quinta-feira, 13 de março de 2014

Circuito de Albert Park.

Primeira ronda do Mundial de Fórmula 1 e o regresso à terra dos cangurus. Como todos os anos, muita expectativa para este inicio de época. Mas este ano com expectativas redobradas, com as muitas mudanças nos regulamentos e as muitas incertezas em relação ao possível comportamento das equipas na primeira prova do ano. Há muitos receios em relação as prestações dos carros pois ainda há muita coisa a ser testada. Um enorme ponto de interrogação neste momento paira sobre a primeira prova o que também é mais um aliciante.

A pista de Albert Park, situado no parque com o mesmo nome, é um circuito citadino, relativamente fácil para os pilotos. O facto de ter poucas rectas e ser algo estreita, dificulta em muito as ultrapassagens, obrigando a corridas um pouco mais tácticas, ainda para mais no início do ano em que há ainda tanta coisa para melhorar nos carros.

A pista foi inaugurada em 1996, altura da primeira prova neste circuito ( recebeu 2 provas nos anos 50, mas só em 96 a pista passou a ser usada com regularidade). Várias secções tiveram direito a novo asfalto nessa altura, de forma a ficar mais homogénea, o que faz com que seja um circuito muito pouco abrasivo para os pneus.

É uma pista agradável embora não seja das mais entusiasmantes do ano, mas que ainda assim é capaz de proporcionar boas corridas e que tem sempre muito publico nas bancadas.

Dados estatísticos da pista:

Comprimento : 5.303Km
Nº de voltas: 58
Distancia de corrida: 307.574Km
Volta mais rápida em corrida: Michael Schumacher, 2004, 1:24:125
Volta record : Sebastian Vettel, 2011, 1:23:529
71% da volta em aceleração máxima
Nível de apoio aerodinâmico: Alto
Passagens de caixa por volta: 54

Uso de combustível por volta: 2.5Kg
Traçado da pista e zonas DRS:




Onboard da pista:



Fontes:
f1.com
f1fanatic.co.uk/
wikipedia.com

Fotos:
google.pt


Fábio Mendes

quarta-feira, 12 de março de 2014

WRC – Rally do México: Vitória de Ogier, em hecatombe de desistências.

Sebastien Ogier foi o grande vencedor do rally do México, terceira prova pontuável para o campeonato mundial de ralis, numa prova marcada por inúmeros abandonos, com os duros troços mexicanos a fazer estragos, e muitas “vítimas”.

O francês da Volkswagen partia para esta prova na segunda posição do campeonato, atrás do seu colega de equipa, J. M. Latvala, que discutiam desta forma a liderança do campeonato, com Ostberg (Citroen), também ele a estar à espreita, na terceira posição da geral, e sendo ele um especialista em pisos de terra, era um candidato óbvio à final neste rali.

A Ford tinha em M. Hirvonen a sua principal seta apontada à vitória, mas a verdade é que o finlandês tem andado bem afastado das boas exibições, teria aqui a possibilidade fazer “as pazes” com os bons resultados.

Na Hyundai, era uma incógnita o que valeria o I20 WRC neste tipo de condições, e correndo em altitude, Neuville e Atkinson teriam a hipótese de explorar o potencial do carro da marca coreana.

Mas na prova, tudo foi mais do mesmo, com a Volkswagen de Ogier e Latvala a dominar, apenas tendo alguma réplica por parte de Ostberg, que chegou mesmo a liderar, mas um ligeira saída de estrada danificou o seu Ds3 WRC, deitando por terra a possibilidade de bater Ogier, “no braço”.

Também M. Hirvonen, que estava a realizar uma excelente prova, teve de abandonar no segundo dia de prova, com problemas eléctricos no seu Fiesta RS WRC. O piloto da Ford, estava possivelmente a fazer a sua melhor aparição nesta temporada, viu desta vez o azar bater-lhe à porta.

Desistências foram  o grande destaque deste rally. Mikkelsen, Meeke, Kubica, Ostberg,Hirvonen e Tanak, isto falando apenas dos nomes mais sonantes, foram as principais vitimas, de uma prova dura que não deixará saudades à maioria dos pilotos, embora Hirovenen e Ostberg ainda tenham regressado a tempo de fechar no TOP10 final, ao abrigo do “rally2”.

A Hyundai, de forma algo surpreendente, conseguiu levar os seus dois I20 WRC, até a linha de chegada, ainda assim denotando uma clara falta de potência, comparativamente à concorrência, mas passando claramente no teste de fiabilidade, com Neuville a ser inclusive 3º na geral final, dando desta maneira o primeiro pódio à marca coreana. Um pódio que chegou a estar em causa, pois no ultimo troço de ligação o Hyundai do piloto belga teve problemas de sobreaquecimento, tendo sido resolvido de forma insólita, com uma cerveja a ser a resolução de arrefecimento do motor do carro de Neuville.

Contas feitas, S. Ogier venceu, assumiu também a liderança do campeonato, no rali que antecede a prova portuguesa, marcada para o inicio de Abril, ficando já a certeza que será ele a abrir a estrada nos troços algarvios. O francês foi ainda buscar mais 3 pontos extra, vencendo a “power stage”.

Na segunda posição ficou o seu colega de equipa, J. M. Latvala, que perde desta maneira a liderança no campeonato, ainda que a diferença seja somente de 2 pontos para Ogier. Latvala que durante todo o rali, raramente conseguiu andar mais rápido  do que o seu companheiro da Volkswagen, sendo este segundo lugar bem controlado até final, até porque o terceiro da geral era Neuville, já bem longe dos dois da frente, sem colocar em perigo portanto a sua posição.

Neuville foi 3º e deu a Hyundai o seu primeiro pódio numa prova do mundial de ralis. Apesar de nunca ter tido andamento para ombrear com os homens mais rápidos, o piloto belga foi aproveitando os sucessivos abandonos dos pilotos que rodavam no topo da tabela classificativa, subindo desta maneira até à terceira posição. Um bom resultado, animador para toda a equipa. Ainda assim fica no ar a ideia que têm muito trabalho, no que diz respeito a provas em piso de terra. Ainda assim clara nota positiva para o I20 WRC, que resistiu a tudo, até culminar neste 3º lugar final.


E. Evens foi 4º, melhor dos pilotos Ford, beneficiou também ele de vários abandonos para ir subindo na classificação, até atingir aquela que é neste momento a sua melhor prestação no mundial WRC, desde a sua entrada na Ford. O jovem piloto britânico, em fase de aprendizagem, não se preocupou muito em realizar tempos competitivos, mas sim em dar um passo de cada vez, nesta fase importante da sua carreira. Fazendo o seu primeiro Rally do México, Evens, teve uma um comportamento calculista, e levou a água ao seu moinho. Este 4º lugar final é sem dúvida motivador.

Na 5ª posição, a quase 10 minutos de Ogier, ficou outro dos homens que aproveitou os erros dos alheios para ter sucesso, Martin Prokop. Piloto sem ritmo e qualidade para outros voos, aproveita sempre que pode todas as falhas dos mais rápidos, para somar pontos importantes para si. Sem correr riscos, o piloto checo consegue um bom 5º lugar num rali sempre muito duro, onde chegar ao fim por vezes tem destas coisas.

Benito Guerra, a correr em casa, foi 6º na geral, e o que foi dito sobre Prokop, aplica-se igualmente ao piloto mexicano. A estrear-se de Fiesta WRC, o piloto nesta prova apoiado pela M-Sport, lá foi subindo na geral, assim que “caía” mais um dos da frente. Fica o resultado, de um piloto muito acarinhado pelo seu público.

C. Atkinson foi segundo dos Hyundai, apesar de muitos problemas sentidos ao longo da prova, o piloto Australiano conseguiu levar o seu I20 WRC até final da prova no 7º lugar da geral. Os mais de 15 minutos perdidos reflectem bem as dificuldades por que passou o piloto e o carro…

Mikko Hirvoenen terminou na 8ª posição, uma prova que até tinha começado bem para si, rodando bem perto dos mais rápidos, até á SS8, onde um problema eléctrico no seu Fiesta RS WRC, fez com que tivesse de abandonar, regressando no dia seguinte, ainda que muito atrasado na geral. Este 8º lugar é um mal menor, juntando mais um ponto na “Power Stage” onde foi 3º. Curto para quem podia ter feito bem melhor nesta prova que até prometia um bom desfecho para si.

Mads Ostberg fechou a terceira etapa do mundial na 3ª posição, depois de no 1º dia ter andado entre os primeiros, fechando-o na 2ª posição, na primeira etapa do segunda dia, deu um toque com a traseira do seu Ds3 WRC danificando a suspensão, abandonando de seguida no troço de ligação. Regressou no dia seguinte ainda a tempo de somar dois pontos com este 9º lugar final, que sabe a pouco com certeza ao piloto norueguês, que almejaria decerto uma melhor classificação. Mas os ralis são isto mesmo, o azar e a sorte são factores a ter muito em conta.

A fechar o top 10 ficou Y. Protasov, que venceu também a categoria WRC2, mesmo depois de ter ficado privado da tracção total no seu Fiesta R5.


 Classificação final do Rally do México:

POS#DRIVERTIMEDIFF PREVDIFF 1ST
1.1FRAS. OGIER4:27:41.8
2.2FINJ. LATVALA4:28:54.4+1:12.6+1:12.6
3.7BELT. NEUVILLE4:33:10.4+4:16.0+5:28.6
4.6GBRE. EVANS4:34:31.1+1:20.7+6:49.3
5.21CZEM. PROKOP4:37:36.2+3:05.1+9:54.4
6.11MEXB. GUERRA4:40:39.4+3:03.2+12:57.6
7.8AUSC. ATKINSON4:42:57.2+2:17.8+15:15.4
8.5FINM. HIRVONEN4:44:48.6+1:51.4+17:06.8
9.4NORM. OSTBERG4:53:23.4+8:34.8+25:41.6
10.32UKRY. PROTASOV4:56:00.0+2:36.6+28:18.2


Mundial de pilotos:





Classificação final do Rally do México em WRC2:

POS#DRIVERTIMEDIFF PREVDIFF 1ST
1.32UKRY. PROTASOV4:56:00.0+2:36.6+28:18.2
2.37ITAL. BERTELLI5:19:43.9+26.8+52:02.1
3.33ITAM. RENDINA5:19:59.8+15.9+52:18.0
4.35ESTO. TANAK5:22:19.2+2:19.4+54:37.4
5.38ITAG. LINARI5:23:38.8+55.5+55:57.0
6.41PERN. FUCHS5:25:27.0+1:48.2+57:45.2
7.34PRYA. BESTARD5:52:33.7+7:10.2+1:24:51.9


Mundial de pilotos em WRC2:


O mundial de ralis está de volta, de 3 a 6 de Abril por terras lusitanas, o Vodafone Rally de Portugal vem para a estrada e nós vamos acompanhar a par e passo todas as incidências.

Fique atento ao nosso facebook e ao nosso blog “Chicane Desportos Motorizados”, com todas as novidades sobre a etapa portuguesa do mundial de ralis.



Até lá…if in doubt flat out!


Fotos:
google.pt
Página do Facebook: Doidos por Rally


Carlos Mota

terça-feira, 11 de março de 2014

Martini Racing – O regresso muito esperado.

Foi com grande expectativa que a notícia que a Martini voltaria a patrocinar um carro de F1 foi recebida entre os amantes do desporto motorizado. A Martini tem uma ligação muito forte como o mundo automóvel e este regresso seria um reviver de memórias passadas, para os mais nostálgicos.

Quando a notícia foi confirmada, a alegria foi geral. As linhas azuis e vermelhas iriam voltar a ver-se nas pistas e ainda por cima na categoria rainha do desporto automóvel. Mais ainda, a Martini iria patrocinar a Williams, um histórico da F1, que quer voltar aos tempos de glória que viveu no passado. Um regresso desejado por muitos e que por certo será um grande sucesso.

Já que estamos numa onda de reviver o passado, vamos rever a história da Martini Racing e relembrar os gloriosos carros que fizeram as delícias dos fãs.

O programa de patrocínios da Martini começou em 1968, com a marca italiana de bebidas destiladas a patrocinar um Alfa Romeo Giulietta Sprint Zagato para as 12h de Sebring.


Com os anos 70, veio a primeira parceira de peso, com a Martini a colocar o seu nome num Porsche 917, que competiu nas 24h de Le Mans e venceu a prova em 1971, algo que repetiram em 76 e 77 com o 936. Entretanto a parceira também incluiu um patrocínio do Porsche 911 RS, que venceu o Targa Florio.

Foi também nos anos 70 que a Martini entrou para o grande circo. Em 72 o seu primeiro patrocínio foi para a equipa italiana Tecno, que se mostrou muito pouco competitiva. Então a Martini trocou para a Brabham em 1975. Em 79 a Lotus recebeu as cores da marca italiana, mas não se mostrou competitiva o suficiente nesse ano, embora tivesse vencido o campeonato de 1978, e como tal a Martini retirou-se da F1.

Em 1978 a Martini entrou no rally, também com a Porsche, mas foi em 82, quando assinou a parceira com a Lancia, que a história de sucesso nos rally´s começou a ser escrita, com o 037 a receber as cores da Martini, iniciando a parceria mais longa da Martini Racing que duraria até 1992. Carros míticos foram pintados com as cores da Martini como o Delta S4, o Delta Integrale. Nomes como Juha Kankkunen, Bruno Saby, Massimo Biasion e Toivonen elevaram as cores da Lancia e da Martini numa época de ouro no Rally que tinha tanto de emocionante como de perigosa. Mas a parceria da Martini com a Lancia incluiu também competições de endurance, com carros como o Montecarlo, o LC1 e o LC2.

Em 1992 a Martini também patrocinou carros de turismo, com a Alfa Romeo, participando no campeonato italiano de turismo, e mais tarde no DTM, embora sem grande sucesso.

Em 1999 a Martini voltaria ao rally agora com a Ford M-Sport, com uma equipa de luxo com Sainz, McRae e Markko Martin, numa parceria que iria até 2002.

De 2006 a 2008 a Martini patrocinou a Ferrari mas com uma participação mínima que não permitiu que as cores da marca se voltassem a mostrar ao público.

Depois de tanto tempo sem vermos as cores da Martini num carro de competição eis que a marca italiana volta a fazer sorrir os adeptos, transformando o FW36 no carro mais bonito do grid de 2014. É de facto uma alegria enorme ver as listas azuis e vermelhas de volta à F1. É também sinal que a F1 finalmente volta a ser apelativa a nível comercial. Pode ser que a entrada da Martini provoque uma onda de novos patrocínios e que a F1 possa dar um passo em frente.

(Fotos: Colecção de carros Martini Racing; Porsche 917 (1971); Brabham BT45 (1976); Lancia Delta Integrale (1988); Lancia LC2 (1983); Ford Focus RS WRC (2006); Williams FW36 (2014)



 Alfa Romeo Giulietta sprint Zagato (1962)











Porsche 911Carrera RSR (1973)














Porsche 936 (1976)











Tecno PA123/4 (1972)










Brabahm BT44 (1974)










Brabham BT45B (1977)












Lotus 80 ( 1979)














Porsche 911 SC (1978)














Lancia LC2 ( também conhecido como Lancia Ferrari, 1983)










Lancia 037 (1982)













Lancia Delta S4 ( 1985)














Alfa Romeo 155 DTM (1992).








Fotos :
Retiradas de google.pt

Fontes
Wikipédia.com
statsf1.com
www.motorauthority.com


Fábio Mendes