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domingo, 28 de setembro de 2014

DTM: Corrida disputada em Zandvoort

foto: XPB Images
Numa das melhores corridas do DTM este ano, Matthias Ekström (Audi Sport Team Abt Sportsline) levou de vencida toda a concorrência. Quando se pensava que Marco Wittmann e Mike Rockenfeller iriam lutar pela vitória na Holanda, a verdade é que foi um piloto que não esperavamos que cortou a meta em primeiro. 
Mas o que podiamos esperar duma prova com 4 Safety Car? Foi uma verdadeira revolução na classificação e Wittmann ainda conseguiu terminar em 2º. A fechar o pódio, ficou Martin Tomczyk e António Félix da Costa acabou a prova em 14º, atrás do seu colega de equipa, Timo Glock.

sábado, 27 de setembro de 2014

DTM: Rockenfeller garante melhor tempo em Zandvoort. AFC em 19º

foto: XPB Images
Na penúltima prova do DTM, o experiente Mike Rockenfeller conseguiu a pole position para a corrida no bonito traçado de Zandvoort. Logo na primeira volta lançada que fez, "Rock" fez o tempo de 1.30,713s, o suficiente para deixar para trás, o já campeão Marco Wittmann e o outro Audi, Edoardo Mortara.

O português António Félix da Costa não conseguiu passar à Q2, ficando em 19º lugar. Sendo esta a penúltima prova, podemos afirmar que o ano de rookie de da Costa foi para esquecer, em termos de resultados, porque provavelmente os quilómetros adquiridos foram uma boa experiência.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

António Félix da Costa. O sonho que quase se realizou.

foto ( ITR eV)
António Félix da Costa é mais um caso típico do que costuma acontecer no automobilismo nacional. Muito talento, muita qualidade mas falta sempre algo… ou é dinheiro, ou é sorte, ou outro factor que impede que o sonho se realize… voltar a ver um português na F1.

Aqui no Chicane, seguimos Félix da Costa desde os tempos do WSR 3.5. Não nos gabamos de sermos observadores de alto gabarito. Apenas queremos mostrar que seguimos a carreira do piloto há já algum tempo e já vimos mais do que suficiente do talento do Formiga. É bom. É muito bom e não há margens para dúvidas. Já o vimos fazer coisas fantásticas. Daquelas que mostram a verdadeira qualidade do piloto.

A Red Bull abriu-lhe a porta da F1. Foi piloto de testes e é agora piloto de reserva. Mas toda a gente esperava mais. Toda a gente esperava que ele fosse agora o dono do lugar da Toro Rosso em vez do russo Kvyat. A história já é mais que conhecida e não vale a pena “chover sobre o molhado”.

domingo, 3 de agosto de 2014

DTM: Corrida de António Félix da Costa acabou

António Félix da Costa desistiu da prova austríaca do DTM com problemas no seu BMW.

Da Costa tinha sido ultrapassado por vários pilotos, seguindo na 20ª posição quando teve que encostar o carro, para desistir.

Neste momento, a prova é liderada por Robert Wickens, mas muito próximo do canadiano está Farfus, que está a tentar de tudo para ultrapassar o Mercedes que lidera a corrida.

foto:
autoandrive.com

Pedro Mendes

sábado, 2 de agosto de 2014

DTM: Wickens com a pole position nos últimos instantes da qualificação

Robert Wickens até fez um pião, mas a sua vontade foi tanta, que a pole position, ganha mesmo nos últimos instantes, foi um prémio bem merecido. Atrás do homem da Mercedes, vão estar Timo Glock (colega dequipa de AFC) e o líder do campeonato, Marco Wittmann, ambos da BMW.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Sainz Jr. na Caterham já no GP da Alemanha?

O boato corre nos meios de comunicação social espanhóis e tem tido repercussão um pouco por todas as publicações de F1. Carlos Sainz Jr. piloto da Red Bull Junior Team, que compete agora no WSR 3.5, poderá ser piloto Caterham já para o GP da Alemanha.

O piloto foi visto com Helmut Marko na box da Caterham no fim de semana passado e esse indicio já de si levantava suspeitas. Agora sabe-se que a Caterham tem uma divida para com a Red Bull, que fornece as caixas de velocidade, caixas essas que ainda não foram pagas.

domingo, 29 de junho de 2014

DTM: Félix da Costa penalizado e passa para 20º da classificação

António Félix da Costa foi penalizado em 3 posições na geral da corrida de Norisring, ficando com o 20º posto, quando terminou em 17º.
O motivo para tal penalização ainda não foi divulgado, mas o piloto português, na sua página de Facebook oficial, afirma que «hoje foi um dia muito difícil. Fui 17º e ainda penalizado para 20º. Estou triste mas as corridas são mesmo assim e o que não mata faz-me mais forte. Em Moscovo vou voltar mais forte do que nunca!»

Existem alguns rumores (segundo a Autosport) que algo de importante pode estar para acontecer na carreira de AFC mas para já de concreto ainda não foi oficializado.
Félix da Costa vai voar para Inglaterra, onde se juntará à Red Bull para servir de piloto de reserva da equipa de Fórmula 1.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Na primeira pessoa 4: DTM é assim tão mau?

Após uma semana da notícia do possível ingresso de António Félix da Costa no DTM, pela mão da BMW, faço deste o tema para mais uma crónica.

A notícia que A. F. da Costa irá possivelmente correr no campeonato DTM na próxima temporada, não caiu muito bem na “comunidade” dos amantes dos desportos motorizados em Portugal. Umas mais radicais que outras, mas as visões são de forma unânime, pessimistas em relação ao futuro do nosso “Formiga”.

Eu não vejo as coisas assim, pelo contrário, acho muito interessante para o piloto português integrar esta competição que está num processo de crescimento incrível, tanto a nível de qualidade de pilotos, como no próprio calendário, naquele que já foi o campeonato Alemão de Turismos, hoje é mais do que isso, é talvez a segunda prova mais importante no que a desportos motorizados de “4 rodas” diz respeito.

E o pessoal acha isso mau?! Ter dois pilotos portugueses (F. Albuquerque vai para a 3ª época na competição) a disputar o DTM é sinal que os nossos “tugas “ lá fora são valorizados, e que as suas qualidades são vistas como mais-valias para as marcas. Exemplo disso é mesmo F. Albuquerque, que após duas temporadas no campeonato, sem grandes resultados, aliás bem modestos por sinal, já viu renovado o seu contrato e para a próxima temporada, porque quem lá está sabe do seu valor, e sabe em que condições ele corre e por que razão não mostra o que realmente sabe (erros de equipa).

Sei que todos queriam ver Félix da Costa na F1, eu também gostava, e ele, mais do que nós todos juntos, também queria andar no “grande circo”. Mas temos de ser realistas, e ver as coisas como eles são, a F1 é para multimilionários, onde os $ contam muito mais que o talento, e pilotos de grande qualidade tem ficado de fora por falta de “bons padrinhos”, ou pelo simples facto de não serem da nacionalidade que mais interessa ao “tio Bernie”.

O DTM é um grande campeonato, muito competitivo (possivelmente muito mais até que a F1, porque se no futebol são 11 contra 11 e no fim ganha sempre a Alemanha, na F1 são 22 á partida e no fim ganha sempre um alemão), e será uma grande aposta para o nosso piloto português, caso se venha a concretizar. Não tenham medo que a F1 fique mais distante para Félix da Costa, tenham sim confiança que isto seja uma rampa de lançamento, como o nosso Formiga disse, “isto não é o fim, mas sim o início” e vai ser, o continuar de uma grande carreira.



Na primeira pessoa...Carlos Mota.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

António Félix da Costa no DTM – Tiro no pé ou melhor solução possível?

A Autosport publicou hoje no seu Facebook que Félix da Costa tem tudo fechado para correr no DTM em 2014.


Ainda não há confirmação desta noticia e só para a semana se saberá se é realidade ou não.

A grande maioria dos comentários nas redes sociais lamentavam a opção, dizendo que era o fim do sonho e que Félix da Costa nunca mais iria para a F1.

Este assunto é alvo de opiniões díspares aqui no Chicane, mas no final conseguimos chegar a um consenso. Dentro de todas as possibilidades, o DTM é uma boa opção para Félix da Costa.

Quais eram as possibilidades do Formiga?

Antes de mais é preciso ter em mente das possibilidades que se abriam para Félix da Costa. F1 estava fora de questão (infelizmente, pois seria esse o destino merecido para o nosso Formiga). E não entrou já, por motivos meramente económicos, como já referimos.

WSR seria ficar no mesmo patamar, onde já não tem nada para provar. Seria provavelmente uma época sem rivais à altura, ou na pior das hipóteses, a sofrer por não ter uma equipa tão afinada como os outros, como aconteceu este ano. Estagnar nesta altura é mau. 

GP2 seria uma opção interessante mas quanto a nós, é um passo para o lado (senão mesmo para trás). WSR é cada vez mais a antecâmara da F1. Basta ver que o futuro da F1, os grandes talentos do futuro, tem tendência a estar no WSR ao invés do GP2. E a nível competitivo não traria um desafio novo para o português.

Havia também a hipótese da Formula Indy, que começa a ter um cartaz interessante. Mas pensamos que seria uma viagem só de ida, pois na América há muito dinheiro. E eles sabem como segurar os melhores. E nós ainda queremos ver o Formiga na F1. Ficar nos campeonatos “europeus” é melhor até para não ser esquecido.

O que todos parecem esquecer mas é importante lembrar.

Há um pormenor que todos parecem esquecer e que tem enorme importância. A Red Bull quer Félix da Costa pronto para qualquer eventualidade. Rumores correram que várias equipas perguntaram por Félix da Costa mas a Red Bull negou qualquer avanço por parte dos interessados. Além do mais, querem que ele continue no trabalho de simuladores, provavelmente como uma espécie de 3º piloto. O que é importante reter daqui é o seguinte. A Red Bull não abre mão do português. Noutros casos, a não promoção para a F1 ditou o fim da viagem dos pilotos pelo mundo Red Bull. Mas com o Formiga foi diferente. Quiseram ficar com ele e querem colocá-lo numa competição que não se sobreponha a nível de calendário à F1. E isso é o maior sinal de todos.

A nossa aposta.

Num aspecto estamos de acordo em unanimidade aqui no Chicane. Félix da Costa tem uma boa probabilidade de entrar na Toro Rosso. E isso acontecerá caso Kvyat não dê certo, ou caso Vergne mantenha o desempenho deste ano. E como acreditamos mais na última hipótese, éramos capazes de apostar que, caso Vergne mantenha a sua performance, que sai a meio da época e o caminho fica aberto para o Formiga. Só assim se consegue entender o porquê da Red Bull querer que ele compita numa modalidade que não se sobreponha ao calendário da F1. E vem de encontro ao que Helmut Marko costuma fazer, pois não tem problema de mandar embora um piloto a meio da época. É até uma forma de se mostrar e de realçar a sua autoridade.

Será o DTM assim tão mau? Não.

Assim sendo, embora não seja a solução que todos queríamos, é a melhor possível. O DTM é um bom campeonato, muito competitivo, em alguns aspectos parecido com a F1 ( pit stops, DRS por exemplo). O único senão, será a adaptação a um carro de turismo e a uma forma de condução que é diferente de um monolugar. Para além disso é um campeonato com visibilidade e que pode ser uma boa forma de publicitar a marca e o piloto.

Ao contrário do que muita gente diz e pensa, não achamos que este seja o final da caminhada para a F1. É apenas uma pausa, uma forma de o manter concentrado e com níveis competitivos bons, para quando for preciso dar o salto para a Toro Rosso, como acreditamos que vá acontecer.

No entanto no final do dia Félix da Costa colocou uma imagem onde dizia que tinha saudades de correr num GP2. Será um sinal?


A única coisa em que acreditamos verdadeiramente é que o caminho para a F1 está ainda em aberto.

Deixem nos a vossa opinião na caixa de comentários. Queremos que este seja um espaço de partilha de opiniões.





Fábio Mendes

domingo, 17 de novembro de 2013

Talento no seu estado mais puro. É isto Félix da Costa



António Felix da Costa sobe de 4º para 2º numa excelente corrida. Lynn vence a prova e Derani em 3º.

Uma prova muito muito boa do nosso Formiga. Na saída pareceu ficar para trás mas recuperou para 3º logo na 1ª volta. Usou o Safety Car para subir para 2º e passar Derani por fora no Hotel Lisboa numa ultrapassagem brilhante. Tentou chegar a Lynn mas, nas rectas, faltou sempre algo ao carro. Lynn tambem esteve muito bem e não deixou escapar a vitória. Mais uma prova muito boa do nosso Formiga que nos enche de orgulho. Merece muito muito mais este talento lusitano.

De manhã cedo

7 da manhã e mais uma vez madrugar num Domingo para ver uma prova de velocidade. Mas esta não é uma prova qualquer... É Macau. O circuito da Guia. Martin Brundle disse há pouco tempo que era o circuito mais difícil do mundo. E ele sabe do que fala.

Embora goste de ver uma boa prova a minha atenção estava no carro 1 com as cores da Red Bull, na 4ª posição do grid. O Formiga tinha uma prova de fogo para mostrar o seu talento. Durante a semana que antecedeu a prova, tentou diminuir a pressão mas a verdade é que muita gente estaria com especial atenção à sua prova e se seria capaz de voltar a fazer um bom resultado.

A confusão da largada e o receio.

As luzes apagaram-se e a confusão da largada inicial fez temer o pior. Félix ficou para trás e muitos carros avançaram. Mas no final da última recta, antes da curva Lisboa, Félix aparecia em 3º lugar, atrás de um surpreendente Derani.

O Safety car entrou em pista enquanto se limpavam os destroços do 1º acidente da prova. Quando o Safey Car saiu, Félix atacou Derani e numa ultrapassagem de mestre conseguiu ficar em 2º na curva Lisboa também. Quem viu vibrou de certeza com este momento.

A partir daqui foi ver o Formiga voar atrás do britânico Lynn, que fazia uma prova perfeita. Mais atrás Marciello, o protegido da Ferrari, começava a subir e a atacar o brasileiro Derani. Félix começava a perder terreno para Lynn, numa clara gestão de pneus.

A esperança das ultimas voltas.


Marciello subiu para 3º passando por Derani e as coisas poderiam ficar muito complicadas para o português. O motor Mercedes era muito superior ao Volswagen que equipa o Carlin de Félix da Costa. Iria ser um final à Hitchcock. Mas o italiano tratou de sossegar os portugueses, falhando uma saída de curva e batendo violentamente contra as barreiras. Com Derani longe atrás, Félix podia concentrar-se no carro de Lynn. Na volta a seguir ao acidente do italiano, o português conseguiu ganhar tempo a Lynn. "é agora!". Mas o raio do carro do britânico nas rectas afastava-se sempre do Carlin da Red Bull. Se na parte sinuosa Félix conseguia aproximar-se, nas rectas era impossível de alcançar. Ainda houve esperança que o possível Safety car que entraria devido ao acidente de Marciello, colocasse o português logo atrás do britânico para assim aproveitar o cone de ar, a única maneira de o Carlin ser mais rápido, mas o Safety Car não entrou e essa possibilidade esfumou-se.

O final chegou e a vitória de Lynn fora inteiramente justa. Mas o desempenho de Félix da Costa é qualquer coisa de brilhante. Conseguir superar pilotos com máquinas superiores e dar luta até ao final. É de um piloto com muito talento. Quem via os Onboards do português via que ia no limite e que deu tudo para ser 1º. Mais uma vez a máquina não o ajudou ( história que se repetiu vezes sem conta este ano).

E dizem que o rapaz não é consistente.

Conclusão? Este rapaz tem um talento brutal. Pegou num F3, que não conduzia há mais de um ano, adaptou-se ao carro e foi para a pista mais difícil do mundo fazer um brilharete. Peçam lá ao russo para fazer o mesmo.

Isto foi uma exibição para Helmut Marko e Franz Tost verem. Foi uma mostra de talento e de humildade. Só poucos predestinados conseguiriam fazer o que o Formiga fez. Estava na altura de alguém lhe por os olhos em cima a sério e chama-lo para onde já devia estar... Na F1.

Claro que hoje vai se falar mais de Futebol, ou até mesmo de F1 ou WRC. As pessoas poderão falar mais de Mortara que mais uma vez venceu em Macau sendo dos pilotos que mais vitórias tem no circuito, ou até de Lynn que venceu a prova em F3.

É provável que pouca gente fale sobre a prova do 2º classificado. E que como tal o feito seja subvalorizado. Mas quem viu a prova não pode ficar indiferente à prestação de Félix da Costa. Não é preciso ser um vidente do automobilismo para perceber a qualidade que ali está.O caminho de António Félix da Costa pode ainda ser longo, mas acredito que vá ser coroado de sucesso.


Fábio Mendes

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Os Portugueses em Macau.

Portugal tem fortes raízes em Macau. Aquele que era o “nosso” pedaço de terra fora da Europa e que nos relembrava da grandeza das proezas dos nossos descobridores. Este fim de semana os “exploradores” são de outra espécie. Félix da Costa e Tiago Monteiro, cada um na sua categoria, vão tentar fazer aquilo que já fizeram no passado… Brilhar num dos mais difíceis circuitos do mundo. O Circuito da Guia. Um teste ao talento e à coragem dos pilotos.

Hoje foram as qualificações e até agora as coisas parecem bem encaminhadas para as cores lusas.


Félix da Costa foi o primeiro a ser chamado ao serviço. Conseguiu o 5º lugar mas está muito optimista em relação ao fim de semana. O português ficou a 0.5 seg do italiano Marciello ( o novo protegido da Ferrari) mas só no primeiro sector perdeu 0.7 seg. por não ter tido um cone de ar para ajudar. No sector mais alto da cidade com as bem conhecidas curvas e contracurvas, o nosso Formiga fez melhor que toda a gente ( a provar o seu enorme talento). Amanhã será a corrida de qualificação para a grande prova de domingo. Hora marcada para as  6 da manhã hora portuguesa e com transmissão na TVI ( finalmente a TV publica a apostar no automobilismo e não na parvoíce fechada em 4 paredes).

Declarações do nosso Formiga retiradas da Página oficial do Facebook.


"Fui 5º na qualificação hoje aqui em Macau. Apenas no primeiro sector que é feito a fundo perdi cerca de 0,7 segundos, isto pois fiz a minha volta rápida sem nenhum carro à frente, logo sem cone de aspiração. No segundo sector, o mais técnico sou o mais rápido de todos os pilotos o que mostra que estamos com boa performance. Hoje não fomos felizes neste aspecto mas estamos no grupo da frente e amanhã na corrida de qualificação vou procurar recuperar 1 ou 2 lugares para estar em posição de lutar pela vitória no Domingo na final! Obrigado a todos pelo apoio aqui em Macau e também de Portugal, amanhã podem ver a corrida em directo na TVI24 às 06:00 portuguesas."

Resultado da qualificação:

Pos  Driver                  Team/Car                        Time       Gap
 1.  Raffaele Marciello      Prema Dallara-Merc              2m11.555s
 2.  Felix Rosenqvist        Mucke Dallara-Merc              2m11.622s  +0.067s
 3.  Alex Lynn               Prema Dallara-Merc              2m11.639s  +0.084s
 4.  Lucas Auer              Prema Dallara-Merc              2m12.052s  +0.497s
 5.  Antonio Felix da Costa  Carlin Dallara-VW               2m12.083s  +0.528s
 6.  Tom Blomqvist           Fortec Dallara-Merc             2m12.111s  +0.556s
 7.  Pipo Derani             Fortec Dallara-Merc             2m12.144s  +0.589s
 8.  Jazeman Jaafar          Carlin Dallara-VW               2m12.225s  +0.670s
 9.  Harry Tincknell         Carlin Dallara-VW               2m12.409s  +0.854s
10.  Jordan King             Carlin Dallara-VW               2m12.616s  +1.061s
11.  Alexander Sims          T-Sport Dallara-Nissan          2m12.698s  +1.143s
12.  Will Buller             Fortec Dallara-Merc             2m12.768s  +1.213s
13.  Kevin Korjus            Double R Dallara-Merc           2m13.053s  +1.498s
14.  Carlos Sainz Jr         Carlin Dallara-VW               2m13.173s  +1.618s
15.  Esteban Ocon            Prema Dallara-Merc              2m13.333s  +1.778s
16.  Nicholas Latifi         Carlin Dallara-VW               2m13.551s  +1.996s
17.  Yuhi Sekiguchi          Mucke Dallara-Merc              2m13.833s  +2.278s
18.  Lucas Wolf              URD Dallara-Merc                2m13.938s  +2.383s
19.  Antonio Giovinazzi      Double R Dallara-Merc           2m14.018s  +2.463s
20.  Yuichi Nakayama         TOM'S Dallara-Toyota            2m14.308s  +2.753s
21.  Dennis van de Laar      Mucke Dallara-Merc              2m14.310s  +2.755s
22.  John Bryant-Meisner     Fortec Dallara-Merc             2m14.570s  +3.015s
23.  Sean Gelael             Double R Dallara-Merc           2m14.657s  +3.102s
24.  Nelson Mason            Zeller Dallara-Merc             2m14.706s  +3.151s
25.  Ed Jones                Fortec Dallara-Merc             2m14.975s  +3.420s
26.  Sun Zheng               Double R Dallara-Merc           2m18.912s  +7.357s
27.  Stefano Coletti         Eurointernational Dallara-Merc
28.  Katsumasa Chiyo         B-Max Dallara-Toyota

Tiago Monteiro foi 2º na qualificação em WTCC, não chegado ao francês Muller que bateu o record de qualificação em WTCC. O francês esteve imparável e conseguiu assim a pole em Macau, algo que faltava ao seu já vasto currículo. Monteiro ficou a 1 seg de distancia do Chevrolet de Muller, sem argumentos para contrariar o poderio do carro do francês. Logo a seguir a Monteiro aparece Tarquini, a 0.05 seg., seguido de Rob Huff, o especialista de Macau, Michelisz. Um resultado muito positivo para Monteiro que lhe abre assim boas prespectivas para o fim de semana. Lembrar que Monteiro subiu ao pódio de forma inesperada no ano passado já com a Honda, quando a marca ainda testava apenas o carro.


Decalarções de Monteiro no seu site:

"Foi melhor do que estávamos à espera. Apesar de termos sido sempre rápidos estávamos preocupados com os nossos adversários. Mas nesta pista não só a rapidez conta. A experiência e confiança têm um peso bastante elevado e felizmente a minha volta foi óptima. Estou bastante contente".

"Para conseguir chegar à vitória preciso de passar o Muller no arranque e não será tarefa fácil, mas não impossível. Mas ficaria igualmente muito satisfeito se conseguisse um lugar no pódio. A equipa nesta segunda metade da época fez um trabalho notável, demos um passo em frente a todos os níveis e todos merecem esta recompensa. Vamos ver o que conseguimos fazer. Em Macau tudo pode acontecer"


Resultado da qualificação:

Pos  Driver               Team/Car                  Time       Gap
 1.  Yvan Muller          RML Chevrolet             2m28.933s
 2.  Tiago Monteiro       Honda                     2m29.933s  +1.000s
 3.  Gabriele Tarquini    Honda                     2m29.991s  +1.058s
 4.  Rob Huff             Munnich SEAT              2m30.107s  +1.174s
 5.  Norbert Michelisz    Zengo Honda               2m30.224s  +1.291s
 6.  Alex MacDowall       Bamboo Chevrolet          2m30.248s  +1.315s
 7.  Tom Chilton          RML Chevrolet             2m30.583s  +1.650s
 8.  James Nash           Bamboo Chevrolet          2m30.723s  +1.790s
 9.  James Thompson       Lada                      2m31.189s  +2.256s
10.  Tom Coronel          ROAL BMW                  2m31.287s  +2.354s
11.  Marc Basseng         Munnich SEAT              2m31.482s  +2.549s
12.  Tom Boardman         Special Tuning SEAT       2m34.989s  +6.056s
13.  Pepe Oriola          Tuenti Chevrolet          2m31.800s  Q1
14.  Mehdi Bennani        Proteam BMW               2m32.178s  Q1
15.  Stefano D'Aste       PB BMW                    2m32.666s  Q1
16.  Fredy Barth          Wiechers BMW              2m32.961s  Q1
17.  Darryl O'Young       ROAL BMW                  2m33.104s  Q1
18.  Hugo Valente         Campos SEAT               2m33.265s  Q1
19.  Konstantins Calko    Campos SEAT               2m33.847s  Q1
20.  Mikhail Kozlovskiy   Lada                      2m34.224s  Q1
21.  Franz Engstler       Engstler BMW              2m34.667s  Q1
22.  Charles Ng           Engstler BMW              2m34.775s  Q1
23.  Rene Munnich         Munnich SEAT              2m35.999s  Q1
24.  Henry Ho             Engstler BMW              2m37.142s  Q1
25.  Filipe de Souza      China Dragon Chevrolet    2m37.920s  Q1
26.  Yukinori Taniguchi   Nika Chevrolet            2m38.468s  Q1
27.  Jeronimo Badaraco    Son Veng Chevrolet        2m38.866s  Q1
28.  Michael Soong        Campos SEAT               2m39.897s  Q1
29.  Joseph Rosa-Merszei  Engstler BMW              2m40.551s  Q1
30.  Eurico de Jesus      PAS Honda                 2m41.016s  Q1
31.  Ng Kin Veng          China Dragon Chevrolet    2m41.494s  Q1
32.  Celio Alves Dias     China Dragon Chevrolet    2m42.521s  Q1
33.  Mak Ka Lok           RPM BMW                   2m42.959s  Q1
34.  Lam Kam San          China Dragon Chevrolet    2m46.831s  Q1



Breve referencia a Ni Amorim que fez o 12º tempo na Scirocco-R Masters Challenge, uma prova para veteranos convidados ficando a 3.8 seg da pole, mas ficando com o melhor tempo no 3º sector.

1º Alain Menu 2m46.282s
2º Duncan Huisman 2m47.057s
3º Mike Conway 2m47.079s
4º Nicola Larini 2m47.387s
5º Emanuele Pirro 2m47.840s
6º David Brabham 2m47.939s
...
12º Ni Amorim 2m50.103s



Estes resultados são a prova que os nosso portugueses estão bem e recomendam-se e que os “kit de unhas” estão apurados. Haverá muita gente a tentar menosprezar o talento de ambos mas o Circuito da Guia é o verdadeiro teste. E aí sempre responderam presente e com boas prestações. Esperamos ter ainda mais motivos para nos orgulhar.

Fontes:
autosport.com
autosport.pt

Fábio Mendes

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O lado podre da F1 - Quando afinal a Red Bull não te dá asas.

O que nos leva a gostar de um desporto tão injusto?

Gostar da F1 não é fácil. É um desporto em mudanças constantes, muitas vezes difíceis de entender, os horários de algumas corridas não são de todo apelativos, é um desporto que muitas vezes levou a vida de grandes talentos. Vários são os motivos pelos quais seria fácil olhar de lado para a F1. Mas aprendemos a gostar deste desporto. Vimos muitas equipas começarem a vencer e a fazer história, vimos muitos pilotos que deixaram uma, marca muitas vezes profunda. Vimos o talento de Senna, a inteligência de Prost, a garra de Mansel, a superação de Lauda, o espírito rebelde de Hunt, a herança de McLaren, a tenacidade de Williams. A evolução tecnológica, a táctica na corrida, o choque de egos dos pilotos. Tudo isto nos leva a esquecer o lado menos positivo da F1 e a adorar este desporto.

Ontem no entanto fomos confrontados com uma noticia que nos lembrou, e de que maneira, o lado negativo e podre do grande circo.

Época difícil do Formiga.

Todos os portugueses ficaram entusiasmados quando Ricciardo foi anunciado como piloto Red Bull, pois as portas da F1 ficavam abertas para a nossa grande esperança…António Félix da Costa. O ano que seria decisivo para o nosso Formiga não correu de feição. Os azares sucederam-se, os erros da equipa na afinação do carro também tiveram um peso importante. E toda a pressão em volta de Félix da Costa fez com que não estivesse brilhante como no ano passado. Esteve mal, perguntarão os mais desatentos? Não, não esteve mal. Acabou o campeonato em 3º lugar, atrás de dois grandes talentos, que ao contrário dele, beneficiaram de estruturas sólidas e mais eficazes e não foram tão fustigados pelo azar.

Mas mesmo assim tínhamos esperança que fosse o português o dono do lugar da Toro Rosso. No inicio do ano o director da Red Bull disse que não era obrigatório para Félix vencer o campeonato. Teria apenas de mostrar talento e regularidade.

Embora não tão regular como certamente gostaria, o Formiga deu provas, várias vezes, do seu talento e não é preciso ser um "expert" em automobilismo para o ver.

Mas muitas vozes se levantaram contra o português. Falou-se inicialmente em Sainz Jr. que acabado de chegar ao WSR já tinha quem dissesse que o lugar dele era na F1. Os entraves eram muitos à subida de Félix à F1. A certa altura desconfiávamos que seria muito difícil, tal era o burburinho. Mantivemos no entanto a esperança que o talento do português fosse recompensado. Mas a Red Bull foi pela opção que mais surpreendeu e a menos lógica de todas.

Foi buscar Kvyat ao GP3. Segundo Tost, director da Toro Rosso, o russo tem palmarés, surpreendeu pelo seu talento no teste em Siverstone, e é uma mistura de Kimi Raikkonen e Fernando Alonso.

Félix da Costa vs Kvyat

Quanto ao talento não vou questionar. Nunca acompanhei o russo e só o conheço de nome, como tal não farei juízos de valor sobre algo que não vi. Mas daí a ser uma mistura de dois dos melhores pilotos dos últimos 10 anos… vamos lá com calma.

Em relação ao palmarés do russo é mais fácil de avaliar. Compete desde 2010 tendo vencido apenas em 2012 a Formula Renault 2.0 Alps. Félix da Costa compete desde 2008, venceu a Formula Renault 2.0 Nec, venceu o Grande Prémio de Macau e foi eleito em 2012 o 8º melhor piloto do mundo pela Autosport britânica (o que equivale dizer a Bíblia do desporto motorizado em todo o mundo). Vou só lembrar que só na F1 há 22 pilotos. Félix da Costa ficou a frente de muitos deles, tendo ficado também à frente de muitos nomes consagrados de todas as outras categorias. Um feito notável que parece agora ser esquecido pelas chefias da sua equipa.

Vamos resumir. Foi escolhido um piloto com menos 2 anos de experiência, com um palmarés idêntico (para não dizer inferior) e que não teve metade do reconhecimento, em detrimento de um piloto já conhecido, consagrado, cujo talento já foi elogiado por varias publicações e comentadores.

A verdadeira razão da decisão?

Deixemo-nos de tretas. Félix da Costa não foi o escolhido para o lugar porque tem um handicap grave… é português. O que equivale dizer que a sua entrada na F1 não interessa. Por motivos meramente económicos. Senão vejamos, Portugal tem cerca de 10 milhões de habitantes. Desses 10 milhões se 10% (e estou a ser optimista) forem adeptos de F1 dá 1 milhão de adeptos. A Rússia tem 142 milhões de habitantes. Se os mesmos 10% forem fãs de F1 dá 14 milhões de adeptos. Logo a nível comercial é fácil fazer a escolha.

O que me leva a perguntar, quem terá pedido a entrada do russo? A Red Bull tem um mercado para explorar e a F1 seria uma boa porta de entrada. Mas para além da Red Bull há outro interessado. Bernie Ecclestone, que detém os direitos comerciais da F1 e que por sinal se dá muito bem com as chefias da Red Bull. Poderá ter sido ele também a pedir um russo para a Toro Rosso de forma a rentabilizar o investimento feito em Sochi que vai receber o GP da Rússia para o próximo ano. Não terá o "tio" Bernie puxado os cordelinhos para ter mais um russo na F1? Não afirmo nada mas deixo a questão no ar para quem quiser comentar.

Will Buxton, repórter da NBC nos Grandes Prémios e comentador das corridas da GP2 e GP3, escreve: “foi uma decisão disparatada da Red Bull, sem qualquer tipo de lógica e que desperdiça um grande talento. (António Félix) Da Costa é um dos maiores talentos que vi na última década e tem as qualidades que nos fazem saltar o coração. Da Costa era o melhor preparado, mas a “lógica” de Marko venceu”.(retirado da página do Facebook Formula 1 Portugal)

Outros comentários há na net que me vou escusar de colocar aqui mas que iremos colocando na nossa página do Facebook.

Conclusões.

Conclusões sobre tudo isto? A primeira e a mais flagrante, dado as reacções dos media, é que Félix da Costa é um talento tido em conta por muita gente e merecia, mais que ninguém esta oportunidade. Muita gente o diz e pessoas mais qualificadas e imparciais.

A segunda é que o projecto Red Bull Junior Team se tornou numa anedota. Félix dizia no inicio que na Red Bull não precisava de investidores. Bastava mostrar talento e o seu assento na F1 estaria garantido. Foi iludido, enganado, pois mostrou talento de sobra (tomara muita gente que passou na F1 ter um dedo mindinho do nosso Formiga) e não teve o lugar prometido. Afinal não é só o talento que conta e se calhar em certas ocasiões é um factor secundário.

Qual o futuro de Félix da Costa?

É complicado, pois o tempo certo para dar o salto seria agora. Não sei até que ponto é bom manter-se na Red Bull e se a equipa lhe dará um carro para competir tal o burburinho que se está a gerar. O imperativo para o português é manter-se a competir ao mais alto nível de forma a não ser esquecido e quando abrir uma vaga na F1 ele ser chamado.

Por fim realçar a postura de Félix da Costa, que na reacção àquela que é provavelmente a  maior desilusão da sua vida , manteve uma postura digna correcta e com enorme Fair Play, para o seu companheiro de equipa, que pouca culpa tem e está a aproveitar o que lhe caiu no colo, e até para a sua equipa que lhe puxou o tapete dos pés, não mostrando ingratidão e rancor.

António Félix da Costa é um talento enorme,pelo que se diz no mundo da F1, uma excelente pessoa, de trato fácil, elogiado por todos que o conhecem e um campeão que está a passar pela maior prova de carácter que um piloto pode passar. Se os Deuses da F1 forem justos, em breve terá o seu lugar onde merece… Na Formula 1.



 Fotos:
Retiradas da internet e das páginas Potenzablogdef1 e F1RTP do facebook.

Fábio Mendes

O que hoje é verdade na F1, amanhã é mentira!

Hoje de manhã quando li a noticia que dava conta da possível contratação de Daniil Kvyat, companheiro de casa de António Félix da Costa, para a Toro Rosso, torci o nariz, até porque ontem em conversa surgiu-me uma dúvida: Félix da Costa tinha mesmo condições para entrar para a Toro Rosso? Não teria sido uma época desgastante e difícil de justificar alguns resultados como o de ontem em Barcelona? Mas muito honestamente, quando hoje escrevi o post acerca da época do António Félix da Costa, não acreditei nos supostos rumores, até porque seria mais credível o Formiga perder o lugar para um piloto consagrado, mesmo que não pertencesse à Red Bull Junior Team.

Até que por SMS recebi a malfadada notícia, um menino russo, que ninguém colocaria à frente de da Costa, é confirmado para substituir Ricciardo na Toro Rosso. 

A Sky Sports coloca o seguinte título na noticia "Toro Rosso stun paddock by appointing 'unknown' Daniil Kvyat for 2014 season" (Toro Rosso choca o paddock ao confirmar o desconhecido Daniil Kvyat para a época de 2014), a BBC Sport escreve também que foi um passo surpreendente da estrutura da Red Bull. Isto apenas confirma que não foram apenas os portugueses a ficarem de boca aberta ao saberem da noticia.

Não será a melhor altura para analisar a frio a escolha, mas Franz Tost vem a publico dizer que Kvyat ganhou o lugar devido ao bom percurso que tem tido, que foi uma escolha apenas pelo mérito. Daniil Kvyat, segundo Tost, teve uma carreira de sucesso nos karts e foi campeão na Fórmula Renault 2.0 em 2012 e este ano, segue em 2º no GP3, para além de ter competido 6 vezes no Europeu de Fórmula 3, com uma vitória. Tost acrescenta que durante os testes de jovens pilotos em Silverstone, onde também esteve Félix da Costa, impressionou a estrutura da equipa com um bom desempenho e bom feedback técnico informativo. Será, ainda segundo Tost, um bom reforço para a equipa.

Faltam esclarecer algumas dúvidas que para já nos vêm à cabeça:
  1. Depois da decisão em contratar Kvyat, no lugar de Félix da Costa, terá este condições para continuar no programa de jovens pilotos da Red Bull? (Félix da Costa, no Twitter ainda brincou com a situação, dizendo que estava à procura de novo companheiro de apartamento!)
  2. Mesmo que o português continue no programa da Red Bull, competirá em que Campeonato? Continuará na WSR?
  3. Depois de ter dito que, ou entrava para a F1 em 2014, ou nunca mais, AFC terá hipóteses de ser contratado para a F1, mesmo que seja em 2015?
Duas coisas pode António Félix da Costa estar completamente descansado: nunca deixou de ser apoiado pela maioria dos portugueses e se continuar a carreira que tem vindo a fazer, será um marco no automobilismo português. 

Fotos:
automobilsport.com 
orgulhonacional.wordpress.com


Pedro Mendes

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O ano do Formiga

António Félix da Costa é neste momento o único português a ter hipótese de entrar na Fórmula 1 num futuro próximo. O próprio já admitiu que ou entra na época de 2014 ou então nunca mais entra. A realidade é que, embora seja o piloto da Red Bull Junior Team em "linha de sucessão", pode não ser tão fácil a entrada na F1, se tivermos em conta as inúmeras hipóteses que já foram conjecturadas para a Toro Rosso.



No inicio do ano, Félix era o candidato mais forte ao título pelo papel que teve em 2012. Em quase metade da temporada passada conseguiu pressionar quem ia à frente, com corridas muito bem conseguidas.

Monza abriu o ano de 2013 e dizia-se que para o piloto português nem sequer era exigido, pela Red Bull, o título mas sim que estivesse sempre no topo da tabela. Um sinal de confiança por parte dos "patrões". A primeira corrida em solo italiano, da Costa esteve bem, recuperando alguns lugares que tinha perdido, até chegar a 1º, quando o carro sofreu um furo lento e teve que abandonar a corrida. No dia a seguir, na 2ª corrida, "Formiga" fez aquilo que gosta: ganhou a corrida, com Magnussen em segundo. Nada mau para a primeira jornada.

Seguiu-se o Motorland, em Espanha, onde um barco a remos seria mais rápido que os carros da Fórmula
3.5, porque o circuito estava encharcado. Com esta configuração Félix conseguiu acabar as duas corridas, a primeira em 13º lugar e a segunda em 7º. Não foram corridas tão boas como as primeiras mas as condições climatéricas não deixavam margem para uma condução agressiva.

A terceira jornada correu-se no mítico circuito do Mónaco, apenas para uma corrida, onde o WSR se juntou à F1. Era uma hipótese para o português se mostrar aos patrões e patrocinadores. Félix acabou a corrida em 5º, com Carlos Sainz Jr., outro piloto no programa de jovens da Red Bull, logo atrás. Já se notava que o carro não ajudava o piloto.

Depois do Mónaco, chegava Spa. E da Costa deu-se bem na primeira corrida, tendo sido 2º, atrás de Magnussen. Félix da Costa esteve sempre muito bem na corrida, tendo pressionado Magnussen, mas o ritmo sempre foi muito alto e no final da corrida, o português não tinha mais DRS para utilizar no assalto final pelo lugar cimeiro. Na segunda corrida acabou em 4º lugar, novamente atrás de Magnussen. Não conseguia ir ao pódio, mas ainda estava em alta o piloto português.

Moscovo era o destino seguinte e não foi de boa memória para o "Formiga", embora tivesse acabado em 2º na primeira corrida, atrás de Vandoorne, onde o belga dominou, ainda que o português tivesse tentado pressionar mas o escape do Arden partiu e o piloto teve que abrandar. Na segunda corrida, da Costa abandonou devido a um toque que danificou a suspensão do Arden.

A seguir veio o circuito de Red Bull Ring, na Áustria, casa dos patrões de Félix, mas onde o português não trouxe boas recordações. Acabou em 7º, numa corrida com muitos abandonos e na segunda corrida nem sequer começou, porque o Arden não deu resposta na largada, tendo ficado parado em pista. Um fim de semana muito mau a terminar uma semana em que Félix da Costa esteve nos treinos de jovens pilotos da F1 em Silverstone.

Na Hungria as condições climatéricas, para a primeira corrida, estavam idênticas ao Motorland: pista encharcada. O Safety Car esteve muitas voltas em pista no inicio da corrida e quando saiu, o português calculou mal uma ultrapassagem e bateu no piloto da frente o que o fez desistir. Na segunda corrida, tivemos o melhor de Félix da Costa, vencendo a corrida à frente de Magnussen e Vandoorne, tendo conseguido um bom pit stop e uma condução excelente, numa altura que a moral da equipa estava muito em baixo.

A seguinte jornada era no circuito de Paul Ricard e na primeira corrida o português ficou atrás de Magnussen em 2º lugar, numa altura em que ninguém acreditava que o título escapava a Kevin Magnussen, ficando a incerteza quanto ao segundo lugar do campeonato, numa luta entre Félix da Costa e Vandoorne. Na segunda corrida, o português sobe novamente ao pódio, agora em 3º.

Chegavam as últimas duas corridas do campeonato, em Barcelona. Na primeira corrida, Magnussen ficou em 1º, vencendo o campeonato, enquanto da Costa ficou em 4º atrás de Vandoorne. Na segunda corrida e depois de uma má qualificação, o português não fez mais do que lutar pelo 13º lugar. Ainda esteve em 17º, devido a uma má largada e conseguiu subir na classificação, mas nunca mordeu os calcanhares a Vandoorne, que assim ficou na segunda posição da classificação geral, com mais 10 pontos do que António Félix da Costa.

Chegou ao fim a World Series by Renault, Fórmula 3.5 e Félix da Costa conseguiu, na nossa opinião, alcançar o objectivo que lhe fora pedido: estar na luta pelo título. Não nos cabe a nós fazer avaliação da época do português, cabe ao piloto e à Red Bull Junior Team, mas a nossa opinião é que "Formiga" tem capacidades para conduzir um F1.

Mas nós também não somos imparciais!

Existem alguns rumores acerca do lugar disponível na Toro Rosso, esperamos que o piloto português esteja à espera calmamente, fazendo todos os possíveis para ter o lugar no Grande Circo, porque é aí que merece correr em 2014.

Fotos:
tsf.pt
autoviva.sapo.pt 
autosport.pt
carthrottle.com

Pedro Mendes

domingo, 15 de setembro de 2013

Félix da Costa vence na Hungria

Se ontem os profetas da desgraça estavam contentes, por Félix da Costa ter desistido logo no inicio da corrida em Hungaroring, hoje somos nós, os fãs, os que sabem que Félix é um excelente piloto, que estamos extremamente felizes. O piloto português conseguiu uma excelente vitória, sempre no controlo das acções dos seus adversários.

A corrida nem começou como António Félix da Costa, que tinha conseguido a 2ª posição na qualificação para a corrida de hoje, perdeu essa posição na largada, para Vandoorne, que aproveitou o lado direito da pista, o mais limpo, para na largada ultrapassar o português. Mas o Formiga, não se deixou afectar. teve de que se defender de Pic, mas por pouco tempo, notava-se que estava muito rápido.
Logo na volta 3, um acidente de Stevens, obriga à entrada do Safety Car, quando Magnussen liderava, Vandoorne e Félix era 3º. Na volta 5 o Safety Car sai da pista e Vandoorne tenta atacar Magnussen, que se defende muito bem, tal como Félix da Costa se defendia, novamente, de Pic. Mas tal como no inicio, foi Sol de pouca dura. Os três primeiros fogem dos restantes pilotos. Quando começam as entradas nas boxes, o cenário muda muito. Vandoorne foi o primeiros dos três a entrar nas boxes e Félix começa a andar mais
rápido, apercebendo-se que Magnussen não demoraria muito a ir trocar os pneus. Magnussen entrou nas boxes e o Formiga, muito inteligente, nas duas voltas que esteve em 1º, com a pista à sua frente desimpedida, faz as duas melhores voltas até aí, e depois entra nas boxes, numa paragem muito boa por parte da equipa. Era esperar que Magnussen e Vandoorne chegassem á recta da meta, para vermos que ficaria em 1º. É então, que Félix da Costa sai das boxes, à frente de Magnussen, com este muito colado à traseira do português na primeira curva. O dinamarquês tinha os pneus mais quentes que Da Costa, mas nem isso chegou para o génio do português. A partir daí, António Félix da Costa geriu a corrida, também porque Magnussen defendeu a posição de Vandoorne.
António Félix da Costa acabou a corrida com 6.5 segundos de vantagem para Magnussen e a fazer na última volta, a melhor volta da corrida.

Hoje, assistimos ao melhor de Félix da Costa e será por isso que para o ano o veremos na Fórmula 1. Esperemos!
Também não podemos deixar passar, que os três primeiros da corrida de hoje, são três potenciais rookies para a próxima época na F1. É caso para dizer, que se Sirotkin vai ser piloto de F1, Félix da Costa, Magnussen e Vandoorne, merecem ser mais!

Top 10 - Corrida 2 Hungaroring:
1 Félix da Costa
2 Magnussen
3 Vandoorne
4 Melker
5 Muller
6 Negrão
7 Stockinger
8 Huertas
9 Sorensen
10 Webb

Parabéns Félix!

Fotos:
redbull.com 
continental-circus.blogspot.com 

Pedro Mendes

sábado, 14 de setembro de 2013

WSR - Dia mau para Félix da Costa

Na primeira corrida da jornada húngara do World Serie by Renault, António Félix da Costa não foi feliz.
A corrida começou com Safety Car em pista, devido às condições, nós dizemos, impróprias, da pista e à chuva forte que caía em Hungaroring. Foram quase 15 minutos de Safety Car, e notava-se que iriam ser muito difíceis para todos. Quando o Safety Car sai de pista, Félix da Costa tem um toque na traseira de Aleshin e tem que abandonar por problemas de suspensão.

Quem fez uma corrida espectacular foi Magnussen, que sai da grelha em 16º e acaba em 2º, conseguindo ser mais rápido. Para além disso, é um piloto que consegue ser certo e esperar pelos erros dos adversários. Para nós merece o campeonato, que está mais próximo de garantir.
O vencedor da corrida foi Nico Muller, que passou Negrão depois de um erro na travagem da 1ª curva. Negrão também merece um destaque mas pela negativa, visto ter sido ultrapassado por Muller, Magnussen, Sirotkin e na última volta da corrida, fez um pião que o deixou de fora da classificação. O piloto que tinha garantido a Pole Position (também ela muito difícil).

Aqui fica a classificação da Corrida 1:

1 Muller
2 Magnussen
3 Sirotkin
4 Vandoorne
5 Aleshin
6 Melker
7 Sainz
8 Stevens
9 Pic
10 Laine
11 Martsenko
12 Sorensen
13 Stockinger
14 Foresti
15 Nato
16 Webb
17 Huertas
18 Move
19 Amberg
20 Jaafar
Ret
Negrão
Cunha
Zanella
Da Costa
Fantin

Amanhã às 12h na Eurosport, podemos assistir à 2ª corrida da Hungria e esperar por um Félix da Costa melhor do que hoje.

Fotos:
draco-marketing.com
wsr.news2use.tv  

Pedro Mendes

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Rookies para 2014

A silly season tem sido recheada de notícias e boatos relacionados essencialmente com a saída de Kimi Raikkonen da Lotus para a Ferrari (cenário que agora ganha mais força) ou para a Red Bull (segundo as informações que correm, já não será muito provável isso acontecer).

Toda a tinta derramada em relação a este assunto está a pôr de parte outro que também tem interesse para o futuro da modalidade… A entrada de novos pilotos, os chamados rookies. É este sangue novo que pode trazer algo de diferente para a Formula 1. Este ano por exemplo Bottas e Bianchi já mostraram que podem ser a médio prazo pilotos de referência. O sangue novo que entra no grande circo é fundamental para a continuação da modalidade.

Para o próximo ano há, a nosso ver, 5 pilotos que podem vir a ingressar na F1. Vamos então fazer uma breve referência aos pilotos em questão.

António Félix da Costa:

É o mais falado por nós, uma vez que é português, o que faz com que sigamos a carreira do piloto de Cascais com muita atenção. Já fizemos um post com um breve resumo da sua carreira até agora, como tal não nos alongaremos muito sobre ele. É neste momento o nome que mais hipóteses tem de subir a categoria rainha, uma vez que os boatos que dão Ricciardo como piloto da Red Bull, são cada vez maiores. Assim com o lugar vago na Toro Rosso, Félix da Costa poderá ser a escolha óbvia, uma vez que vem da Red Bull Júnior Team e todos os pilotos que subiram à F1 pela Júnior Team passaram pela Toro Rosso. O ano de 2013 do Formiga não tem sido o melhor, com muito azar à mistura mas acreditamos que tem valor mais que suficiente para singrar na F1. E estamos ansiosos para ler a notícia da confirmação da subida à Toro Rosso. Esperemos que assim seja. Até lá vamos aguardando novidades.


Kevin Magnussen:

O dinamarquês de 20 anos, pertence aos quadros da McLaren, no programa de jovens pilotos da equipa de Woking. Corre actualmente na DAMS na World Series by Renault (onde corre Félix da Costa) e tem tido desempenhos brilhantes, liderando o campeonato até agora. Esteve presente no teste para jovens pilotos em SIlverstone e deu muito boa conta de si. É certamente a par de Félix da Costa o jovem que mais entusiasma pela qualidade e consistência demonstrada até agora.
Em 2008 correu na Formula Ford dinamarquesa onde ganhou o campeonato.
Em 2009 correu na Formula Renault onde ficou em segundo no Campeonato da Europa do Norte ficando atrás de Félix da Costa.
Correu na Formula 3 germânica e na Formula 3 britânica em 2010 e 2011 respectivamente. Corre desde 2012 na WSR onde tem demostrado que pode ser um caso sério na F1. Uma vez que os lugares na McLaren já estão ocupados para a próxima época, fala-se que Magnussen poderá ter um lugar na Marussia, para ir ganhando experiência em alta competição. Seja como for é um nome a ter em conta para o futuro.


Sergey Sirotkin:

O jovem russo de apenas 17 anos, parece ter já o lugar garantido na F1, na equipa Sauber. Peter Sauber teve de recorrer a investidores russos para manter a sua equipa e uma das exigências para que esse investimento fosse feito foi a inclusão de um piloto russo, neste caso Sirotkin. Corre actualmente no WSR, competição que se está a tornar claramente na antecâmara para a F1, ocupando a 9ª posição.
A competir desde 2010 (Formula Abarth, 2010 e 2011 e Formula 3 italiana) o piloto já mostra alguma qualidade mas é quanto a nós demasiado novo para subir à F1. O nível de exigência é tremendo e tendo em conta que apenas tem esta época de WSR deveria ficar mais um ou 2 anos para conseguir maturar as suas capacidades e então dar o salto de forma mais solida. Mas a força do dinheiro poderá valer ao piloto um lugar que ainda não fez por merecer e para o qual poderá não estar preparado, mesmo tendo em conta o potencial que revela. Veremos caso suba como consegue lidar com a pressão.


James Calado:

O britânico de 24 anos corre actualmente no GP2 sendo 5º classificado. Fez testes com a Force India em Silverstone e mostrou bom andamento. A competir desde 2008 já tem no seu currículo títulos na Formula Renault 2.0 britânica e portuguesa em 2008, 2º lugar na Formula 2.0 britânica em 2009, 2º na Formula 3 britânica e no GP3 em 2010. Compete desde 2011 no GP2 e curiosamente fez sempre 5º lugar. Está na calha para um lugar na Force India, uma vez que os dirigentes da equipa ficaram agradados com a sua prestação em Silverstone e pelos vistos já houve conversações entre as partes interessadas, embora seja para a posição de 3º piloto por enquanto. Poderá ter mais sorte caso Di Resta saia da equipa.


Davide Valsecchi:

De todos os possíveis reforços é o mais velho com 26 anos. O título de rookie pode ser um pouco exagerado neste caso pois já é piloto de reserva da Lotus tendo já ocupado o cargo em 2011. É o campeão em título do GP2, pela DAMS. Deu nas vistas em Abu Dhabi em 2010 pela Hispania onde fez menos 2 seg. que Bruno Senna, um dos pilotos principais da equipa nessa época. A competir desde 2003, passou pela Formula Renault 2.0 italiana (2003, 2004), Formula 3 italiana (2004,2005), Formula Renault 3.5 (2006, 2007), Le Mans Series (2006) e GP2 desde 2008 tendo vencido a Serie Asiática em 2009/2010 para além do título já referido em 2012. Um piloto com larga experiência mas que não se conseguiu impor de forma clara em toda a sua carreira no GP2. Mas o último ano rendeu lhe vários elogios e a sua prestação no teste para jovens foi vista como muito positiva. Caso Kimi saia da Lotus a equipa deverá querer contratar um piloto que garanta resultados imediatos ( os boatos apontam para Hulkenberg e nos ultimos dias tem se falado da troca entre pilotos com Kimi a ir para a Ferrari e Massa para a Lotus) e não parece que Valsecchi possa fazer isso. Mas se a crise financeira se agravar e nenhum dos pilotos falados se concretizar, poderá ter hipóteses de conduzir na F1 e mostrar o seu valor. É uma hipótese remota.


Estas são as nossas apostas para ingressarem na F1 no próximo ano. Haveria mais pilotos com valor para subir como Robin Frijns, um holandês com um talento enorme que foi campeão de Formula BMW europeia (2010) , Formula Renault 2.0 e Formula Renault 3.5 ( 2011 e 2012 respectivamente). Corre actualmente em GP2 e é piloto de testes da Sauber. Manifestamente só não está na F1 por falta de patrocínios, pois talento não lhe falta. Infelizmente nem sempre os mais talentosos sobem à categoria rainha. Stoffel Vandoorne é também um jovem a seguir com muita atenção. O jovem belga de 21 estreou – se este ano na WSR 3.5 e tem brilhado, estando actualmente no 2º posto. Já foi campeão da F4 Eurocup 1.6 (2010), Formula Renault 2.0 (2012), competindo desde 2010. Mais um talento do programa de jovens pilotos da McLaren que certamente irá brilhar caso tenha a sorte de subir para a F1. Deverá ganhar maturidade por mais um ano na WSR 3.5, pois Magnussen está à frente na hierarquia para um lugar no grande circo. Há ainda Daniel Juncadella, actual piloto da Mercedes no DTM (Mucke Motorsport) com 20 pontos no bolso em 12º, que foi apontado como um potencial reforço para a Williams. Di Resta também passou do DTM para a F1 com os resultados que se conhecem.



Só no final do ano poderemos confirmar se as nossas apostas se mostram correctas. Até lá e porque ainda há muitas decisões por tomar, cabe a cada piloto dar o melhor de si para poder almejar um lugar na F1. Como já dissemos nem só de talento é feito o bilhete de entrada, sendo necessária por vezes grandes quantidades de dinheiro, mas esperemos que os mais talentosos possam ter a sorte de correr na F1 e poder brilhar e tornar a modalidade cada vez melhor.




Fábio Mendes

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

E se Kimi for mesmo para a Ferrari?

Nos últimos dias tem sido recorrentes os rumores que dizem que Kimi Raikkonen vai trocar a Lotus pela Ferrari. Como não há fumo sem fogo é pois necessário começar a considerar seriamente essa hipótese.

Kimi na Ferrari faz sentido?

Do ponto de vista de Ferrari a escolha faz todo o sentido. A equipa tem dinheiro (muito dinheiro) mas os resultados não aparecem. Uma mini revolução tem ocorrido em Maranello, inicialmente a nível de infra-estruturas com melhorias e um novo túnel de vento, que tem causado muitos problemas até agora. De seguida o reforço do departamento técnico com James Allison, que deixou a Lotus para se juntar a Pat Fry (outro grande nome) e companhia formando, provavelmente a par da Mercedes, a melhor equipa técnica da F1. Com reforços em todas as áreas estratégicas falta reforçar apenas uma. Os pilotos. Alonso é do melhor que há mas Massa, desde 2009 que nunca mais convenceu ninguém e está certamente na porta de saída. Obviamente que ficando um lugar vago há duas hipóteses: Ir buscar um jovem piloto com margem de progressão e fazer com que ele cresça com a equipa; Ou ir buscar um piloto feito que permita resultados imediatos. E a Ferrari quer / necessita de resultados imediatos. O avultado investimento não pode cair em saco roto. E de todos os pilotos, qual é aquele que é sinónimo de resultados? Kimi Raikkonen obviamente. E assim a Ferrari faz uma jogada estratégica e de marketing, pois Kimi é também sinonimo de Fãs. O post de ontem de Pedro Mendes sobre a dupla maravilha continua a fazer todo o sentido, embora os envolvidos passem a ser Alonso e a Ferrari em vez de Vettel e a Red Bull. Tudo o resto é igual. O choque de egos (que até será maior com Alonso do que com Vettel), a vontade de criar uma equipa dominadora que vem de uma fase menos boa. A ideia pertinente que o post encerra faz ainda mais sentido na Ferrari.

Poderá dar-se o caso também de Kimi ser o substituto de Alonso na Scuderia. O descontentamento do espanhol é visível. Talento tem para dar e vender e o carro não o ajuda a ganhar. E o ambiente pode estar a azedar em Maranello, visto as ultimas declarações do presidente da Ferrari. E assim seria Alonso a fazer companhia a Vettel. Mas o alemão já disse que Alonso não é o seu preferido e por certo a Red Bull não quererá ver o seu tri-campeão do mundo descontente com a opção do seu colega de equipa, embora publicamente Horner tivesse dito que a escolha não depende de Vettel. Para alguns entendidos esta é a mudança mais provável, caso Kimi vá para a Ferrari. Pessoalmente não acho que o seja pois Alonso tem um ego muito maior que Kimi e viu-se pela convivência que teve com Hamilton na McLaren que não é um piloto fácil quando as coisas não estão do seu agrado ( embora a experiência e a idade do espanhol já permitam outro tipo de comportamento). Trabalhar com Kimi parece assim menos complicado para a Red Bull. E a Ferrari não quererá despachar o piloto que melhor se tem exibido nos últimos tempos e que tem garantido resultados mesmo quando o carro não o fazia prever. A minha a opinião pessoal caso Kimi vá para a Ferraril é o cenário descrito mais acima no qual se junta Alonso na Scuderia, para permitir resultados imediatos e como tal seguirei com essa linha de raciocínio no post.

Qual será o melhor desafio?

Há o aspecto pessoal do piloto. A mudança para a Red Bull seria um passo seguro. A Red Bull deve ser neste momento a equipa que melhor trabalha. E ir para lá seria quase pela certa sinónimo de vitórias. O único ponto de interesse seria ver se conseguiria suplantar Vettel na sua própria casa. O desafio Ferrari é bem maior. É necessário primeiro desenvolver o carro, depois começar a ganhar e fazer frente a Alonso (que para muitos é melhor que Vettel). Seria um desafio parecido ao que Hamilton assumiu quando foi para a Mercedes, com o extra de ter de lutar com Alonso na sua casa, onde é dono e senhor. Se Kimi conseguisse isso seria uma vitória pessoal tremenda, ele que foi o ultimo campeão pela Ferrari. A motivação no caso da ida para a Ferrari seria muito maior assim como a dificuldade do desafio.

O que esta troca implica para os outros pilotos?

Em relação ao efeito dominó nesta mudança? É provável que tenha um desfecho que nos agrada mais. Isto porquê? Se Kimi for para a Ferrari implica que Ricciardo irá para a Red Bull (muitas interrogações sobre o rendimento do australiano, se subir para a equipa principal). Ou seja, fica uma vaga na Toro Rosso, uma vez que Vergne é para manter. E Tost, chefe da Toro Rosso, já veio dizer que Félix da Costa é um dos fortes candidatos ao possível lugar vago. E depois há o lugar deixado vago por Kimi na Lotus, cujo principal candidato ( no nosso entender) parece ser Hulkenberg, dadas as dificuldades da Sauber a nível financeiro.

Em resumo,  teríamos Félix da Costa a mostrar o que vale na Toro Rosso, Hulkenberg na Lotus que a nosso ver seria o passo ideal para o alemão mostrar o seu valor. Há ainda o caso Di Resta que tem vontade de dar o salto. Mas é de ter em conta que a Force India está a apostar também no reforço de condições a nível de infra-estruturas com um investimento feito recentemente nesse sentido, a fim de se poder afirmar definitivamente na F1, subir mais um degrau e começar a fazer verdadeiramente frente às equipas grandes Para isso tem de manter uma boa dupla de pilotos e não seria de estranhar se Di Resta ficasse mais um ano com a promessa de ver as suas possibilidades de vencer aumentadas.

Caso Kimi vá para a Red Bull, as possíveis movimentações implicariam a entrada de um novo piloto para a Ferrari ( Hulkenberg, Di Resta ou Bianchi até) e para a Lotus ( Hulkenberg e Di Resta outra vez) com a Toro Rosso a manter a dupla. Neste caso as possibilidades de Féliz subir à F1 seriam quase nulas.


Tudo isto são meras hipóteses que achamos que fazem sentido.Muita tinta vai ainda correr durante estes próximos tempos e se calhar os cenários aqui propostos não se verificarão. Mas uma coisa parece certa. A decisão de Kimi irá influenciar não só o seu futuro como o futuro de outros pilotos. Ficamos à espera de ver qual será o desfecho, tendo uma esperança que para o ano haja um português no grande circo.


Fábio Mendes

domingo, 21 de julho de 2013

Do sonho ao pesadelo em 24 horas – Félix da Costa com um fim-de-semana horrível em WSR


A semana do nosso Félix da Costa não podia ter começado melhor. Preparação e testes em Silverstone no RB9 onde fez um excelente trabalho, mostrando que está pronto para uma vaga na F1.
Na sexta chegou à Áustria, para a corrida de WSR que acontecia em casa da Red Bull, mas logo no início as coisas começaram mal. Nos primeiros treinos livres fez apenas 23º com um problema no seu Arden Caterham. O fim-de-semana não se adivinhava fácil. A equipa tentou resolver os problemas mas na 2ª sessão de treinos livres só deu para o 7º melhor tempo com a sessão a ser interrompida por bandeiras vermelhas.

A qualificação trouxe mais do mesmo. O carro com um andamento claramente inferior, permitiu ao português fazer apenas o 3º melhor tempo que depressa seria ultrapassado pelos seus adversários. Pole para Sorensen que no início do ano era também candidato à vitória no campeonato mas que tem estado também muito abaixo do espectável. Magnussen fazia o 2º tempo e Vandoorne 6º.

A corrida seria muito difícil para Félix que embora com uma má partida conseguiu subir uma posição. Quando preparava o ataque a Pic que seguia em 5º, inexplicavelmente o português ficava mais longe do francês. Passado umas voltas a distância voltou a diminuir mas o Arden nunca mostrou ter capacidade para permitir ao nosso Formiga tentar a ultrapassagem. Já no final da corrida caiu para 7º perdendo o lugar para Buller.

No final Félix dizia :

“Continuamos a não conseguir traduzir o nosso andamento em resultados. Foi um dia duro, onde trabalhámos intensamente para ultrapassar os problemas que surgiram. Na corrida o alarme da temperatura disparou várias vezes com o motor claramente a perder rendimento. Vamos analisar as razões e procurar solucionar o problema. Amanhã temos nova qualificação e a 2ª corrida, acredito que vamos dar a volta por cima e voltar aos lugares da frente”

A vitória sorriu a Sorensen, que fez uma excelente corrida, seguido de Melker em boa forma neste fim-de-semana e o inevitável Magnussen. Vandoorne abandonou cedo na corrida, devido a problemas no carro, o que favoreceu e de que maneira Magnussen nas contas para o campeonato.

Resultados da corrida 1:

Pos Driver                  Team               Time/Gap
 1. Marco Sorensen          Lotus             46m36.415s
 2. Nigel Melker            Tech 1              +4.420s
 3. Kevin Magnussen         DAMS                +9.065s
 4. Will Stevens            P1/Strakka          +14.629s
 5. Arthur Pic              AV                  +17.511s
 6. Will Buller             Zeta Corse          +20.107s
 7. Antonio Felix da Costa  Arden Caterham      +21.411s
 8. Marlon Stockinger       Lotus               +25.752s
 9. Andre Negrao            Draco               +27.269s
10. Jazeman Jaafar          Carlin              +28.190s
11. Zoel Amberg             Pons                +34.231s
12. Lucas Foresti           Comtec              +39.229s
13. Nico Muller             Draco               +42.355s
14. Daniil Move             Comtec              +56.612s
15. Yann Cunha              AV                  +1m01.802s
16. Christopher Zanella     ISR                 +1 lap

Retirements:

    Matias Laine            P1/Strakka          15 laps
    Sergey Sirotkin         ISR                 11 laps
    Norman Nato             DAMS                11 laps
    Carlos Huertas          Carlin              11 laps
    Stoffel Vandoorne       Fortec              11 laps
    Riccardo Agostini       Zeta Corse          8  laps
    Pietro Fantin           Arden Caterham      0  laps
    Mikhail Aleshin         Tech 1              0  laps
    Nikolay Martsenko       Pons                0  laps


A segunda qualificação mostrava que os problemas no carro do português não estavam resolvidos, uma vez que foi obrigado a parar a meio da sessão, só regressando mesmo no final a tempo de ainda conseguir o 8º lugar o que é manifestamente pouco para o que o português pode e deve fazer.

Sorensen fazia a dobradinha na pole, beneficiando da penalização de Melker que passou para 2º e Magnussen em 3º. Vandoorne em 4º alimentava esperanças de compensar a desistência do dia anterior.
A corrida foi o culminar do pesadelo para o português que não saiu sequer da linha de partida. Quando as luzes vermelhas desapareceram o Arden Caterham não deu qualquer sinal e ficou parado. O ponto mais baixo de um fim-de-semana difícil e inglório para Félix da Costa que não tem um carro à altura das suas capacidades.

Vandoorne também com um fim-de-semana para esquecer foi obrigado a desistir outra vez vendo passar Magnussen para a frente do campeonato, fruto do seu 2º lugar. Sorensen venceu outra vez fazendo o pleno. Sirotkin, futuro piloto da Sauber, mostrou serviço fazendo uma boa corrida depois da desistência do dia anterior devido a um acidente.

Declarações de Félix da Costa depois da 2ª corrida:


“Era um fim de semana em que tanto eu como a equipa depositávamos grandes esperanças, mas tudo correu mal. Hoje foi um dia ainda pior que o de ontem, em que quando cheguei à grelha para me preparar para o arranque apagou-se tudo, motor e o painel de instrumentos. A única coisa a fazer foi mesmo pôr as mãos ao peito e esperar que ninguém me batesse. Um dos piores fins de semana da minha carreira, que vou querer esquecer rapidamente. Estou triste, mas tenho confiança no meu valor, por isso vou continuar a trabalhar com a equipa de forma a terminarmos a época bem e traduzir o nosso verdadeiro potencial em resultados”

Resultados da 2ª corrida:

Pos  Driver                  Team              Time/Gap
 1.  Marco Sorensen          Lotus           45m42.658s
 2.  Kevin Magnussen         DAMS               +4.517s
 3.  Nigel Melker            Tech 1             +5.422s
 4.  Sergey Sirotkin         ISR                +7.117s
 5.  Will Buller             Zeta              +11.004s
 6.  Will Stevens            P1/Strakka        +12.937s
 7.  Marlon Stockinger       Lotus             +14.054s
 8.  Nico Muller             Draco             +14.416s
 9.  Pietro Fantin           Arden Caterham    +16.899s
10.  Norman Nato             DAMS              +18.254s
11.  Andre Negrao            Draco             +18.956s
12.  Yann Cunha              AV                +23.509s
13.  Jazeman Jaafar          Carlin            +24.729s
14.  Christopher Zanella     ISR               +25.283s
15.  Matias Laine            P1/Strakka        +28.566s
16.  Oliver Webb             Fortec            +28.813s
17.  Daniil Move             Comtec            +29.903s
18.  Mikhail Aleshin         Tech 1            +35.064s
19.  Zoel Amberg             Pons               +2 laps
20.  Arthur Pic              AV                 +2 laps

Retirements:

     Lucas Foresti           Comtec             30 laps
     Riccardo Agostini       Zeta               24 laps
     Carlos Huertas          Carlin             20 laps
     Stoffel Vandoorne       Fortec              9 laps
     Nikolay Martsenko       Pons                2 laps
     Antonio Felix da Costa  Arden Caterham      0 laps


A situação de Félix da Costa é complicada. Perdeu o 3º lugar do campeonato, já sendo quase impossível lutar pelo titulo, restando lutar pela 3ª posição. No ano em que mais precisava de mostrar serviço, o carro e a sorte resolveram dificultar lhe a vida. Desde furos a escapes rotos, a motores sobreaquecidos, a lista de azares tem sido bem recheada. Imaginamos que deva ser frustrante não poder mostrar o seu verdadeiro valor, para mais quando ao seu lado está sempre Helmut Marko, que deve ser o factor de pressão extra. É bom lembrar que grandes talentos da F1 ( Senna, Hakkinen no inicio de carreira sofreram bastante) tiveram uma ascensão muito difícil e depois conseguiram provar o seu valor.
É bom lembrar também que Carlitos Sainz, que tem sido alvo de muitos elogios por parte da comunicação social, fez um tempo muito bom em Silverstone, mas este apenas rodou para baixar tempos, enquanto Félix da Costa trabalhou um dia e meio a parte técnica do carro não tendo hipóteses de brilhar dando primazia à consistência em vez da rapidez.
É óbvio que se trata de um português e que queremos muito que ele vá para a F1, mas isto não são desculpas. São apenas factos que a frieza dos números podem disfarçar mas que não devem ser esquecidos. Esperemos que melhores dias venham e que esta pausa de 2 meses no WSR permita a equipa melhorar o carro e a Félix da Costa para limpar as ideias e fazer uma ponta final de campeonato como ele pode fazer… à campeão.


Classificação geral:

Pos.DriverPoints
1.dkKevin MagnussenDAMS166
2.beStoffel VandoorneFortec136
3.gbWill StevensStrakka101
4.nlNigel MelkerTech 197
5.ptAntonio Felix da CostaCaterham Arden95
6.dkMarco SorensenLotus83
7.chNico MullerDraco77
8.frArthur PicAV Formula58
9.ruSergey SirotkinISR46
10.ukWilliam BullerZeta28
11.brAndre NegraoDraco28
12.coCarlos HuertasCarlin26
13.chChristopher ZanellaISR25
14.myJazeman JaafarCarlin24
15.ukOliver WebbFortec24
16.frNorman NatoDAMS21
17.ruMikhail AleshinTech 116
18.ruNikolai MartsenkoPons Racing14
19.phMarlon StockingerLotus14
20.brPietro FantinCaterham Arden12
21.esCarlos Sainz Jr.Zeta8
22.ruDaniil MoveComtec6
23.roMihai MarinescuZeta4
24.fiMatias LaineStrakka2
25.chZoël AmbergPons Racing0
26.brYann CunhaAV Formula0
27.brLucas ForestiComtec0
28.gbNick YellolyZeta0
29.frEmmanuel PigetZeta0
30.chMatheo TuscherZeta0
31.itRicciardo AgostiniZeta0


Fontes:
Autosport.pt
Autsoport.com
Gpupdate.net

Fábio Mendes