segunda-feira, 26 de maio de 2014

F1: GP do Mónaco. O rastilho que pode ter iniciado a guerra. Destaques.


Mercedes: 
Podia ter sido mais um fim de semana perfeito para os “Silver Arrows”. Domínio nos treinos, pole position e mais uma vitória e um 2º lugar. Mas o ambiente que se vive agora na box é mais tenso. O suposto erro de Rosberg que obrigou o alemão a ficar numa escapatória, provocando bandeiras amarelas e deitando por terra as hipóteses de Hamilton melhorar o seu tempo, provocou mal estar entre os dois pilotos. Rosberg foi politicamente correcto, mas Hamilton não teve problemas em mostrar publicamente o seu descontentamento. Durante a corrida o britânico tentou passar Rosberg mas sem sucesso, vendo a sua frustração aumentar quando o estratega beneficiou o jogo de equipa, não fazendo entrar Hamilton nas boxes depois do acidente de Sutil, algo que lamentou repetidas vezes. No final ainda suou para segurar Ricciardo, enquanto Rosberg ficava demasiado longe. Tudo isto somado, deu mais uma vitória merecida para Rosberg, a vitória que Hamilton tanto queria. Tudo o resto é jogo psicológico. Uma coisa é certa. Esta luta vai dar ainda muito que falar.

Red Bull: 
Era a oportunidade ideal para os Bull´s tentarem a sua primeira vitória. O circuito pouco exigente ao nível da potência dos motores e que beneficia chassis bem construídos, como é o caso do brilhante chassis do RB10, era o sitio ideal para colocarem um travão na sequência imparável da Mercedes. Mas a tentativa saiu frustrada. Vettel continua com azar. Problemas no ERS prejudicaram o alemão na qualificação e em corrida o resultado não foi melhor. O campeão em titulo explodiu no rádio, ele que tem mantido a postura mesmo não disfarçando a insatisfação. O azar que acompanhava Webber no ano passado ficou para atormentar Vettel. Quem continua a sorrir é Ricciardo. Mais uma prestação muito competente do australiano, que consegue mais um pódio (2º oficial) e se assume como o melhor piloto da Red Bull, cenário impensável há uns meses atrás. Mas a qualidade que tem mostrado em todos os fins de semana merece de facto que suba ao pódio. A forma como voou para se chegar a Hamilton é brilhante e mostra bem do que ele é capaz. E será talvez essa a maior dor de cabeça de Vettel. Ele que é o nº1, tem sido sistematicamente ultrapassado pelo australiano que supostamente vinha desempenhar o mesmo papel de Webber. Mas Ricciardo tem mostrado fibra para se bater com Vettel e até almejar algo mais.

Ferrari: 
Outra equipa que podia ter agarrado a oportunidade de brilhar. Alonso passou discreto pelo principado, embora tenha conseguido mais um bom resultado, dada a situação da scuderia.  O espanhol continua a fazer omeletes sem ovos. Se Ron Dennis conseguir de facto levar o espanhol para a McLaren, a Ferrari vai sentir muitas saudades de Alonso. Mesmo sem brilhar não compromete. Quem continua em baixo é Raikkonen. Depois de mais uma vez ter ficado atrás do seu companheiro de equipa na qualificação, o finlandês arrancou com vontade de brilhar. O arranque foi espantoso e parecia que tínhamos de volta o “velho Kimi”, mas o azar ainda não o largou. Teve um furo durante o período de Safety Car, que o obrigou a regressar às boxes e que o atirou para 13º, deixando o 3º lugar a Ricciardo, arruinando uma corrida em que tinha tudo para subir ao pódio. Como se isso não bastasse, o finlandês recuperou até a 8ª posição e quando tentou passar Magnussen no gancho Loews, falhou a travagem e levou ambos contra a barreira, obrigando-o a contentar-se com o 12º posto. Não está a ser nada feliz o regresso de Raikkonen à Scuderia. E logo neste fim de semana em que parecia regressar com mais força. Mais um golpe na confiança do Iceman.

Force India: 
O fim de semana começou discreto para a Force, que depois de um inicio de época excelente, mostrou alguns sinais de baixa de forma no último GP. Conseguiram 10º e 11º na qualificação, o que não pode ser considerado positivo, dado que se trata de uma pista onde é difícil ultrapassar. Perez repetiu a receita do ano passado, embora não tenha tido tempo para brilhar. O mexicano distraiu-se e não viu o McLaren de Button fechando em demasia a trajectória, o que originou um toque que atirou o Force India para as barreiras. Perez que tem tudo para ser grande continua a não capitalizar o talento que tem. Já Hulkenberg, fez mais uma excelente corrida. Largando de 11º foi acabar em  5º. O alemão tem sido de uma regularidade a toda a prova. Tem pontuado em todas as provas até agora, continua a mostrar que deve ingressar numa equipa de topo. A ultrapassagem que fez em Portier é fenomenal e é candidata a ultrapassagem do ano.

Williams: 
O mesmo registo do inicio da época. Muita promessa, muita expectativa, mas há sempre algo que impede a equipa de realmente brilhar. Bottas, que até estava a ter uma boa prestação, foi obrigado a desistir e Massa executou uma boa recuperação subido de 16º para 7º. Massa definitivamente não tem sorte no Mónaco. No ano passado despistou-se duas vezes no mesmo sitio e este ano, quando tinha tudo para fazer um bom resultado ficou na Q1, devido a um Ericsson trapalhão. Mas fica sempre a sensação que  a Williams pode fazer mais.

McLaren:
Depois de 3 corridas sem pontuar,  Button e Magnussen voltaram a somar pontos preciosos para a equipa que ainda está longe do que deve fazer mas a sua performance ficou mascarada pela especificidade do circuito do Mónaco que disfarça algumas dificuldades. Magnussen claudicou no final, sendo passado por Button e o acidente com Raikkonen fê-lo descer até ao 10º. Embora nos pontos, tem motivos para ficar descontente. Mas chamar Kimi de velho… é preciso ter coragem. Não foi elegante da parte dele, mas a F1 precisa de mais acção e menos elegância. Se o dinamarquês está disposto a travar essa luta e se sente capaz, só tem de o provar na pista. Button esteve ao seu nível. Depois de ter falhado na qualificação, onde admitiu que não tinha estado bem, fez 6º e terá recuperado alguma moral para enfrentar o próximo GP. Bem precisava de um aumento de confiança.

Lotus:
Mais uma excelente corrida de Grosjean. O francês esteve na boca do mundo na última semana, havendo rumores que apontavam para a sua saída da Lotus. A verdade é que já ninguém se lembra do Grosjean Kamikaze. Está agora um piloto maduro, inteligente e capaz de levar a equipa a bom porto. A sua velocidade sempre foi prejudicada pela sua inconsistência. Tratado esse problema, Grosjean pode sonhar com algo mais para si. Já Maldonado teve um fim de semana péssimo. 15º na qualificação e uma desistência na corrida. Se não é ele a fazer asneira é o carro que não o ajuda. A situação não está fácil para o venezuelano com os rumores que poderá ficar sem financiamento. 

Marussia:
Bianchi finalmente chegou ao primeiro ponto na F1. Mais que merecido. O francês tem um talento inegável e está a construir passo a passo uma caminhada promissora na F1. O protegido da Ferrari levou a Marussia aos primeiros pontos. Foi graças a ele que no ano passado a equipa ficou em 10º. E este ano a filosofia “fazer simples, barato e fé em Bianchi” parece ter resultado outra vez. Chilton ocupou o lugar a que está mais habituado… último.


Caterham:
Ericsson surpreendeu toda a gente com um 11º. Ficou perto do tão desejado ponto que Tony Fernandes quer, mas não foi suficiente. Kobayashi ficou em 13º, ele que não teve também uma tarde muito feliz. O anuncio da mais que possível venda da equipa não estará por certo a ajudar no que diz respeito à pressão. Tony Fernandes foi muito injusto ao colocar a fasquia tão alta neste ano tão especifico. A F1 não é futebol.


Sauber:
Mais um fim de semana horrível. Mais uma vez os dois carros a desistirem. Sutil perdeu o controlo do seu monolugar na saída do túnel e Gutierrez cometeu um erro crasso ao tocar nas barreiras em Rasscasse. Dois erros que custaram muito caro a uma equipa que precisa desesperadamente de bons resultados. O carro não evoluiu nada e as melhorias revelaram-se infrutíferas.


Toro Rosso:
Se apostou que os Toro Rosso iam fazer um bom resultado este fim de semana, pode culpar a Renault por isso não ter sido possível. Duas desistências por falhas mecânicas, numa corrida que tinha tudo para ser excelente para a equipa. Na qualificação Vergne 7º e Kvyat 9º e tudo apontava para mais uma boa colheita de pontos. Infelizmente isso não foi possível . A equipa já admitiu que está agradavelmente surpreendida com o comportamento do carro que não teve uma única melhoria desde o inicio do ano.Que não se esqueçam de continuar a melhorar.

Com o campeonato a ficar cada vez mais interessante, a caravana da F1 segue para o Canadá, mais especificamente o circuito Gilles Villeneuve, conhecido pela sua exigência para com os motores e pelos elevados consumos.  A luta Hamilton vs Rosberg atingiu este fim de semana outro patamar e Lewis quererá vingar-se, mostrando que de facto não é amigo de Rosberg. 


Fotos:
retiradas das páginas de facebook das equipas. 



Fábio Mendes

Blancpain series: Silverstone. Álvaro Parente sem sorte com os colegas de equipa.

Foi uma tarde a trabalhar para aquecer ( para não usar outra expressão) para Parente, que apenas ficou em 7º lugar nas 3h de Silverstone. O português, que saiu de 2º, conseguiu agarrar a liderança da prova ( e ficar com 4 seg. de vantagem), entregando-a ao seu companheiro de equipa Demoustier, que não fez melhor do que cair para 3º. Mas o pior estava para vir quando o 3º companheiro, Prémat, fez um pião caindo para a 7ª posição. Uma tarde pouco agradável para o talentoso piloto português.

 “Consegui arrancar bem e subi ao primeiro lugar e passei a atacar de modo a poder construir uma boa vantagem para os meus perseguidores. No entanto, com os pneus gastos o carro estava muito difícil, com a traseira muito nervosa, e não era fácil ser rápido. Ainda assim, realizei um bom turno e esperava podermos terminar no pódio”

“O carro estava realmente muito difícil e tive que me aplicar a fundo, exigindo muito da concentração, para poder ser rápido ao longo do meu turno. Os meus colegas de equipa não se conseguiram adaptar tão bem e isso foi determinante para o nosso resultado. Não foi o desfecho que esperávamos, mas vamos trabalhar para podermos regressar aos pódios na próxima prova, em Paul Ricard”.

Se dependesse apenas de Parente esta teria sido uma brilhante vitória mas como em todos os desportos de equipa é preciso contar com os dias menos bons dos companheiros.

Para a história fica a 1ª vitória da Bentley, com uma excelente recuperação depois de um “drive through” no 1º turno.

Na categoria GT Am a GT Academy foi vencedora mas Miguel Faísca apenas terminou em 20º e em 10º da sua categoria.


Na categoria Gentleman Trophy a equipa Ferrari Portugal ficou em 2º. 



Classificação geral por equipas:



Classificação por pilotos:



Resta a Álvaro Parente e a sua ART esquecer este dia e focar energias na próxima prova que será em Paul Ricard dia 28 de Junho. Antes disso tempo para a estreia de Parente nas 24h de Le Mans. Que tenha mais sorte por terras francesas.


Fotos:
google.pt

fontes:
autosport.pt
blancpain-gt-series.com


Fábio Mendes

WTCC: Salzburgo. Lopez vence segunda corrida e Monteiro sobe de novo ao pódio.

Com uma partida atribulada e com muita chapa batida, foi Muller o maior prejudicado na largada da 2ª corrida, com o francês a ter de abandonar a corrida assim como os dois Lada de Huff e Thompson.

Quem lucrou com a situação foi Lopez que conseguiu escapar ao acidente. Com a corrida a ser reiniciada, os Honda tomaram conta das hostilidades ocupando os lugares da frente mas o Citroen de Lopez ainda tinha “pulmão”, mesmo com 60kg de lastro para ir atrás dos lideres da corrida. Gradualmente, o argentino foi subindo posições, conseguindo passar Tarquini e assumindo a liderança. O italiano acabou em segundo mas foi apertado por Monteiro, que tentou ficar com a 2ª posição sem sucesso. Mais um pódio para Monteiro que lhe apanhou o gosto, somando já o 4º pódio.

"Tínhamos perfeita consciência que seria a jornada mais difícil do ano. E daí estes resultados serem ainda mais inesperados mas também muito gratificantes. É o verdadeiro sinal que não nos podemos dar por vencidos antes do final de cada corrida. Estou muito satisfeito com os pontos que consegui somar"

"Na primeira corrida subi de sétimo para quarto logo no início. Perdi depois um lugar para os Citroen mas não havia como impedir. Depois foi dar o melhor, andar rápido e não cometer erros"


Na segunda corrida, "Passei de quarto para segundo. Depois a prova foi interrompida e quando arrancámos novamente, mantive a posição mas sabia que seria uma questão de tempo até o Citroen nos apanhar. Ainda tentei impedir a ultrapassagem, mas na recta não havia muito que pudesse fazer e não valia a pena correr riscos. Depois até ao final, estive atrás do Tarquini. Mantive-me por perto para o caso de ele cometer algum erro, que não aconteceu"


Próxima paragem é Moscovo onde Monteiro quererá continuar o seu esforço e manter se por perto dos Citroen. É com muita alegria que vemos Tiago mostrar finalmente o que vale. Ele que teve uma adaptação lenta aos  carros de turismo, parece ter encontrar o ritmo certo, que muito se deverá às novas características dos carros. Siga Monteiro!


Classificação geral dos pilotos:






fotos:
google.com

fontes:
autosport.pt
fiawtcc.com



Fábio Mendes

domingo, 25 de maio de 2014

Mónaco é a sério! - Resumo

Antes da corrida começar, ainda se falava da qualificação, se Rosberg causou bandeiras amarelas de propósito ou não. Hamilton disse ontem que iria lutar como Senna, para responder à equipa e a Rosberg, mas hoje não correu assim tão bem. Estará a guardar-se para o Japão?

Na saída para a volta de aquecimento, Maldonado não consegue sair e é retirado para as saídas das boxes, mas não seguiu para corrida. Na largada, Rosberg sai bem e não deixa espaço para Hamilton ultrapassar, mas quem tem uma largada espectacular é Raikkonen, que aproveita o facto de Alonso ficar retido atrás dos Bull´s e ultrapassa o colega e Ricciardo antes de Saint Devote, a primeira curva, ficando colado a Vettel.
Perez, depois de Mirabeau, na descida para o gancho, não vê a frente do Mclaren de Button, bate no britânico e perde o controlo do carro, embatendo nas protecções. Acabou, na primeira volta, a corrida para Perez, forçando e entrada do Safety Car.

O SC saiu de pista na volta 4 e Raikkonen ultrapassou Vettel. O alemão sentiu problemas no carro e foi sendo ultrapassado por quase todos os pilotos, tendo efectuado o primeiro pit stop nessa mesma volta. Não tinha potência no carro e explodiu, via rádio com a equipa, dizendo que assim não podia ser...ainda fez mais umas voltas, mas recebeu ordens para abandonar a corrida, na volta 7. Era o terceiro piloto a desistir.

O jovem russo da Toro Rosso, Kvyat, na volta 12, teve de desistir, também com problemas na unidade motriz. Na pista, brilhava Adrian Sutil, que no gancho, ultrapassa Ericsson, numa manobra já conhecida do piloto alemão. Na mesma volta, Chilton, Bianchi e Gutierrez, ficam a saber que foram penalizados em 5 segundos por terem largado fora dos lugares designados na grelha. Os pilotos utilizaram o lugar vazio deixado por Maldonado e foram penalizados.

Na volta 25 o alemão da Sauber, Sutil, embate contra os rails de protecção na travagem para a chicane, muito parecido com o incidente de ontem de Kvyat, mas este com pior final, já que Sutil ficou de fora da corrida. Foi necessária a entrada do SC em pista, pela segunda vez e todos os mecânicos levantam-se e esperam os pilotos para os pit stop. Na confusão de entradas e saídas, Vergne quase colide com Magnussen, originando, como é óbvio, um drive through ao francês.

Durante a "estadia" do SC em pista, Hamilton questiona a equipa porque não o chamaram na volta antes para a sua paragem, isto porque, desde o acidente de Sutil até à entrada do SC, passou uma volta. O inglês sentiu-se prejudicado, mas não pareceu ter razões para isso durante a corrida de hoje.

Raikkonen, que seguia na 3ª posição durante o SC em pista, teve que retornar às boxes, perdendo muitas posições, talvez devido a um furo. Saiu em 13º, um atraso significativo, tendo em conta a boa prestação do finlandês nas primeiras voltas.

Depois do SC sair, Hulkenberg chamou a atenção de todos, com um excelente ultrapassagem a Magnussen, em Portier. Foi uma ultrapassagem à F1!
Quem também fez uma boa ultrapassagem foi Bianchi a Kobayashi. Usou todos os milímetros da pista para ultrapassar o japonês. Bianchi começava a dar nas vistas, tal era o seu andamento.

Já na volta 41, o engenheiro de corrida de Rosberg, avisa-o que precisa de poupar combustível, Hamilton também é avisado, mas que pode pressionar o colega.
prolongando cada entrada de mudanças.
Na volta 45, Massa faz o seu primeiro pit stop, numa altura que rodava em 5º, baixando para 11º.
Jean-Eric Vergne parecia que queria atropelar Bianchi no gancho, na volta 48, tendo perdido partes da asa da frente, quando bateu ligeiramente na traseira do Marussia do compatriota. O francês da Toro Rosso estava claramente pressionado para obter uma boa classificação. Passadas 4 voltas, na volta 52, a ânsia de Vergne foi apagada, já que teve de desistir com problemas mecânicos.
Mais 5 voltas e era a vez de Bottas ter de parar, depois de ter rebentado o motor do Williams. Com a desistência de Bottas, Bianchi estava à beira dos pontos.

Gutierrez, na volta 61, em La Rascasse, bate com o pneu traseiro direito na protecção lateral e faz pião, ficando virado em contramão. Safety Car em pista? Não! Os comissários de pista conseguiram retirar o Sauber sem ser preciso recorrer ao SC. Com isto, Jules Bianchi era um homem contente, visto estar no top 10, nos pontos. Mas pouco tempo depois, veio o aviso que o piloto da Marussia teria mais uma penalização de 5 segundos por ter cumprido a primeira penalização durante a permanência do SC em pista. Bianchi como não teria programado mais nenhuma paragem, o tempo de penalização seria adicionado, no final da corrida, ao tempo total do francês. Grosjean seguia 9 segundos atrás de Bianchi, em 11º, o que significava que, se se mantivesse a diferença, pontuaria de qualquer das maneiras.

Imagem de: XPB Images
Nas últimas 5 voltas, mais acontecimentos de registo: Hamilton queixava-se que tinha dificuldade em ver através do capacete, com alguma sujidade, que o fazia perder segundos valiosos. Rosberg ia-se embora, aumentando a diferença entre ele e o colega, enquanto, Ricciardo, que esteve toda a corrida a poupar o carro, pisava o acelerador e reduzia drasticamente a diferença para Hamilton.
Raikkonen, em 7º, tentava passar Magnussen (que já tinha sido ultrapassado por Button) na chicane, mas saiu largo e ficou bloqueado em pista com o Mclaren, conseguindo os dois pilotos seguirem em prova. Iceman teve de entrar novamente nas boxes, atrasando-o mais.

A corrida terminou com Rosberg em primeiro e com uma vantagem confortável para Hamilton, que não tinha acontecido durante a corrida, e com o inglês "apertado" por Ricciardo, que se sente bastante bem nesta temporada.

Classificação final do GP do Mónaco:
Pos. 
Piloto
Equipa
Tempo
1. 
 N. Rosberg
Mercedes
1:49:27.661
2. 
 L. Hamilton
Mercedes
+9.210
3. 
 D. Ricciardo
Red Bull
+9.614
4. 
 F. Alonso
Ferrari
+32.452
5. 
 N. Hulkenberg
Force India
+1 Lap
6. 
 J. Button
McLaren
+1 Lap
7. 
 F. Massa
Williams
+1 Lap
8. 
 R. Grosjean
Lotus
+1 Lap
9. 
 J. Bianchi
Marussia
+1 Lap
10. 
 K. Magnussen
McLaren
+1 Lap
11. 
 M. Ericsson
Caterham
+1 Lap
12. 
 K. Raikkonen
Ferrari
+1 Lap
13. 
 K. Kobayashi
Caterham
+3 Laps
14. 
 M. Chilton
Marussia
+3 Laps
Não terminaram
15. 
 E. Gutiérrez
Sauber
+19 Laps
16. 
 V. Bottas
Williams
+23 Laps
17. 
 J. Vergne
Toro Rosso
+28 Laps
18. 
 A. Sutil
Sauber
+55 Laps
19. 
 D. Kvyat
Toro Rosso
+68 Laps
20. 
 S. Vettel
Red Bull
+73 Laps
21. 
 S. Perez
Force India
+78 Laps
22. 
 P. Maldonado
Lotus
+78 Laps

A próxima prova do campeonato está marcada para 8 de Junho, no Canadá.

fotos:
facebook.com/MercedesAMGF1
facebook.com/ScuderiaFerrari
facebook.com/tororosso
facebook.com/WilliamsF1Team
motorsport.com/f1/photo/main-gallery/jules-bianchi-marussia-f1-team-mr

Pedro Mendes

Vitória para Rosberg no Mónaco! - Top 10

Image by: XPB Images
Top 10 do GP do Mónaco:
1º Rosberg
2º Hamilton
3º Ricciardo
4º Alonso
5º Hulkenberg
6º Button
7º Massa
8º Bianchi *
9º Grosjean
10º Magnussen

* 5 seg. de penalização, que deve colocar Bianchi em 9º atrás de Grosjean.

(em actualização)

foto:
motosport.com
Pedro Mendes

WTCC: Salzburgo. Muller carimba mais uma vitória da Citroen. Monteiro em 5º.

Muller aproveitou ao máximo a pole, que lhe foi entregue depois da penalização de Morbildelli, que fez a sua melhor volta sob bandeiras amarelas, vencendo a corrida 1 em Salzburgo.

O francês não teve dificuldade em instalar-se na frente, sendo pressionado por Lopez durante uma parte da corrida. Um erro do argentino deitou por terra as hipóteses de passar o carro do actual campeão do mundo de WTCC. Quem aproveitou foi Coronel, fazendo uso da sua experiência para passar Lopez e ficar com a 2ª posição que conseguiu defender até ao final.

Loeb ficou em 4º, também ultrapassado por Coronel no inicio da corrida. Com uma afinação diferente, Loeb não teve argumentos para segurar e ir atrás de Coronel.

Monteiro foi mais uma vez o melhor Honda, em 5º, fazendo novamente pela vida. Se Monteiro tivesse um carro à altura da sua forma, estaria por certo a discutir o campeonato com os Citroen. A falta de velocidade de ponta do Civic deitou por terra as aspirações do português de fazer outro pódio. Assim teve de entrar em modo defesa e segurar os seu perseguidores, o que conseguiu com sucesso. Monteiro sente-se bem com estes novos carros e isso é notório.


Top 10 da corrida 1:



A corrida 2 decorre as 12:45...15 minutos antes do GP do Mónaco. O WTCC é isto. Para além das falhas que temos apontado, esta semana resolveram tentar fazer concorrência a uma das mais importantes e carismáticas corridas do mundo. Bem jogado! Monteiro sai de 4º o que poderá aumentar as hipóteses de saborear o champanhe do pódio.


fotos:
google.pt

fontes:
autosport.com
autosport.pt
touringcartimes.com



Fábio Mendes

sábado, 24 de maio de 2014

Rosberg na pole depois de estragar a festa a Hamilton!

formula1.com
Rosberg tinha a pole provisória, mas saiu de pista e originou bandeiras amarelas. Hamilton vinha mais atrás e teve de abrandar, o que o fez perder tempo, que lhe fazia falta para tirar a pole ao seu colega. O britânico acabou a qualificação cm um sorriso amarelo enquanto Rosberg festejou muito a sua pole.
Momentos tensos na foto dos três primeiros da grelha!

Foi uma qualificação entretida a que assistimos hoje no Mónaco. Vettel já deu um ar da sua graça, ao fazer o 3º melhor tempo da Q2, mesmo tendo tido alguns problemas na unidade motriz. Os Mercedes competem entre si e a equipa faz de tudo para que eles assim continuem...pelo menos para já.

Kvyat e Vergne conseguiram passar para a Q3, conseguindo melhor que Force India e Maclaren, já que apenas Perez pela Force India e Magnussen pela Mclaren, passaram para a Q3.

Raikkonen parece mais motivado, mas mesmo assim ficou sempre atrás de Alonso. Atenção ao Iceman, que pode surpreender!
Alguns pilotos podem ser penalizados se forem considerados culpados de atrasar outros pilotos e Ericsson certamente penalizado, pelo acidente que envolveu também Massa.

Grelha provisória para a corrida de amanhã:
1º Rosberg     01:15.989
2º Hamilton
3º Ricciardo
4º Vettel
5º Alonso
6º Raikkonen
7º Vergne
8º Magnussen
9º Kvyat
10º Perez
11º Hulkenberg
12º Button
13º Bottas
14º Grosjean
15º Maldonado
16º Massa
17º Gutierrez
18º Sutil
19º Bianchi
20º Chilton
21º Kobayashi

22º Ericsson

(em actualização)

foto:
formula1.com

Pedro Mendes

sexta-feira, 23 de maio de 2014

RX World Championship – Lydeen Hill. Segunda etapa do mundial visita “santuário” do rally cross.

É já neste fim-de-semana que regressa o Mundial de Rally Cross, que depois da prova inaugural em Montalegre, a caravana do mundial desloca-se aquele que para muitos é o “ícone” desta modalidade em clara ascensão, que atrai já fãs de todo o mundo, bem como pilotos conceituados, e grandes estruturas montadas em volta dos mesmo, com grande profissionalismo, como podemos comprovar “in loco” por terras Barrosãs, em Montalegre.

Quanto à lista de inscritos para a segunda prova do mundial, algumas novidades relativamente à prova portuguesa, com entradas e saídas de alguns dos mais mediáticos desta “caravana”. Fora da lista na classe “SuperCar”, está J. Villeneuve, depois da desastrosa estreia em Portugal, cede o lugar do Peugeot 208 a Davy JEANNEY, ao lado do habitual, o “patrão” Andy Scott.

Outras das novidades na classe SUPERCARS é o regresso do mítico Tanner FOUST, que já venceu em Lydden Hill por duas vezes, e será sempre um nome a pôr em cima da mesa quanto à luta pelos lugares da final. Lembramos que estão inscritos para a classe rainha 39 pilotos, pelo que as mangas de qualificação serão também elas muito disputadas, e importantes para todos os pilotos que ambicionem um lugar entre os melhores.

Petter Solberg que chega á Grã-Bretanha motivado pela vitória em Portugal, e não vem sozinho, “traz” o seu irmão mais velho Henning Solberg, que ao volante de um Saab 9-3 estará também presente neste evento.
Nesta prova é de esperar uma resposta às menos boas exibições em Montalegre de Doran, um dos mais mediáticos da caravana, que se bateu com muito problemas no seu Ds3 por terras lusas, e nem as meias-finais conseguiu chegar. Também os dois Peugeot oficiais do campeão mundial em título Timur TIMERZYANOV  e  Timmy HANSEN, ambos falharam a presença na final, quererão decerto redimir-se desses resultados.

Para terminar, também chamada de atenção para mais uma figura mediática por terras Britânicas, mas na classe RXlites, Nelson Piquet Jr. Vai marcar presença na 2ª prova do mundial, numa modalidade que já não é novidade para si, visto já ter participado em vários eventos desta espectacular modalidade.
39 SuperCars, 10 TouringCars, 23 1600 e 10 RXlites, no total de 81 pilotos animarão mais um fim-de-semana de bom e muito Rally Corss.


Confira agora a lista de participantes e horários de todo o evento:


SuperCars:

1 Timur TIMERZYANOV RUS Team Peugeot-Hansen SWE Peugeot 208
2 Ollie O'DONOVAN IRL Ollie O'Donovan IRL Ford Focus
3 Timmy HANSEN SWE Team Peugeot-Hansen SWE Peugeot 208
4 Robin LARSSON SWE Bergs Fegen SWE Audi A1
6 Alexandre THEUIL FRA Alexandre Theuil FRA Citroën DS3
7 Emil ÖHMAN * SWE Emil Öhman SWE Citroën DS3
8 Peter HEDSTRÖM SWE Peter Hedström SWE Skoda Fabia
11 Petter SOLBERG NOR PS 110% AB SWE Citroën DS3
12 Alexander HVAAL NOR PS 110% AB SWE Citroën DS3
13 Andreas BAKKERUD NOR OlsbergsMSE AB SWE Ford Fiesta ST
14 Frode HOLTE NOR Frode Holte Motorsport NOR Hyundai i20
15 Reinis NITISS LVA OlsbergsMSE AB SWE Ford Fiesta ST
17 Mats ÖHMAN * SWE Mats Öhman SWE Citroën DS3
19 Jean-Luc PAILLER * FRA Jean-Luc Pailler FRA Peugeot 208
20 Fabien PAILLER * FRA Fabien Pailler FRA Peugeot 208
22 Koen PAUWELS BEL Koen Pauwels BEL Ford Focus
21 Bohdan LUDWICZAK POL Bohdan Ludwiczak POL Ford Fiesta
24 Tommy RUSTAD * NOR HTB Racing NOR Volvo C30
26 Andy SCOTT GBR Albatec Racing LTD GBR Peugeot 208
27 Davy JEANNEY FRA Albatec Racing LTD GBR Peugeot 208
33 Liam DORAN GBR LD Motorsports GBR Citroën DS3
34 Tanner FOUST * USA Marklund Motorsport SWE VW Polo
37 Pavel KOUTNY CZE Czech National Team CZE Ford Fiesta
40 Eric FAREN SWE Eric Faren SWE Citroën DS3
44 Krzysztof SKORUPSKI POL LD Motorsports GBR Citroën DS3
47 Ramona KARLSSON * SWE Per Eklund Motorsport SWE Saab 9-3
48 Lukas WALFRIDSON SWE Helmia Motorsport AB SWE Renault Clio
50 Kevin PROCTER GBR Kevin Procter GBR Ford Fiesta
51 Julian GODFREY GBR Julian Godfrey GBR Ford Fiesta
54 Jos JANSEN BEL Jos Jansen BEL Ford Focus
57 Toomas HEIKKINEN FIN Marklund Motorsport SWE VW Polo
66 Derek TOHILL IRL LD Motorsports GBR Citroën DS3
69 Jochen COOX BEL OTRT BEL VW Scirocco
74 Jérôme GROSSET-JANIN FRA Jérôme Grosset-Janin FRA Renault Clio
77 Andrew JORDAN * GBR Olsbergs MSE AB SWE Ford Fiesta
88 Henning SOLBERG NOR Per Eklund Motorsport SWE Saab 9-3
92 Anton MARKLUND SWE Marklund Motorsport SWE VW Polo
99 Tord LINNERUD NOR Helmia Motorsport AB SWE Renault Cli

TouringCar:

2 David NORDGARD NOR David Nordgard NOR Ford Fiesta
3 Anders BRATEN NOR Anders Braten NOR Ford Fiesta
4 Kjetil LARSEN NOR Kjetil Larsen NOR Skoda Fabia
5 Per Magne ROYRAS * NOR Per Magne Royras NOR Peugeot 206
6 Daniel LUNDH SWE Daniel Lundh SWE Volvo C30
11 Fredrik SALSTEN NOR Salsten Racing SWE Citroën DS3
49 Patrick MERTENS BEL RT Titanic BEL VW Polo
64 Tom Daniel TANEVIK * NOR Tom Daniel Tanevik NOR Mazda RX8
73 Torleif LONA NOR Torleif Lona NOR Ford Fiesta
88 Mandy KASSE NLD Mandy Kasse NLD Ford Fiesta

Super 1600:

2 Ulrik LINNEMANN DNK Ulrik Linnemann DNK Peugeot 208
3 Pavel VIMMER CZE Pavel Vimmer CZE Skoda Fabia
4 Jaroslav VANCIK CZE Adell Mogul Racing Team CZE Citroën C2
5 Ondrej SMETANA CZE LS Racing CZE Ford Fiesta
6 Kasparas NAVICKAS LTU RIMO LTU Skoda Fabia
7 Denis SALIKOV RUS Denis Salikov RUS Skoda Fabia
11 Davy VAN DEN BRANDEN BEL OTRT BEL Citroën DS3
13 Zdenek KUCERA CZE Zdenek Kucera CZE Skoda Fabia
15 Ernestas STAPONKUS LTU ASK Vilkyciai LTU VW Polo
16 Sergej ZAGUMENNOV RUS Sergej Zagumennov RUS Skoda Fabia
22 Andreas STEFFEN DEU ACN Buxtehude DEU Skoda Fabia
25 Rudolf SCHAFER FRA Rudolf Schafer FRA Citroën DS3
27 Siim SALURI EST RS Team Racing EST Citroën C2
29 Dave VAN BEERS * BEL Dave Van Beers BEL Renault Clio
30 Ralph WILHELM DEU ACN Buxtehude DEU Renault Clio
46 Rasul MINNIKHANOV * RUS STK Namus RUS Renault Twingo
50 Nikita MISIULIA RUS Nikita Misiulia RUS Skoda Fabia
62 Phil CHICKEN GBR Phil Chicken GBR Citroën C2
66 Vaclav VEVERKA CZE Czech National Team CZE Peugeot 206
83 Christian PETRAKOVITS AUT RCC Süd AUT VW Polo
89 Timur SHIGABUTDINOV RUS Set Promotion FIN Renault Twingo
98 Gergely MARTON HUN MF-Motorsport HUN Skoda Fabia
99 Janis BAUMANIS LVA Janis Baumanis LVA Renault Twingo

RX Lites:




Horários:
 Programa
Sábado, 24 de maio

09.00 Sessões de treino
11.15 RX Heat 1 & RX Heat 2 todas as classes
3ª Manga - Touring Cars, S1600's, RX Lites
4ª Manga - Touring Cars, S1600's

Domingo, 25 de maio

11.30 3ª Manga - Supercar
4ª Manga - RX Lites
Semi Final - Touring Car
Semi Final - S1600
4ª manga - 4 Supercar

15.00 RX Lites Meias finais
Touring Car Final

16.00 Supercar Semi Final
Super 1600 Final
RX Lites Final
Supercar Final


NOTA: hora Local

Dados lançados e tudo a postos para mais uma grande jornada do Mundial de Rally Cross. Acompanhe os resultados e as novidades no nosso Facebook e o resumo final no nosso blogue, com todas as incidências deste magnifico campeonato.

Até lá…if in doubt flat out!

fotos:
retiradas de google.pt

Carlos Mota

Antigamente é que era! Se calhar não. O que realmente mudou?

Sou acusado frequentemente de ter uma visão demasiado protectora da F1. Serão muito poucos os que concordam com esta revolução na F1. Eu concordo. Serão poucos os que este ano a F1 está a ser mais apelativa e interessante. Eu acho. E das várias conversas que tenho, há um denominador comum. “A F1 já não é o que era e antigamente sim era bom”. “Depois que o Senna morreu, perdi o interesse por isto”. O que se segue é apenas a minha opinião. Vale o que vale.

Há um inegável antes e depois de Senna no cenário nacional da F1 (e provavelmente internacional também, mas que se nota mais cá). As corridas deixaram de ser seguidas com tanto interesse. E a “era Schumacher” veio tirar o pouco brilho que restava à categoria rainha do automobilismo, isto aos olhos dos portugueses. O alemão que desafiou Senna ganhava sucessivamente. Factores mais que suficientes para desanimar os fãs. Por todos os países em que a F1 é assumidamente um desporto popular, com mais ou menos flutuações, o gosto pela modalidade mantém se.

Mas a F1 mudou e mudou muito desde esse tempo. Já lá vão 20 anos e ainda assim, as pessoas vão buscar os gloriosos anos 80/90 para relembrar a F1. Dizem que estas mudanças todas descaracterizam a modalidade. Mas será que a F1 está assim tão diferente?

Como dizia Jack o Estripador, vamos por partes:

Os carros:

Continuam a ser rápidos, são menos ruidosos e isso de facto é um handicap. A evolução retirou-lhes a fúria do grito dos V8. Mas já antigamente os V10 foram calados e a onda de criticas foi grande. Não há como fugir que o som deste ano é menos apelativo. Mas é um aspecto que pode e deve ser minimizado. O impacto sonoro tinha muita importância no espectáculo.

A questão dos motores é irrelevante. Já foram usados motores 1.5 no passado. O uso da energia eléctrica não me causa nenhum transtorno também, desde que nunca se abdique dos motores de combustão. E penso que a influência das grandes empresas petrolíferas que investem muito dinheiro, fará que isso não aconteça  tão cedo.

Há pessoas que dizem que hoje em dia a F1 só vale pelos carros e que os pilotos não são importantes. O problema é que sempre foi assim. Os Lotus ganharam campeonatos graças ao engenho de Colin Chapman. Os McLaren de Prost e Senna eram os melhores carros do grid por larga margem. Os Williams de Mansell e Prost igual. Foram muito poucos os carros que não eram muito melhores que os outros que venceram o campeonato. O carro sempre foi um factor importante. Mas os pilotos também. É certo que a tecnologia ajuda bastante hoje em dia mas, assim como ajudou no passado e ninguém duvidou do talento dos pilotos desse tempo, é injusto desacreditar no talento dos pilotos do presente quando tem de lidar com outro tipo de desafios. Novos tempos novas exigências. Há de facto, infelizmente, demasiados pilotos que não deviam estar na F1 e que estão porque têm as carteiras cheias. Talvez no passado esses piloto tivessem mais dificuldade em subir à F1 ( embora os pilotos maus sempre existiram em todas as categorias). Mas é uma diferença mínima. Os bons serão sempre bons e os maus não serão melhores graças aos carros. Talvez disfarcem melhor mas é sol de pouca dura.

Os carros deste ano são mais lentos:

A ideia foi retirar-lhes apoio aerodinâmico de forma a dificultar a vida aos pilotos. A fórmula ainda não está bem afinada, mas tem proporcionado bons espectáculos com os carros de lado e os pilotos a suarem para os manter na pista. Era o que todos queriam, dar ao piloto mais importância. Mas já há muita gente a queixar-se que os carros são mais lentos. De facto são mais lento em curva mas compensam isso nas rectas. Não é um bom compromisso? Mais derrapadelas, mais velocidade nas rectas e mais espectáculo. E o custo de isto são 1 ou 2 segundos a mais no cronómetro. É verdade que há o problema de a F1 ser sempre a categoria máxima no que diz respeito à inovação. E perder tempo com diminuição de apoio aerodinâmico é estar a dar um passo atrás na tecnologia. Mas como a F1 tem também de ser um espectáculo e como tal, cria-se uma dificuldade enorme em estabelecer um equilíbrio. Por agora fez-se diminuir a importância da parte da aerodinâmica e apostou se mais na parte mecânica. Sinceramente gosto que a F1 se mantenha o mais avançada possível, mas se ao retirar um pouco desse avanço se aumenta a espectacularidade… nada contra. As pessoas pagam bilhete para ver espectáculo e ultrapassagens e não uma mostra de tecnologia. A tecnologia tem de estar ao serviço do espectáculo.

É sempre a mesma coisa e acaba sempre por ganhar o mesmo:

A F1 pagou cara a factura da hegemonia de Schumacher. Nesse tempo em que a F1 se tornou algo enfadonha, perderam-se muitos fãs (embora as lutas com Hakkinen fossem interessantes). Mas esse tempo é passado. Desde então tivemos Ferrari, McLaren, Renault, Brawn GP, Red Bull a vencer o campeonato. Tivemos campeonatos discutidos até ao final ( 2007, 2008, 2010, 2012). Obviamente que a Red Bull conseguiu vencer 4 anos seguidos. Mas desses 4 anos apenas 2 foram ”à vontade”, ao contrário do que muitos pensam. E isso de épocas de domínio, até no passado existiram. A McLaren venceu 4 campeonatos seguidos, um deles em que venceu 15 das 16 corridas. Estiveram desde 1984 a 1991 no topo da categoria. A Williams dominou de 1992 a 1997. Nos anos 70 o domínio, embora mais repartido, caiu tendencialmente para a Lotus. A F1 sempre foi feita de época de domínio por parte de alguma equipa.  Recorre-se ao passado para relembrar a competitividade mas bem vistas as coisas se calhar a diferença para o presente não é tão grande.


Há de facto muita coisa que devia ser alterada na F1. Mas na semana passada ao ver a corrida de DTM, com o Carlos Mota e um colega nosso, reparei o que falta à F1 e o que as pessoas têm saudade. Um piloto que apoiam incondicionalmente. A parte emotiva da coisa. Para mim ver uma corrida de F1 é sempre um motivo de alegria, mas para os menos “fanáticos” falta algo. Falta um piloto que possam apoiar. A grande diferença entre a F1 do passado e do presente é que antigamente torcia-se pelo Senna, ou pelo Prost, ou pelo Piquet. Hoje em dia isso diminuiu. O carácter, a forma de estar dentro e fora de pista dos pilotos de hoje em dia, é muito diferente. A aura de um piloto no passado era quase tão importante como o seu rendimento. Actualmente o desporto é mais clínico. É menos dado a figurões. O único que existe é Raikkkonen e por causa disso, tem a legião de fãs que se conhece. 

A grande diferença entre o passado e o presente, é que faltam pilotos com os quais as pessoas se possam identificar. Que possam festejar cada ultrapassagem como um golo. Cada vitória. A visão desapaixonada da F1 é que está a retirar a espectacularidade. Não significa que os pilotos do presente sejam piores…Pelo contrário penso que em alguns casos são melhores. Tem é menos alma. Menos chama.

De resto. Os ingredientes são os mesmos. Mas faltando a parte humana… as pessoas menos apegadas ao desporto terão sempre tendência a afastar-se e relembrar os velhos tempos, nunca lembrando que a única coisa que de facto distingue uma época da outra… são os pilotos carismáticos que hoje em dia são uma raridade. Vamos ver se alguém aparece que possa trazer a chama de volta. Não gostando de fazer este tipo de paralelismo é como no futebol… Há muita coisa má no mundo da bola, mas as pessoas continuam a ver porque tem o clube que apoiam.  E esse gosto faz esquecer os defeitos que o desporto tem. Quando não há paixão começa-se a ver os aspecto mais negativos.

É claro que há outros factores que devem ser vistos. As pistas que ficam longe dos fãs, a insaciável vontade de ganhar mais dinheiro por parte de quem manda na F1, o constante esquecimento dos fãs por parte das autoridades que regem a F1, as corridas em que as ultrapassagens ficam um pouco manchadas pelo DRS, que torna as coisas demasiado simples (o DRS é uma solução boa, mas facilitar em demasia as ultrapassagens não beneficia o espectáculo), a quantidade exagerada de dinheiro que se gasta e que aumenta o fosso entre grandes e pequenos… Há várias coisas que era necessário repensar para que a F1 possa dar um passo em frente. É sempre possível melhorar. Mas não estamos tão longe quanto se possa pensar.

 Se tivéssemos alguém por quem torcer verdadeiramente tudo isto seria esquecido. Como torcemos por Félix da Costa na semana passada. Queriamos lá nós saber dos pormenores menos positivos... Queriamos que aquele BMW ultrapassasse todos os carros e mais que uma vez, para que no final cruzasse a linha em primeiro. E vibramos com isso. Como se fazia no passado na F1. Antigamente é que era, não porque a F1 era melhor… Mas sim porque as pessoas tinham por quem torcer verdadeiramente e assim davam asas a paixão pelo desporto.  



Fotos:
retiradads de google.pt

Fábio Mendes