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segunda-feira, 28 de julho de 2014

F1: Hungria. Não nos cansamos da Formula 1 assim.

Mais uma corrida espectacular. Cheia de surpresas e de acção até ao final. E pela segunda vez esta época não foi um Mercedes a vencer. A hegemonia prateada foi quebrada pela força de um sorriso australiano, que teima em mostrar-se com cada vez mais frequência. Do lado da Mercedes as coisas começam a ficar complicadas (era uma questão de tempos). Mas o certo é que no final quem ganhou fomos nós, os fãs. Que grande espectáculo!

domingo, 6 de julho de 2014

F1 – GP Grã Bretanha. Destaques: Acreditar até ao fim e lutar com tudo.

Foi mais um brilhante capítulo desta época de 2014 de F1. Silverstone foi palco de uma emocionante qualificação e de uma excelente corrida, com grandes recuperações, muita luta e muito espectáculo. O 1º partiu de 6º, o 2º partiu de 14º e o 3º partiu de 8º. A lição que fica. Acreditar sempre até ao fim. A F1 este ano está mesmo imprevisível.

Mercedes:

Uma grande injecção de moral em Hamilton quando mais precisava. Se Mónaco foi um golpe duro no britânico e a partir dai o seu rendimento caiu um pouco, a vitória perante o seu publico com certeza trará mais força para a luta pelo titulo. O fim de semana não prometia nada de bom. Obrigado a abandonar a FP2 mais cedo e o erro crasso da qualificação, quando pensou que não ia melhorar o tempo enquanto todos melhoraram, pareciam ditar um final de semana inglório. Mas a F1 este ano está recheada de reviravoltas e hoje foi mais uma. Hamilton voltou a partir forte e recuperou de 6º para 2º em 4 voltas. Mas desta vez a sorte esteve do lado dele. Mas é injusto pensar que é só sorte. Antes de Rosberg desistir, Lewis estava a ganhar perto de 1 segundo por volta, com pneus duros o que mostra o seu andamento. Foi uma vitória fácil mas acreditamos que a conseguisse “no braço” caso  Rosberg não desistisse. O alemão esteve ao seu nível. Não erra mas também não deslumbra. É uma máquina este ano. Mas o azar bateu à sua porta desta vez. Mais uma vez se prova que os poderosos Mercedes também falham. E ainda falta meio campeonato pela frente. Esta luta promete.


Williams:

Um erro estratégico na qualificação atirou Bottas para 14º e e Massa para 15º. Se Massa não tem motivos para festejar, na sua 200ª corrida, Bottas deu mais um recital. Não somos fãs do finlandês, e a sua postura fora da pista não ajuda, mas em pista tem mostrado qualidade e hoje esteve imparável. Fez ultrapassagens brilhantes e em 20 voltas chegou ao 2º lugar. O Williams é o mais forte nas rectas mas mesmo assim Bottas teve de trabalhar bastante para mais este pódio. Começamos a acreditar que pode brilhar no futuro. O fim de semana parecia estar mal encaminhado, mas a Williams voltou ao pódio e parece finalmente no rumo certo. Massa continua com muito azar, mas o seu esforço merece crédito por parte da equipa e dos fãs.

Red Bull:

Esperávamos um pouco mais da Red Bull. Ricciardo em 3º é muito bom, e com Vettel em 5º faz um somatório interessante, mas as características de Silverstone assentavam muito bem ao RB10 e isso não foi visível em pista. Foram os 3ºs melhores hoje quando devia ter sido 2ºs melhores. Ricciardo mostrou que no poupar é que está o ganho e aproveitou a estratégia ao máximo, em mais uma prova de que está numa super-forma. Já Vettel teve uma luta tremenda com Alonso. No final ficou na frente mas suou muito para passar o espanhol (o que não é nada fácil). Há quem diga que provou hoje que não é apenas piloto para liderar e que também sabe lutar mas a nós, deixou-nos ainda com algumas dúvidas. A ultrapassagem é brilhante e corajosa mas o alemão perde muito o sangue frio nestas situações. E o choradinho no rádio era desnecessário. Precisa de fazer algo mais ganhar o respeito da maioria dos fãs. E ainda não o fez este ano.

McLaren:

Quem diria que conseguiriam um bom resultado em Silverstone. O MP4/29 é claramente fraco em pistas com necessidade de elevado apoio aerodinâmico, mas hoje a McLaren pode agradecer a Button o 4º lugar. Seria difícil manter o 3º, mas a forma como se defendeu de Alonso foi brilhante. E que dizer da recuperação fantástica nas últimas voltas. Havia muito em jogo hoje, com a homenagem ao seu pai e a mais que obrigatória resposta a Ron Dennis. Button lidou com tudo isso de forma brilhante e por 0.8 seg, que não subiu ao pódio. E agora Ron, achas que Jenson merece um lugar para o ano? Magnussen foi muito mais discreto e esperou demasiado para ver o que a luta Vettel vs Alonso dava e o seu 7º prova isso. Mas não comprometeu o que também é bom. Precisa de ser mais agressivo. Boa evolução da McLaren mais muito trabalho ainda pela frente.

Ferrari:

Kimi não anda definitivamente com sorte. Hoje sofreu um grave acidente que poderia ter tido repercussões diferentes. Felizmente não resultou em nada de grave. Já Alonso mostrou-se de novo. Agressivo, subiu na classificação de forma brilhante e quando não pôde subir mais, defendeu com unhas e dentes o 5º. Não o conseguiu é certo, mas Vettel suou e muito para o passar, numa luta que fez lembrar 2012. Não há como fugir a este facto. Alonso é mesmo um dos grandes da F1 e o seu talento merece mais do que uma luta pelo 5º. O choradinho na rádio era desnecessário também mas no fogo da luta fazem coisas sem muito nexo, como ele admitiu. Mas foi bom ver Alonso de volta ao espectáculo.

Force India:

Corrida fraca da equipa de Vijay Mallya. Perez envolveu-se com Vergne no inicio e foi parar aos últimos lugares, não tendo argumentos para recuperar mais do que o 11º. Hulkenberg pontuou mais uma vez, mostrando uma regularidade incrível mas hoje esteve uns furos abaixo do habitual. Defendeu-se bem mas o carro sofreu com muita subviragem devido ao vento que se fazia sentir em pista e os carros ressentiram-se disso. A equipa parece um pouco estagnada no que diz respeito ao desenvolvimento do monolugar. É preciso mais para voltar ao pódio. 

 Toro Rosso:

Não foi uma má corrida para Vergne e Kvyat, 10º e 9º respectivamente. O russo continua a somar boas prestações e o francês continua a não se assumir como o claro nº1, o que pode ditar a sua saída no final da época. Com Félix da Costa na Formula E parecia claro que o próximo na lista seria Sainz Jr, mas os rumores apontam para a ida do espanhol para a Caterham para o próximo ano, o que deixa ainda o nosso Formiga com uma ligeira hipótese. Mas fica a sensação que a equipa podia dar um pouco mais do que tem dado. Mas um fim de semana sem abandonos e com pontos já é bastante positivo dado o recente historial da equipa.

Lotus:

Corrida discreta mais uma vez, com Grosjean a ficar em 12º e Maldonado em 17º, obrigado a desistir no final. É definitivamente um ano para esquecer e as agulhas já estarão por certo apontadas a 2015. Falou-se que a Lotus terá acordo com a Mercedes para receber os motores germânicos o que será um aumento na qualidade. A verdade é que este ano falou-se muito do potencial do E22 mas apenas isso. Na pista não se viu ainda nada de relevo. Já agora onde anda a Lotus atrevida nas redes sociais? Era um elemento mais para a equipa que até isso perdeu este ano. 

 Sauber:

Mais uma corrida, mais um fraco desempenho. Gutierrez meteu-se com Maldonado e foi forçado a abandonar e será penalizado por isso, sendo a 2ª corrida consecutiva em que é penalizado. Não será altura de começar a questionar os desempenhos do mexicano? Sutil foi 13º mas sem argumentos para mais. Queixou-se mais uma vez dos travões que muitas dores de cabeça têm dado à equipa. Esperemos que a pausa de verão traga novas ideias.



Marussia/ Caterham:

Bianchi em 14º voltou a ser o melhor deste pelotão. Falou-se no nome do francês para substituir Kimi, caso a sua lesão fosse impeditiva, mas tudo isso está por confirmar ainda. Mas foi mais um bom desempenho do francês.  Kobayashi e Chilton apanharam um valente susto, com o japonês a ser forçado para fora da pista, no acidente de Kimi, mostrando bons reflexos e Chilton ainda apanhou com um pneu do Ferrari o que poderia ter tido consequência bem piores. 15º e 16º respectivamente mas no meio do susto se calhar isso é o menos. Realçar que ambos sofreram vários danos no carro devido ao acidente e que Chilton foi penalizado por ter entrado na box com bandeiras vermelhas. Ericsson mais um erro e mais uma desistência ( falhou uma curva e bateu num limitador o que partiu a suspensão). A F1 não é definitivamente o campeonato para ele. Coloquem Frijns um domingo só para experimentarem e vão ver a diferença.


Próxima paragem será em Hockenheim, onde Vettel e principalmente Rosberg quererão brilhar. Hamilton já prometeu que irá tentar melhorar na qualificação que tem sido o seu ponto fraco este ano. Este campeonato está a ficar cada vez melhor. Antes disso os testes para jovens pilotos a decorrer a partir de amanhã em Silverstone.

Fotos:
retiradas do facebook das equipas

Fábio Mendes

segunda-feira, 9 de junho de 2014

F1: GP do Canadá - destaques. A melhor corrida do ano e da última década. A F1 está de volta!

Depois do GP do Bahrain, que foi espectacular, poucos apostariam que seria possível fazer melhor. A verdade é que a corrida do Canadá foi fenomenal, interessante do inicio ao fim, com muitas lutas. Um GP fantástico, que vem provar duas coisas: As mudanças nos regulamentos trazem de facto novos ingredientes que permitem este tipo de corridas e que os bons circuitos são sempre mais propícios a boas corridas, o que deveria fazer pensar a FOM antes de decidir-se pela localização de um GP.


Red Bull:
Uma equipa na verdadeira ascensão da palavra. Começaram de forma péssima o ano, com um carro não era nem de perto nem de longe competitivo. Mudaram, melhoraram, conseguiram evoluir o carro ( tal como a Renault) e é agora claro que são o 2º carro mais rápido do grid. Vettel voltou a dar um ar da sua graça. Boa volta na qualificação e uma corrida sólida. Mas notou-se falta de algum génio ( e carro também) para passar os Force India. É por causa disso que o talento de Vettel é constantemente questionado. Quando é preciso mostrar algo mais … o alemão não brilha como podia e devia. Já Ricciardo tem brilhado e ofuscado Vettel. O australiano não avisou que era assim tão bom. Que desempenho fantástico do “Sr Sorrisos”, que consegue a sua primeira vitória na F1. Manteve-se no topo e quando foi preciso atacou a liderança e venceu. Que ano de estreia fantástico na Red Bull! E ainda vai surpreender mais.

Mercedes:
Até agora os Mercedes tinham roçado a perfeição. Mas Paddy Lowe tinha dito que receava mais as desistências que a luta entre colegas de equipa. E o Canadá provou que os Mercedes também falham. Os monolugares de Hamilton e Rosberg tiveram problemas no sistema de recuperação de energia que os fez perder potência. O mais azarado foi mais uma vez Hamilton. Depois de uma desistência na Austrália, foi obrigado a desistir outra vez devido a uma falha nos travões traseiros. Ficou fragilizado no Mónaco, onde não teve argumentos para o seu colega de equipa e este fim-de-semana aconteceu o mesmo. E já se sabe que no jogo psicológico Hamilton não é tão forte. Está na mó de baixo. Já Rosberg esteve em grande. Voltou a bater o seu colega de equipa na qualificação e liderava até as falhas mecânicas surgirem. Mas mesmo assim Rosberg manteve a liderança até as ultimas voltas o que mostra duas coisas: o Mercedes é tão bom que até com 160Cv a menos que a concorrência, conseguiu aguentar a liderança mais tempo do que se pensava e Rosberg está com a estrelinha de campeão. Ia batendo contra o muro da chicane, na sua volta de saída das boxes e com sorte conseguiu seguir, cortou a chicane antes da recta da meta e não foi penalizado (algo que devia ter acontecido, pois ganhou 0.6 seg em relação a Hamilton) e os Force India seguraram os Red Bull o tempo suficiente para o alemão assegurar o pódio.  Não tiramos o mérito a Rosberg, que esteve brilhante, mas não há campeões sem sorte e Rosberg, ao contrário de Hamilton parece ter a sorte do seu lado.

McLaren:
Ninguém deu por isso mas Button fez uma corrida excelente. A luta pelos lugares da frente absorveu as atenções todas mas o britânico realizou uma excelente recuperação, que lhe permitiu chegar ao 4º. É verdade que beneficiou das desistências, mas em competição é preciso aproveitar os azares alheios e graças a isso Button somou pontos preciosos, tendo ultrapassado Alonso e Hulkenberg, que não são nada fáceis de passar. Merece mais um ano na McLaren com um carro decente. Tem sido ele a salvar a equipa nos últimos 2 anos. Já Magnussen eclipsou-se completamente. Muito longe do jovem que espalhava classe no WSR e que brilhou na primeira corrida. O dinamarquês pontuou é certo, mas de um talento como o dele espera-se muito mais. Melhorias são esperadas para a próxima corrida na McLaren e são bem necessárias. Não convém contar apenas com a sorte para pontuar.


Force India:
Perderam uma oportunidade de ouro para voltar ao pódio. A estratégia foi bem pensada e executada, os carros bem afinados e os pilotos não comprometeram. A Force India está a dar os passos certos para se tornar uma equipa forte e consolidada. Hulkenberg, mais uma vez ao seu estilo fez 5º. Não sabe o que é não pontuar em 2014. Segurou Vettel meia corrida, mas não se deu bem com os pneus “super soft” o que explica a falta de andamento no final. Mas é definitivamente um excelente piloto. Já Perez foi a estrela da companhia. Em qualificação o mexicano falha muito, mas em corrida é excelente. Poupou os pneus como ninguém e apenas um problema eléctrico, que afectou os travões o tirou do pódio ( sem isso não teria o acidente com Massa). Embora penalizado pelo acidente, não acreditamos que tenha sido uma manobra mal calculada por parte de Perez, mas sim uma manobra de recurso, quando tenta sair da traseira de Vettel para não chocar contra o Red Bull, o que o faz mudar a trajectória e colocar-se no caminho de Massa. Um acidente arrepiante que fez temer o pior. Perez tem um talento inegável mas falta lhe a consistência psicológica para ser grande. Uma cura como fez Grosjean não lhe faria mal nenhum.


Ferrari:
A versão B do F14T não resultou. O carro não foi competitivo e o 6º lugar de Alonso é prova disso. Ultrapassados por Force India, Williams, Red Bull e até McLaren em andamento, a Scuderia precisa de rever muita coisa. Não será fácil segurar Alonso assim (mais ainda com a nega de Newey), mas ainda assim o espanhol parece satisfeito com a nova liderança de Mattiacci. Mais uns pontos amealhados pelo espanhol, o “pronto socorro” sempre de serviço. Kimi Raikkonen é que continua irreconhecível. Não apareceu na pista ontem. Aquele pião no gancho é algo estranho. Uma espécie de erro de principiante que continua a cometer desde o início do ano. Este não é o Kimi. É uma cópia de má qualidade. Este 200º GP é para esquecer.

Williams:
Finalmente viu-se o verdadeiro potencial dos Williams, mas mais uma vez o resultado foi uma desilusão. Tem sido sempre assim, com muitos azares à mistura. Massa fez uma corrida muito boa, com alma, com paixão e isso valeu-lhe a luta pelos lugares da frente. Mas foi essa mesma paixão que o levou a tentar passar Perez naquela curva. Nada contra ele arriscar ali e agradecemos que seja sempre assim, mas foi se calhar demasiado ambicioso. Ficou tudo bem com o brasileiro, que foi sujeito a 27G de força no embate. Um claro sinal que a segurança dos equipamentos está garantida. Mas merecia muito mais. Massa fez uma corrida espectacular. Tanto ele como a Williams mereciam o pódio. Mas haverá mais oportunidades ainda este ano. Já Bottas teve problemas com o seu carro no final o que explica o 7º lugar. Se não fosse isso poderia ter ambicionado algo mais.  Mas estão no bom caminho.

Toro Rosso:
Segundo Vergne, foi “ uma das melhores corrida da sua carreira”. A verdade é que 8º não é nada mau para o francês e para a equipa. O francês está pressionado e há vozes que se começam a levantar, dizendo que Sainz Jr deveria ser o seu substituto ( Félix da Costa merece muito mais essa oportunidade mas isso é outra história) Já Kvyat teve de desistir com problemas no se monolugar. Não foi dos melhores fins de semana da equipa mas ainda assim bons pontos conquistados.



Sauber:
Mais uma desistência para Gutierrez (problemas nas baterias) e um 13º lugar para Sutil. O carro é lento e não é nada competitivo. Não há forma do C33 se tornar num carro digno de um F1. E tendo em conta as dificuldades financeiras que a Sauber enfrenta é uma situação muito difícil. Será o “canto do cisne” da equipa? Não queremos acreditar nisso.



Lotus:
Nem Grosjean valeu à equipa. Duas desistências, com a asa traseira de Grosjean a partir-se,  e problemas de motor para Maldonado. Um passo atrás para a equipa que estava a viver essencialmente das boas prestações de Grosjean já que Maldonado continua a coleccionar acidentes, desistências e erros. Época nada fácil.




Caterham / Marussia:
Depois do brilharete do Mónaco, a Marussia acabou a corrida logo na primeira volta. Um erro de Chilton levou o seu colega contra os muros, danificando ambos os carros. E na corrida de ontem, com tantas desistências, poderia ter sido um repetir da história. Tanto é que o chefe da equipa ficou extremamente agastado com o sucedido. Já a Caterham continua a penar. Duas desistências também, com o colapso da suspensão traseira de Kobayashi e um tubo que se soltou no motor de Ericsson. Se a Caterham estava mal depois do Mónaco, agora ainda pior. Esperemos que a equipa não abandone a F1 mas a continuar assim é difícil pois o carro é 5 seg. mais lento que os Mercedes, o que comparado com os 3.5 Seg. da Marussia é muito significativo.


Travões:
É já conhecido o novo sistema “Brake by Wire” da F1 e que este sistema tem dado muitas dores de cabeça. Mas numa pista muito agressiva com os travões a grande maioria das equipas teve problemas. É algo que deve ser revisto e com muita atenção.




Adrian Newey:
Soube-se ontem que assinou um contrato por 3 anos com a Red Bull, mas que não o vincula a equipa de F1. Segundo declarações do próprio, irá trabalhar no RB11 de 2015 mas depois poderá optar por outros projectos com a chancela da Red Bull. Fala-se da criação de um centro tecnológico como o da McLaren, fala-se da sua participação no desenho de barcos para competições. Fala-se na sua participação em carros de estrada. Está tudo em aberto para o génio britânico, que esteve quase para assinar pela Ferrari. Mas a pressão da equipa italiana e as restrições  dos regulamentos fazem com que Newey queira fazer uma pausa e experimentar coisas novas. Assim a Red Bull mantém Newey na sua equipa, nem que seja como consultor e o génio britânico não vai reforçar outra equipa, ficando com carta branca para fazer o que quer. Para recusar 20 milhões da Ferrari terá tido mesmo tudo à sua vontade na Red Bull. 


Tudo dito em relação ao GP da Austrália, o próximo encontro é dia 22 de Junho na Áustria.


Fotos:
facebook das equipas de F1

Fábio Mendes

terça-feira, 13 de maio de 2014

GP de Espanha: Destaques - Aborrecido? Nada disso.

O GP de Espanha não foi a corrida mais espectacular do ano ( Bahrain sem dúvida foi um evento especial), mas teve muitos momentos interessantes e as últimas voltas trouxeram emoção. Obviamente que queremos corridas mais movimentadas ainda e com mais candidatos à vitória, mas as ultimas voltas fora bastante agradáveis de se seguir.

Mercedes:
Não há muito a dizer sobre os Silver Arrows. Ninguém está perto de colocar em risco o domínio da equipa germânica. O que vale é que a luta entre os dois colegas de equipa continua bem acesa e a tendência é melhorar. Mas a nível psicológico, a guerra está a ser claramente ganha por Hamilton. Mais uma vitória para o britânico e mais uma vez numa luta directa com Rosberg. Tal como aconteceu no Bahrain, Rosberg chegou às ultimas voltas com ligeira vantagem em relação a pneus e estratégia, mas não conseguiu capitalizar isso. Não teve engenho para passar Hamilton que se defendeu bem, mas que suou para se manter na frente. Prova se mais uma vez que quando motivado e bem psicologicamente Hamilton é muito difícil de superar. Já é líder do campeonato. Em grande Lewis. Mais uma vez a Mercedes a permitir luta entre os pilotos tal como Niki Lauda pediu. Que sirva de exemplo. Resta ver até quando é que irá durar esta posição da Mercedes.

Red Bull:
Ricciardo fez finalmente um pódio que contou. Fez uma corrida eficiente, embora tenha perdido muito tempo atrás de Bottas no inicio, o que lhe retirou a possibilidade de lutar por algo mais, o que seria difícil de qualquer maneira. Mas passou o finlandês e manteve a 3ª posição, comprovando que a sua boa forma é para manter. Mas quem  fez uma corrida espectacular foi Vettel. Entrou em modo “nada a perder” e arriscou ultrapassagens, subiu posição a posição e fez valer o excelente chassis da Red Bull. Recuperar de 15º para 4º é obra! Provou aos seus detractores que não é só piloto para largar da pole. Uma excelente exibição que claramente irá motivar o campeão em titulo. Cuidado com os Red Bull no Mónaco.

Williams:
Bottas capitalizou a boa qualificação, e ficou em 5º lugar, igualando a sua melhor posição. Esteve bem, conseguindo segurar Ricciardo bastante tempo, mas a estratégia e o melhor carro da Red Bull levaram a que a resistência fosse inglória. Bottas está cada vez mais estabelecido no seio da equipa e as suas performances abrem largos sorrisos, como o de Claire Williams. Quem tem poucos motivos para sorrir é Massa. 13º e fora dos pontos. Não teve capacidade para se ver livre do trânsito e acabou numa posição que o deixa fragilizado. O seu companheiro de equipa esteve muito melhor. E para quem se queria assumir como nº1, as suas prestações estão muito longe de confirmar a sua vontade. Tem de fazer muito melhor.


Ferrari:
Depois de uma excelente prestação no ultimo GP, a Scuderia ficou outra vez mal na fotografia. O carro não foi competitivo o suficiente e nem um motivado Alonso a correr em casa conseguiu atenuar esse facto. A verdade é que o espanhol passou muito tempo atrás do seu companheiro de equipa, que se defendeu muito bem. Provavelmente a melhor actuação de Kimi desde o seu regresso a Maranello. Mas mesmo assim no final, a estratégia favoreceu Alonso que ficou na sua frente. O finlandês estava muito chateado no final da prova e se já não bastava as dificuldades sentidas para se adaptar ao carro, pela primeira ficou a clara sensação que Alonso é o nº1. A estratégia foi claramente direccionada para Alonso e Kimi sentiu isso. A nível psicológico, estará a ser por certo um ano extremamente exigente. Será que o Iceman vai aguentar? É essa a questão que se coloca agora. Nota-se que precisa de se encontrar rapidamente e de ter uma corrida à Kimi. Mas neste momento é um piloto cada vez menos confiante e perdido.

Lotus:
Gorsjean, fez a melhor corrida do ano e mostrou que a evolução da Lotus está no bom caminho. O francês está realmente um piloto diferente. Não entra em maluqueiras como antes, mantém-se concentrado a corrida toda e com isso a sua performance melhora muito. Será provavelmente um dos pilotos mais subvalorizados do momento, fruto da fama que granjeou de “Kamikaze”. Mas merece outro tipo de atenção. O francês será o abono de família da Lotus. Já Maldonado… mais do mesmo. Parece uma piada repetitiva que começa a chatear. O venezuelano não consegue fazer um fim de semana limpo. Depois da saída de pista e embate contra o muro na qualificação, que o obrigou a largar da última posição, não podia fazer mais do que tentar fazer uma corrida sem problemas e recuperar o máximo possível. Não conseguiu evitar um toque com Ericsson e a consequente penalização. Muito mal o venezuelano.


Force India:
Não conseguiram repetir as prestações do passado. Hulkenberg e Perez  ficaram longe do top5, embora tenham pontuado, o que é bom. Perez desta vez conseguiu ficar à frente de Hulkenberg. Parece que quando "é no braço", o mexicano leva sempre vantagem em relação ao alemão. Esperemos que a Force consiga melhorar no Mónaco. Mas foi uma corrida discreta e eficaz por parte da dupla de pilotos, que conseguiu minimizar os estragos. Melhorias precisam-se.


McLaren: 
Mais um dia horrível. 3ª corrida consecutiva fora dos pontos e com o carro a mostrar novamente uma alarmante falta de ritmo. Pouco apoio aerodinâmico dificulta em muito a vida dos pilotos, principalmente os problemas de sub-viragem que ainda não foram resolvidos. Magnussen e Button psicologicamente estão em baixo. Mais Button, que mais uma vez, tem a responsabilidade de safar a equipa, mas sem ferramentas para tal. Devem pesar também os rumores que colocam Alonso na equipa para o próximo ano.  Ele sabe que pode ser o fim da linha para ele e injustamente terá os dois últimos anos como teve a maior parte da carreira. Com carros que estão sempre longe de ser competitivos. Merecia algo mais. Ron Dennis deve andar a ferver com esta situação e é provável que faça sentir o peso da sua liderança em breve.  Sabíamos que ia ser um ano difícil com a entrada em cena da Honda para o próximo ano, mas assim tão difícil… não contávamos com isso.


Toro Rosso:
Outra equipa que ficou para trás, ao nível das evoluções. Vergne mais uma vez com azar a ter de abandonar e Kvyat a não conseguir pontuar. As melhorias são esperadas para breve mas a tendência mantém-se. Kvyat a fazer corridas positivas e Vergne que está longe de ter o rendimento desejado,  sendo que os azares não o ajudam.




Sauber:
Novo chassis, mais leve, novas partes e mesmo assim o resultado não mudou. Deve ter sido frustrante para os engenheiros ver que todo o seu trabalho não produziu resultados. Gutierrez ficou na frente de Sutil mas nesta zona da tabela pouco interessa. Muito para fazer na equipa suíça.





Marussia/ Caterham:
A Marussia ficou claramente por cima nesta ronda. Bianchi a ter um comportamento mais próximo do que nos habituou sendo o “primeiro dos últimos”. Desta vez não teve a concorrência de Kobayashi que foi obrigado a desistir devido a problemas nos travões ( algo recorrente no Caterham). Chilton e Ericsson não surpreenderam e ficaram nas posições que se esperava.



Adrian Newey:
O nome de que se fala. O génio britânico recebeu uma proposta tentadora por parte da Ferrari para se mudar para Maranello. E pelos vistos a proposta é mesmo muito tentadora e Newey poderá estar mesmo a ponderar sair da Red Bull. É claro que a Red Bull vai entregar uma contra-proposta onde provavelmente irá cobrir os números da Scuderia. Seria grave para a Red Bull perder Newey depois de ter perdido tantos nomes no topo da sua cadeia. A última palavra é de Newey, sendo que a sua ida para a Ferrari pode desencadear muitos cenários interessantes. Ou Alonso é convencido a ficar ele que deve ter já as malas prontas, ou se sair mesmo da Scuderia a porta fica aberta para outros pilotos. Hulkenberg é sempre chamado nestes casos, mas com a saída de Newey da Red Bull, outro cenário se poderia colocar... o da saída de Vettel para a Ferrari. A convivência com Kimi ( caso se mantivesse na F1) seria mais fácil e o alemão poderia tentar fazer o que o seu ídolo fez no final dos anos 90... Reerguer a Ferrari. E com a "visita turística" de Brawn a Maranello, a Scuderia está a apostar muito forte num regresso às vitórias. Tudo isto pode implicar mudanças significativas nas equipas de topo. A seguir com muita atenção.




Comparações com o GP2:
Mais uma vez se comparou os tempos do GP2 com a F1. E sim, é verdade que os tempos da GP2 este ano estão mais próximos da F1. E dai? Motores novos, mas que debitam tanta ou mais potência e acima de tudo, menos 40% de apoio aerodinâmico, que faz que curvas que no passado eram feitas a fundo, agora sejam muito complicadas. Obviamente que isso faz os tempos aumentarem, mas também aumenta a espectacularidade. E era essa espectacularidade que muitos fãs da F1 queriam de volta. As "derrapadelas" constantes, as saídas de curva nervosas. Tudo isso faz com que os pilotos tenham de mostrar que realmente tem "unhas" para os carros. E quando finalmente se pode ver mais do talento dos pilotos continua-se a comparar os tempos do GP2? Não é por causa disso que a F1 deixa de ser a categoria rainha. Ainda há muito para evoluir.


Esta corrida teve a particularidade de ter 6 equipas cujos carros acabaram seguidos, o que mostra que mais do que uma corrida contra os primeiros. os pilotos também lutam com os seus colegas, lutas essas que podem ser bem interessantes. Alonso vs Kimi, Hulkenberg vs Perez, Hamilton vs Rosberg. 3 pares que animaram a corrida. A F1 ainda não está no topo mas para lá caminha.


Tudo dito sobre o GP de Espanha. Próxima paragem...Mónaco. A mítica pista do principado recebe novamente o grande circo. E que saudades já tínhamos de Mónaco.


Fotos:
Retiradas da páginas oficias das equipas de F1 

Google.pt

Fábio Mendes


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Destaques do GP do Barhain: Onde se relembrou uma frase antiga…"Pure Racing".

Mercedes
Que têm o melhor carro, ninguém duvida e ontem ficou provado mais uma vez. Ganharem 2 segundos por volta é muito tempo. Os Mercedes tiveram um domínio avassalador. Mas deram uma lição aos concorrentes. Deixaram os pilotos competirem entre si (veremos se continuam essa filosofia no futuro). Nada de ordens de equipa ou “Multi 21”. Compitam entre vocês, mas não façam asneira, disse Lowe. Resultado? Um espectáculo de alto gabarito, com ambos os pilotos a brilharem. Mas destaque para Hamilton. Dizíamos que era o nosso favorito e que é melhor que Rosberg. Ficou provado porquê. Rosberg é excelente. Mas Hamilton é de outra liga. Aguentou um carro que estava melhor que o seu ( ele que tinha tido problemas com os travões na qualificação), com um piloto super motivado e com pneus melhores. Só mesmo um grande talento para conseguir segurar Rosberg nestas condições. Parabéns a Rosberg, mas ontem Hamilton foi soberbo. Obrigado Mercedes pelo espectáculo.

Force India:
Já andávamos desde o ano passado a dizer que mereciam o pódio. Pois bem, finalmente chegou o dia. Depois de Fisichella em 2009, Perez em 2014. Dizíamos que Perez andava escondido e que queríamos o “velho” Perez de volta. Ele aí está. Outra vez no Bahrain, onde parece começar a ser hábito ver o regresso do Perez que gostamos. Uma corrida excelente, bem pensada, onde esperou para atacar no momento certo. Foi agressivo quando tinha de ser e manteve de forma brilhante o 3º. É este Perez que nos fartamos de falar. Admitimos no entanto que quem merecia estar no pódio era Hulkenberg. Pelo que tem feito até aqui era um prémio justo. Fez uma recuperação tremenda e lutou até ao fim. Que dois pilotos! Que equipa se pode aqui formar. Esperamos que próximo a subir ao pódio seja Hulk. Não nos enganamos quando dissemos no inicio da época que a Force India iria ser uma das boas surpresas.

Red Bull:
Ouviram-se foguetes e gritos de alegria na Austrália. “ Ricciardo é mais rápido”. Deve ter doido a Vettel ouvir isto. Mas o australiano fez de facto uma corrida brilhante. Agarrou os colarinhos do azar e deu-lhe uma tareia valente. Fazer 3º tempo na qualificação, ir para 13º por causa de uma penalização algo injusta e fazer 4º? Tenho de morder a língua e admitir que estava errado quando dizia que este australiano só ia fazer numero. É muito mais do que isso. Já Vettel deverá queixar-se do carro mais uma vez (e com razão). Recuperou bem mas o colega brilhou mais. Estão a chegar os GP na Europa e com isso os pacotes de melhorias para várias equipas, incluindo os Bull´s. Acreditamos que vão dar mais um grande salto com as novas melhorias.

Williams:
Já não sabemos o que dizer. O carro parece ter potencial para mais. Velocidade tem. É nervoso no eixo traseiro e isso dificulta a vida dos pilotos nas saídas de curva, mas mesmo assim achamos que podia dar mais. Culpa de quem? Não sabemos dizer. Os pilotos não tem estado mal. Mas falham nos momentos cruciais. A verdade é que esperávamos uma Williams a lutar pelo pódio, mas o tempo que estiveram na frente foi pouco. Vai ser preciso mais para chegar à frente. Desta vez Bottas e Massa lutaram entre si, sem ordens e sem problemas. Que venham melhorias para o carro, que queremos ver os Martini no pódio.


Ferrari:
Por muito que Montezemolo chore, por causa das novas regras, a culpa de estarem na situação em que estão é apenas e só da Ferrari. De todas as equipas, apenas a Ferrari tinha capacidade de fazer um trabalho ao nível da Mercedes. Fala-se que a vantagem da Mercedes está em ter construído um carro, conhecendo já a arquitectura do motor e tirando partido disso. A Ferrari também faz os seus próprios motores, tal como a Mercedes e ao contrario das outras equipas, sabia como era o motor quando faziam o chassis. Teve o mesmo tempo que as outras equipas. Todas as equipas foram informadas ao mesmo tempo das novas regras e com mais ou menos apoio, as regras foram aprovadas pela maioria. Vir agora tentar dizer que isto não é F1 é atirar areia para os olhos. Kimi e Alonso fizeram o que podiam mas o carro não dá para mais. Muito trabalho pela frente. Mas mais uma vez a Scuderia a desiludir. E o trabalho deve ser feito na garagem e não nos media.


McLaren:
Dia ingrato para a equipa. Button no seu 250º GP teve de desistir, assim como Magnussen. O dinamarquês parece mais tímido, depois de um excelente inicio. Mas é preciso dar lhe tempo pois já mostrou talento.É só afinar a regularidade. Button lutou de igual para igual com os Force India e os Williams, mas o carro não lhe permitiu levar a luta até ao fim. Merecia mais Jenson. Mas com Ron Dennis na frente, a equipa encontrou um novo rumo e por certo regressará mais forte na Europa ( para a China é capaz de ser ainda cedo para falar em recuperação). Por falar em Ron Dennis, em entrevista à SKY F1,o chefe da McLaren reafirmou que o que se está a fazer na F1 é por um futuro melhor para a modalidade e para o resto do mundo. As mudanças são difíceis mas no futuro muitos irão agradecer à F1 o que se fez este ano. E que as pessoas da F1 falarem mal publicamente da modalidade é horrível. Os problemas são para ser tratados em casa. E que quem se queixa das mudanças, deve tratar de resolver os problemas do carro em fez de se queixar (será que Montezemolo ouviu?) Bem dito Ron. Um homem que tem sempre a palavra certa.

Toro Rosso:
O raio do Russo não desarma. Desta vez Kvyat não pontuou, mas não ficou longe disso. Não arrisca muito mas está sempre no sitio certo na hora certa. Está a deixar uma boa marca. Já Vergne sofreu na pele o ataque do “Maldonator” e teve de desistir. Está a ser batido pelo seu colega de equipa consecutivamente. Não tem tido sorte, mas isso pode -lhe sair caro… E que saia, pois há um piloto Red Bull que está à espera de uma vaga. Se é que me entendem.


Lotus:
Corrida discreta de Grosjean que não conseguiu fazer muito mais. O carro é curto e não consegue ainda ser mais rápido. Agora o seu companheiro de equipa… São já demasiadas as vezes que Maldonado faz asneira. Com Gutierrez podia ter corrido muito mal. O que ele tentou fazer ali? Achava que conseguia passar por dentro? Isso tenta-se na Playstation. Podíamos dizer que foi distracção ou uma manobra mal calculada. Mas com ele parece que todas as manobras são mal calculadas. Não quero ser mal interpretado. Nada tenho contra o homem. E entendo perfeitamente a dificuldade de conduzir um F1. Aliás não entendo e por isso admito que seja extremamente difícil. Mas começa a ser demasiados acidentes com a mesma causa. E se os outros pilotos como Raikkonen, Alonso, Button etc, conseguem fazer aqueles carros dançar a milímetros uns dos outros sem problemas se calhar o problema não está na dificuldade de conduzir o carro.

Sauber:
Mais uma corrida, mais duas desistências. Sutil anda em maré de azar, mas também nada tem feito para sair dessa maré e Gutierrez apanhou um susto valente. Ainda bem que nada de mais aconteceu ao mexicano. Muito fraco o carro da Sauber. Pouca potência, mal nas saídas de curva. Uma miséria.



Marussia:
Conseguimos perceber que uma corrida foi louca quando Chilton acaba em 13º. O britânico leva uma vez mais a melhor no confronto directo com o seu colega de equipa. Por falar em Bianchi, mais uma vez com um toque no inicio da corrida a prejudicar o resto da prova. Tem de melhorar Bianchi. Pode e deve fazer mais.


Caterham:
Um dia mau para a equipa. Ericsson obrigado a desistir e Kobayashi sem grandes hipóteses de fazer muito melhor. Desta vez foi a Marussia a sair por cima. Está equilibrada a luta no final da tabela.




FIA:
Ricciardo apanhou 10 posições por ter uma roda mal apertada. Maldonado apanhou 5 por ter provocado o voo de um F1, pondo em perigo um colega. Bem visto FIA. Muita consistência nas penalizações.

FIA2:
Tivemos de nos habituar a estes carros com narizes feios, por pensarmos que era mais seguro assim. Afinal Maldonado atira-se contra Gutierrez e o carro dá logo uma volta no ar. Que segurança é esta? É que nas imagens nota-se que a forma do nariz do Lotus ajuda a levantar o Sauber. Com  um nariz do ano passado não teria acontecido. Há que repensar bem isso. Falou-se do perigo dos carro submergirem e ontem parece que a teoria se comprovou.
 
O final da corrida:
Os pilotos em êxtase, sabendo que tinham acabado de fazer parte de uma das melhores dos últimos tempos, a alegria das equipas, dos próprios jornalistas. Já não havia um sentimento tão positivo num final de corrida há muito tempo.



Niki Lauda:
Um senhor dentro e fora de pista. É presidente não executivo da Mercedes, mas não se põe em bicos de pés. Senta-se calado na garagem e espera pela sua vez para falar com os chefes, os engenheiros e os pilotos até. Ele que tem tanto para ensinar, não se impõe. E quando fala é sempre pelo bem da modalidade. É bom ter pessoas assim na F1. Ao contrário de outros, como Helmut Marko, por exemplo.


Feitos os destaques vamos ver como estão os campeonatos de pilotos e construtores:









Tudo dito em relação ao GP do Bahrain. Resta-nos desejar que as próximas sejam iguais ou melhores. Próxima paragem, China de 18 a 20 de Abril.


fontes:
gpupdate.net

Fotos:
retiradas google.pt



Fábio Mendes