segunda-feira, 12 de agosto de 2013

F1 – Ponto da situação a meio da temporada. Parte 3

Sauber: ( Nota 4)
Resolveu seguir o “exemplo” da McLaren e dar um passo atrás. A época anterior tinha sido positiva, com bons resultados, pódios e exibições muito bem conseguidas. A dupla Perez, Kobayashi era agressiva mas com qualidade. A McLaren foi buscar o mexicano para as suas fileiras e Kobayashi não teve o contrato renovado. Entraram Hulkenberg, um excelente piloto, e Gutierrez, um rookie que vinha com tudo para provar. O carro foi apresentado sendo logo considerado com um dos mais bonitos da época. O problema foi que o andamento não correspondeu à pinta. Um carro muito instável, pouco rápido, muito longe do que o carro do ano passado tinha conseguido. A época vai decorrendo com melhorias graduais mas que são pouco efectivas na performance global do carro. Hulkenberg vai safando a equipa com 7 pontos mas é manifestamente pouco para quem já fez e devia fazer mais. Soube-se à relativamente pouco tempo que a equipa tem sofrido (tal como muitas outras) de problemas financeiros e foi necessário injectar capital vindo de patrocinadores. Esses patrocinadores vêm da Rússia e já terão pedido um piloto russo para as fileiras da equipa no próximo ano (fala se em Syrotkin do WSR). Seja como for, este ano ficará na memória, não pelos bons motivos e veremos se os problemas financeiros não prejudicam mais a Sauber. Correm sérios riscos de perder Hulkenberg, ele que tem talento para muito mais e que se queixou de atrasos nos salários há um par de meses atrás.

Hulkenberg:  É sem duvida um dos melhores pilotos do paddock que ainda não teve oportunidade de mostrar o que vale num carro a sério. Mudou-se da Force India para a Sauber, o que para muitos foi considerado um “passo para o lado”. Mas feitas as contas terá sido um passo atrás. Hulkenberg num Force India deste ano teria certamente dado nas vistas. Ainda assim não perdeu qualidades e continua a ser muito cobiçado por equipas de top e será provável o salto no final do ano. Para este ano tem ainda 9 corridas em que terá de fazer o melhor que pode com o pouco que tem. Queremos ver este senhor num carro a sério e ver do que é capaz. (Nota 7)

Gutierrez: Não está fácil a vida para o mexicano. Sem conseguir pontuar ainda, tem tido muita dificuldade em mostrar o que pode fazer. Não houve ainda uma corrida em que se realçasse e mostrasse algo mais. O que no caso dele é complicado, pois isso pode implicar a sua saída no final do ano. Podemos estar enganados mas não reconhecemos valor a Gutierrez para continuar na F1. Ainda é jovem e terá margem para progressão mas talvez noutra categoria. Veremos se nos consegue surpreender na 2ª metade da época. ( Nota 4)

Williams: ( Nota 4)
Uma equipa histórica que já conquistou campeonatos, que passa agora por uma fase menos boa. O ano passado parecia ser o ano em que seriam criadas as fundações para o ressurgimento da equipa e a vitória de Maldonado em Valência enchia de esperanças a equipa e os fãs da modalidade que querem de volta uma Williams competitiva. Mas este ano voltou o calvário com um carro fraco e pouco competitivo. Apenas à 10ª corrida conseguiram o 1º ponto o que mostra o quão difícil tem sido a época. O dinheiro também não abunda e a gestão tem de ser cuidadosa mas todos esperam sempre mais desta equipa. Têm sido feitos investimentos extra Formula 1, de forma a poderem financiar mais solidamente a equipa mas esses investimentos demorarão o seu tempo a ter retorno. Até la esperamos que consigam encontrar uma fórmula que lhes permita chegar pelo menos aos 5 primeiros, de onde nunca deviam ter saído.

Maldonado: Não o escondemos, o venezuelano não é o nosso piloto preferido e achamos que não tem qualidade para estar na F1. A vitória em Valência no ano passado pode ser um ponto a favor de Pastor mas todo o seu percurso tem contrariado essa vitória. O seu companheiro de equipa, que é rookie, tem conseguido melhores resultados, embora neste momento seja o venezuelano que detém o único ponto da equipa. Se calhar tem a sorte de estar no sitio certo à hora certa. Mas ele que devia assumir o papel de nº1, motivando a equipa com o seu discurso e o seu desempenho em pista não o tem feito. Não esperamos melhorias significativas por parte do carro e como tal o desempenho de Maldonado não se deve alterar muito também. ( Nota 5)

Bottas: encontrou no seu primeiro ano na F1 um carro difícil, mas adaptou-se e conseguiu ir mostrando o seu valor, fazendo melhor que o seu companheiro de equipa, que já tem 2 anos de experiência. É verdade que ainda não conseguiu pontuar mas o que tem conseguido em pista mostra que há potencial para muito mais. Hakkinen está a tratar pessoalmente da carreira do finlandês e como tal se a Williams não melhorar as condições, poderemos ver Bottas a dar o salto em breve para outra equipa. Mas até agora tem mostrado qualidade e consistência. Uma boa estreia dentro dos possíveis. ( Nota 7)

Marussia: ( Nota 6)
A equipa com menor orçamento do paddock, cujo único objectivo é ficar à frente da Caterham. Até agora as coisas têm corrido bem. Estão de facto na frente do seu concorrente, mas não deverá ser por muito tempo. Os carros têm ficado para trás em relação aos oponentes. Se ficarem em últimos não receberão o prémio que a FOM entrega a cada equipa no final da época, (o que para nós é injusto) e poderá levar ao abandono da equipa. E a última coisa que a F1 precisa e de ter menos equipas a competir.

Bianchi: este jovem tem um talento que o poderá fazer voar alto. É o protegido da Ferrari e entrou na Marussia já em cima do início do campeonato, para o lugar de Di Grassi, que ficou à espera do dinheiro dos patrocinadores. E em boa hora o francês entrou para a equipa. Conseguiu de forma sucessiva ficar à frente do seu companheiro de equipa e dos Caterham e se a Marussia está à frente è graças a ele. O seu rendimento tem baixado um pouco nestas últimas corridas mas mesmo assim mantem um nível muito bom e já é falado para assumir um lugar na Ferrari. Nós gostamos deste jovem francês e estamos muito curiosos para ver como irá ser o seu desempenho num carro mais competitivo. Até la observaremos com muita atenção a progressão de Bianchi. ( Nota 7)

Chilton: O seu pai multi-milionário é um dos seus patrocinadores, o que implica que será sempre um piloto com um lugar nas equipas pequenas da F1 pelo dinheiro que pode trazer à equipa. Mas o seu talento até agora não tem mostrado nada de mais. Constantemente atrás do seu colega de equipa, Chilton é neste momento o último da classificação. É verdade que o carro não é grande coisa mas tem o azar de ter como ponto de referência um jovem cheio de talento como Bianchi o que lhe complica as contas. É provável, pelo dinheiro que o seu nome implica, que não tenha problemas em manter – se no grande circo, mas não será certamente pelo seu talento que o conseguirá. ( Nota3)

Caterham: ( Nota 5)
Um projecto até ver solido que tem como objectivo subir de forma gradual na Formula 1. Há investimentos feitos que permitem melhorias a nível técnico. O carro tem sido desenvolvido calma mas positivamente e os resultados estão à vista. Têm conseguido ficar nas últimas corridas à frente dos Marussia, que é o objectivo principal por enquanto. Kovaleinen tem um papel muito importante no desenvolvimento do carro e não fosse por falta de patrocinadores estaria certamente a correr pela equipa. A 2ª parte da época promete ser muito mais positiva, com resultados melhores do que os conseguidos até agora e é muito provável que acabem à frente dos Marussia.

 
Pic: o francês não será um poço de talento mas tem o necessário para se tornar um bom piloto. Tem conseguido ficar à frente do seu companheiro de equipa que é o mais importante neste momento. Fica a dúvida se conseguirá fazer algo mais do que tem feito até agora. Se acabar a época no 19º será uma época muito positiva. ( Nota 6)



Van der Garde: Ainda não nos convenceu. Pelo que mostrou até agora, para nós não é mais que um piloto banal, que nada pode trazer de novo ao desporto. Está ao mesmo nível do que Chilton e isso diz tudo. Já teve bons desempenhos é verdade mas como se costuma dizer, Natal é só uma vez por ano, e Van der Garde não parece ter qualidade para manter um nível aceitável.  ( Nota 4) 



Fica assim concluída a nossa análise à primeira parte da época. Se tiverem alguma duvida ou opinião contrária façam nos chegar os vossos argumentos comentando os post´s feitos. 



Fábio Mendes


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