semana parecia estar mal encaminhado, mas a Williams voltou ao pódio e parece finalmente no rumo certo. Massa continua com muito azar, mas o seu esforço merece crédito por parte da equipa e dos fãs.

Red Bull:

Esperávamos um pouco mais da Red Bull. Ricciardo em 3º é muito bom, e com Vettel em 5º faz um somatório interessante, mas as características de Silverstone assentavam muito bem ao RB10 e isso não foi visível em pista. Foram os 3ºs melhores hoje quando devia ter sido 2ºs melhores. Ricciardo mostrou que no poupar é que está o ganho e aproveitou a estratégia ao máximo, em mais uma prova de que está numa super-forma. Já Vettel teve uma luta tremenda com Alonso. No final ficou na frente mas suou muito para passar o espanhol (o que não é nada fácil). Há quem diga que provou hoje que não é apenas piloto para liderar e que também sabe lutar mas a nós, deixou-nos ainda com algumas dúvidas. A ultrapassagem é brilhante e corajosa mas o alemão perde muito o sangue frio nestas situações. E o choradinho no rádio era desnecessário. Precisa de fazer algo mais ganhar o respeito da maioria dos fãs. E ainda não o fez este ano.

McLaren:

Quem diria que conseguiriam um bom resultado em Silverstone. O MP4/29 é claramente fraco em pistas com necessidade de elevado apoio aerodinâmico, mas hoje a McLaren pode agradecer a Button o 4º lugar. Seria difícil manter o 3º, mas a forma como se defendeu de Alonso foi brilhante. E que dizer da recuperação fantástica nas últimas voltas. Havia muito em jogo hoje, com a homenagem ao seu pai e a mais que obrigatória resposta a Ron Dennis. Button lidou com tudo isso de forma brilhante e por 0.8 seg, que não subiu ao pódio. E agora Ron, achas que Jenson merece um lugar para o ano? Magnussen foi muito mais discreto e esperou demasiado para ver o que a luta Vettel vs Alonso dava e o seu 7º prova isso. Mas não comprometeu o que também é bom. Precisa de ser mais agressivo. Boa evolução da McLaren mais muito trabalho ainda pela frente.

Ferrari:

Kimi não anda definitivamente com sorte. Hoje sofreu um grave acidente que poderia ter tido repercussões diferentes. Felizmente não resultou em nada de grave. Já Alonso mostrou-se de novo. Agressivo, subiu na classificação de forma brilhante e quando não pôde subir mais, defendeu com unhas e dentes o 5º. Não o conseguiu é certo, mas Vettel suou e muito para o passar, numa luta que fez lembrar 2012. Não há como fugir a este facto. Alonso é mesmo um dos grandes da F1 e o seu talento merece mais do que uma luta pelo 5º. O choradinho na rádio era desnecessário também mas no fogo da luta fazem coisas sem muito nexo, como ele admitiu. Mas foi bom ver Alonso de volta ao espectáculo.

Force India:

Corrida fraca da equipa de Vijay Mallya. Perez envolveu-se com Vergne no inicio e foi parar aos últimos lugares, não tendo argumentos para recuperar mais do que o 11º. Hulkenberg pontuou mais uma vez, mostrando uma regularidade incrível mas hoje esteve uns furos abaixo do habitual. Defendeu-se bem mas o carro sofreu com muita subviragem devido ao vento que se fazia sentir em pista e os carros ressentiram-se disso. A equipa parece um pouco estagnada no que diz respeito ao desenvolvimento do monolugar. É preciso mais para voltar ao pódio. 

 Toro Rosso:

Não foi uma má corrida para Vergne e Kvyat, 10º e 9º respectivamente. O russo continua a somar boas prestações e o francês continua a não se assumir como o claro nº1, o que pode ditar a sua saída no final da época. Com Félix da Costa na Formula E parecia claro que o próximo na lista seria Sainz Jr, mas os rumores apontam para a ida do espanhol para a Caterham para o próximo ano, o que deixa ainda o nosso Formiga com uma ligeira hipótese. Mas fica a sensação que a equipa podia dar um pouco mais do que tem dado. Mas um fim de semana sem abandonos e com pontos já é bastante positivo dado o recente historial da equipa.

Lotus:

Corrida discreta mais uma vez, com Grosjean a ficar em 12º e Maldonado em 17º, obrigado a desistir no final. É definitivamente um ano para esquecer e as agulhas já estarão por certo apontadas a 2015. Falou-se que a Lotus terá acordo com a Mercedes para receber os motores germânicos o que será um aumento na qualidade. A verdade é que este ano falou-se muito do potencial do E22 mas apenas isso. Na pista não se viu ainda nada de relevo. Já agora onde anda a Lotus atrevida nas redes sociais? Era um elemento mais para a equipa que até isso perdeu este ano. 

 Sauber:

Mais uma corrida, mais um fraco desempenho. Gutierrez meteu-se com Maldonado e foi forçado a abandonar e será penalizado por isso, sendo a 2ª corrida consecutiva em que é penalizado. Não será altura de começar a questionar os desempenhos do mexicano? Sutil foi 13º mas sem argumentos para mais. Queixou-se mais uma vez dos travões que muitas dores de cabeça têm dado à equipa. Esperemos que a pausa de verão traga novas ideias.



Marussia/ Caterham:

Bianchi em 14º voltou a ser o melhor deste pelotão. Falou-se no nome do francês para substituir Kimi, caso a sua lesão fosse impeditiva, mas tudo isso está por confirmar ainda. Mas foi mais um bom desempenho do francês.  Kobayashi e Chilton apanharam um valente susto, com o japonês a ser forçado para fora da pista, no acidente de Kimi, mostrando bons reflexos e Chilton ainda apanhou com um pneu do Ferrari o que poderia ter tido consequência bem piores. 15º e 16º respectivamente mas no meio do susto se calhar isso é o menos. Realçar que ambos sofreram vários danos no carro devido ao acidente e que Chilton foi penalizado por ter entrado na box com bandeiras vermelhas. Ericsson mais um erro e mais uma desistência ( falhou uma curva e bateu num limitador o que partiu a suspensão). A F1 não é definitivamente o campeonato para ele. Coloquem Frijns um domingo só para experimentarem e vão ver a diferença.


Próxima paragem será em Hockenheim, onde Vettel e principalmente Rosberg quererão brilhar. Hamilton já prometeu que irá tentar melhorar na qualificação que tem sido o seu ponto fraco este ano. Este campeonato está a ficar cada vez melhor. Antes disso os testes para jovens pilotos a decorrer a partir de amanhã em Silverstone.

Fotos:
retiradas do facebook das equipas

Fábio Mendes

F1 – GP da Grã Bretanha. Hamilton de volta à luta. Resumo

Foi mais uma excelente corrida, no que costuma ser um óptimo hábito este ano. Com Ferrari e Williams nos últimos lugares e com Hamilton em 6º esperava-se uma corrida muito interessante. E de facto foi uma corrida cheia de motivos de interesse.

A largada trouxe logo muitas mudanças com Vettel a largar muito mal, sendo passado por Button, Magnussen e Hamilton. Mas um par de curvas à frente, Raikkonen teve uma saída de pista e quando regressou ao asfalto perdeu o controlo do Ferrari e foi contra as barreiras, levando consigo o Caterham de Kobayashi que conseguiu escapar apenas com o nariz danificado e Massa que ao travar forte para evitar o contacto com Kimi, perdeu a traseira do Williams ainda chocando com o Ferrari. 

Resultado foi o abandono de Kimi e Massa e bandeiras vermelhas para reparar as barreiras que ficaram muito danificadas o que demorou quase 1h. Alonso teve uma fraca largada, ele que parou à frente da marca no grid o que daria origem a uma penalização de 5 seg, Massa com problemas na caixa também largou mal e para culminar o role de azares do fim de semana teve o contacto com Kimi e Perez teve uma saída de pista indo parar às ultimas posições também.

A corrida foi retomada sob safety car, com Rosberg a ganhar logo um bom avanço, enquanto Hamilton passava facilmente por Magnussen e Button (que não quis lutar com Lewis), passando para 2º logo na 4º volta.

Quem estava endiabrado era Bottas, que fez uma recuperação fantástica até ao 3º, ele que largou 14º. Foi sem dúvida um dos melhores da tarde, tendo feito ultrapassagens fantásticas, cavando o fosso quando ficou em 2º, lugar que não largaria até ao final.

Em grande forma estava também Alonso que fez também uma grande recuperação até ao 5º onde encontrou Button que não lhe facilitou a vida e não o deixou passar.

Vettel e Ricciardo iam também recuperando, embora com dificuldade para passar por Hulkenberg.

Era uma fase muito movimentada da corrida com muitas ultrapassagens e muitas mudanças de posição, algo que durou até à volta 29 onde se deu o golpe de teatro da tarde. A caixa de Rosberg começou a dar problemas e obrigou o alemão a abandonar a corrida.

A partir dai foi apenas uma questão de gerir a corrida para Hamilton que sem adversário para o ameaçar, via a vitória mais próxima. Bottas mantinha-se em 2º e Ricciardo aparecia em 3º depois de uma boa recuperação e fruto da estratégia de apenas uma paragem.

Button era 4º e atrás dele começava a luta da tarde. Alonso vs Vettel. O espanhol passou Vettel na volta 35 e a partir dai foi uma luta intensa, com Vettel a fazer de tudo para passar Alonso e com o espanhol a usar todo o seu arsenal defensivo para manter a posição. Mas o Ferrari tinha pneus mais usados que o Red Bull, o que era uma desvantagem para Alonso. Até que na volta 48, Vettel usou talento coragem e um pouco de raiva para passar Alonso, numa ultrapassagem que durou 4 curvas. Falou-se  muito na radio com Vettel a queixar-se de que Alonso saiu de pista várias vezes e com Fernando a queixar-se de que “Seb” usou o DRS de forma ilegal, aproveitando o facto de ter saído de pista para o ultrapassar. Muitos nervos mas pouca razão de ambos. Mas o resultado final foi um espectáculo fenomenal.

Nas últimas 5 voltas Button, que estava a 10 segundos de Ricciardo, começou o seu ataque final que acabou a 0.8 segundos do australiano. Mais uma volta e Button poderia ter festejado um saboroso pódio, no dia em que se fez a homenagem ao seu falecido pai, com muita gente a usar camisas rosas.

No final, a vitória muito celebrada pelo público de Hamilton, que não sonhou ter uma corrida tão fácil, 2º lugar para Bottas que depois do 3º lugar na Áustria volta ao pódio, mostrando muita qualidade e Ricciardo, que à rasca conseguiu fazer durar a estratégia e voltar ao pódio.



Classificação 

1º Lewis Hamilton Mercedes 2h26m52.094s
2º Valtteri Bottas Williams + 30"135
3º Daniel Ricciardo Red Bull + 46"495
4º Jenson Button McLaren + 47"390
5º Sebastian Vettel Red Bull + 53"864
6º Fernando Alonso Ferrari + 59"946
7º Kevin Magnussen McLaren + 62"563
8º Nico Hulkenberg Force India + 88"692
9º Daniil Kvyat Toro Rosso + 89"340
10º Jean-Eric Vergne Toro Rosso + 1 volta
11º Sergio Pérez Force India + 1 volta
12º Romain Grosjean Lotus + 6"000
13º Adrian Sutil Sauber + 1 volta
14º Jules Bianchi Marussia + 1 volta
15º Kamui Kobayashi Caterham + 2 voltas
16º Max Chilton Marussia + 2 voltas
17º Pastor Maldonado Lotus + 3 voltas
18º Nico Rosberg Mercedes + 2 voltas
19º Marcus Ericsson Caterham + 14 voltas
20º Esteban Gutiérrez Sauber + 2 voltas
21º Felipe Massa Williams NT/Acidente
22º Kimi Raikkonen Ferrari NT/Acidente




Fontes:

autosport.pt

fotos:
facebook das equipas



Fábio Mendes 

sábado, 5 de julho de 2014

F1 – GP da Grã Bretanha: Chuva de Verão virou do avesso a qualificação.

Silverstone já nos habituou a este tipo de meteorologia variável, mas hoje foi o ingrediente extra para apimentar ainda mais a qualificação, que foi fenomenal. Foi uma tarde difícil para todos, com condições de pista muito variáveis. Uns acabaram a sorrir, outros pagaram o preço por estar na hora errada no sitio errado.

A Q1 iniciava-se com a pista molhada e com os carros a sair com pneus intermédios, com a Sauber e a Marussia a dar inicio as hostilidades. Sem surpresa era a Mercedes que assumia o topo da tabela de tempos. Mas quando  a pista começava a secar, mais chuva apareceu, embora de forma ligeira. A pista tornava-se demasiado seca para os intermédios mas demasiado molhada para os slicks.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Horários 4 e 5 de Julho

Sexta-feira é dia de horários no Chicane e hoje não podia ser diferente. Apenas seguimos a F1 em Silverstone e a Indycar em Pocono.

Sábado, 5 de Julho
Fórmula 1 - Silverstone
10h - Treinos Livres
13h - Qualificação

IndyCar Series - Pocono Raceway
15h - Treinos Livres 1
18.30h - Treinos Livres 2
22h - Qualificação

Domingo, 6 de Julho
Fórmula 1 - Silverstone
13h - Corrida

IndyCar Series - Pocono Raceway

18.10h - Corrida 

fotos:
formula1.com
indycar.com

Pedro Mendes

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Amanhã, volta a fazer-se história na Formula 1…

A actual piloto de testes da equipa Williams, Susie Wolff, está prestes a entrar na história da Formula 1. Foi anunciado que esta fará parte da sessão oficial de treinos livres, amanhã, no grande prémio deste fim-de-semana, em Silverstone.  Susie vai substituir o piloto finlandês, Valtteri Bottas, no seu FW36. A piloto Giovanna Amati, em 1992, foi a última piloto  feminina a participar oficialmente num Grande Prémio de Formula 1. Portanto, há cerca de 22 anos que uma piloto feminina não participava oficialmente num grande prémio,  ao volante de um Formula 1.

Susie revelou na sua página oficial de facebook, que amanhã será um dia muito especial, devido à sua nacionalidade britânica e também,  devido à sua estreia oficial na equipa Williams, também britânica, durante o 50º aniversário do  Grande prémio da Grã-Bretanha.

Embora seja pouco provável a sua progressão na carreira, devido aos seus 31 anos, Susie Wolff afirmou que o seu principal objectivo  é incentivar e motivar a participação de mulheres na modalidade: 

“A Fórmula 1 deixou de ser um desporto exclusivo a homens. Apenas é necessário demonstrar às mulheres que também têm capacidade para competir a este nível.”

A piloto tem sido fortemente criticada, pois muitos acreditam que esta só teve hipótese de fazer parte do “mundo” da F1, devido ao envolvimento do seu marido, Toto Wolff ( director executivo da equipa Mercedes AMG Petronas), na equipa Williams, onde é detentor de uma parte das acções da equipa. Susie insiste que tal não se confirma: “Em pista estou apenas por minha conta. Ninguém diz que o Nico Rosberg é piloto de F1, devido à popularidade do seu pai como piloto nesta mesma modalidade”

A piloto escocesa afirmou também, que é um pouco injusto, as pessoas afirmarem, que a presença do seu marido na F1, é a única razão pela qual se tornou piloto nesta modalidade desportiva motorizada.


Assim amanhã teremos mais um motivo de interesse para seguir os treinos da F1 em Silverstone. 








Élia Paulo

Caterham. A história até agora.

A  noticia desta semana no mundo da F1 é a venda das acções de Tony Fernandes, na Caterham a um consórcio do médio oriente e suíço, de quem nada se sabe. Tony Fernandes, que já tinha mostrado em público algum desagrado pela equipa não conseguir chegar aos lugares que ele pretendia, fica assim livre (e possivelmente mais rico) para o futebol, para a sua equipa que jogará na Premier League em 2014/2015, o Queens Park Rangers.

Apenas a Caterham F1 Team foi vendida, porque a Caterham Cars, será mantida no grupo de empresas do malaio. Durante as semanas que passaram, ficamos a saber também que a Renault comprou as acções detidas pelo grupo Caterham na  Société des Automobiles Alpine Caterham, uma sociedade criada para o desenvolvimento do modelo icónico Alpine. Fernandes ao vender a sua parte na sociedade, deu mostras de querer sair do mundo automobilístico. Para já apenas vendeu a equipa de F1.

A denominação da “nova” equipa manter-se-á Caterham F1 Team e será dirigida por Colin Kolles e chefiada no dia-a-dia por Christijan Albers, que regressa assim à F1 e que prometeu investir na equipa, para que esta cresça. Tony Fernandes também tinha prometido o mesmo e pelos vistos, nunca aconteceu.

Tony Fernandes entrou na Fórmula 1 em 2010, fazendo ressurgir um dos nomes mais conhecidos do Grande Circo: a Lotus. A equipa chamar-se-ia Lotus Renault até 2012, ano que mudou de nome para Caterham F1 Team, porque o malaio comprou também a marca de carros inglesa Caterham e assim unia a equipa de F1 e a marca de carros desportivos num mesmo nome.

Os primeiros pilotos da equipa foram Heikki Kovalainen e Vitaly Petrov, que provinham da Lotus e os pilotos de reserva, Alexander Rossi e Giedo Van der Garde. Na época de 2012, a equipa não pontuou mas acabava a época em 10º lugar, acima da HRT (entretanto fechada) e da Marussia (“arqui-inimiga” desde esse ano até agora). 

O ano passado, em 2013, os pilotos mudaram e a Caterham deixou Kovalainen, o piloto mais experiente de fora, tornando-se piloto de reserva, para Charles Pic (que provinha da Marussia) e Giedo Van der Garde, assumirem os volantes dos dois monolugares. Os outros pilotos da equipa, os de testes, foram Qing Hua Ma (que agora compete no WTCC) e Alexander Rossi.

 A época não correu como Fernandes queria, tendo a equipa acabado em 11º, atrás da Marussia, sem nenhum ponto conquistado! No final do ano, começaram os lamentos do malaio que utilizou diversas vezes as redes sociais e a comunicação social para enviar os recados para o seio da equipa.

A presente época iniciava-se com uma chamada de atenção do dono para os membros da equipa, a Caterham tinha que dar o salto na tabela de construtores! Os pilotos mudaram, são agora Marcus Ericsson, um rookie pagante e Kamui Kobayashi, um bom piloto que regressou à F1, que já tinha pilotado na Sauber e que pagou também o lugar na equipa. Mantém-se Alexander Rossi como piloto de testes e um tal de Robin Frijns, que achamos ser um bom piloto.

A época não está a ser a tornar-se o que Fernandes queria, porque a Caterham ainda não pontuou e a Marussia conseguiu ao fim de 3 anos os seus primeiros pontos. A Caterham luta agora com a Sauber pelo 10º posto no Campeonato de Construtores, o último lugar que dá direito a pagamento pela FOM. Se não conseguir, vai ser o segundo ano consecutivo para a equipa que não recebem o bónus, como tal, irá ser um rombo no orçamento para o próximo ano.


Resta esperar para ver quais são as principais mudanças da gestão da equipa, principalmente em corrida.


A história da Caterham em números:

Nº de épocas: 3
Nº de GP: 47
Melhor posição na qualificação: 14º
Melhor resultado final: 11º





Fotos:
google.pt




Pedro Mendes

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Formula E, os monolugares do futuro?

O primeiro teste oficial de Formula E aproxima-se, faltam apenas algumas horas e todos os olhos estão postos em Inglaterra.

Muito se tem discutido sobre estes motores elétricos, mas ainda muito pouco se sabe acerca da performance destes em pista.

Os dados oficiais apontam para 268CV de potência máxima, 780Kg de peso, 0 aos 100km/h em 3 seg. A potência maxima só será vista na qualificação e nos treinos pois em modo de corrida os carros usam um modo poupança que debita 178cv.

Tem-se especulado acerca da sua provável “lentidão”, sendo que, a velocidade máxima apontada é de 220 Km/h . A verdade é que o motor eléctrico vai trazer algumas limitações à modalidade, tais como, a restrição do tempo da corrida, devido à autonomia da bateria de lítio. Estimava-se que a duração de cada corrida fosse de apenas 45 minutos. Contudo, fizeram-se alguns esforços para tentar contornar essa situação. Um deles consiste no facto de cada piloto ter à sua disposição dois monolugares. Ou seja, de cada uma das 10 equipas fazem parte, 2 pilotos e 4 carros, o que perfaz um total de 20 pilotos e 40 carros na modalidade (ver equipas e respectivos pilotos na tabela abaixo). Assim as corridas terão duração de 1h.

O fim de semana de corrida da Formula E terá este formato:


As provas apenas decorrerão num único dia, para minimizar os transtornos para os habitantes das cidades que acolhem as corridas. De manhã haverá 1h de treinos para verificar afinações e para conhecer a pista.

A qualificação terá duração de 90 min, com os pilotos a poderem usar apenas 1 carro e com a potencia máxima. Os pilotos serão divididos em 4 grupos de 5 e o detentor da pole ganhará 3 pontos. O formato da qualificação não está claro no site oficial e há versões contraditórias noutros sites como tal ficamos por aqui e quando houver mais certezas informaremos melhor.

A corrida terá duração de 1 hora com um pit stop obrigatório para troca de carro ( sim carro. Até há na net quem diga que os pilotos terão de percorrer 100m a pé para trocar de carro. É capaz de não ser assim mas so de pensar assusta). Como dito atrás a potencia estará limitada mas haverá um “push to pass”, um botão que permitirá ao piloto usar a potencia total do carro para facilitar as ultrapassagens.


Os pontos serão dados de acordo com o modelo usado na F1.

Os monolugares foram desenhados por Frederic Vasseur, cujo conceito foi mostrado em 2008 e comprado pela Formula E Holding. Essa compra resultou na criação da Spark Racing Technology (SRT), responsável pela construção dos carros para fornecer às equipas.

O motor, a transmissão e a electrónica, ficaram a cargo da Mclaren e os pneus ficam a cargo da Michelin (tão bem conhecida em tempos, da Formula 1). As baterias são fornecidas pela Williams. Neste campeonato os carros serão todos iguais. A partir do próximo, as equipas terão mais liberdade no desenvolvimento e escolha de inovações dos seus monolugares (motores, baterias, etc…).

A FE é apontada como uma das modalidades motorizadas que vai revolucionar a alta categoria de monolugares. Como seguidora de Formula 1, considero-me bastante cética e reticente devido, sobretudo, às mudanças que ocorreram da F1 no início deste campeonato (2013/2014). Mudanças essas, que tornaram os carros mais lentos, consequentemente, as corridas  ficaram mais monótonas e, de certa forma, menos competitivas. Não esquecendo, o “som” emitido pelos monolugares… Contudo, a curiosidade em relação à FE tem sido permanente, não só, pelo misticismo que tem sido feito em torno da modalidade, bem como, dos nomes que têm sido apresentados. Alguns desses nomes já são conhecidos de outras modalidades, a F1 e a NASCAR são algumas delas. 

Já foram confirmados 16 pilotos (ver tabela abaixo), sendo que, faltam apresentar 4 pilotos para os lugares ficarem todos preenchidos. Para espanto de todos os curiosos e observadores, como eu, já foram confirmados dois nomes femininos ( Katherine Legge e Michela Cerruti ) que vão preencher dois lugares em equipas distintas (Amlin Aguri e Trulli). O que é certo, é que nesse aspeto a FE já revolucionou, visto que muito poucas foram as mulheres que competiram, até ao dia de hoje, em monolugares de alta categoria. Paira a seguinte questão… Será que o numero de aquisições femininas na Formula E termina por aqui?   

Para surpresa de todos os seguidores de António Félix da Costa, piloto português, veio hoje revelar a público que fará parte do Campeonato de FE 2014/2015. Este irá  representar a equipa Amlin Aguri e terá como colega de equipa, Katherine Legge. António Félix da Costa revela: “Creio que este é o campeonato do futuro. A Formula E fará história e estou muito entusiasmado por fazer parte deste novo projeto. Não tenho qualquer dúvida de que a inovação e os avanços tecnológicos farão parte deste campeonato.”

O 1º teste oficial decorrerá dentro de poucas horas, em Donnington Park, na Inglaterra. Segundo o site oficial este decorrerá das 9h às 13h e após hora de almoço, das 14h às 18h. Veremos como corre, quais serão as principais ilações e, também, quais serão os nomes apresentados dos lugares em falta.
           

Haverão 10 corridas no campeonato de 2014/2015:

1ª Pequim, China  (13 de setembro de 2014)
2ª Putrajaya, Malásia (18 de outubro de 2014)
3ª Punta Del Este, Uruguai (13 de dezembro de 2014)
4ª Buenos Aires, Argentina (10 de janeiro de 2015)
5ª A ser anunciada (14 de fevereiro de 2015)
6ª Miami, USA (14 de março de 2015)
7ª Long Beach, USA (4 de abril de 2015)
8ª Monte Carlo, Mónaco( 9 de maio de 2015)
9ª Berlim, Alemanha (30 de maio de 2015)
10ª Londres, Reino Unido (27 de junho de 2015)




Na tabela seguinte temos as equipas que fazem parte da Formula E, assim como, os seus respetivos pilotos:


Equipas
Pilotos
Amlin Aguri
Katherine Legge
António Félix da Costa
Andretti Autosport
Franck Montagny
A ser anunciado
Audi Sport Abt
Lucas di Grassi
Daniel Abt
China Racing
A ser anunciado
A ser anunciado
Dragon Racing
Mike Conway
A ser anunciado
e.dams-Renault
Sébastien Buemi
Nicolas Prost
Mahindra Racing
Karun Chandhok
Bruno Senna
Trulli
Jarno Trulli
Michela Cerruti
Venturi Formula E team
Stéphane Sarrazin
Nick Heidfeld
Virgin Racing
Sam Bird
Jaime Alguersuari




Élia Paulo.

OFICIAL: Caterham foi vendida

A Caterham F1 Team anunciou oficialmente há momentos, que Tony Fernandes e os seus parceiros, venderam as suas acções (apenas da equipa de F1) a um consórcio de investidores suíços e do médio oriente.

O consórcio trabalhou sob consulta do ex-chefe de equipa da HRT,  Jordan Grand PrixMidland F1 RacingSpyker F1 e Force India, e dado como certo até há bem pouco tempo, como chefe da nova equipa romena Forza Rossa, Colin Kolles, o que agora não se confirma.

O futuro a curto prazo da equipa passa pela manutenção do nome Caterham F1 Team e a sua base continuará a ser em Leafield, com a supervisão do antigo piloto de Fórmula 1, Christijan Albers. O holandês tomará a posição até aqui ocupada por Cyril Abiteboul, e contará com a ajuda de Manfredi Ravetto, que será seu assistente.

O consórcio tomará as rédeas da equipa desde este momento, tal como tinha sido dado como certo em alguns órgãos de comunicação internacionais.

Christijan Albers declarou no anúncio oficial que o objectivo da equipa será lutar pelo 10º lugar da classificação, neste momento ocupado pela Sauber. Prometido também, é o investimento necessário para atingir os objectivos propostos e para o crescimento da equipa.

fonte e foto:
caterhamf1.com

Pedro Mendes

F1 - 8 equipas com 3 carros... É esta a "visão" de futuro de Bernie.

Bernie Ecclestone já nos habituou a sua visão radical da F1. Vamos chamar-lhe radical para não abusar dos adjectivos.

Esta opinião já não é nova mas está a ser cada vez mais reforçada, o que poderá nem ser bom sinal. Bernie quer que a F1 seja composta apenas por 8 equipas com 3 carros cada. Segundo o britânico, as equipas pequenas que não têm condições para competir na F1 devem sair. Essa saída seria compensada com a utilização de um terceiro carro por parte das equipas que ficassem na competição.

Se por um lado, e muito remotamente, se entende a vontade de tornar a F1 mais competitiva, por outro também se entende a vontade de diminuir o número de fatias do bolo que é o dinheiro da F1. Assim é possível para agentes extra F1, ficarem com mais algum dinheiro para si.

Será que a F1 beneficiaria com esta redução? Não achamos que a modalidade saísse verdadeiramente a ganhar. A F1 sempre teve equipas grandes e pequenas. Equipas ricas e pobres. Estar a retirar as equipas pequenas é estar a retirar uma parte do espectáculo. Será que os primeiros pontos da Marussia no Mónaco não fizeram sorrir os fãs de F1? É verdade que as hipóteses de subirem a um pódio é muito ínfima, mas as equipas pequenas dão mais variedade à F1. E mesmo ao nível da publicidade haveria uma diminuição de retorno pois empresas que estariam interessadas em anunciar na F1 a um preço mais baixo deixariam de ter essa opção.

E o que define uma equipa grande de uma pequena? A Force India por exemplo está a fazer um excelente campeonato e a dar os passos certos para se consolidar como equipa. Será que tem condições de ter 3 carros? Não. A Lotus? Terá condições para ter 3 carros? Nem pensar. A Sauber? Nem vamos por aí, pois está mais próximo o fecho da equipa do que o uso de 3 carros. Quem poderia de facto ter 3 carros no grid? Ferrari, McLaren, Red Bull e Mercedes. A não ser que Bernie queira diminuir para 4 equipas com 4 carros, não vemos que equipas mais poderão ter condições  a médio prazo para ter 3 monolugares no grid. Resumindo cheira a desculpa para aumentar as hipóteses dos grandes vencerem e lucrarem mais retirando até às médias equipas que se estão a começar a afirmar. Pois mesmo com a redistribuição do dinheiro para as equipas o fosso ao nível do poder económico não se ia alterar.

Para completar o ramalhete, Bernie diz que Monza poderá perder a F1. E que mais? Spa? Silverstone? Vamos trocar estas pistas por circuitos no meio do deserto, para apenas os camelos e os ricos possam ir ver ao vivo a F1 e para Bernie e amigos ficarem com o "pé de meia" mais recheado.

Não somos contra mudanças na F1 e admitimos que é necessário fazer alguma coisa para melhorar a competição ( e algumas medidas tomadas até agora podem ajudar de facto). Mas não é de certeza limitar o número de equipas e retirar a F1 dos circuitos míticos. A F1 precisa de uma visão diferente. É que qualquer ideia que Bernie tem, soa sempre a desculpa para ganhar algo mais e não algo que possa ser usado para melhorar o Grande Circo.Um senhor que diz que a F1 não precisa da Internet, por exemplo, não entende o mundo em que está inserido. E falando nisso, Bernie em vez de bloquear conteúdos do Youtube havia de agradecer a quem tem sites e blogs que escrevem sobre F1. Somos nós que muitas vezes a troco de nada levamos a informação, a opinião e a paixão a quem não quer ou não pode pagar para ter isso. Em vez de bloquear, Bernie havia de agradecer, pois no fundo nós ajudamos a manter aqueles que apesar destas tretas todas,  mantêm o gostos pela modalidade e fazem um esforço para continuar a ver. Até a Formula E começa a ter mais visibilidade que a F1.

A F1 não precisa de mudanças drásticas... Apenas precisa que Bernie se reforme definitivamente.


Mas isto é apenas uma opinião... Deixem nos as vossas ideias.


Fábio Mendes