quinta-feira, 10 de abril de 2014

IndyCar Series - 1ª Prova

Will Power venceu a primeira prova da IndyCar Series 2014, no circuito citadino de St. Petersburg, com uma vantagem de 1.947s para o segundo lugar, ocupado por Ryan Hunter-Reay, da Andretti Autosport. O lugar mais baixo do pódio foi ocupado pelo colega de Power, Helio Castroneves, da Team Penske.
Will Power torna-se assim, o segundo piloto a conseguir vencer mais do que uma vez em St. Petersburg (2 vezes, enquanto Castroneves venceu por 3 vezes).

O piloto da Team Penske saltou do 4º lugar da grelha e passou Takuma Sato, que conseguiu a pole position e ganhou mais 2 pontos bónus por ser o piloto que liderou mais voltas.

Classificação da corrida 1:
Pos. 
Piloto
Equipa
Tempo
1. 
 W. Power
Penske
2:06:57.628
2. 
 R. Hunter-Reay
Andretti
+1.947
3. 
 H. Castroneves
Penske
+7.871
+5.924
4. 
 S. Dixon
Ganassi
+15.968
+8.097
5. 
 S. Pagenaud
Schmidt
+17.393
+1.425
6. 
 T. Kanaan
Ganassi
+20.388
+2.995
7. 
 T. Sato
Foyt
+20.856
+0.468
8. 
 J. Wilson
Coyne
+21.062
+0.206
9. 
 J. Newgarden
Fisher
+21.554
+0.492
10. 
 R. Briscoe
Ganassi
+23.989
+2.435
11. 
 S. Saavedra
KVSH
+34.404
+10.415
12. 
 M. Aleshin
Schmidt
+34.996
+0.592
13. 
 S. Bourdais
KVSH
+35.352
+0.356
14. 
 G. Rahal
Rahal Letterman
+38.988
+3.636
15. 
 JP. Montoya
Penske
+40.335
+1.347
16. 
 M. Conway
Carpenter
+40.914
+0.579
17. 
 C. Munoz
Andretti
+44.624
+3.710
18. 
 C. Huertas
Coyne
+47.563
+2.939
19. 
 J. Hinchcliffe
Andretti
Sem tempo
+2.939
20. 
 C. Kimball
Ganassi
Sem tempo
+2.939
21. 
 J. Hawksworth
Herta
Sem tempo
+2.939
22. 
 M. Andretti
Andretti
Sem tempo
+2.939

Takuma Sato foi o piloto que conseguiu a primeira pole position do ano, conseguindo mais um ponto "extra", ex aequo, com Tony Kanaan.
ocupando o 6º lugar em

A tabela de classificação está assim:
POS.
PILOTO
PONTOS
VITÓRIAS
POLES
1
53
1
0
2
40
0
0
3
Helio Castroneves
36
0
0
4
Scott Dixon
32
0
0
5
Simon Pagenaud
30
0
0
6
Takuma Sato
28
0
1
7
Tony Kanaan
28
0
0
8
Justin Wilson
24
0
0
9
Josef Newgarden
22
0
0
10
Ryan Briscoe
20
0
0
11
Sebastian Saavedra
19
0
0
12
Mikhail Aleshin
18
0
0
13
Sebastien Bourdais
17
0
0
14
Graham Rahal
16
0
0
15
Mike Conway
15
0
0
15
Juan Pablo Montoya
15
0
0
17
Carlos Munoz
13
0
0
18
Carlos Huertas
12
0
0
19
James Hinchcliffe
11
0
0
20
Charlie Kimball
10
0
0
21
Jack Hawksworth
9
0
0
22
Marco Andretti
8
0
0

A próxima corrida está agendada para 13 de Abril no circuito citadino de Long Beach, enquanto isso, divirtam-se com este vídeo da última corrida:


Fotos:
retiradas do Google
Fontes:
indycar.com

Pedro Mendes

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O segredo do sucesso da Mercedes.

Foi desvendado por um jornalista da Motorsport ( Mark Hughes) juntamente com a Sky F1, o segredo dos Mercedes para o sucesso deste ano. Todo o carro campeão tem de ter um componente que lhe dá uma vantagem em relação aos outros carros. E a vantagem deste ano da Mercedes está no motor, mas especificamente no turbo.

Antes de mais explicar brevemente o que é um turbo.


Um turbo tem dois componentes principais, uma turbina e um compressor. A turbina recebe os gases de combustão do motor, que sem isso iriam directamente para o escape. Estes gases vão fazer girar a turbina. A este componente está ligado um compressor, que vai comprimir o ar que chega ao motor. O objectivo do turbo é “injectar” mais oxigénio, para que a combustão seja mais eficaz e todo o combustível seja aproveitado, não havendo desperdício de combustível, aumentando a potência do motor e a sua eficiência. Um 3º componente importante para o turbo é o intercooler, que serve para arrefecer o ar que chega do compressor, antes de ser injectado no motor. Ao comprimir o ar, está-se também a aquecer o ar, que fica assim menos denso e como tal com menos oxigénio. Arrefecendo o ar com o intercooler, aumenta-se a densidade do ar, e portanto aumenta-se a quantidade de oxigénio, promovendo uma combustão mais eficiente.

O que a Mercedes fez com o seu turbo foi muito simples. Normalmente a turbina e o compressor de ar ficam juntos, atrás do motor. Mas a Mercedes separou os dois componentes (como se pode ver na figura abaixo mostrada). A turbina que recebe os gases quentes fica atrás do motor e o compressor fica à frente, interligados por um veio, que passa pelo meio do motor em V.

Uma ideia simples permite várias vantagens. Primeiro melhora a distribuição do peso no carro. Segundo, como o compressor está à frente do motor, não tem contacto com os gases de combustão que são extremamente quentes, ficando a uma temperatura menor do que estaria na parte de trás do motor, estando também mais perto da entradas de ar que ajudam no arrefecimento. Como tal, o ar comprimido precisa de percorrer menos tubos para arrefecer, o que faz que o turbo tenha um efeito mais imediato. Ou seja se o turbo entra logo em funcionamento ( não há o chamado "turbo-lag"), o motor não precisa de usar energia eléctrica para compensar a demora de entrada em funcionamento do turbo, o que permite poupar electricidade, não exigindo tanto do sistema de recuperação de energia. Para além disso, permite ganhar espaço na parte de trás do carro e trazer a caixa de velocidade mais para o centro do carro ( sem o compressor, a temperatura na traseira do carro diminui não pondo em risco a caixa de velocidades que é um componente bastante sensível), melhorando a distribuição do peso do carro. Mais ainda, como o carro não precisa de um intercooler tão grande para arrefecer o ar vindo do compressor, entradas de ar laterais podem ser mais pequenas e como tal a resistência ao ar é diminuída, melhorando significativamente a aerodinâmica do carro.

Uma ideia simples, permite poupar energia eléctrica, permite que o peso do carro esteja melhor distribuído, o que torna o carro mais rápido a mudar de direcção e permite poupar mais os pneus e mais combustível pois se o carro curva melhor o seu andamento é mais fluido e não há diminuições tão bruscas de velocidade e como tal acelerações acentuadas deixam de ser necessárias e por fim melhora a aerodinâmica do carro.

Poderia pensar-se que todas as equipas com motor Mercedes beneficiariam da mesma maneira desta evolução. Mas acontece que essas equipas só souberam desta evolução quando assinaram contrato com a Mercedes. O que significa que enquanto a Mercedes passou quase 3 anos de volta desta ideia e criou um carro especificamente para tirar partido desta inovação, as outras equipas foram apanhadas de surpresa e não puderam usar isso a seu favor. No futuro poderão usar isso, mas por enquanto é difícil refazer o trabalho feito. Enquanto as equipas como motores Ferrari e Renault têm de esperar para o próximo ano para ter motores semelhantes, pois este ano já não podem homologar novos motores e como tal só em 2015 é que poderão apresentar novos desenhos.

O que significa que para este ano, a Mercedes tem uma vantagem que ninguém pode copiar. Não é um elemento aerodinâmico que se pode adicionar. É uma parte que é muito complicada para não dizer impossível de mudar a meio da época. Faz parte da construção do carro.

Pode se dizer que de uma ideia simples, a Mercedes ganhou uma vantagem enorme em relação às outras equipas. Principalmente da Ferrari, que para além da Mercedes era a única que podia pensar a criação do motor e do carro da mesma forma que a Mercedes fez. Mas mais uma vez a Scuderia desiludiu e este ano ainda não tem um carro que tenha a mesma qualidade dos pilotos.

Veremos como as equipas conseguem compensar a desvantagem para a Mercedes mas parece claro que os Silver Arrows vão manter esta vantagem até ao final da época. Ideias simples e inteligentes. É assim que se ganha, tanto na vida como na F1.


Video explicativo da Sky F1:





Fontes:
skyf1 ( video explicativo mostrado no final do post)
autosport.com


Fotos:
retiradas do video da Sky F1
Google.pt



Fábio Mendes

terça-feira, 8 de abril de 2014

F1 - Testes Barhain. Sem surpresas no primeiro de dois dias de testes.

Foi sem surpresa que Nico Rosberg fez o melhor tempo da sessão de treinos no Bahrain. O alemão ficou a mais de 2.6 segundos da sua volta da pole do útimo fim de semana. O segundo piloto na aparecer na tabela de tempos foi Hulkenberg seguido de Alonso, Magnussen ( que ficou responsável pelos dois dias de testes ao contrario do previsto, com a equipa a considerar que ele precisa de mais tempo no carro) e Bottas.

Também ao nível das voltas corridas a Mercedes liderou com 121 voltas rodadas, com apenas a McLaren a fazer mais que 100 voltas no dia de hoje (102).

Destaques para Sergey Sirotkin e Robin Frijns, que foram os únicos pilotos que não correram no fim de semana a tomar lugar nos monolugares da Sauber e da Caterham, respectivamente. Frijns esteve de serviço para a Pirelli, com o seu carro a testar novos pneumáticos da marca italiana.

Testes são testes e pouco se pode analisar, vendo apenas a tabela de tempos, mas a tendência dos GP mantém-se. Os testes para além de permitir à Pirelli testar os seus pneus, permite às equipas afinar os seus carros e muitas equipas bem precisam de melhorar o seu nível, como a Ferrari e a Williams.

E muitas coisas há a afinar. Vem o GP da China e depois o regresso ao velho continente, onde estão previstas bastantes melhorias nos carros. Poderá ser um ponto de viragem. Não que o dominio da Mercedes esteja em risco ainda, mas esperamos ver equipas a melhorar ainda mais.

Fica a tabela de tempos:

Pos  Driver             Team                  Time       Gap      Laps
 1.  Nico Rosberg       Mercedes              1m35.697s           121
 2.  Nico Hulkenberg    Force India-Mercedes  1m36.064s  +0.367s  69
 3.  Fernando Alonso    Ferrari               1m36.626s  +0.929s  69
 4.  Kevin Magnussen    McLaren-Mercedes      1m36.634s  +0.937s  102
 5.  Valtteri Bottas    Williams-Mercedes     1m37.305s  +1.608s  28
 6.  Max Chilton        Marrusia-Ferrari      1m37.678s  +1.981s  60
 7.  Daniel Ricciardo   Red Bull-Renault      1m38.326s  +2.629s  91
 8.  Sergey Sirotkin    Sauber-Ferrari        1m39.023s  +3.326s  76
 9.  Robin Frijns       Caterham-Renault      1m40.027s  +4.330s  63
10.  Pastor Maldonado   Lotus-Renault         1m40.183s  +4.486s  16
11.  Daniil Kvyat       Toro Rosso-Renault    1m40.452s  +4.755s  67

Amanhã mais um dia de testes na pista do Bahrain.

Fotos:
google.pt

fontes:
autosport.com



Fábio Mendes

Rally de Portugal – Resumo final. Fim-de-semana perfeito para o “português” S. Ogier.

S. Ogier foi o grande vencedor de mais uma edição do Vodafone Rally de Portugal, fazendo-o pela 4ª vez no nosso pais, podendo bater o record de vitórias em Portugal de Markku Allen, que é o actual detentor da marca. Ogier tem portanto muitos anos pela frente para entrar na história, naquele que é assumidamente uma dos seus ralis favoritos de toda a temporada.

Quanto à prova em si, Ogier fez um rally irrepreensível, roçando a perfeição, se é que isso existe nos ralis, mas este francês é capaz de fazer coisas incríveis, só capazes por um verdadeiro predestinado. O piloto da Volkswagen, fez uma prova de cautela, sem ainda assim perder muito tempo para os mais rápidos, M. Hirvonen e O. Tanak que até chegaram em primeiro e segundo respectivamente no final do 2º dia de prova, mas com diferenças muito curtas. Mikko era líder com 3,7´s sobre Tanak e 6,5´s sobre Ogier, que mesmo a poupar pneus e a optar por uma andamento sem correr muitos riscos, estava na luta pelos lugares cimeiros.

Ao contrário do francês, os dois homens da Ford estavam a dar tudo, arriscando em demasia, ao ponto de no terceiro dia de prova, Tanak ter tido uma violenta saída de estrada, destruindo o seu Fiesta RS WRC e arruinando mais uma grande prova que estava a realizar. Já por seu lado M. Hirvonen começou a ficar condicionado pelo estado dos seus pneus, já com algum desgaste e pouco eficientes. Ogier, com uma óptima gestão em todos esses aspectos, atacando somente nas especiais certas,  optou por arriscar mais nas passagens por Santana da Serra, a maior especial de todo a o rally, onde só aí ganhou 20´s no somatório a Hirvonen, sendo decisivo para deixar o dominador piloto da Volkswagen bem na frente da prova, controlando desta forma todo o andamento dos adversários.

A lista de possíveis vencedores também já não era muita vasta, pois este rally foi fértil em abandonos e percalços, fazendo várias vítimas pelo caminho. Tanak era segundo, quando abandonou, bem como Latvala, que também era segundo na geral, atrás de Ogier, quando na segunda por Silves deitou tudo a perder e foi parar…à vala. Sordo, que chegou a liderar ainda no primeiro dia, mostrando que o Hyundai pode a curto prazo andar mais próximo dos da frente, mesmo no cronómetro, sem ter que contar com abandonos alheios para subir na geral. Meeke, Hanninen,Evens e Kubica, de novo em dose dupla, também tiveram problemas que os impediram de ter uma melhor classificação, ou mesmo de terminar o rally.

Quanto à “power Stage”, foi mais uma “limpeza” para Ogier, fazendo um tempo canhão, vencendo de forma tão clara, que resignou toda a gente. Latvala fez o segundo melhor tempo, conseguindo desta forma 2 pontos, e Ostberg que após fechar a prova no 3º lugar, arrecada ainda mais 1 ponto nesta especial.

Um rally duro, muito duro, com troços bem difíceis, provocados pelas intensas chuvas, que caíram na região algarvia na última semana, deixando os troços bem traiçoeiros, escorregadios e inconstantes, com zonas de mudanças de condições do piso, que criaram vários problemas aos pilotos.


Assim sendo, Ogier foi o grande vencedor do Rally de Portugal, na frente Hirvonen que teve uma boa prestação na prova portuguesa, chegando a liderar, mas nada poderia fazer face à superioridade do francês. Ostberg foi terceiro na geral, de forma confortável, já que Mikkelsen o 4º na geral ficou a quase 4 minutos do piloto da Citroen. O regressado H. Solberg fechou o Top5.


S. Ogier é sem dúvida um fora de serie. A forma como gere a corrida, os pneus, o andamento, o risco…tudo, é simplesmente perfeito. E depois tem quele “pormenor” que é andar como ninguém anda. A condução deste francês é única, alia a rapidez, a solidez, a elegância…simplesmente perfeito! Ogier volta a vencer, pela 4ª vez em Portugal, lidera o campeonato de forma controlada, a caminho de um mais que certo título de campeão mundial. Estamos perante uma lenda viva dos ralis, e que não ficará por aqui.

M. Hirvonen voltou às boas exibições pela Ford, numa prova onde o finlandês ainda chegou a liderar, ganhou uma especial cronometrada, apenas não teve “pernas “ para um extra terrestre chamado Ogier, que é de outro mundo. Mikko, que vinha de uma série de maus resultados na época que regressa a “casa”, fez talvez a sua melhor performance desde então. Esperemos que seja para ficar, pois este campeonato precisa de um Hirvonen a dar os paços certos. Sai de Portugal certamente mais motivado para o rally da Argentina. E nós por cá damos-lhe nota positiva. Welcome back Mikko.

M. Ostberg foi o 3º na geral, numa prova que já venceu, depois da vitória na secretaria em 2012, após desclassificação de Hirvonen. O piloto da Citroen nunca conseguiu verdadeiramente ser rápido o suficiente para andar na luta com os homens da frente no 2º dia, adaptando o seu ritmo, e bem. Não correu riscos, aproveitou a saída de estrada de Tanak para subir ao lugar mais baixo do pódio. É sem dúvida o elo mais forte na Citroen, numa época bem acima do que foi a transacta.

A.Mikkelsen aproveitou bem os azares alheios para subir na geral, numa prova que evidenciou a clara inconstância deste piloto, que na nossa opinião está a demorar a evoluir. Já vai na segunda época na equipa principal, com experiência acumulada na época transacta, era de esperar mais deste jovem piloto. Acaba por ter a sorte da prova com este 4º lugar, num rally onde desiludiu. Valeu pela regularidade, e por ter evitado as armadilhas de uma prova muito traiçoeira. É certo que devagar é mais fácil…

H. Solberg regressou ao mundial de rallis, num projecto privado correndo “à rico” com um Fiesta RS WRC completamente despido de patrocinadores. O irmão mais velho de Petter Solberg, fechou o Top 5, marcando aqui e ali um ou outro bom tempo, mas sem regularidade nem ritmo para isso, pois o tempo parado foi algum e a idade avança. Ainda assim, um bom lugar num regresso de saudar.


M. Prokop cumpriu mais um prova nos pontos. Sempre a correr no erro dos adversários, o piloto checo lá vai amealhando uns pontos sempre que pode e que o deixam. Sexto lugar final mais um rally em que pouco ou nada se deu por ele.

T. Neuville foi 7º na geral final, isto depois do primeiro pódio ao volante do I20 WRC no México, desta vez o jovem Belga não conseguiu implementar um bom ritmo e logo desde o início da prova se tinha percebido isso mesmo. Daí para a frente, foi a juventude o Hyundai a dar dores de cabeça, com vários problemas a atrasarem ainda mais Neuville. Muito para crescer, tanto o piloto, como o carro.

J. Hanninen teve imenso problemas no seu Hyundai, desde um embate com uma árvore na SS4 (Almodôvar) em que ficou com problemas na direcção do I20 WRC, e nunca mais seria a mesma coisa. Não mostrou nada de mais, porque as condições não estavam criadas para tal. Um rally cheio de problemas é o saldo final, o 8º lugar um mal menor.

D. Sordo veio provar que o Hyundai I20 WRC pode ser competitivo, ainda esta temporada. Começo cheio de fulgor, vencendo duas especiais de uma assentada, ascendendo mesmo a liderança da prova no 2º dia. Mas a juventude do carro da marca coreana nestes difíceis troços foi decisiva, pois a falta de tração a sair das curvas era evidente e mesmo Sordo se queixou disso. Abandonou já no último dia de prova, com o semi-eixo do seu carro danificado, que impediu um prémio justo ao espanhol, muito acarinhado em Portugal, de conseguir um bom lugar. Seguia em 4º na geral. Sai de Portugal ainda assim com a moral em cima, e cá para nós merecia outro tratamento por parte da marca coreana…Sordo está com “ganas”.

O. Tanak não tem meio de atinar. Não aliar uma relação de rapidez/ consistência mata todas as possibilidades de este estónio, cheio de potencial, fazer brilharetes. Seguia em 3º na geral quando uma saída violenta de estrada destruiu por completo o seu Fiesta RS WRC. Este piloto tem tanto de bom como de “maluco”. A andar assim, arrisca-se a não terminar prova nenhuma, o que é uma pena pois é muito rápido, espectacular, mas manter o carro na estrada…é muito complicado. Assim sendo, Tanak, mais um abandono.

J. M. Latvala voltou a desiludir, após também ter saído de estrada e embatendo forte num morro de terra, numa altura que era 2º da geral, bem próximo da liderança do rally. O finlandês, que chegou a Portugal a 3 pontos da liderança do mundial, deixou fugir assim Ogier rumo a mais um título. Talvez fosse este o único que poderia fazer frente ao francês na luta pelo ceptro, mas a bater assim é muito difícil.


C. Meeke foi que quase nem se deu por ele no rally. Enquanto andou na estrada, foi sempre modesto, não se dando de todo com os troços portugueses, abandonado mais tarde também ele com uma saída de estrada. Valeu Ostberg à Citroen.




E. Evens foi mais um dos azarados da prova, saindo curiosamente no mesmo sítio que C. Meeke, dando até uma fotografia “engraçada” dos dois carros acidentados no mesmo local. Piloto com potencial, mas com muito para aprender também.




R. Kubica começa a ser um habitual nos destaques pela negativa. O polaco simplesmente não acerta uma, (tirando nas árvores que aí acerta em todas), bate, regressa em “rally2” volta a bater, sai de estrada, põe em risco o seu navegador e a ele mesmo. Momento para Kubica repensar, mais do que a sua carreira, mas a sua vida.




Classificação geral final rally de Portugal:






Em WRC2, uma grande e intensa luta pela vitória, que opôs N.Al-Attiyah e J. Ketomaa, com vantagem para o piloto do Qatar, por apenas 11´s, diferença que manteve em aberto até final a vitória. Quanto a Bernardo Sousa, fez 5º na categoria, numa prova cheia de problemas em que este 5º lugar acaba por ser um mal menor para o piloto português, com menos ritmo que os mais rápidos do WRC2. Mostrou-se capaz de no futuro entrar também ele na luta pelos lugares cimeiros.



Classificação geral final WRC2:





Está assim completa a etapa portuguesa do mundial de ralis, com Ogier a ser o grande protagonista no fim desta história. O francês sai de Portugal ainda mais líder, a caminho de mais um título de mundial, já há muito anunciado.

O mundial esta de regresso 8 a 11 de maio na argentina, uma prova sempre munto duro, ao exemplo do que foi em Portugal.

Acompanhe todas as noticias do mundo dos desportos motorizados na nossa pagina do facebook e no nosso blog “chicane deportos motorizados”.

Até lá…if in doubt flat out!

Fotos:

Aproveitamos o trabalho do Doidos por rally que compilaram muitas e excelentes fotos. Os créditos dos fotógrafos aparecem na maioria das fotos mas se quiserem ver mais passem na página:
https://www.facebook.com/doidosporrally?fref=ts


Primeira foto da Página de Facebook In Pole Position F1:
https://www.facebook.com/pages/In-Pole-Position-F1/1428128390739634?fref=ts

Google.pt



Carlos Mota

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Destaques do GP do Barhain: Onde se relembrou uma frase antiga…"Pure Racing".

Mercedes
Que têm o melhor carro, ninguém duvida e ontem ficou provado mais uma vez. Ganharem 2 segundos por volta é muito tempo. Os Mercedes tiveram um domínio avassalador. Mas deram uma lição aos concorrentes. Deixaram os pilotos competirem entre si (veremos se continuam essa filosofia no futuro). Nada de ordens de equipa ou “Multi 21”. Compitam entre vocês, mas não façam asneira, disse Lowe. Resultado? Um espectáculo de alto gabarito, com ambos os pilotos a brilharem. Mas destaque para Hamilton. Dizíamos que era o nosso favorito e que é melhor que Rosberg. Ficou provado porquê. Rosberg é excelente. Mas Hamilton é de outra liga. Aguentou um carro que estava melhor que o seu ( ele que tinha tido problemas com os travões na qualificação), com um piloto super motivado e com pneus melhores. Só mesmo um grande talento para conseguir segurar Rosberg nestas condições. Parabéns a Rosberg, mas ontem Hamilton foi soberbo. Obrigado Mercedes pelo espectáculo.

Force India:
Já andávamos desde o ano passado a dizer que mereciam o pódio. Pois bem, finalmente chegou o dia. Depois de Fisichella em 2009, Perez em 2014. Dizíamos que Perez andava escondido e que queríamos o “velho” Perez de volta. Ele aí está. Outra vez no Bahrain, onde parece começar a ser hábito ver o regresso do Perez que gostamos. Uma corrida excelente, bem pensada, onde esperou para atacar no momento certo. Foi agressivo quando tinha de ser e manteve de forma brilhante o 3º. É este Perez que nos fartamos de falar. Admitimos no entanto que quem merecia estar no pódio era Hulkenberg. Pelo que tem feito até aqui era um prémio justo. Fez uma recuperação tremenda e lutou até ao fim. Que dois pilotos! Que equipa se pode aqui formar. Esperamos que próximo a subir ao pódio seja Hulk. Não nos enganamos quando dissemos no inicio da época que a Force India iria ser uma das boas surpresas.

Red Bull:
Ouviram-se foguetes e gritos de alegria na Austrália. “ Ricciardo é mais rápido”. Deve ter doido a Vettel ouvir isto. Mas o australiano fez de facto uma corrida brilhante. Agarrou os colarinhos do azar e deu-lhe uma tareia valente. Fazer 3º tempo na qualificação, ir para 13º por causa de uma penalização algo injusta e fazer 4º? Tenho de morder a língua e admitir que estava errado quando dizia que este australiano só ia fazer numero. É muito mais do que isso. Já Vettel deverá queixar-se do carro mais uma vez (e com razão). Recuperou bem mas o colega brilhou mais. Estão a chegar os GP na Europa e com isso os pacotes de melhorias para várias equipas, incluindo os Bull´s. Acreditamos que vão dar mais um grande salto com as novas melhorias.

Williams:
Já não sabemos o que dizer. O carro parece ter potencial para mais. Velocidade tem. É nervoso no eixo traseiro e isso dificulta a vida dos pilotos nas saídas de curva, mas mesmo assim achamos que podia dar mais. Culpa de quem? Não sabemos dizer. Os pilotos não tem estado mal. Mas falham nos momentos cruciais. A verdade é que esperávamos uma Williams a lutar pelo pódio, mas o tempo que estiveram na frente foi pouco. Vai ser preciso mais para chegar à frente. Desta vez Bottas e Massa lutaram entre si, sem ordens e sem problemas. Que venham melhorias para o carro, que queremos ver os Martini no pódio.


Ferrari:
Por muito que Montezemolo chore, por causa das novas regras, a culpa de estarem na situação em que estão é apenas e só da Ferrari. De todas as equipas, apenas a Ferrari tinha capacidade de fazer um trabalho ao nível da Mercedes. Fala-se que a vantagem da Mercedes está em ter construído um carro, conhecendo já a arquitectura do motor e tirando partido disso. A Ferrari também faz os seus próprios motores, tal como a Mercedes e ao contrario das outras equipas, sabia como era o motor quando faziam o chassis. Teve o mesmo tempo que as outras equipas. Todas as equipas foram informadas ao mesmo tempo das novas regras e com mais ou menos apoio, as regras foram aprovadas pela maioria. Vir agora tentar dizer que isto não é F1 é atirar areia para os olhos. Kimi e Alonso fizeram o que podiam mas o carro não dá para mais. Muito trabalho pela frente. Mas mais uma vez a Scuderia a desiludir. E o trabalho deve ser feito na garagem e não nos media.


McLaren:
Dia ingrato para a equipa. Button no seu 250º GP teve de desistir, assim como Magnussen. O dinamarquês parece mais tímido, depois de um excelente inicio. Mas é preciso dar lhe tempo pois já mostrou talento.É só afinar a regularidade. Button lutou de igual para igual com os Force India e os Williams, mas o carro não lhe permitiu levar a luta até ao fim. Merecia mais Jenson. Mas com Ron Dennis na frente, a equipa encontrou um novo rumo e por certo regressará mais forte na Europa ( para a China é capaz de ser ainda cedo para falar em recuperação). Por falar em Ron Dennis, em entrevista à SKY F1,o chefe da McLaren reafirmou que o que se está a fazer na F1 é por um futuro melhor para a modalidade e para o resto do mundo. As mudanças são difíceis mas no futuro muitos irão agradecer à F1 o que se fez este ano. E que as pessoas da F1 falarem mal publicamente da modalidade é horrível. Os problemas são para ser tratados em casa. E que quem se queixa das mudanças, deve tratar de resolver os problemas do carro em fez de se queixar (será que Montezemolo ouviu?) Bem dito Ron. Um homem que tem sempre a palavra certa.

Toro Rosso:
O raio do Russo não desarma. Desta vez Kvyat não pontuou, mas não ficou longe disso. Não arrisca muito mas está sempre no sitio certo na hora certa. Está a deixar uma boa marca. Já Vergne sofreu na pele o ataque do “Maldonator” e teve de desistir. Está a ser batido pelo seu colega de equipa consecutivamente. Não tem tido sorte, mas isso pode -lhe sair caro… E que saia, pois há um piloto Red Bull que está à espera de uma vaga. Se é que me entendem.


Lotus:
Corrida discreta de Grosjean que não conseguiu fazer muito mais. O carro é curto e não consegue ainda ser mais rápido. Agora o seu companheiro de equipa… São já demasiadas as vezes que Maldonado faz asneira. Com Gutierrez podia ter corrido muito mal. O que ele tentou fazer ali? Achava que conseguia passar por dentro? Isso tenta-se na Playstation. Podíamos dizer que foi distracção ou uma manobra mal calculada. Mas com ele parece que todas as manobras são mal calculadas. Não quero ser mal interpretado. Nada tenho contra o homem. E entendo perfeitamente a dificuldade de conduzir um F1. Aliás não entendo e por isso admito que seja extremamente difícil. Mas começa a ser demasiados acidentes com a mesma causa. E se os outros pilotos como Raikkonen, Alonso, Button etc, conseguem fazer aqueles carros dançar a milímetros uns dos outros sem problemas se calhar o problema não está na dificuldade de conduzir o carro.

Sauber:
Mais uma corrida, mais duas desistências. Sutil anda em maré de azar, mas também nada tem feito para sair dessa maré e Gutierrez apanhou um susto valente. Ainda bem que nada de mais aconteceu ao mexicano. Muito fraco o carro da Sauber. Pouca potência, mal nas saídas de curva. Uma miséria.



Marussia:
Conseguimos perceber que uma corrida foi louca quando Chilton acaba em 13º. O britânico leva uma vez mais a melhor no confronto directo com o seu colega de equipa. Por falar em Bianchi, mais uma vez com um toque no inicio da corrida a prejudicar o resto da prova. Tem de melhorar Bianchi. Pode e deve fazer mais.


Caterham:
Um dia mau para a equipa. Ericsson obrigado a desistir e Kobayashi sem grandes hipóteses de fazer muito melhor. Desta vez foi a Marussia a sair por cima. Está equilibrada a luta no final da tabela.




FIA:
Ricciardo apanhou 10 posições por ter uma roda mal apertada. Maldonado apanhou 5 por ter provocado o voo de um F1, pondo em perigo um colega. Bem visto FIA. Muita consistência nas penalizações.

FIA2:
Tivemos de nos habituar a estes carros com narizes feios, por pensarmos que era mais seguro assim. Afinal Maldonado atira-se contra Gutierrez e o carro dá logo uma volta no ar. Que segurança é esta? É que nas imagens nota-se que a forma do nariz do Lotus ajuda a levantar o Sauber. Com  um nariz do ano passado não teria acontecido. Há que repensar bem isso. Falou-se do perigo dos carro submergirem e ontem parece que a teoria se comprovou.
 
O final da corrida:
Os pilotos em êxtase, sabendo que tinham acabado de fazer parte de uma das melhores dos últimos tempos, a alegria das equipas, dos próprios jornalistas. Já não havia um sentimento tão positivo num final de corrida há muito tempo.



Niki Lauda:
Um senhor dentro e fora de pista. É presidente não executivo da Mercedes, mas não se põe em bicos de pés. Senta-se calado na garagem e espera pela sua vez para falar com os chefes, os engenheiros e os pilotos até. Ele que tem tanto para ensinar, não se impõe. E quando fala é sempre pelo bem da modalidade. É bom ter pessoas assim na F1. Ao contrário de outros, como Helmut Marko, por exemplo.


Feitos os destaques vamos ver como estão os campeonatos de pilotos e construtores:









Tudo dito em relação ao GP do Bahrain. Resta-nos desejar que as próximas sejam iguais ou melhores. Próxima paragem, China de 18 a 20 de Abril.


fontes:
gpupdate.net

Fotos:
retiradas google.pt



Fábio Mendes

E à 3ª corrida, os críticos calaram-se, os pilotos esmeraram-se e os fãs vibraram. Uma das melhores corridas dos últimos tempos, encheu o coração dos fãs de F1.

O GP começava com as queixas do costume nos últimos tempos. O presidente da Ferrari com uma reunião com o Presidente da FIA e o detentor não oficial do poder económico da F1. Este triunvirato reunido não augurava nada de bom. Montezemolo, Todt e Ecclestone reuniram-se com o intuito de analisar, entre outras coisas, o estado actual da F1. Pelos vistos o presidente da Ferrari trazia material conclusivo sobre a matéria… uma sondagem no seu site que dava conta do desagrado dos fãs. Já os vimos começar por menos é verdade.  Não trouxe foi a nota que diz que a equipa dele tem estado muito abaixo do que devia estar e disso ninguém tem culpa.“O fluxo de combustível é ridículo”, esta “F1 é uma corrida de táxis”. Ouviu-se de tudo. Querem encontrar quem fale mal e faça mal à Formula 1? Vá a um paddock num fim de semana de GP. Estão lá a grande maioria.

Mas como sempre a F1 que interessa (e não a politica suja e manhosa), mostrou –se quando era mais preciso. E mostrou-se em todo o seu esplendor, dando uma corrida que ficará para a história. Houve quem se lembrasse dos anos 80/ 90. E quando isso acontece é porque realmente algo de especial sucedeu em pista.

A largada tinha como actores principais Hamilton e Rosberg. O alemão, largando da pole, com um arranque menos conseguido via o 1º lugar escapar-lhe entre os dedos, com Hamilton a passar por dentro, na 1ª curva, o seu companheiro de equipa. Mais atrás, Massa fazia um arranque fenomenal, chegando à 3ª posição. Também Hulkenberg, a mostrar todo o seu talento, a subir várias posições, Perez a aguentar-se perante a pressão de Bottas e Button. Os Ferraris ficavam para trás e Magnussen fechava o top 10.

Rosberg apertava Lewis nas curvas seguintes, mas com grande classe, o britânico aguentava a liderança.

Ainda na primeira volta Vergne tinha um furo provocado por Maldonado.

A acção foi constante durante toda a corrida. Vettel foi ganhando posições, assim com Ricciardo, com os Red Bull a perderem mais tempo atrás de Magnussen.  Mais à frente começava a luta "Williams vs Force India", com os 4 pilotos das duas equipa envolvidos em muitas manobras de ultrapassagem, com Hulkenberg a passar Bottas e Massa a lutar com Perez pelo pódio.

Na volta 15, um dos momentos históricos da noite. “ Vettel, deixa passar Ricciardo. Daniel é mais rápdio”. O azar do australiano pareceu ter ficado preso no trânsito e Ricciardo passava um Vettel com problemas no DRS.

Na volta 19, a 2ª batalha entre Hamilton e Rosberg, numa luta roda com roda, com Nico a passar Lewis e Lewis a recuperar a posição. Foi aqui que Hamilton ganhou a corrida. Ficou em frente ao alemão, o que lhe deu prioridade nas boxes, permitindo-lhe ganhar vantagem. Com vários elementos da Mercedes com o comprimido debaixo da língua e agarrados ao peito, os engenheiros resolveram dividir a estratégia dos dois pilotos, de forma que o contacto entre eles diminuísse, mas não o suficiente para retirar a ambos a possibilidade de vitória.

Na volta 25 o duelo das equipas Williams e Force India atingia o pico. Massa liderava o comboio na 3ª posição, seguido de Bottas, Hulkenberg e Perez. Bottas foi às boxes e Hulkenberg atacou Massa, enquanto Perez pagava para ver mais atrás. Quando o alemão se “distraiu”, Perez atacou Hulk e foi atrás de Massa, que passou 2 voltas depois.

Mais atrás Ricciardo e Raikkonen iam trocando argumentos pelo 7º posto e Bottas que recuperava posições, juntou-se à batalha, onde ia deitando tudo a perder com uma travagem mal calculada, que ia levando Kimi à frente. Ricciardo finalmente passou Kimi, com um Ferrari sem capacidade de responder.

Na volta 41 mais uma reviravolta. Maldonado, na saída das boxes, resolve esquecer Gutierrez e atira-se contra o Sauber na primeira curva, fazendo o carro do mexicano a capotar. É impressionante a quantidade de vezes que este Maldonado arranja problemas. Primeiro com Vergne, estragando a corrida do francês e depois com Gutierrez, colocando em perigo a vida do mexicano.

Safety car entrou em pista, para retirar o carro e os pedaços de fibra de carbono, o que obrigou ao reagrupar dos carros para umas últimas voltas alucinantes. Antes disso tivemos tempo para respirar e relembrar que Sutil já tinha abandonado com problemas no carro, tal como Vergne e Ericsson. A este grupo juntou-se Magnussen, com problemas de caixa.

Outro grande momento durante o Safety car foi o “team radio” da Mercedes. Paddy Lowe envia uma mensagem para ambos os pilotos: “façam o favor de trazer os carros para casa”. Alguns pensaram que era uma ordem de equipa, mas era só um lembrete. Lutem mas não estraguem o que fizemos até agora. Assim fizeram.

Com 10 voltas para acabar o Safety car saiu de pista, com os Mercedes a voar novamente para longe dos restantes, Perez a aguentar o 3º e Hulkenberg a tentar-se defender de Vettel e Ricciardo.

Na volta 50, Ricciardo passa por Vettel, mostrando que não está na Red Bull para brincar aos segundos pilotos, enquanto Vettel queixava-se de falta de potência.

Mais à frente era "Rosberg vs Hamilton" parte 3, com o alemão a tentar tudo por tudo para passar Hamilton, que tinha pneus médios e portanto mais lentos, em relação aos macios de Rosberg. Uma batalha fenomenal, que Hamilton venceu brilhantemente. Atrás Ricciardo passava, Hulkenberg e ia atrás de Perez que não conseguiria alcançar.

A uma volta do fim, Button retirava-se da corrida. Um dia para esquecer para McLaren, que não desistia de uma corrida desde o GP do Brasil de 2012.

Final de corrida com mais uma dobradinha para a Mercedes, 3º para Perez.  

Não é possível num resumo dizer tudo o que se passou nesta espectacular corrida. Teríamos de perder muito mais tempo a falar sobre a brilhante recuperação de Ricciardo, da excelente luta que Button deu, enquanto teve carro para isso, da luta entre Massa e Bottas, o esforço inglório de Alonso e Raikkonen. Foi uma corrida fenomenal, com emoção, duvida até ao fim manobras espectaculares.

Como disse Niki Lauda: “ Quem disse que a F1 é aborrecida é um idiota”. Não podíamos estar mais de acordo com ele.

Acredito que ontem, os pilotos que viveram e marcaram uma era da F1, sorriram ao ver esta corrida. Tantos os vivos, como aqueles que vêm corridas de uma bancada mais alta.



Classificação final:





Fontes:
f1today.net

fotos:
retiradas de google.pt

Fábio Mendes